segunda-feira, 20 de abril de 2009

IV Semana de Geografia



Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Humanidades “Osmar de Aquino”
Departamento de Geo-História
Coordenação de Geografia

Centro Acadêmico “Professor Milton Santos”


IV Semana de Geografia

26 a 29 de maio de 2009
“Novos Territórios, velhas Formas:

as Transformações no espaço-tempo”

ENVIO DE TRABALHOS:




Sede:
Universidade Estadual da Paraíba/

Centro de Humanidades – Guarabira

83 3271-4080

1. Apresentação


O Centro Acadêmico de Geografia Prof. Milton Santos juntamente com a Coordenação do curso de Geografia tem a satisfação de apresentar o projeto da IV Semana de Geografia (IV SEMAGEO), que pretende realizar-se entre os dias 26 a 29 de maio de 2009 como o tema “Novos Territórios, velhas Formas: as Transformações no espaço-tempo”.
Pensa-se em novos territórios, pois se entende que a ciência, tem se formado a cada momento histórico em que os humanos conseguem descobrir novos resultados e práticas quem vem modificar a nossa maneira de viver. Assim interpretamos o território enquanto “lócus” do saber, entretanto esse novo saber continua a resultar numa velha forma, esta forma que é regida pela sociedade capitalista.
As revoluções Industriais são marco para novos paradigmas das ciências, a geografia tem respondido a cada um desses momentos de maneira diferente, possibilitando diversos olhares pra si e para o mundo. Cria-se a cada movimento novos problemas para as ciências que buscam no espaço-tempo a resposta para novas formas complexas da relação homem-natureza-sociedade.
Compreende-se que a base das transformações humanas esta pautada no conceito espaço-tempo, onde tudo ocorre num determinado espaço e num determinado tempo. Assim elege-se este conceito para ser utilizada tanto nas pesquisas históricas, geográficas, na literatura, na educação, nas artes e nas demais ciências que tem por objetivo o homem e sua relação/ transformação social.
O inicio deste século vem proporcionar a importância do estudo do homem na perspectiva do espaço-tempo, em que a “chamada” crise mundial faz-nos pensar enquanto descobrirmos, mas que efetivamente não mudam as formas, onde o humano ainda é visto e valorizado pelas suas posses. Será um retorno ao feudalismo? Não, nunca numa sociedade onde o consumo é o carro chefe pensar nessas novas praticas, torna-se importante e pertinente.

2. Justificativas
Considera-se o evento de grande importância a partir do tema escolhido, pois compreende as novas formas que a sociedade vem tomando torna-se importante na compreensão do homem-mundo, mundo-homem, nas formas que estão e já foram apresentadas através de diversos meios.
Outro ponto fundamental é o intercambio com professores e alunos, quebrando a rotina da sala de aula, privilegiando um amplo espaço de debates e aprendizagem. Com isto consideramos um evento favorável ao desenvolvimento da Universidade, em especial do Centro de Humanidades da UEPB.

3. Objetivos

Discutir as temáticas e um olhar critico e multidisciplinar na compreensão de novos territórios e velhas formas.

Objetivo Específico

· Proporcionar aos estudantes a máxima interação através da troca de experiências.
· Refletir sobre o modelo de sociedade que estamos vivenciando e esta como agente de alteração do espaço.
· Compreender as várias maneiras de representação e apresentação das ciências sociais.

4. Eixos Temáticos

· Sociedade-Natureza uma perspectiva contemporânea;
· Formação Territorial;
· Novas abordagens no ensino e pesquisa;
· Pensamento Geográfico: do discurso a pratica a pratica como discurso;
· Cultura e identidade na formação territorial;

5. Publico Alvo

A IV Semana de Geografia acontecerá na cidade de Guarabira/PB, esta direcionada aos estudantes e profissionais de Geografia, estudantes de áreas afins a ciência geográfica. Entretanto o evento acredita na interdisciplinaridade, como forma de enriquecer os debates e discussões dentro do evento.

