sexta-feira, 30 de julho de 2010

Proposta para criação do Observatório do Semiárido Brasileiro

Evento em Campina definirá criação do Observatório do Semiárido Brasileiro

Objetivo é envolver todas as instituições relevantes no desenvolvimento sustentável da região

Por Aline Guedes

O Instituto Nacional do Semiárido (INSA), com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Agência Nacional de Águas (ANA), realiza, nos próximos dias 29 e 30 de julho, no Garden Hotel de Campina Grande (PB), a Oficina Interinstitucional para criação do Observatório do Semiárido Brasileiro.

A programação reunirá atores regionais, para mobilizar sua imaginação, capacidade e compromisso em torno de uma agenda estratégica, com vistas a validar a estrutura organizativa do Observatório, sua forma de gestão e governança, bem como identificar os fatores críticos ao desempenho do Semiárido, que devem ser monitorados pela rede de observadores institucionais.

As principais funções do Observatório são: realizar estudos históricos e prospectivos para compreender o estado de vulnerabilidade atual e antecipar as possibilidades futuras de sustentabilidade da região; monitorar de forma permanente e prospectivamente os fatores críticos ao desempenho regional; promover a cultura da inovação para a convivência com o Semiárido a partir da filosofia da semiaridez como vantagem e do paradigma das oportunidades; formar talentos profissionais para o desenvolvimento sustentável da região; divulgar amplamente a informação gerada no cumprimento do seu mandato.

A área de abrangência será estabelecida dentro da Nova Delimitação do Semiárido Brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional (MI), em 2005, que inclui Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, mais a porção Semiárida dos estados do Maranhão e Espírito Santo, incluindo articulações interinstitucionais estaduais, nacionais e internacionais que viabilizam colaborações imprescindíveis dentro e fora do Brasil.

Para a Oficina a ser realizada nos dias 29 e 30, está sendo convidado o presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), René Barreira, representantes das Secretarias de C&T dos Estados que compõem o Semiárido, do MMA, ANA, Banco do Nordeste (BNB), Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), Embrapa Semiárido (CPATSA), Articulação do Semiárido (ASA), Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB), dentre várias outras importantes instituições regionais.

A proposta de criação do Observatório nasceu a partir de um estudo realizado para o Instituto, com apoio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), revisado e atualizado como referência para a discussão e ajustes pelos participantes da Oficina a ser realizada em Campina Grande. A intenção é envolver todas as universidades, institutos, centros, fundações e quaisquer entidades geradoras de conhecimento e inovações relevantes para o desenvolvimento sustentável do Semiárido. Na prática, haverá uma campanha para estimular a adesão, onde cada ator institucional deve comprometer-se com o monitoramento de pelo menos um dos fatores críticos ao desempenho regional.

?O Observatório pretende ser reconhecido, até 2020, como a principal fonte de pensamento para a formulação de políticas contextualizadas para a convivência com a semiaridez e de formação de talentos profissionais comprometidos com as potencialidades da região e com a filosofia da semiaridez como vantagem? ? destaca o diretor do INSA, Roberto Germano Costa.

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Aline Guedes
Assessoria de Comunicação
Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT)
Edifício da Associação Comercial e Empresarial
Av. Floriano Peixoto, 715 ? 2º andar Centro
CEP: 58.400-165 Campina Grande/PB
Telefone:(55 83) 2101-6409
Fax:(55 83) 2101-6403
Celular: (55 83) 8738-6208
Site: www.insa.gov.br
E-mail: aline@insa.gov.br

Professor Ab’Sáber critica revisão de código Florestal brasileiro

(Arquivo do Jornal a Tribuna do Norte), postado por Marcio Balbino.

Aziz Ab’Sáber, do alto de seus 86 anos, muitos deles dedicados à ciência no Brasil, não tem dúvidas: para ele, a revisão proposta para o Código Florestal é uma estupidez. O professor de geografia da Universidade de São Paulo criticou o limite fixo para preservação das margens de rios e a tentativa da dita “bancada ruralista” diminuir o percentual da Reserva Legal na Amazônia. O professor publicará hoje um artigo com pesadas críticas ao texto aprovado pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B). “Uma revisão do Código Florestal precisa ser liderada por gente que conhece o assunto, o que, infelizmente, não é o caso”, declarou.

