quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

PROGRAMA DE ANTROPOLOGIA CULTURAL



UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
CENTRO DE HUMANIDADES – CAMPUS III
DEPARTAMENTO DE GEO-HISTÓRIA
CURSO DE GEOGRAFIA
DISCIPLINA: ANTROPOLOGIA CULTURAL
ANO: 2009.1 CARGA HORÁRIA: 66 AULAS
Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto (belogeo@yahoo.com.br)
http://observatoriodoagreste.blogspot.com/
http://olharesgeograficos.blogs.sapo.pt/


EMENTA DA DISCIPLINA DE ANTROPOLOGIA CULTURAL

A Antropologia enquanto ciência social e da humanidade; espaço, tempo, sociedade, natureza e cultura na construção do conhecimento antropológico; conceituação, objeto e objetivos da ciência antropológica; relação entre Antropologia e Geografia; da Antropologia cultural a Geografia cultural; teorias e métodos das ciências sociais aplicados a Antropologia e a Geografia; Antropologia física e Antropologia cultural; Antropologia, Geografia e cultura. O ser humano na perspectiva social e cultural. Espaços e relações de poder; Território e identidades culturais; Paisagem, região, religião, folclore e identidade cultural local; teorias culturais, cultura e natureza; origens da humanidade e questões étnicas; cultura popular, cultura de massa e cultura erudita; linguagens, representações e formas de organização. A importância da memória, da percepção e do imaginário para a antropologia.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

UNIDADE TEMÁTICA I : A CIÊNCIA ANTROPOLÓGICA

1.1 Conceituação; objeto e objetivo da Antropologia.
1.2 Divisão e campo da Antropologia; os objetivos da Antropologia Cultural.
1.3 Origem dos dados; os métodos e as técnicas em Antropologia.
1.4 As ciências afins da Antropologia – Sociologia, Geografia, História, Economia, Medicina, Biologia, Psicologia, Economia, Política, Paleontologia, Geologia, etc.
1.5 Histórico da Antropologia e principais correntes do pensamento antropológico.
1.6 Antropologia Física, Cultural e Aplicada

UNIDADE TEMÁTICA II: HOMEM, CULTURA E SOCIEDADE

2.1 O conceito de cultura; a construção da cultura.
2.2 Componentes da cultura; processos culturais;
2.3 Cultura real e cultura ideal, cultura material e cultura imaterial.
2.4 Relativismo cultural e Etnocentrismo.
2.5 Origens da Humanidade e passado cultural do homem.
2.6 Aspectos culturais da sociedade brasileira e nordestina.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

ARAÚJO, Walkiria Toledo de. (Org.) Cultura local discursos e práticas. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2000, 113p.
BAKTHIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento. São Paulo-Brasilia: HUCITEC e Editora UnB, 2008, 6ª ed, 419p.
BOTAS, Paulo. Carne do Sagrado – EDUN ARA. Petrópolis/RJ: Vozes; Koinonia, 1996, 96p.
CERTEAU, Michel de; GIARD, Luce; MAYOL, Pierre. A invenção do cotidiano 2. morar, cozinhar. Petropolis, RJ: Vozes, 2008, 7ª ed, 372p.
CORRÊA, Mariza. História da Antropologia no Brasil (1930-1960). Campinas/SP: Editora da UNICAMP e Vertice, 1987, 127p.
CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (Orgs.). Geografia cultural: um século 3. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2002, 190p.
DURAND Gilbert. As estruturas antropológicas do imaginário. Introdução à Arquetipologia geral. Lisboa/PT: Editora Presença, 1989, 1ª ed, 326p.
DURAND Gilbert. O Imaginário - ensaio acerca das ciências e da filosofia da imagem. Rio de Janeiro: DIFEL, 1998, 127p.
FROST, Everett L; HOEBEL, E. Anderson. Antropologia cultural e social. São Paulo. Cultrix. 2006, 1ª ed, 8 ª Imp.; 469 p.
GODOI, Emília Pietrafesa. O trabalho da memória – cotidiano e história no sertão do Piauí. Campinas/SP: Editora da Unicamp, 1999, 165p.
HELERN.V E OUTROS. O livro das religiões. São Paulo: Cia das Letras, 2000.
KOSTER, Henry. Viagens ao Nordeste do Brasil - Vol. 2. Rio, São Paulo, Fortaleza: ABC Editora, 2003, 12ª ed, 611p.
LAPLATINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo. Brasiliense. 2007, 205p.
LARAIA, Roque de Barros. Cultura um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Zahar,2003; 22ª Ed. 117p.
MALDONADO, Simone Carneiro. Pescadores do mar. São Paulo: Ática, 1986, 77p.
MARCONI, Mariana de Andrade; PRESOTTO, Zélia Maria Neves. Antropologia Uma Introdução. São Paulo: Atlas, 2007, 6 ª Ed, 324p.
MARIANO NETO, Belarmino. Ecologia e imaginário - memória cultural, natureza e submundialização. João Pessoa: Editora da UFPB, 2001, 2 ª Reimpressão, 206p.
MARIANO NETO, Belarmino; RODRIGUES, L. P. M.; FREIRE, C. S. Roteiros Integrados “Civilização do açúcar”: os caminhos dos engenhos na Paraíba. In: Cultura no espaço rural brasileiro – Anais do 6ª Congresso Brasileiro de Turismo Rural. Piracicaba/SP: FEALQ, 2007, 171-177p.
MARIANO NETO, Belarmino. Imagem da Moenda do Engenho Rainha, Bananeira/PB, Sony Digital/6.0, 2008.
MELLO, Luiz Gonzaga de. Antropologia Cultural. Iniciação. Teorias e temas. Petrópolis, Vozes, 2001, 8ª Ed, 526p.
MERCIER, Paul. História da Antropologia. São Paulo: Ed. Moraes LTDA, 1974, 154p.
QINTAS, Fátima (Org.) A civilização do Açúcar. Recife: Sebrae/Fundação Gilberto Freyre, 2007, 208p.
RIBEIRO, Darcy. O povo Brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras. 1995.
ULMANN, Reinaldo Aloysio. Antropologia - O homem e a cultura. Petrópolis/RJ:Vozes. 1991, 328p.
SILVA, Aldo A. Dantas; GALEANO, Alex (Orgs.). Geografia ciência do complexus – ensaios transdiciplinares. Porto Alegre/RS: Editora Sulina, 2004, 334p.
SOUSA NETO, Manoel Ferandes de. Aula de Geografia. Campina Grande: Bagagem, 2008, 2ª Ed, 109p.
VELHO, Gilberto. Projeto e metamorfose: Antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1994.