6. Palestrantes e Convidados

Serão priorizados os professores e estudantes de Geografia do Estado da Paraíba, com a participação de autoridades da área, assim como profissionais de outras áreas, sempre levando em consideração o tema do evento e as diferentes temáticas a serem abordadas durante a sua realização.

7. Infra-Estrutura:

Hospedagem dos palestrantes
A cidade de Guarabira conta com uma boa infra-estrutura de hotéis que estão distribuídas nas áreas centrais. Dessa forma, a hospedagem dos palestrantes esta garantida se necessário.

Para os demais participantes que queiram ficar na UEPB, será reservada uma sala para alojamento, desde que cada participante traga colchonete e roupa de cama.

Seguranças

A segurança no evento será contratada pela UEPB, que faz constante no Campus e enviar-se-á oficio ao 4º Batalhão de Policia Militar com sede em Guarabira.

Transporte
Para o transporte dos membros da coordenação e do apoio na cidade serão disponibilizados carros fretados e passagens em transporte público.
Aos palestrantes serão disponibilizadas passagens rodoviárias, ou meio de locomoção de acordo com a necessidade. Além disso, estes terão direito a um veiculo para a locomoção no percurso Hotel-Universidade/hotel-rodoviária.


Alimentação
A alimentação será garantida por lanchonetes e restaurantes que ficam ao redor do Campus III, com isto o evento não se responsabilizara pela alimentação dos participantes, entretanto será garantida a alimentação da organização e de convidados.

Estrutura Física
Para a realização da IV SEMAGEO sediada no Campus III da UEPB, serão disponibilizadas as dependências do Campus para o alojamento dos participantes, auditorio para palestras e mesas, e salas de aulas com retroprojetor para apresentação de trabalhos.


Normas para exibição de trabalhos para a IV Semana de Geografia

RESUMOS EXPANDIDOS

Os resumos expandidos deverão não conter quadros, gráficos ou figuras. Deverão ser enviados em arquivos do WORD (doc.) e apresentar, na seqüência:

1 Título do trabalho
2 Nome dos autores, vínculos institucionais e e-mail para contato
3 Objetivos (máximo de 600 caracteres, considerando os espaços em branco)
4 Material e método (máximo de 2000 caracteres)
5 Resultados (máximo de 2500 caracteres)
6 Conclusão (máximo de 1000 caracteres)
Obs: Deverão ser obedecidas as normas do trabalho completo para o resumo expandido.


Os trabalhos completos devem ter no mínimo 05 paginas e no máximo 10 paginas obedecendo as indicações abaixo:

1. IDENTIFIÇAÇÃO: Titulo do trabalho em letra Times New Roman, tamanho 12, negrito, todas as letras em maiúscula e centralizada; a identificação (nome, instituição e e-mail) deve estar em espaços simples, em letra Times tamanho 11, na segunda linha.

2. RESUMO: O texto do resumo devera ser iniciado uma linha após e-mail do(s) autor (es), no máximo (três), com espaço simples, fonte Times New Roman tamanho 11, justificado e conter de 250 a 300 palavras, com introdução, justificativa, objetivo(s), métodos utilizados e resultados. Deverão constar até três palavras-chave.

3. CORPO DO TEXTO: Do corpo do texto deverão Constar:
a) Os objetivos do trabalho;
b) O referencial teórico e conceitual;
c) A metodologia utilizada (principais questões/ pontos desenvolvidos);
d) Resultados alcançados e conclusões.
e) Referências.

O trabalho deverá conter o seguinte formato: Digitado em Word, pagina tamanho A4 (39,7 cm x 21 cm), fontes Times New Roman 12, espaço entre linhas 1,5, margens direita e esquerda 3,0cm, margens superior e inferior 2,0cm, com texto justificado e com recuo para parágrafos (1 tab). Os subtítulos em letras iniciais maiúsculas e demais minúsculas em negrito. As ilustrações, tabelas e gráficos (Excel ou Power Point), vinculados ao Word, devem ter fonte Times New Roman e corpo 10 e devem fazer parte do corpo do texto.

