quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Movimento Negro faz duras críticas a intolerantes religiosos na Paraíba

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

http://pizzariadoze.blogspot.com/2010/10/tiro-no-pe-maranhao-recebe-severas.html

Tiro no pé - Maranhão recebe severas críticas por racismo e intolerância religiosa

REPÚDIO À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E AO RACISMO NA PARAÍBA, NO TOCANTE ÀS AGRESSÕES SOFRIDAS PELAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA NA PARAÍBA

Nos últimos dias (07 e 10 de outubro) tem circulado material anônimo (impresso, e-mails e vídeos na internet) desqualificando e desrespeitando as religiões de matriz africana com a divulgação de imagens associando-as ao culto de “entidades demoníacas”. Acrescenta-se o fato de que estas mensagens associam pessoas negras como praticantes do “satanismo”.

Essa manifestação (covarde, discriminatória, racista e intolerante) tem explícito intuito eleitoreiro, uma vez que vincula-se um dos candidatos ao cargo de governador da Paraíba como adepto das práticas “satânicas” afirmando que o mesmo estabeleceu um acordo com o sobrenatural para garantir sua vitória eleitoral. Esse tipo de atitude apenas serve para desvirtuar as questões importantes de uma campanha eleitoral, que deve se pautar por um debate de propostas para a sociedade e não lançar mão de práticas discriminatórias e intolerantes, que distorcem imagens, reforçam/reproduzem preconceitos e constroem discursos injuriosos. [1]

As imagens utilizadas são de uma sacerdotisa/Ialorixá, de alguns representantes do movimento social negro paraibano e de gestores/as públicos. Todas as pessoas que aparecem nos materiais divulgados estavam numa escola pública de João Pessoa, realizando a abertura de evento público, no qual se discutia a Intolerância Religiosa na Paraíba. Nesse evento a participação do poder público, com a presença do então prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho e da Secretária de Educação, Ariane Sá, que exerciam o dever como administradores públicos, buscando “incentivar o diálogo entre movimentos religiosos sob o prisma da construção de uma sociedade pluralista, com base no reconhecimento e no respeito às diferenças de crença e culto”, conforme orienta o Plano Nacional dos Direitos Humanos III.

Não querendo adentrar as questões políticas eleitorais, manifestamos nosso REPÚDIO aos que não respeitam a diversidade religiosa e aos que querem restringir o direito de se vivenciar as religiosidades afrobrasileiras. Primeiro endemonizando racialmente seus praticantes, ao criar uma associação intrínseca entre negritude e satanismo. Segundo, colocando um vídeo que permaneceu na internet por algumas horas. Terceiro, produzindo panfletos que foram entregues aos moradores de alguns bairros de João Pessoa. Quarto, enviando e-mails com conteúdos difamatórios e discriminatórios.

A divulgação desse tipo de informação distorce a importância histórica e cultural das religiosidades negras, das sacerdotisas/ialorixás que são guardiãs da memória de povos arrancados do continente africano e foram escravizados no Brasil, e tenta impor uma visão de que a religião dos orixás é falsa, satânica e com prática restrita a população negra. Difundindo, portanto, uma postura intolerante, discriminatória e racista.

Além da forma preconceituosa, discriminatória e intolerante pelo qual se referiam as religiões afrobrasileiras, destacaram vários monumentos artísticos, ditos como “estátuas”, e como materialização da “consagração de nossa capital paraibana ao satanás”. O autor (ou autora) desse material discriminatório, mais uma vez, mostra-se sem condições de cumprir as regras de convivência respeitosa e descumpre vários marcos legais que regulam a vida em sociedade, de maneira, que cabe a nós, grupos, núcleos, articulações e organizações negras na Paraíba destacar alguns dos muitos preceitos legais que foram desrespeitados e exigir a punição legal dos responsáveis pela elaboração e distribuição do material que discrimina as religiões de matriz africana:

“Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos, conforme consta no Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948);

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: Inciso VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, asseverado no Artigo 5º da Constituição (Cidadã) de 1988;

“Serão punidos, na forma desta Lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, determinações do Art. 20 da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997.

Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa, conforme determinações do Art. 20 da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997.

Sem dúvida, vivemos num sistema democrático dotado de mecanismos para combater práticas intolerantes e racistas, como a mencionada no material divulgado na Paraíba que demoniza as manifestações religiosas de matriz africana, e não podemos assistir este tipo de ataque. Os/as responsáveis por semelhantes atos de preconceito, discriminação racial, intolerância devem ser submetidos/as ao rigor da lei para serem julgados/as. Assim se fortalece a prática republicana e democrática brasileira, afinal, todos, inclusive a população negra, tem direito de ter direitos.

Por tudo isso, nós, ativistas na luta antirracista e, que compomos grupos, núcleos, articulações e organizações negras na Paraíba dizemos não à INTOLERÂNCIA RELIGIOSA e ao RACISMO, bem como exigimos respeito a nossa história, nossa cultura e as nossas expressões religiosas.

Assinam:

Articulação da Juventude Negra – Paraíba
BAMIDELÊ – Organização de Mulheres Negras na Paraíba
FICAB: Federação Independente de Cultos Afrobrasileiros do Estado da Paraíba
Instituto de Referência Étnica-IRE
Movimento Negro Organizado da Paraíba/MNO-PB
Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB/NENN
Rede de Mulheres de Terreiros

terça-feira, 28 de setembro de 2010

MARINA SILVA E O VELHO QUE LIA ROMANCES DE AMOR

MARINA SILVA E O HOMEM QUE LIA ROMANCES DE AMOR


Por Belarmino Mariano Neto (belogeo@gmail.com)


Esse artigo é fruto de um caloroso debate articulado a partir de um texto escrito por Joana belarmino no portal Luis Nassif - http://blogln.ning.com/profiles/blogs/o-velho-que-lia-romances-de?xg_source=activity – no qual Joana tenta fazer uma articulação entre a Candidata Dilma Ruseff/Lula/PT com “ O velho que lia romances de amor”. Fiz um contra-ponto e articulo uma outra versão aos fatos, colocando no centro do romance a candidata Marina Silva – PV. Outro ponto, agora de concórdia é quanto a mídia burguesa e seu raio de ação desferindo ataques sombrios contra a Ex- Ministra Dilma, meios de comunicação que Joana unifica em uma espécie de Partido da Imprensa Golpista – PIG.

O autor chileno Luis Sepúlveda, dedica a Chico Mendes, guerreiro amazônico um dos mais belos escritos românticos, em prosa descritiva e perceptiva. É importante observar que o velho eremita que vive na floresta e que lê romances de amor, nos lembra bem mais, outra candidata a presidente, também amiga pessoal de Chico Mendes e que teve oportunidade de aprender a ler em objetos de papel só após 16 anos de idade. Marina Silva se relacionaria melhor nas observações feitas por Joana Belarmino.

Tive oportunidade de conhecer e fazer amizade com um antropólogo acreano conhecido por Mauro Almeida/UNICAMP. Ele também foi amigo de Chico Mendes e é amigo de Marina Silva. Em suas aulas sobre Antropologia, território e identidade, ele contou um pouco de suas experiências na floresta. Com os caçadores, com os seringueiros e com as suas leituras em plena selva. Ele contou que havia uma geladeira velha, na qual depositava seus livros de pesquisas, entre eles: alguns romances, obras marxistas e antropológicas.

Marina Silva se serviu de sua geladeira de livros, e possivelmente traga em suas análises afiadas, um pouco desse romance real. Não como segunda pele, mas como primeira pele. Quando a gente fala da epiderme do ser é como tratar da essência, elementos que transcendem a própria lógica formal, pois estamos diante de dinâmicas cognitivas utilizadas pelo pensamento analógico.