Rodrigo SenaJersuylka Francis, 18 anos, se encantou com o jogo de golf e aprovou a prática esportiva
A opinião de Ab’Sáber foi emitida durante uma conferência-homenagem na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O geógrafo brasileiro foi homenageado pela SBPC por suas contribuições à pesquisa no Brasil. “Um grande humanista”, assim foi definido Aziz Ab’Sáber, considerado referência nos estudos de geomorfologia e meio ambiente. Para o professor, o limite de sete metros e meio após a margem de rios é insuficiente. “Os revisores aplicam o espaço de sete metros da beira de todos os cursos d´água fluviais sem mesmo ter ido lá para conhecer o fantástico mosaico de rios do território regional”, afirma.

O ponto de vista de Aziz Ab’Sáber enfoca as diferenças de cada região natural do Brasil. O geógrafo tem autoridade para falar do assunto, tendo em vista ser um dos principais teóricos da classificação morfológica da geografia brasileira. Caatinga, pantanal, cerrado, araucárias, entre outros. Esses são os chamados “domínios morfoclimáticos” e todos, na opinião do professor, precisam ser considerados a partir de suas características específicas. Por isso, o “Código Florestal” deveria, nessa perspectiva, ser um “Código da biodiversidade”. “Ora, a caatinga não é floresta, o cerrado não é floresta e todas essas regiões precisam ser incluídas no código. É preciso ampliar a discussão”, declara.

Outro ponto destacado pelo professor Aziz Ab’Sáber é a tentativa de diminuir a reserva legal na Amazônia. Cada propriedade rural naquela região precisa preservar 80% de desmatamento em seu território. Segundo o geógrafo, a intenção é diminuir para 20%. “É um retrato do que já aconteceu no Sudeste, com áreas totalmente destruídas. Não podemos permitir o mesmo na Amazônia”, diz.

(Fonte: Jornal A Tribuna do Norte)
Postado por ____
Márcio Balbino Cavalcante
Mestrando em Geografia - UFRN.

Essa revisão demonstra o que a Marina Silva previa em relação as politicas ambientalistas do atual governo. Isso reforça a real necessidade de uma terceira alternativa política que possa se transformar em segunda força e ir para o segundo turno e para que a gente tenha de fato um primeiro governo ambientalista no palacio do planalto. MARINA SILVA + UM VOTO para que você chegue ao segundo turno, contrariando todas as pesquisas e elites políticas fechadas em gabinetes e querendo engolir a democracia com acordos que só prejudicam o país.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Progrma de Geografia Política e Geopolítica

Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
Centro de Humanidades (Guarabira)
Departamento de História e Geografia
Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto
belogeo@yahoo.com.br http://observatoriodoagreste.blogspot.com

DISCIPLINA: GEOGRAFIA POLÍTICA E GEOPOLÍTICA
Carga horária de 66 horas aulas/semestral

PROGRAMA DE CURSO

Ementa: Teoria e linguagens geográficas relativas à geopolítica e a geografia política. Teoria do conflito, do poder, da segurança, da nação e do nacionalismo. A geopolítica enquanto campo da ideologia. Geopolítica, imperialismo internacional e disputas territoriais. Os geógrafos universitários e espectro da geopolítica. “Geopolítica como a geografia das forças maiores”. Estado-nação e Globalização. Geopolítica, regionalização e disputas territoriais. Os conflitos do mundo, questões e visões geopolíticas. A geopolítica na América Latina. Os atuais conflitos internacionais e o papel da ONU.

Objetivo Geral: Compreender os fundamentos teóricos da geopolítica, considerando os conflitos mundiais e os poderes ideológicos das potencias internacionais.

Objetivos Específicos: Apresentar as principais categorias e princípios geográficos relativos a geopolítica; Estudar a geopolítica na perspectiva dos usos e abusos do poder; fazer estudos de casos sobre a geopolítica em escala regional; Refletir sobre geopolítica, nacionalismo e conflitos internacionais. Identificar as questões geopolíticas no contexto latino-americano.