4. REFERÊNCIAS: Os trabalhos deverão ser formados nos termos da ABNT.

domingo, 12 de abril de 2009

CICLO DE DEBATES NA UEPB

UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA - UEPB
CENTRO DE HUMANIDADES – GUARABIRA
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES – DCE
CENTROS ACADÊMICOS
FUNDAÇÃO CUCA

CICLO DE DEBATES SOBRE
UNIVERSIDADE E DESENVOLVIMENTO

DIA 15 DE ABRIL DE 2009
NO AUDITÓRIO DA UEPB/CH

PROGRAMAÇÃO

MANHÃ: das 08:30 as 11:30 Horas

Desenvolvimento Econômico e Democracia
Prof. Agassiz de A. Filho (UEPB/CH)
Relação universidade e sociedade local
Profa. Silvânia R. Nunes (Fundação Cuca)
Coordenadora da Mesa:
Joana Paula C. C de Andrade
(Gd. Em Letras e Estudante de Direito/DCE)

NOITE: das 19:30 as 21:30 Horas
Políticas Públicas
Pref. Ricardo Coutinho (Prefeito de João Pessoa/PSB)
Profa. Silvânia Rodrigues Nunes (Fundação Cuca)
Coordenador da Mesa:
João Maria Cardoso de Andrade
(Estudante de História e Direito/DCE)
TARDE: das 14:00 as 16:30 Horas

Expansão do Ensino Superior no Brasil:
Reflexões sobre o crescimento da UEPB
Prof. Belarmino Mariano Neto (UEPB/CH)
Universidade e Desenvolvimento na Paraíba
Prof. Carlos Alberto Dantas (UEPB/CH)
Coordenador da Mesa:
Gerson Ricardo Fernandes ( DCE – Estudante de História)

REALIZAÇÃO:
Diretório Central dos Estudantes/DCE
Centros Acadêmicos/CA’s
DCE – Gestão Correnteza
APOIO:
Centro de Humanidades – CH
Fundação Cuca

domingo, 5 de abril de 2009

especialização em geografia e território


Saiu o edital para a segunda turma de especialização em geografia e território: planejamento urbano rural e ambiental
Gostaria que divulgassem, pois esse é o caminho para a pós-graduação no Centro de Humanidades da UEPB;
Essa é mais uma ação do nosso grupo Terra -
Grupo de Pesquisa Urbana, Rural e Ambiental/UEPB/CNPq; da Pró-Reitoria de Graduação e Pesquisa e da Coordenação das Especializações dessa pró-reitoria.
A especialização ocorrerá no Centro de Humanidades e encontra-se vinculada ao Departamento de Geografia e História do CH. Para acessar o anexo e conhecer o processo de seleção é só clicar nos links do edital na pagina da UEPB:
http://www.uepb.edu.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2329&Itemid=745
ou link
http://www.uepb.edu.br/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=190

As inscrições estão abertas na coordenação de Geografia do CH/Guarabira;
De 06 até o dia 17 de abril de 2009. das 13:30 as 17 h e das 19 as 21:30;
Prova escrita dia 18 de maio 2009 das 8 as 12 horas;
Entrevista 01 e 02 de junho de 2009 das 8 as 12 horas;
Resultado15 de junho de 2009;
Matriculas de 16 a 18 de junho de 2009 das 13:30 as 17 horas e das 19 as 21:30 horas;
Inicio das aulas dia 31 de julho de 2009;
São 30 vagas, com aulas nas sextas e nos sábados pela manhã (ou sextas o dia todo);

Taxa de inscrição R$ 50,00 (cinquenta reais)
matricula para aprovados R$: 100,00 (cem reais)


Para concorrer o candito precisa ser graduado em geografia ou nas áreas afins. Serão quatro etapas de seleção: projeto, prova escrita, entrevista e análise de curriculum.

A prova escrita será sobre questões relativas geografia e território: planejamento urbano, rural e ambiental;

O projete terá que enfocar uma das questões sugeridas para a prova escrita;

A entrevista será tanto sobre os temas quanto sobre as habilidades e condições do candidato em cursar a especialização.