Acho que a colagem feita por Joana Belarmino quando faz sua dura crítica a imprensa burguesa é correta, mas a comparação entre o velho que lia romances de amor e Dilma/Lula está descontextualizada, pelo simples fato de que diferente de Lula, estrategista emocional, Dilma não convence nem a si mesma. Essa é uma opinião não da mídia burguesa, mas de muitos intelectuais e de pessoas simples com as quais a gente encontra e tabula conversas políticas típicas de nossa frágil democracia.

Assisti algumas entrevistas de Dilma e li algumas de suas opiniões espalhadas pela mídia burguesa, ou simplesmente, por canais alternativos de imprensa, blogosfera e sites livres. http://www.youtube.com/watch?v=8wIlFaF2r4c Me estranha suas posições sobre o meio ambiente e sobre a literatura. http://www.youtube.com/watch?v=qWgol6I-YpY&feature=related . Como a tratada aqui do artigo de Joana Belarmino. Fico pensando, será que Dilma já se deu ao trabalho primitivo de lê esse belo romance?

Concordo com uma coisa, atos falhos são psicologicamente normais, pois representam o que de fato a gente pensa sobre determinadas questões. Atos falhos sequenciais comprometem a personalidade do individuo em questão. Por outro lado, quando lemos Levy (1993), o mesmo argumenta que a dinâmica do pensamento nos dias atuais relaciona-se a um processo cognitivo coletivo. Nesse sentido, preocupa-me querer culpar o PIG, pelos atropelos da escolha presidencial petista. Sabemos que a esquerda moderna, chegou ao poder pela via da direita, cheia de boas intenções. Sabemos também que para o PT chegar ao poder, precisou fazer uma limpeza ideológica em seus quadros (marxistas, leninistas, trotskistas, maoístas, ghevaristas, etc.), os últimos fundaram o PSOL de Heloisa Helena e seus companheiros.

Acho que precisamos de um segundo turno, não por vontade da imprensa burguesa, mas por vontade popular, pois o personagem que vive na floresta e lê romances de amor é Marina Silva. Acho que também na visão de Boff, Caetano, Betânia, Adriana Calcanhoto, Lenine, Pedro Simom e Dona Eulália, 73 anos, professora aposentada e que disse: “Marina é frágil, mas tem muita fibra. Vi sua entrevista no Bom dia Brasil, ela me convenceu, e eu nem ia votar este ano”.

Será que a história da vida de António José Bolívar foi inspirada em Chico Mendes? Quem conhece a história de Chico e entra no universo do velho que lia romances de amor, percebe e se envolve com o respeito pela natureza e aos povos da floresta. Esse mundo verde, que alimentou a ficção de AVATAR, é preconizado no romance de Marina Silva, em sua UTOPIA ATIVA, em uma missão quase impossível. Mas a onda verde vem pegando velocidade, podendo virar tsunami político, quase que em uma reação de viragem ecológica. Algo como “um vendedor de flores que ensina seus filhos a escolher seus amores” (Ana Carolina). Não gostaria que atribuíssem a imprensa burguesa tal fato, pois Marina só tem um minuto de TV e o mesmo espaço na imprensa que os demais candidatos. No entanto, vejo uma montanha de internautas reinventando silenciosamente uma nova maneira de fazer política.

Quanto às rugas ou verrugas no espaço-tempo, sequestro de Lula e Dilma, acho que o PIG não precisará de nada disso, pois a escolha de Dilma é um erro que deve ser atribuído aos dirigentes do PT, dos quais Lula é apenas um, mesmo que seja o principal.

Gostaria de ter visto no artigo outros personagens de o velho que lia romances de amor, entre eles o venal Barbosa e sua absurda lógica de extorsão, típica do modelo político brasileiro. Eleições corrompidas pelo álcool, pela compra de votos e fichas sujas, aparecem no romance do chileno Luis Sepúlveda. Em nossa realidade estas fichas sujas viram fichas limpas na boca do nosso líder operário. A direita recebe de presente todas as munições que Lula/Dilma e seu grupo de continuidade no poder, não poderiam dar ao PIG.

