sexta-feira, 28 de setembro de 2012

“Luta pela terra não deve ter limites”, defende Sánchez Gordillo

Postado pelo prof. Antonio Tomaz Jr. - direto do "CEGeT"


“Luta pela terra não deve ter limites”, defende Sánchez Gordillo
Nome mais conhecido entre partidários da reforma agrária na Espanha, Juan Manuel Sánchez Gordillo liderou marcha de trabalhadores em agosto e chamou a atenção ao tomar alimentos de um supermercado e distribuir a famílias pobres. Chamado de “Robin Hood espanhol” por publicações como o Financial Times, ele justifica a necessidade de ações de desobediência civil em entrevista exclusiva a Carta Maior.

Guilherme Kolling e Naira Hofmeister, de Marinaleda, Espanha

Marinaleda - Juan Manuel Sánchez Gordillo é um nome conhecido na Espanha desde o início dos anos 1980, quando liderou trabalhadores do pequeno município de Marinaleda na ocupação de um latifúndio improdutivo. Prefeito da localidade e deputado na Andaluzia, ele ainda é um ativista importante da reforma agrária.

Voltou ao noticiário em agosto, ao liderar uma marcha do Sindicato Andaluz de Trabalhadores (SAT) pela distribuição de terras públicas a pequenos produtores, contra cortes nos gastos sociais e por punição dos banqueiros responsáveis pela crise. O grupo ocupou agências bancárias, palácios e supermercados de multinacionais, de onde levou alimentos sem pagar para distribuir a famílias necessitadas.

Esgotado ao final da caminhada de um mês pelo sul da Espanha, Gordillo recebeu a reportagem da Carta Maior em sua casa no dia 9 de setembro. Nesta entrevista, ele defende as ações de desobediência civil e argumenta que a forma de luta pela terra não deve ter limites.

fotografias da V SEMAGEO

                                                Imagem de Abertura: prof. Ruy Moreira e parte da equipe da V Semageo

A V SEMAGEO, que ocorreu no Centro de Humanidades da UEPB, Campus III, em Guarabira, foi um sucesso, tanto de público, quanto de atividades e de organização. O Centro Acadêmico de Geografia - CAGEO "Professor Milton Santos", demonstrou a firme organização do evento que contou com o total apoio e participação da Coordenação de Geografia, com o apoio do departamento e do CH em suas diferentes etapas de organização, incetivo e realização. Registramos ainda uma firme participação dos muitos professores, tanto no apoio como na organização das atividades, em especial dando suporte para os palestrantes convidados, para os grupos de trabalho e comissão cientifica do evento. Para corroa o final do evento segue o link com as principais imagens de diferentes partes do evento, inclusive do trabalho de campo para o litoral sul. Registramos que estas imagens são do prof. belarmino mariano neto e que outras imagens estão circulando nas redes sociais dos organizadores do evento. autorizamos aos participantes do evento o uso de qualquer uma das imagens, e pedimos o registro da autoria e da fonte. veja as fotos do evento no link: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.496298183715239.117733.100000051843762&type=3

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL: O DIREITO NA SOCIEDADE DE RISCO



Prof. Raffaele di Giorgi

O Centro de Referencia em Direitos  Humanos do Agreste Paraibano realizará no próximo dia 02 de Outubro das 09:30 às 11:30 horas, no Auditório do Centro de Humanidades, a Conferência Internacional: "O Direito na Sociedade de Risco".
Nesta Conferência teremos a presença do Prof. Raffaele di Giorgi Diretor e Professor Titular de Teoria Geral do Direito e Sociologia do Direito da Facoltà di Giurisprudenza dell’Universitá del Salento, Lecce, Itália. Diretor do Centro di Studi sul Rischiofundado em parceria com o sociológo alemão Niklas Luhmann.
O currículo do Prof. Rafaelle ainda inclui: Professor visitante no Max Planck Institut für Europäische Rechtsgeschichte, Frankfurt am Main, Deutschland (2004), Wilhelms Universität Münster, Humboldt Stiftung, Deutschland (2000, 1996 e 1991), Universität Saarland – Institut für Rechts und Sozialphilosophie, Saarbrücken, Deutschland (1999). Secretário Geral da “Europäische Akademie der Wissenschaften und Philosophie des Rechts”, Bonn, R.F.T. (1987). Diretor do Departamento de Sociologia e Ciência da Política na Università di Salerno, Itália (1986). Professor di Sociologia na Facoltà di Scienze Politiche dell’Istituto Orientale di Napoli, Itália (1984). Professor Extraordinário de Sociologia do Direito na Facoltà di Lettere e Filosofia dell’Universitá di Salerno, Itália (1981). Professor de Sociologia do Direito na Facoltà di Giurisprudenza dell’Universitá di Bologna, Itália (1980 e 1981). Professor de Filosofia do Direito na Facoltà di Giuriprudenza dell’Universitá di Camerino, Itália (1979, 1980 e 1981).
 O evento conta com o apoio do Centro Acadêmico de Direito e da Direção do Centro de Humanidades, sendo a participação certificada  com 3 horas/aula, devendo os interessados, preencher a ficha de inscrição online. no link: http://www.direitoshumanosuepb.net.br/2012/09/conferencia-internacional-o-direito-na.html

II SEMINÁRIO DE LETRAS

II SEMINÁRIO DE LETRAS

AS LETRAS E EU: DESAFIOS E PERSPECTIVAS

De 27 a 30 de novembro de 2012

Centro de Humanidades - UEPB Campus III

CENTENÁRIO DA OBRA “EU” DE AUGUSTO DOS ANJOS

CENTENÁRIO DE JORGE AMADO e NELSON RODRIGUES


Sem conhecer a linguagem não há como conhecer o homem.