Para se inscrever será preciso fotocópias de todos os documentos pessoais e acadêmicos do candidato;

A equipe de professores e possíveis orientadores:
Profa. Ms. Aline Barbosa de Lima <ninha21lima@yahoo.com.br>, (Geografia e território: Agrária e Ambiental);
Prof. Ms. Anderson Alves dos Santos <andergrafia@yahoo.com.br>, (Geografia Urbana, Território e planejamento);
Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto <belogeo@yahoo.com.br>, (Geografia e Território: planejamento urbano, Agrório e Ambietal);
Prof. Ms. Carlos Antonio Belarmino Alves <c_belarminoalves@hotmail.com>, ( Geografia e Território: Ambiental e Urbana);
Profa. Esp. Cleoma Maria Toscano Henriques <ct-henriques@uol.com.br>, (Geografia, Ensino e Ambiente);
Prof. Ms. Francisco Fábio Dantas da Costa <fabioeadriana@ibest.com.br>, (Geografia e Território: Agraria, Urbana e Ambiental);
Prof. Ms. Joaquim P. A. da Silveira <patrocollobio@ig.com.br>, (Ciências da Terra);
Prof. Esp. José Eduardo de Santana (Geografia e Território: Cartografia, planejamento);
Prof. Dr. Lanusse Salim Tuma lanussetuma@uol.com.br>, (Geografia e Território: Geomorfologia e Geoprocessamento);
Profa. Dra Luciene Vieira de Arruda <luciviar@hotmail.com>, - Coordenadora (Geografia e Território: planejamento urbano, rural e ambiental);
Profa Ms. Marceleuze de Araújo Tavares <marceleuze@hotmail.com>, (Geografia Cultural e da Percepção);
Profa. Ms. Maria Alethéia Stedile Belizário <geostedile@hotmail.com>, (Geografia Cultural, Regional e do Turismo);
Prof. Dr. Nilton Abranches Jr. <niltonabranches07@yahoo.com.br>, (Geografia, Território e Planejamento);
Prof. Ms. Paulo José de Lima (Geografia Física e Ambiental);
Profa. Ms. Regina Celly Nogueira da Silva <recelly54@hotmail.com>, (Geografia Urbana e Ensino de Geografia);
Responsáveis:
Coordenadora: Profa. Dra. Luciene Vieira de Arruda (luciviar@hotmail.com)
Cord. Adjuto : Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto (belogeo@yahoo.com.br)

saudações universitárias e divulguem, belarmino mariano neto.

domingo, 29 de março de 2009

Imagens geogotograficas antigas e atuais como instrumento de planejamento urbano para o município de João Pessoa – PB


Sâmia Érika Alves de C. Bandeira

Orientador: Belarmino Mariano Neto

Resumo:

O presente estudo foi realizado no município de João Pessoa, na Mesorregião da Mata paraibana. Tendo como objetivo central analisar recortes urbanos da Capital através de fotografias antigas e atuais visando perceber significativas transformações que interferem na qualidade da dinâmica da cidade, levando em consideração algumas narrativas de moradores pessoenses conhecedores da origem e mudanças ocorridas no espaço em foco. Esta pesquisa apóia-se numa fundamentação teórica pautada nos conceitos de lugar, paisagem e imaginário popular, como também território, planejamento urbano entre outros. Tomou-se como alicerce a linha de pesquisa da Percepção Geográfica e Fenomenologia, amparando-se na Geografia Cultural, utilizando o método de análise comparativa. Dentre todas as fontes de pesquisa utilizadas, uma foi essencial para o desencadear das idéias de maior relevância para a compreensão e leitura da paisagem, trata-se do “Álbum de Memória” A Cidade de João Pessoa - coletânea do Acervo Museu Walfredo Rodrigues (1871-1942). O trabalho em pauta justifica-se por utilizar fotografias como um rico instrumento para o planejamento de uma cidade, apontando transformações na paisagem, produzidas pelos sistemas político-econômico e sócio-cultural interferindo profundamente na qualidade de vida da população local. Conclui-se que o espaço urbano de João Pessoa ou de qualquer cidade, quando retratado em fotografias que atravessaram gerações tornam-se passiveis de ricas interpretações técnicas e científicas que possibilitam a elaboração de projetos e Planos Diretores eficientes e inovadores, preservando e evidenciando a luminosidade da Cultura e do Patrimônio Histórico local.
Palavras-chave: Planejamento Urbano, Percepção geográfica e Leitura de imagens.