Quem é Bolivar, além de um leitor de romances de amor? Profundo conhecedor de todos os sistemas vegetais, animais e hídricos da floresta. Conhecimento romanceado ao longo da vida, dos ritos e da lida. Marina Silva, agora no PV, vive esse romântico e livre mundo em que a consciência contribui para as grandes decisões coletivas. Independência que passa pelo poder de escolher seus homens e mulheres, para o ministério de um governo nascido do coração dos povos da floresta, da caatinga, do cerrado, da mata atlântica, pantanal, araucárias e dos pampas gaúchos.

Quem são os inimigos? Isso fica para os futuros leitores de “O velho que lê romances de amor”. Faço questão de aqui colocar o velho como o que lê romances de amor, pois estou na casa dos meus quarenta e seis anos de idade, enquanto aquele velho, só de floresta já tinha 40 anos. Os velhos e as velhas, os jovens e as jovens devem enveredar pela sugestão de leitura da irmã Joana Belarmino e verão que a candidata que melhor se relaciona com o romance é Marina Silva, filha da floresta, agora uma guerreira AVATAR que já conseguiu um verdadeiro exercito verde e isso será irreversível na vida política cultural, social e ambiental desse pais.

Assim como Lula da Silva, filho de Brejeiros do Agreste pernambucano, Marina Silva é neta de cearenses retirantes e filha da floresta, leitores e construtores de um romance sem precedentes na história desse país que já tem uma nova história para contar.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

“Pelo Direito à Terra e à Soberania Alimentar”

Centro de Humanidades promoverá seminário “Pelo Direito à Terra e à Soberania Alimentar”

Seg, 23 de Agosto de 2010 15:22


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O Centro de Humanidades (CH) da UEPB, em Guarabira, promoverá o Seminário Diocesano sobre o Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra, em parceria com a Diocese daquele município. O evento acontecerá nesta quinta-feira (26), a partir das 8h, no Auditório do CH, sob a temática “Pelo Direito à Terra e à Soberania Alimentar”. O Seminário busca discutir com os mais diversos segmentos da sociedade civil o tópico da propriedade rural, tendo em vista, igualmente, que haverá um plebiscito entre os dias 01 e 07 de setembro, organizado pela Diocese de Guarabira através das Pastorais Sociais.

Consta na programação, a presença do bispo diocesano Dom Lucena, Monsenhor Luis Pescarmona e da comunidade quilombola Caiana dos Crioulos, advinda da cidade de Alagoa Grande (PB). O professor e diretor do CH, Belarmino Mariano Neto e a coordenação estadual da Comissão Pastoral da Terra - que abordará o tema “Limite da propriedade da terra: um direito do povo, um dever do Estado” - também estarão presentes.

O Centro de Referência em Direitos Humanos do Agreste da Paraíba (CRDHA/PB) está contribuindo com o evento, bem como com promoção e defesa dos Direitos Humanos. Implementado no Centro de Humanidades em Guarabira, em março de 2010, o CRDHA funciona graças a uma parceria entre a UEPB e a Secretaria Especial de Direitos Humanos.

O objetivo geral do projeto compreende a instalação de um Núcleo Fixo de atendimento na cidade de Guarabira e o desenvolvimento de ações itinerantes através de quatro núcleos móveis. Os objetivos específicos envolvem o atendimento a cerca de 6 mil pessoas no período de execução do projeto; prestação de assistência jurídica nos casos necessários, priorizando a mediação; orientação de cidadãos sobre seus direitos; e construção de uma Rede de Direitos Humanos no Agreste da Paraíba.