A PAISAGEM NO CONTEXTO MULTICULRAL




Grd. Sharlene da Silva Bernardino - Geografia –UEPB/CH – Sharlene_sb@hotmail.com
Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto – Geografia – UEPB/CH – belogeo@yahoo.com.br

A paisagem pode ser tomada como reflexo de vários elementos culturais inseridos numa sociedade. Alguns desses símbolos se destacam e acabam por hierarquizar alguns hábitos, fazendo com que os cidadãos que compõem uma sociedade acabem por deixar de perceber a dimensão dos elementos advindos de várias culturas que tornam a cidade, em especial a metrópole, um âmbito de constantes trocas culturais. Este trabalho intensiona observar a importância dos símbolos que constituem e identificam uma paisagem, enfatizando a falta de percepção dos indivíduos para reconhecerem esses elementos no espaço a sua volta. É considerada nesse contexto a importância da paisagem materializada, como também aquela que se constitui para além do poder ótico.


A pesquisa foi realizada a partir da leitura e análise de textos que colocam a paisagem e a cultura como norteadores da identidade social dos indivíduos. Fica evidente que a paisagem acontece de maneira única e veloz tendo em sua composição elementos que advém de hábitos culturais de vários lugares. Diante das pesquisas e análises textuais que se processaram se faz clara a necessidade da compreensão dos elementos culturais que são construtores de uma paisagem mesclada pela multiculturalidade constituinte por um cotidiano que transpassa a capacidade perceptível dos indivíduos que o compõem.
A geografia é uma área do conhecimento que sempre demonstrou preocupação em compreender a relação do homem com o seu meio. Um dos pontos de maior relevância para esse entendimento é a observação e análise da paisagem, já que esta é capaz de retratar as mais diferentes maneiras do individuo relaciona-se com o espaço. Espaço este que segundo Milton Santos (1997), constituiu-se de sistemas que “é formado por um indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como um quadro único na qual a historia se dá”.
Nessa perspectiva, a paisagem pode ser tomada como expressão materializada das relações entre o homem e meio que acontecem num determinado espaço, Wether Holzer apud Londscape coloca que: “a paisagem enquanto elemento geográfico fundamental é vista não só como suporte físico das atividades humanas, mas como palco de um processo interativo onde ela é apropriada pelas culturas que a modifica e lhe introduz novos elementos”. É necessário colocar também que a paisagem é algo para além do visível que se compõe a despeito da interferência humana na funcionalidade dos elementos simbólicos que a desenha. Para Correia (1995):

A paisagem é de um lado o resultado de uma dada cultura que a modela, e de outro, constitui-se em uma matriz cultural (...) muitos de seus elementos servem de mediação na transmissão de conhecimentos, valores, contribuindo para transmitir de uma geração à outra o saber, crenças, sonhos, e atitudes sociais (CORREIA, 1995, p. 4-5).