Especialização em Geografia Território Planejamento: Urbano, Rural e Ambiental.

Terra - Grupo de Pesquisa Urbana, Rural e Ambiental/UEPB/CNPq

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Carta ao Bispo



Carta ao Luíz
Carlos Azevedo*
Outro dia, encontrei o professor Luíz no saguão do aeroporto, em João Pessoa. Era madrugada, eu me dirigindo ao interior de São Paulo e ele, com certeza, indo para Brasília para dar expediente no dia seguinte, no Congresso Nacional. Cochilava e por certo aquela viagem ao centro do país chamado Brasil fisicamente o desgastava por mil vezes. Tive receio de cumprimentá-lo, de atrapalhar seus pensamentos ou mesmo seu breve descanso naquele momento.
Entre um cochilo e outro, ele me olhou. Talvez tivesse lembrado daquela face. De onde conheço aquele outro senhor que ali também espera o tedioso momento do embarque?
Os anos se passaram Luíz. E o que eu queria apenas te dizer naquele momento é que as árvores que você plantou na Praça da Alegria da UFPB cresceram. Confesso que no início, logo quando você as plantou não tive muita fé que elas fossem vingar, talvez pisoteadas pelas manadas desatentas de selvagens estudantes. Mas a fé floresce hoje nos corredores da universidade, em João Pessoa. A sombra boa já acolhe os grupos que alegremente conversam de tudo por lá.
Naquele tempo, de árduas militâncias no Partido dos Trabalhadores e no movimento estudantil, sabia que podia contar com seu apoio e experiência como diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA). Mas o tempo te encaminhou para tarefas mais difíceis ainda. E te distanciaram da sala de aula, do convívio com os estudantes e professores, do convívio com os fiéis na Igreja. Tarefas históricas de um tempo que clamava por mudanças radicais. E não bastava ser apenas professor ou padre. Mas sei que sentes saudades e nunca abandonastes por completo nenhuma das duas missões.
Hoje tua missão é mais árdua. Acompanho-te pelos jornais. Combates com toda a tua força e coragem o crime organizado que se infiltrou por todos os poderes e esferas deste país. E corre o risco de ser perseguido e morto, inocente cordeiro, tal qual Cristo. Mas segues teu caminho com honra, coragem e fé.
Pois é professor, li que alguém, o qual não se pode nem pronunciar o nome, autoritariamente quer te tirar o sagrado direito de celebrar a vida, seja na universidade, na Igreja ou na tribuna.
Segue teu caminho como homem honrado, assim como fez o nosso Dom Hélder, clamando por justiça num país injusto. Empunha teu mandato popular conquistado nas urnas e celebrado na comunhão dos homens simples. E lembra que muitos te reconhecem pelas árvores, pela fé, pelos amigos que cultivas e pela coragem de fazer deste lugar chamado Brasil uma utopia pulsante e viva, apesar de tudo.