Metodologia: Orientação e acompanhamento de leituras, debates, seminários, aulas expositivas dialogadas; oficina experimental de projetos de pesquisa e produção de textos/artigos.
Avaliação: sistema contínuo com participação direta, presencial e produção intelectual apresentada de forma escrita ou oral, contextualizada e exposta ao debate/crítico.

Conteúdo Programático
1. A construção do Pensamento geográfico na perspectiva geopolítica: Correntes de pensamentos, fundamentos teóricos e ideologias relativas a geopolítica.
2. A Geografia Política e Geopolítica: Origens e pressupostos da geografia da geopolítica, ideologias geográficas e teorias do poder, conflito e violência política. Nacionalismo e formações dos estados nacionais.
3. Geografia universitária, geopolítica e conflitos do mundo: Os geógrafos universitários e espectro geopolítico; geopolítica e guerras; relações internacionais e conflitos regionais; panorama do mundo pós Guerra-Fria; Oriente Médio; Leste europeu e disputas territoriais.
4. Geografia e geopolítica da América Latina: Violência políticas, repressão e geopolítica nas Américas; Estados Unidos e geopolítica da América Latina; O Brasil no contexto das potencias regionais.

Bibliografia:

ANDRADE, Manoel Correia de. Geografia Ciência da Sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas, 1992.
ANDRADE, Manoel Correia de. Imperialismo e fragmentação do espaço. São Paulo: Contexto 1988.
ARBEX, José. Nacionalismo. O desafio à nova ordem pós-socialismo. São Paulo: Scipione, 1997.
BRENER, Jayme. Leste Europeu – a revolução democrática. São Paulo: Atual, 1990.
BRENER, Jayme. Tragédia na Iugoslávia – Guerra e nacionalismo no Leste europeu. São Paulo: Atual, 1993.
CABRAL, Antônio. A terceira Guerra Mundial. São Paulo: Moderna, 1992.
CASTRO, Oná Elias de. Geografia e Política. Territórios, escalas de ação e instituições. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005, 304p.
CHIAVENATO, Julio J. Geopolítica, arma do fascismo. São Paulo: Global, 1981.
KARNAL, Leandro. Oriente Médio. São Paulo: Scipione, 1994.
KROPOTKIN. O Estado e seu papel histórico. São Paulo: Imaginário/ Nu-sol/PUC-SP, 2000.
LACOSTE, Yves. Geografia do Subdesenvolvimento. São Paulo; Difel, 1985.
LACOSTE, Yves.A Geografia – isso serve, em primeiro lugar para fazer a guerra. São Paulo: Papirus, 1985.
LEMOS, Inés Geraiges de.; SILVEIRA, M. L.; ARROYO, M. (Orgs.). Questões territoriais na América Latina. São Paulo: Clacso Livros/USP, 2006, 296p.
MARCONDES FILHO, Ciro. Violência Política. São Paulo: Moderna, 1990.
MARIANO NETO, Belarmino.Ecologia e Imaginário: memória cultural, natureza e submundialização. João Pessoa: UFPB/Universitária, 2001.
MARTINEZ, Paulo. Política – ciência, vivência e trapaça. São Paulo: Moderna, 1991.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Ideologias Geográficas. São Paulo: Hucitec, 1996.
MORAES, Antonio Carlos Robert Geografia Pequena História Crítica. São Paulo: Hucitec, 1991.
MOREIRA, Ruy. A crise paradigmática do mundo moderno. Rio de Janeiro: Obra Aberta, 1993.
MOREIRA, Ruy. O que é Geografia. São Paulo: editora brasiliense, 1985.
OLIC, Nelson Bacic. Oriente Médio uma região de conflitos. São Paulo: Moderna,1991.
OLIC, Nelson Bacic. Geopolítica da América Latina. São Paulo: Moderna, 1992.
OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Espaço e Modernidade – temas de geografia mundial. São Paulo: Atual, 1995.
RIBEIRO, Wagner Costa. Relações internacionais – cenários para o século XXI. São Paulo: Scipione, 2000.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal. RJ/SP: Record, 2001.
SANTOS, Milton. Da totalidade ao Lugar. Coleção Milton Santos 7. São Paulo:Edeusp, 2008, 170p.
SANTOS, Milton. Território e Sociedade. São Paulo: Perseu Abrano, 2000.
SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O BRASIL – Território e sociedade no inicio do século XXI. Rio de Janeiro, 2001, 471p.
SCALZARETTO, Reginaldo; VICENTINO, Claudio. Cenário Mundial – a nova ordem internacional. São Paulo: Scipione, 1992.