Juliana Rosas

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Estudos Demográficos e Econômicos

Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
Centro de Humanidades
Departamento de Geo – História - Curso de Licenciatura Plena em Geografia
Disciplina: Estudos Demográficos e Econômicos
Professora: Belarmino Mariano Neto (belogeo@yahoo.com.br)
http://observatoriodoagreste.blogspot.com
Carga Horária Total: 132h/aulas Ano: 2010.2

PLANO DE CURSO

I – EMENTA
Evolução da vida na Terra. As sociedades comunitárias. A população mundial. Teorias Demográficas. Malthus. Crescimento demográfico. Os movimentos populacionais. A Política demográfica. População e atividades econômicas. População rural e urbana. A transição Demográfica. A população brasileira. Taxas de natalidade e mortalidade. Índices de crescimento. Expectativa de vida e de qualidade de vida das populações. O homem como produtor e consumidor e Desenvolvimento. Os sistemas econômicos-sociais e a organização do espaço. Aplicação dos estudos populacionais e econômicos ao espaço brasileiro.

OBJETIVOS

II – OBJETIVOS GERAIS:
Caracterizar as diversas formas de ocupação do espaço terrestre pelo homem e a utilização dos recursos disponíveis e a sua distribuição geográfica. Analisar a evolução dos sistemas sócio-econômicos e as formas de organização do espaço geográfico elaborado a partir da relação sociedade natureza.

III – OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Desenvolver no aluno a capacidade de análise e compreensão dos diferentes momentos que atravessou a evolução dos sistemas sócio-econômicos e a organização do espaço geográfico mundial.
Levar o aluno a compreender o papel desempenhado pela sociedade na produção do espaço geográfico.

IV – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1 – ASPECTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS
DA GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO;
1.1 Conceito de população.
1.2 Geografia da População. Demografia e suas relações com as ciências sociais.
1.3 Fontes de dados para os estudos populacionais.
1.4. Evolução da vida na Terra. As sociedades comunitárias.

2 – EVOLUÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DA POPULAÇÃO
NO ESPAÇO GEOGRÁFICO
2.1 A população mundial: dinâmica do crescimento, fecundidade, natalidade, mortalidade,crescimento vegetativo
2.2 Explosão e implosão demográfica
2.3 Composição por sexo e idade, pirâmide etária.
2.4 Estrutura etária da população brasileira.
2.5 Grupos étnicos.

3 – MOBILIDADE DA POPULAÇÃO
3.1 Migrações populacionais no Brasil.
3.2 Tipologia das migrações.
3.3 Causas e conseqüências da migrações.
3.4 A emigração.
3.5 Êxodo urbano e rural.

4 – POLÍTICAS DEMOGRÁFICAS
4.1 A teoria Malthusiana.
4.2 A teoria Antimalthusiana.
4.3 A teoria Neomalthusiana.

5 – POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.
5.1 População economicamente ativa e inativa, rural e urbana.
5.2 As diversidades de formas de trabalho.
5.3 A estrutura social por atividade econômica
5.4 Distribuição de renda

6 - INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS ECONÔMICOS
6.1 - O homem como produtor e consumidor e o desenvolvimento.
6.1.1 Alguns modelos de sociedades, formas de organização social, econômica e política e as suas transformações.
6.1.2 O modelo escravista da Antiguidade.
6.1.3 O modelo feudal europeu.
6.1.4 O modelo capitalista mercantilista colonial europeu.
6.1.5 O modelo capitalista urbano industrial europeu.

7 - SISTEMAS ECONÔMICOS
7.1 - Os Sistemas Econômico-sociais e a produção do Espaço geográfico
7.1.1 Características do Espaço geo-econômico
7.1.2 Características do Espaço Geográfico: Espaço rural e urbano
7.1.3 A relação homem-natureza e sociedade natureza
7.1.4 A divisão internacional do Trabalho e os Desníveis de Desenvolvimento
7.1.5 Colonização

8 – O MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA
8.1 A Revolução Industrial
8.2 Pré-Condições
8.3 A Grã-Bretanha como líder da Revolução Industrial
8.4 As condições de trabalho nas unidades de produção
8.5 Acumulação Capitalista – mais – valia

9– GLOBALIZAÇÃO
9.1 Capitalismo e Socialismo
9.2 A mundialização da economia
9.3 O espaço técnico – científico
9.4 A formação dos grandes blocos econômicos
9.5 Capitalismo central e capitalismo periférico
9.6 O Brasil no contexto da Globalização

V – METODOLOGIA - ESTRATÉGIAS DE ENSINO
Trabalho em grupo, seminários, pesquisas de campo, exposições de textos produzidos, pesquisas bibliográficas, formação de banco de dados, interpretação de textos e mapas. Excursões, exposições fotográficas, aplicação de questionários em comunidade, extensão.