(Confúcio, Analetos, XX, III, 3)

O II SEMINÁRIO DE LETRAS será realizado nos dias 27, 28, 29 e 30 de novembro de 2012 na Universidade Estadual da Paraíba, no Centro de Humanidades, em Guarabira/PB. O evento é uma iniciativa do Centro Acadêmico de Letras Maria Valéria Rezende, e conta com o apoio administrativo da Coordenação e do Departamento de Letras, e da comissão científica formada pelos docentes do curso.

O tema do Seminário desse ano: AS LETRAS E EU - DESAFIOS E PERSPECTIVAS, além da discussão acerca do curso de Letras e suas representações em linguagens, também abrirá questionamentos para as reflexões em torno do “Eu individual/coletivo”, “Eu-docente”, “Eu-discente”, “Eu-poético”, enfim, perceber os desafios e perspectivas do curso de Letras na atualidade, a partir de abordagens desenvolvidas no âmbito acadêmico. A palestra de abertura contará com a participação da Profª Drª Betânia Passos Medrado, professora-Adjunta do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas no curso de Letras, e do Programa de Pós-Graduação em Linguística - Proling - da UFPB, cujos interesses de pesquisa estão voltados para a formação inicial e continuada com foco na construção identitária de professores de línguas.



LIVRO "EU" DE AUGUSTO DOS ANJOS

O Seminário também homenageará o centenário do livro EU (1912), de Augusto dos Anjos, apresentado pela Profª Drª Rosilda Alves Bezerra, pesquisadora do CNPq na área de literatura e Cultura, atua na graduação de Letras e no Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade (PPGLI/UEPB). O centenário do escritor baiano Jorge Amado (1912-2001) será apresentado pela professora Drª Wanilda Lacerda, docente do Curso de Letras, e os cem anos do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) será divulgado pela Profª Drª Rosângela Neres, pesquisadora do CNPq na área de Literatura e Cinema, docente da graduação do Curso de Letras na UEPB no centro de Humanidades.



JORGE AMADO NELSON RODRIGUES

O evento terá inscrição para Grupos de Trabalhos, Minicursos e Oficinas voltados para a área da Linguagem, Literaturas e práticas pedagógicas, com o apoio de docentes dos departamentos de Letras e de Educação.

Leia mais: http://seminarioletras2012.webnode.com/
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Deputado Luiz Couto desabafa contra oportunismo de petistas paraibanos

Discurso de Couto feito da tribuna da Câmara Federal


04/09/2012

                                                 Imagem do www.expressopb.com,

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, começo o meu pronunciamento com dois pensamentos: Um, de domínio público: "no meu coração já não cabe mais colocar tristeza, pois já é demais". E o outro é de uma canção da música popular brasileira: "só uma palavra me devora, aquela que meu coração não diz".

Depois de refletir muito, de meditar, profundamente, de rezar sem cessar e de ter exercido plenamente a pedagogia do silêncio, de conversar com amigos e amigas, companheiros e companheiras, de dialogar com diversas lideranças do meu partido e do meu círculo de amizade, de ter levado muitas pancadas, de ter tido minha honra e minha dignidade ultrajadas e de ter sofrido humilhações, de ter sido abandonado politicamente por diversos filiados e filiadas, que mudaram de posição por diversas razões que não pretendo elencar nem julgá-las, resolvi expor minha opinião e minha decisão sobre o processo eleitoral em João Pessoa e na Paraíba.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Geografia Cultural a Construção do Indivíduo Liberal



                                         Fotografia: "chapéu de couro", Belarmino Mariano Neto, Juazeiro do Norte-CE, 2008.
Artigo do prof. Belarmino Mariano Neto belogeo@yahoo.com.br

Este artigo se coloca na perspectiva de entender o processo socicultural de construção geográfica do indivíduo liberal. Para tanto, não posso partir apenas de um pensar pessoal, nem partir do zero. É importante que partir de correntes de pensamentos historicamente experimentadas, não apenas enquanto suporte do já escrito, mas na perspectiva crítica e criativa para poder me deparar com a realidade contemporânea do individualismo vivido nas diferentes esferas do cotidiano, servindo como parâmetro para novas reflexões e uma melhor compreensão do objeto de estudo em foco.