domingo, 23 de maio de 2010

A angústia do mundo numa bolha de sabão.

sábado, 22 de maio de 2010
A angústia do mundo numa bolha de sabão.

Lau Siqueira
O desafio das políticas públicas neste início de século nos remete a nossa capacidade de reflexão acerca das práticas empreendidas, dos diálogos travados e da nossa imensa capacidade de compreender a necessidade de uma ação planejada, em rede, e que se propague infinitamente. Uma utopia possível? Talvez algo bastante além disso. Logicamente que falo aqui de uma radical mudança de hábito do poder público e dos movimentos sociais no trato com as políticas públicas. Tanto no que tange às relações de interesse político quanto nas relações de poder, mais propriamente, estabelecidas cada vez que um agrupamento de reúne periodicamente pensando, equivocadamente, se tratar de um grupo. Jean Paul Sarte é muito claro ao exemplificar as diferenças. Para Sartre, basta um grupo de pessoas esperando um ônibus na parada para conceituar agrupamento. O grupo é a possibilidade de um diálogo positivo dessas mesmas pessoas em torno de um interesse comum e coletivo. Por exemplo, protestar contra o imenso atraso do Expresso 2222 da Central do Brasil que partiu direto de Bonsucesso pra depois do ano 2010.

Recentemente participei de um debate acerca da violência sexual contra crianças e adolescentes. Um debate que deveria interessar milhares de pessoas, não reuniu uma centena. Por quê? A resposta é relativamente fácil. Há um relativo cansaço acerca do jogo de cena que muitas vezes se impõe como ação de política pública. Há uma certa incredulidade quando escutamos altas autoridades, como no lançamento do projeto Vira Vida, dos Sistema S, afirmando que não existe turismo sexual na Paraíba. É como se não devêssemos nos preocupar por estarmos no estado que ocupa o terceiro lugar no ranking nacional da exploração sexual de crianças e adolescentes, perdendo apenas para Pernambuco e Rio de Janeiro. Uma vergonha que preocupa os que desejam um mundo mais afinado com os valores humanos. Estamos, na verdade, diante de um jogo de cena que passa pelas vaidades pessoais e pela submissão de organismos públicos aos interesses localizados de segmentos alheio aos trilhos e ao trem da história. Particularmente, não gostaria de fazer parte dos elos cansados desta cadeia improdutiva da desesperança. O cotidiano não permite. Até porque neste imenso jogo de interesses que cercam a verdadeira colcha de retalhos que cobre o chamado interesse público, existe uma responsabilização, sobretudo, cidadã.

Sinto-me bastante a vontade para criticar os movimentos sociais porque neles tive a minha formação e para eles voltarei antes de virar poeira de vento. Sinto-me também a vontade para exercer criticamente um cargo público pelo mesmo e bom motivo. Na verdade, a carência de quadros, tão visível na aplicação das políticas, não é mais que no resultado do jogo de interesses e vaidades que perpassa a relação dos entes envolvidos neste cenário pouco animado – mas, ainda bem, não de um todo desanimador. Se a falta de quadros nos movimentos sociais é bastante visível por termos ainda os mesmos “melhores quadros” de vinte anos atrás, também é verdade que no olho do furacão desses movimentos existe uma imensa guerra de vaidades que sufoca as possibilidades de surgimento de novos quadros. Isso tudo se reflete nas mazelas da administração pública, onde a profissionalização ainda é um tabu a ser superado. Afinal, a luta pelo poder e, principalmente, pela partilha do poder, não se dá apenas no âmbito partidário.