VI – RECURSOS TÉCNICO-PEDAGÓGICOS
Utilização de mapas, vídeos, retroprojetor, leitura e estudos dirigidos, aulas expositivas, excursões para locais de estudos, construção de relatórios de campo.

VII – AVALIAÇÃO
Relatório de campo em excursões, debates, provas, trabalhos práticos, questionamento oral e observação do desempenho.

VIII – REFERÊNCIAS

ANDRADE, Manuel Correia. Geografia Econômica. 7.ed. São Paulo: Atlas, 1981.
BEAUJEU-GARNIER, J. Geografia de População. 2.ed. São Paulo: Nacional, 1980.
BRETON, Roland J.-L. Geografia das Civilizações. São Paulo: Ática, 1990.
CLAVAL, Paul. A geografia cultural. Florianópolis: UFSC, 1999.
DAMIANI, Amélia. População e geografia. São Paulo: Contexto, 1991.
GOMES, Horieste. A Produção do espaço geográfico no capitalismo. São Paulo: Contexto, 1990.
RODRÍGUEZ, Sonia Montiel; COTILLA, Francisco Trilla. Geografía de la población. Havana: Universidad de la Habana, 1986.
WETTSTEIN, German. Subdesenvolvimento e geografia. São Paulo: Contexto, 1992.
HUBERMAN, Leo.“História da riqueza do Homem” Zabar Editores – R.J – 1982.
MARX, Karl. “A oriegem do Capital – a acumulação primitiva” Global Editora – Coleção Bases - S.P. 1979.
IANNONE, Roberto. “ A Revolução Industrial” Ed. Moderna - S.P. – 1998
IBGE – Dados referente ao Censo 2000

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Proposta para criação do Observatório do Semiárido Brasileiro

Evento em Campina definirá criação do Observatório do Semiárido Brasileiro

Objetivo é envolver todas as instituições relevantes no desenvolvimento sustentável da região

Por Aline Guedes

O Instituto Nacional do Semiárido (INSA), com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Agência Nacional de Águas (ANA), realiza, nos próximos dias 29 e 30 de julho, no Garden Hotel de Campina Grande (PB), a Oficina Interinstitucional para criação do Observatório do Semiárido Brasileiro.

A programação reunirá atores regionais, para mobilizar sua imaginação, capacidade e compromisso em torno de uma agenda estratégica, com vistas a validar a estrutura organizativa do Observatório, sua forma de gestão e governança, bem como identificar os fatores críticos ao desempenho do Semiárido, que devem ser monitorados pela rede de observadores institucionais.

As principais funções do Observatório são: realizar estudos históricos e prospectivos para compreender o estado de vulnerabilidade atual e antecipar as possibilidades futuras de sustentabilidade da região; monitorar de forma permanente e prospectivamente os fatores críticos ao desempenho regional; promover a cultura da inovação para a convivência com o Semiárido a partir da filosofia da semiaridez como vantagem e do paradigma das oportunidades; formar talentos profissionais para o desenvolvimento sustentável da região; divulgar amplamente a informação gerada no cumprimento do seu mandato.

A área de abrangência será estabelecida dentro da Nova Delimitação do Semiárido Brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional (MI), em 2005, que inclui Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, mais a porção Semiárida dos estados do Maranhão e Espírito Santo, incluindo articulações interinstitucionais estaduais, nacionais e internacionais que viabilizam colaborações imprescindíveis dentro e fora do Brasil.