* Jornalista, professor de Comunicação Social da UEPB

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O POTE GEOGRÁFICO










Belarmino Mariano Neto belogeo@yahoo.com.br

Uma coisa que considero particularmente interessante é o pote. É uma dessas coisas que acompanham a civilização humana desde seus primórdios, o pote guarda em se toda a humanidade, desde quando ela começou a ocupar os vales argilosos das bacias hidrográficas planetárias. E para se chegar a este estágio, foi preciso construir muitas formas de ocupar os pântanos e planícies da morfologia terrestre, até porque, estes ambientes, eram áreas vitais de disputas territoriais entre as diferentes espécies de animais que precisavam de água para tocar a vida encadeada pelo alimento, sólido, líquido e gasoso que muitas vezes era arrancado na carne viva dos outros corpos que davam sentido a esta cadeia de necessidade da vida.
O pote é aparentemente um trabalho das mãos, uma arte do simples amassar a argila e lhe dar a forma de pote. Um pote não é tão simples quanto parece, aquele amontoado de fina argila, que guarda no vazio de sua forma a função de guardar água.
Vejo em um pote, um complexo processo de construção. A escolha da argila, os experimentos, as texturas, a dureza e sua plasticidade.Vejo no pote o complexo sistema da natureza humana a associada aos princípios primários da natureza.
O pote guarda em sua materialidade toda a filosofia Pré-Socrática dos quatro elementos (terra, água, fogo e ar) além do elemento vida como interrelacionados e interdependentes. A única falta de um destes, impediria a construção do pote. O pote é um ecossistema sociocultural. O pote guarda em sua gênese os princípios de interdependência plástica.
Cada pote é uma coisa única, por mais perfeita que seja a arte do oleiro, este não faria o mesmo pote duas vezes. E mesmo que na sua memória guarde o mapa mental do pote original, nunca mais fará o pote mesmo da sua cabeça, nem o pote real, nem o original das escrituras mentais do feito.
Cada pote guarda em si a experiência única de ser feito pote. O pote em sua feitura, guarda o sacrifício da lenha que gerou o fogo e que ao ser queimada(o), tanto o pote quanto a lenha, libertaram de si seus gases, suas novas formas materiais e a umidade de suas águas.
A argila que antes de pote, aceitava ser batida, sovada, amassada, agora na forma de pote se torna cristal rochoso, perdendo flexibilidade e ganhando rigidez. Esse estrutural que agora se sustenta basicamente em uma única coluna, plana e horizontal que ganha o sentido de fundo do pote e que é base desse todo. As colunas que edificaram o pote estão na mente, nas mãos e no vazio que o oleiro lhe impôs enquanto forma e fazer.
O pote só tem sentido enquanto vazio, se puder ser cheio de um sentido de água, vinho, azeite ou grãos. Sem isso, o sentido do pote é seu vazio que se enche de ar. Ou seja, o sentido exterior do pote é a sua forma estética ou plástica. Sem ela não se construiria o sentido interno do vazio do pote.
O pote não é trabalho para qualquer um. Um pote pede a experiência do oleiro. Da mente as mãos, dos pés a sensibilidade. O equilíbrio e o domínio no ponto da argila, nem muito mole, nem muito dura, mas no ponto de cada um dos oleiros.
O pote guarda em sua forma de pote um jeito de universo aberto, mesmo que tenha uma tampa. Depois de feito, o pote precisa passar pela cura, cheio de água em seu vazio, vai chupando a água pelos poros de sua parede demonstrando um sistema completamente aberto, no qual a argila bebe a água.
A água vai preenchendo os vazios da parede argilosa do pote até sair para a superfície, ganhando no vazio do mundo a sua condição de liberdade. Uma experiência que mexe com o sentido da estrutura do pote, tão sólida e aparentemente fechada em sua plástica.
Você ver o pote suando, transpirando e vertendo ou minando a fina água que se guardava na concreta, aparente e impenetrável materialidade do pote.
Não posso esquecer o quanto o pote é frágil em sua estrutura de barro, na permanente possibilidade de se quebrar, transformando-se em cacos; outra lembrança são os limites impostos pela parede do pote; o espaço do pote no espaço da casa, locus em que se encontra o pote; a forma do pote em sua base, cintura, pescoço e boca que aceita tudo que lhe queiram colocar, pois é da natureza do pote admitir em seus limites que lhe encham do sentido que queiram desde que consigam lhe enfiar boca adentro, pois sua boca é o limite.
Gosto muito da seguinte cena: uma mulher de estrutura média, pele morena ou queimada pelo sol com uma barrida carregada de lua cheia que carrega em si mais ou menos oito meses e meio de gravidez, subindo uma ladeira com uma criança de mais ou menos um ano e meio escachada em seu quadril esquerdo; uma rodilha de pano e um pote cheio de água em seu vazio.
A mão esquerda segura o filho, a direita corta e conta o vazio do tempo dos passos para equilibrar a barriga, o menino escanchado, o pote na rodilha e a rodilha na cabeça.
Tudo isso guarda um complexo e dinâmico processo de diferentes e correlacionados equilíbrios. É esse simples equilíbrio que dá sentido ao complexo do pote em seu todo de esferas e círculos em paredes de argila que dão sentido ao vazio que busco como sentido.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ecologia e imaginário