No exercício das políticas públicas, mais propriamente na administração pública exercida nos três níveis (municipal, estadual e federal), confesso que houve um inegável avanço (com ampla contribuição dos movimentos, reconheçamos) em termos de amparos legais e de vontade política de implementação. O governo Lula, com todos os erros cometidos, fez a diferença neste sentido. É inegável essa constatação. No entanto, a consolidação das políticas públicas ainda padece de uma radical mudança de cultura administrativa simbolizada pelo paletó na cadeira vazia. O parasitismo eleitoral ainda é uma sombra rondando os cargos comissionados em todos os níveis e desníveis. Afinal, foi a presença ausente do poder público durante décadas e décadas que permitiu, por exemplo, que o tráfico ocupasse o lugar do Estado nas periferias do mundo. Muito especialmente deste nosso sofrido mundo latino. Esse mundo que late aqui em João Pessoa, em comunidades como Taipa, Porto de João Tota e outras. Pelo visto, não estamos ainda perto de uma saída porque sempre que há uma luz no fim do túnel, parece, vem uma locomotiva e apaga a possibilidade de seguirmos em frente. Dominar os freios e a aceleração da locomotiva é o nosso desafio cotidiano.

Não pretendo com isso determinar a desesperança. Muito pelo contrário. Apenas desejo lembrar que a esperança que acredito é aquela preconizada por David Cooper: “Não existe esperança. Existe uma luta. Esta é a nossa esperança.” E a minha esperança vai sempre ao encontro dos que lutam contra a impunidade que ainda coloca em xeque o jogral de interesses que se esconde por debaixo das togas e dos gabinetes de administração do Produto Interno Bruto, seja na área pública ou privada. Minha esperança segue em busca dos que ressurgem todo dia do topo de uma indignação que nada mais é que o mais profundo alicerce da cidadania acometida de lágrimas lúcidas. O cumprimento das leis está submetido aos interesses políticos. Os interesses políticos estão submetidos ao interesse econômico. E assim, “meus heróis morreram de over dose e meus inimigos estão no poder.” Nos governos, estão bons e maus executores, mas, reconheçamos que o poder não mudou de lugar nos últimos quinhentos anos de história brasileira.

Para seguir em frente, um único combustível é necessário: o tesão de tomar o caldo de batatas das nossas incapacidades, refletir sobre a desesperança dos que não vislumbram sequer a luz da locomotiva ilusionista das mudanças radicais... E seguir em frente, “adelante siempre”, endurecendo sem perder a ternura jamais, desacomodando os acomodados. Dignificando os indignados. Tudo dentro dos limites sempre esgotados da paciência coletiva. Pensando que cada um e cada uma de nós, respira o mesmo ar rarefeito das mesmas impossibilidades que ressurgem a cada paradigma que se esvai pelo ralo das emoções fugidias, dos que não pediram para nascer e muito menos para estar expondo suas inocências nas rotas mais violentas da sociedade contemporânea. Se é verdade que avançamos, também é verdade que temos um longo caminho. Porque felicidade só vale quando repartida. Já estamos cheios das alegrias efêmeras e das encenações que buscam a mídia, não para responsabilizá-la quando às suas culpas no quadro das imutabilidades que precisam ser destruídas. Mas, no amparo de certas vaidades impúberes que precisam ser reconhecidas e desmascaradas para que o mundo avance em nossas aldeias, para um patamar menos injusto. É como se nossas angústias de mudar nossas pátrias comuns estivessem cercadas pela delicadeza de uma bolha de sabão imersa em valores visíveis e invisíveis. O jeito é seguir em frente. Manter a firmeza dos princípios e colher as certezas do infinito.


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sexta-feira, 21 de maio de 2010

V Semana de Humanidades prorroga inscrições

V SEMANA DE HUMANIDADES

Fazendo Ciências - III MOSTRA em PEDAGOGIA

CENTRO DE HUMANIDADES/CAMPUS III GUARABIRA

DATA: 24 a 28 de maio de 2010


INSCRIÇÃO EXTRA COMO OUVINTE COM CERTIFICADO

R$ 10,00 (Dez Reais), sem os materiais do evento


EM FUNÇÃO DA GRANDE PROCURA PARA PARTICIPAR DA

V SEMANA DE HUMANIDADES, AS INSCRIÇÕES

COM MATERIAL DO EVENTO FORAM TODAS PREENCHIDAS.