Para a Oficina a ser realizada nos dias 29 e 30, está sendo convidado o presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), René Barreira, representantes das Secretarias de C&T dos Estados que compõem o Semiárido, do MMA, ANA, Banco do Nordeste (BNB), Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), Embrapa Semiárido (CPATSA), Articulação do Semiárido (ASA), Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB), dentre várias outras importantes instituições regionais.

A proposta de criação do Observatório nasceu a partir de um estudo realizado para o Instituto, com apoio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), revisado e atualizado como referência para a discussão e ajustes pelos participantes da Oficina a ser realizada em Campina Grande. A intenção é envolver todas as universidades, institutos, centros, fundações e quaisquer entidades geradoras de conhecimento e inovações relevantes para o desenvolvimento sustentável do Semiárido. Na prática, haverá uma campanha para estimular a adesão, onde cada ator institucional deve comprometer-se com o monitoramento de pelo menos um dos fatores críticos ao desempenho regional.

?O Observatório pretende ser reconhecido, até 2020, como a principal fonte de pensamento para a formulação de políticas contextualizadas para a convivência com a semiaridez e de formação de talentos profissionais comprometidos com as potencialidades da região e com a filosofia da semiaridez como vantagem? ? destaca o diretor do INSA, Roberto Germano Costa.

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Aline Guedes
Assessoria de Comunicação
Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT)
Edifício da Associação Comercial e Empresarial
Av. Floriano Peixoto, 715 ? 2º andar Centro
CEP: 58.400-165 Campina Grande/PB
Telefone:(55 83) 2101-6409
Fax:(55 83) 2101-6403
Celular: (55 83) 8738-6208
Site: www.insa.gov.br
E-mail: aline@insa.gov.br

Professor Ab’Sáber critica revisão de código Florestal brasileiro

(Arquivo do Jornal a Tribuna do Norte), postado por Marcio Balbino.

Aziz Ab’Sáber, do alto de seus 86 anos, muitos deles dedicados à ciência no Brasil, não tem dúvidas: para ele, a revisão proposta para o Código Florestal é uma estupidez. O professor de geografia da Universidade de São Paulo criticou o limite fixo para preservação das margens de rios e a tentativa da dita “bancada ruralista” diminuir o percentual da Reserva Legal na Amazônia. O professor publicará hoje um artigo com pesadas críticas ao texto aprovado pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B). “Uma revisão do Código Florestal precisa ser liderada por gente que conhece o assunto, o que, infelizmente, não é o caso”, declarou.

Rodrigo SenaJersuylka Francis, 18 anos, se encantou com o jogo de golf e aprovou a prática esportiva
A opinião de Ab’Sáber foi emitida durante uma conferência-homenagem na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O geógrafo brasileiro foi homenageado pela SBPC por suas contribuições à pesquisa no Brasil. “Um grande humanista”, assim foi definido Aziz Ab’Sáber, considerado referência nos estudos de geomorfologia e meio ambiente. Para o professor, o limite de sete metros e meio após a margem de rios é insuficiente. “Os revisores aplicam o espaço de sete metros da beira de todos os cursos d´água fluviais sem mesmo ter ido lá para conhecer o fantástico mosaico de rios do território regional”, afirma.

O ponto de vista de Aziz Ab’Sáber enfoca as diferenças de cada região natural do Brasil. O geógrafo tem autoridade para falar do assunto, tendo em vista ser um dos principais teóricos da classificação morfológica da geografia brasileira. Caatinga, pantanal, cerrado, araucárias, entre outros. Esses são os chamados “domínios morfoclimáticos” e todos, na opinião do professor, precisam ser considerados a partir de suas características específicas. Por isso, o “Código Florestal” deveria, nessa perspectiva, ser um “Código da biodiversidade”. “Ora, a caatinga não é floresta, o cerrado não é floresta e todas essas regiões precisam ser incluídas no código. É preciso ampliar a discussão”, declara.