A Geografia Cultural é uma corrente de pensamento da Geografia com a qual me identifico, por permitir um maior relacionamento e diálogos com outras ciências sociais como a História, Antropologia, Sociologia, Filosofia e Psicologia. Além do mais, esta escola de pensamento geográfico possibilita leituras diversas na perspectiva tanto do sociocultural, quanto do socioambiental como experimentos de práticas culturais em diferentes ângulos. A exemplos dos estudos sobre: "espaço e religião; espaço e cultura popular; espaço e simbolismo; paisagem e cultura; percepção ambiental e cultural; espaço e simbolismo..."(CORRÊA, 1995:03-11).

A construção do indivíduo liberal a luz de ideias desenvolvidas a partir século XVII, será analisada a partir dos cientistas sociais como: Macpherson, Dupuy e Magalhães, pensadores à cerca do indivíduo liberal e da sociedade moderna ocidental.

Na Perspectiva da Geografia Cultural chamo a atenção para pensadores como Corrêa, Rosendahl e Cosgrove. Isso não significa uma exclusão de outros pensadores, mais apenas uma adequação aos limites espaciais do artigo .

A leitura dos autores acima foi no sentido de uma exposição geral, em relação ao pensamento teórico buscando um "fio de intercessão" ou sequencia dos fatos que serão levantados ao longo do texto e que servem como um primeiro referencial a cerca do indivíduo liberal ou do debate sobre sociedade e indivíduo, muito presente na Sociologia, Antropologia e que até certo ponto, não vem servindo de referência para geógrafos.

Enquanto diretrizes metodológicas segue a análise textual e temática dos diferentes autores no sentido de abordar no texto, uma visão panorâmica e direcionamento desta para nosso foco temático central - A construção do indivíduo liberal. Como sendo justificada por estes autores.

A intenção é na medida do possível, eliminar as ambiguidades e os pontos passíveis de dúvidas. Como a temática geral abrange uma temporalidade (século XVII ao século XX) muito ampla, estarei desenvolvendo uma estrutura a partir de fatos pontuais de maior destaque na história do pensamento liberal e seus desdobramentos.

Contra o produtivismo, um protesto solitário

Ao publicar esse manifesto no Observatório do Agreste, estamos assinando abaixo o
Manifesto escrito pela profa. Ana Fani Alessandri Carlos


Fotografias "O trabalho e os dias" - Prof. Belarmino Mariano Neto, João Pessoa, 2007.

Manifesto Contra o produtivismo, um protesto solitário

Compreender as condições nas quais se reproduz a sociedade brasileira, iluminar os conflitos e a condição profundamente desigual desse processo, requer dos pesquisadores a disposição de "habitar o tempo lento" imposto pela atividade do conhecimento. Esta compreensão – como prova a história do conhecimento – não é individual, pois pressupõe o debate de ideias entre pares, fundado no respeito à diferença e nas possibilidades postas pela diferença de vertentes e posições teórico- metodológicas que, antes de se conflitarem, se enriquecem. Esse processo exige tempo e condições de trabalho, exige também compromissos, e exige, ainda, disposição para o debate. O trabalho individual de reflexão/análise se coloca como pressuposto da elaboração do conhecimento, condição do debate

Nesse sentido, se não há uma verdade absoluta que se eleva no horizonte, tampouco existe somente um único caminho possível para pensar/interpretar o mundo. Por outro lado, penso que nosso papel na universidade é o de ensinar formando cidadãos, criando condições, dando-lhes ferramentas para construir essa interpretação. Mas, sem uma pesquisa que se debruce sobre a realidade, sem uma reflexão profunda e sem fundamento, exigidos pelo árduo trabalho de "gabinete", o que vamos ensinar-lhes?

Não sendo o único centro de produção do conhecimento, a universidade é, no entanto, o lugar precípuo desta possibilidade, que, para se realizar, precisa criar as condições necessárias dessa atividade. Trata-se de abrir espaços onde, sem preconceitos, possa desabrochar a diferença dos modos de pensar o mundo. A condição de independência e do exercício da liberdade de pensar se apoia na realização desta virtualidade. Mas o tempo da reflexão, cada vez mais consumido em papéis (hoje virtuais), relatórios e pareceres, de todos os tipos, definha sem percebermos. Em todos os lugares, a conversa aponta a "falta de tempo".

Não importa se nosso trabalho analisa o mundo, desvenda suas contradições mais profundas; se com a produção de um saber construímos os caminhos de um país independente. A universidade espera resultados quantitativos, muitos artigos publicados – ninguém se pergunta ou questiona seus conteúdos, se guardam alguma possibilidade fecunda de conceber este mundo e nossa realidade desigual e dependente - muitas participações/organizações de congressos, seminários, worshops - não importa se com eles aprende-se algo, se depois de exporem seus trabalhos as pessoas se dão ao, trabalho de permanecerem para o debate. E ainda poucos se preocupam com os debates, posto que o centro das preocupações é o certificado de uma "presença ilusória". Mas há mais. Solicitação de pareceres de todos os tipos, salas apinhadas, reitores autoritários, falta de ambiente acadêmico.

Porta Avião doa EUA atingido por Míssil Iraniano no Golfo Pérsico

.  Por Diego González vis Blaut Ulian Junior  🇮🇷🔥🇺🇸‼️A Verdade Material rompeu a barreira da negação do Pentágono. O que an...