NO ENTANTO, ABRIREMOS INSCRIÇÕES ATÉ O DIA 24 DE MAIO

PARA A CATEGORIA OUVINTES, EM ATIVIDADES COMO MESAS REDONDAS,

PALESTRAS E GRUPOS DE TRABALHOS (GT´s).

A INSCRIÇÃO NÃO INCLUI A DISTRIBUIÇÃO DAS BOLSAS COM

MATERIAL DO EVENTO.

O CUSTO DA INSCRIÇÃO SERÁ DE R$ 10,00 (DEZ REAIS)

E PODE SER FEITA DIRETAMENTE NA SECRETARIA

DO CENTRO DE HUMANIDADES, COM A FUNCIONÁRIA ELISANGELA.



Guarabira, 19 de maio de 2010


COMISSÃO ORGANIZADORA

sábado, 10 de abril de 2010

Seminário Inovação, Poder e Desenvolvimento em Áreas Rurais do Brasil

Seminário Inovação, Poder e Desenvolvimento em Áreas Rurais do Brasil
Sex, 09 de Abril de 2010 11:17


O evento que busca reunir e analisar estudos e pesquisas de quatro estados brasileiros sobre a organização de agricultores familiares e suas alternativas sustentáveis. O encontro acontecerá no auditório do Hotel Village, em Campina Grande.


São parceiras da UEPB, na realização do evento, as universidades federais de Campina Grande (UFCG), Rio Grande do Norte (UFRN) e Rio Grande do Sul (UFRGS). O seminário tem origem na pesquisa ‘Sementes e Brotos da Transição’: Inovação, Poder e Desenvolvimento em Áreas Rurais do Brasil, desenvolvida com agricultores do Rio Grande do Sul (RS), Paraná (PR), Paraíba (PB) e Rio Grande do Norte (RN), tendo em vista a construção de alternativas viáveis para o desenvolvimento dos produtores rurais.


Ao longo de dois anos, a pesquisa vem efetuando estudos de casos e análises comparativas sobre o mundo rural entre sete grupos distintos, que avaliam temáticas acerca do turismo rural, agroindústria familiar, bioenergia, gestão das águas, comercialização e acesso a mercados, feiras locais, agroecologia, merenda escolar, entre outros.

Como coordenadora do evento, figura a professora do Departamento de Filosofia e Ciências Sociais da UEPB, Nerize Laurentino Ramos. Já o diretor do Campus III da UEPB, em Guarabira, professor Belarmino Mariano Neto, integrará uma mesa redonda como debatedor, no Grupo Turismo Rural.


Estudantes, professores e pesquisadores que não façam parte das pesquisas originárias do projeto “Sementes e Brotos da Transição” poderão participar do Seminário como ouvintes.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3310-1687, pelo e-mail seminarioipode@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
ou no portal http://www6.ufrgs.br/pgdr/ipode .

Giuliana Rodrigues

sábado, 27 de março de 2010

V Semana de Humanidades prorroga inscrições

Em Reunião realizada no dia 25 de março, a comissão da V semana de humanidades descidiu PRORROGAR o prazo para inscrição de trabalhos, até o dia 09 de abril de 2010, interessados entrar no site

http://www.dafrainformatica.com/humanidades/index.php

As demais datas estão mantidas...

Alguns procedimentos básicos:

1. pagar inscrição: Banco: Banco Real
Em nome de: Waldeci Ferreira Chagas
Agência: 1186 Nº da conta poupança: 19177865-1

2. Preencher a ficha de inscrição no site do evento e mandar recido pago escaneado para o email vhumanidadesch@yahoo.com.br. escolher minicurso. Lembrar de preencher as 3 opções de minicurso...Cada inscrição dará direito a um minicurso por ordem de inscritos....

3. Encaminhar artico para o email do coordenador do GT, caso não consiga envie para o email do evento: vhumanidadesch@yahoo.com.br

Atenciosamente,

Porta Avião doa EUA atingido por Míssil Iraniano no Golfo Pérsico

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