Outro ponto destacado pelo professor Aziz Ab’Sáber é a tentativa de diminuir a reserva legal na Amazônia. Cada propriedade rural naquela região precisa preservar 80% de desmatamento em seu território. Segundo o geógrafo, a intenção é diminuir para 20%. “É um retrato do que já aconteceu no Sudeste, com áreas totalmente destruídas. Não podemos permitir o mesmo na Amazônia”, diz.

(Fonte: Jornal A Tribuna do Norte)
Postado por ____
Márcio Balbino Cavalcante
Mestrando em Geografia - UFRN.

Essa revisão demonstra o que a Marina Silva previa em relação as politicas ambientalistas do atual governo. Isso reforça a real necessidade de uma terceira alternativa política que possa se transformar em segunda força e ir para o segundo turno e para que a gente tenha de fato um primeiro governo ambientalista no palacio do planalto. MARINA SILVA + UM VOTO para que você chegue ao segundo turno, contrariando todas as pesquisas e elites políticas fechadas em gabinetes e querendo engolir a democracia com acordos que só prejudicam o país.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Progrma de Geografia Política e Geopolítica

Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
Centro de Humanidades (Guarabira)
Departamento de História e Geografia
Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto
belogeo@yahoo.com.br http://observatoriodoagreste.blogspot.com

DISCIPLINA: GEOGRAFIA POLÍTICA E GEOPOLÍTICA
Carga horária de 66 horas aulas/semestral

PROGRAMA DE CURSO

Ementa: Teoria e linguagens geográficas relativas à geopolítica e a geografia política. Teoria do conflito, do poder, da segurança, da nação e do nacionalismo. A geopolítica enquanto campo da ideologia. Geopolítica, imperialismo internacional e disputas territoriais. Os geógrafos universitários e espectro da geopolítica. “Geopolítica como a geografia das forças maiores”. Estado-nação e Globalização. Geopolítica, regionalização e disputas territoriais. Os conflitos do mundo, questões e visões geopolíticas. A geopolítica na América Latina. Os atuais conflitos internacionais e o papel da ONU.

Objetivo Geral: Compreender os fundamentos teóricos da geopolítica, considerando os conflitos mundiais e os poderes ideológicos das potencias internacionais.

Objetivos Específicos: Apresentar as principais categorias e princípios geográficos relativos a geopolítica; Estudar a geopolítica na perspectiva dos usos e abusos do poder; fazer estudos de casos sobre a geopolítica em escala regional; Refletir sobre geopolítica, nacionalismo e conflitos internacionais. Identificar as questões geopolíticas no contexto latino-americano.

Metodologia: Orientação e acompanhamento de leituras, debates, seminários, aulas expositivas dialogadas; oficina experimental de projetos de pesquisa e produção de textos/artigos.
Avaliação: sistema contínuo com participação direta, presencial e produção intelectual apresentada de forma escrita ou oral, contextualizada e exposta ao debate/crítico.

Conteúdo Programático
1. A construção do Pensamento geográfico na perspectiva geopolítica: Correntes de pensamentos, fundamentos teóricos e ideologias relativas a geopolítica.
2. A Geografia Política e Geopolítica: Origens e pressupostos da geografia da geopolítica, ideologias geográficas e teorias do poder, conflito e violência política. Nacionalismo e formações dos estados nacionais.
3. Geografia universitária, geopolítica e conflitos do mundo: Os geógrafos universitários e espectro geopolítico; geopolítica e guerras; relações internacionais e conflitos regionais; panorama do mundo pós Guerra-Fria; Oriente Médio; Leste europeu e disputas territoriais.
4. Geografia e geopolítica da América Latina: Violência políticas, repressão e geopolítica nas Américas; Estados Unidos e geopolítica da América Latina; O Brasil no contexto das potencias regionais.

Bibliografia:

ANDRADE, Manoel Correia de. Geografia Ciência da Sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas, 1992.
ANDRADE, Manoel Correia de. Imperialismo e fragmentação do espaço. São Paulo: Contexto 1988.
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