Dissertação sobre Ecologia e Imaginário
http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bte/bte.nsf/2C746CB5A002321203256FDD004629B8/$File/NT000A657E.pdf

É o resultado de dois anos de pesquisa sobre o semi-árido paraibano. Um trabalho que engloba uma pluralidade lingüística, marca o atual estágio de mundialização cultural e submundialização sócio-econômica e técnica. Academicamente de grande utilidade, para aqueles que pretendem conhecer a geografia, a ecologia e a história da Paraíba, em especial sua extensa zona semi-árida. As dificuldades e estratégias de vida dos que fazem o Sertão e o Cariri.
São duzentas páginas, com mapas, gráficos e um capítulo de fotografias que enfoca um olhar geoecológico do território paraibano. Imagens que demonstram a riqueza da diversidade regional, destacando as diversas paisagens paraibanas.
A partir da constituição do imaginário, analisamos a idéia de natureza, relacionando a topofilia e a percepção como elementos norteadores de uma ecologia da convivência homem/natureza na Microrregião dos Velhos Cariris do Paraíba, através do relato de histórias orais e de vida das pessoas idosas, relacionando os costumes e tradições locais sob as influências da modernização, no tocante ao mundo social, cultural e natural, para vermos até que ponto o processo de modernização deitou raízes em comunidades tradicionais.
O autor, Belarmino Mariano Neto é Doutor em Sociologia pela UFCG/UFPB (2006); Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento, pelo PRODEMA/UFPB (1999); especialista em Gestão Territorial (1996); aperfeiçoamento em Geografia Agrária (1995); graduação em Geografia (1992). Participante da Pesquisa "Vida e Trabalho do Menor na Atividade Canavieira", CNPq. (1995); colaboração nas pesquisas que resultaram no livro "Por um pedaço de chão", da profª. Emília Moreira. Atualmente é professor Adj. da UEPB/CH e lider do Terra - Grupo de pesquisa urbana, rural e ambiental;
Podemos dizer que este é um importante convite à leitura. Expressão construída na comunhão de palavras bem arranjadas pela leveza das idéias; escritos memoriais de diálogos pluralizados pela experiência do escutar e chegar aos brotos de lembrança. Estes, como crianças, podem renascer em cada um, desde que se ative a valorização dos que sabem como lidar com a natureza semi-árida, desvendando seus mistérios e transformando o potencial deserto em jardim. Ele nos convida para o pertencimento do lugar. O semi-árido é apresentado com a livre leveza dos cabelos ao vento ou de um caminhar descalço. Podemos identificar na topofilia, representada pelo amor dos que vivem e são o semi-árido.
Este trabalho analisa a constituição do imaginário e a natureza, relacionando a topofilia e a percepção como elementos para a construção de uma sociedade ecológica. Baseia-se na história oral, memória cultural, análise de conteúdo e narrativa descritiva informativa. Busca a identificação da percepção e a integração das comunidades com a natureza, para encontrar as raízes culturais que tinham a natureza como elemento sagrado e as formas como elas deixaram de existir ou ainda remanescem no cotidiano. Relaciona os costumes e tradições locais sob as influências da modernização, no tocante ao mundo da sociedade, da natureza e dos problemas de ordem sócio-ambientais emergentes. Resgata a importância dos conceitos de imaginário enquanto forma de abordar aspectos das ciências da natureza e da sociedade. Situa o local no contexto mundial, dentro de uma perspectiva tempo/espaço, complexidade e submundialização da humanidade, globalização e culturas fragmentadas, desenraizadas do mundo natural e embaladas pelos ritmos acelerados da mundialização. BAIXE ESSE LINK e boa leitura.




Porta Avião doa EUA atingido por Míssil Iraniano no Golfo Pérsico

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