Assim, a paisagem é concebida pela junção de inúmeros elementos que estão dispostos em um espaço representado por mecanismos culturais que acabam por demandar as ações sociais. Contudo, Laraia (1932 p.80) coloca que “a participação do individuo em sua cultura é sempre limitada; nenhuma pessoa é capaz de participar de todos os elementos de sua cultura”.
Os ditames culturais podem passar de uma geração à outra como já descrito aqui, por Correia, no entanto, a paisagem sofre uma dinâmica constante que para ser percebida se faz essencial está voltado para elementos que requerem uma percepção sensorial, Fernandes (2003) capta essas sensações e as descreve como:

Matérias primas, primeiras e familiares que encontro em um fantástico balé de cores e forma (...) como se essa linguagem visual me detivesse diante dos objetos e me pusesse a diante deles(...)gosto das comidas e bebidas locais(...)essas coisas todas que mexem com os sentidos esse se misturam quando entro em contato com o mundo, estabelecem códigos de afetividade, desenham traços sensoriais dentro de mim. A tudo isso posso denominar de paisagem. (FERNANDES, 2003, p.68-69).

Essa fusão cultural desenhada por elementos que só são perceptíveis por suas cores, sons, cheiros, dentre outras peculiaridades, passa, por vezes, despercebida à sagacidade humana, acontecendo com maior relevância nas grandes metrópoles onde a demanda de serviços e produtos provém dos mais diversos lugares. Ralp Linton apud Laraia traz um formidável texto que retrata de maneira humorada as limitações do individuo para detectar os elementos culturais que permeiam a paisagem a sua volta.

O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do oriente próximo, mas modificado na Europa Setrentional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão cuja planta se tornou domestica na Índia; ou de um linho de lã de carneiro, um e outro domesticado no oriente próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na china(...). Ao levantar da cama faz uso dos ”mocasins” que foram inventados pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é um vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquistico que parece provir dos sumerianos ou antgo Egito. Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestiário têm a forma das veste de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortados segundo um padrão provenientes das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados nos ombros pelos os croatas do século XVII. Antes de tomar seu breakfest ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito(...). De caminho para o breakfest, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimos o espera. O prato é feito de uma espécie cerâmica invetada na china. A faca é de aço liga feita pela primeira vez na Índia do Sul(...). Começa seu breakfest com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana, toma café planta abissínia com nata e açúcar. A domestificação do gado bovino e a idéia de aproveitar o leite são originários do oriente próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia(...). Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos os índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virginia, ou cigarro, proveniente do México se for fumante valente pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê noticias do dia, impressas em caracteres inventado pelos os antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano (Ralph LintonapudLaraia, 1932, p.107-108)

A Velocidade dos acontecimentos que moldam a metrópole torna, cada vez mais, a paisagem reflexo de uma multiculturalidade que em certos momentos transita na busca por identidade. Certeau (1986 p.46) descreve “a cidade contemporânea como um labirinto de imagens, onde o comércio liga os desejos às realidades”.
Essa dinamização, que ocorre desde os atos rotineiros acontecidos dentro de um espaço restrito, como os descrito, aqui, por Ralp Linton, podem ganham, ainda mais mobilidade nas ruas das grandes metrópoles. Essa movimentação constante e ritmada velozmente é tema da composição noticias populares da cantora e compositora Ana Carolina lançada em 2006 pela gravadora Sony music. Eis um trecho:

Tomei um táxi um motorista mexicano Veio falando sobre o 11 de setembro. Havia um homem na calçada lendo o código da Vinci ou lia o código da venda. Na parada havia um peruano cheio de badulaques, vendendo, nike, bike, coca- cola light,canivete aceita cheques pros breguetes. Noticias do Iraque na tv da lanchonete (CAROLINA, 2006, CD, SONY MUSIC).

Os símbolos singulares descritos no fragmento desta composição são construtores de uma paisagem abarrotada de infindas culturas compactadas num dado espaço. Para Delfuss (1978 p. 9) “todo elemento do espaço e toda a forma de paisagem constituem fenômenos únicos que jamais podem ser encontrados exatamente iguais em outros locais ou outros momentos”.
Desta maneira, considera-se que a paisagem social é definida e sentida pelos elementos multiculturais que a instituem, no entanto, a dimensão desses símbolos não é absorvida em sua totalidade pelos os indivíduos que a formam e a modelam segundo suas necessidades.
Na ânsia de adequação a um meio que está em constante processo de mutação, mudanças essas que segundo Laraia (1986 p. 96) são dividas em dois tipos “uma que é interna, resultante da dinâmica da própria cultura e uma segunda que é o resultado do contanto de um sistema cultural com outro”, o homem acaba por centrar-se apenas no que considera peculiar a sua cultura esquecendo-se que, a mesma, jamais se constitui de maneira unilateral.

REFERÊNCIAS:


BURQUE, Peter (2003). Hibridismo Cultural. Rio grande do Sul : Ed: Unisinos.

CERTEAU, Michel 1986. A cultura no plural. Ed: Papirus. Campinas São Paulo.

DELFUSS, Olivier (1978). O espaço Geográfico. Ed: Difel Difusão S.A.

FERNANDES, Manoel (2003). Aula de geografia e algumas crônicas. Ed: Bagagem. Campina Grande.

LARAIA Roque de Barros (2003). Cultura: Um conceito Antropológico. 16 ed. Rio de Janeiro: Jorje Zahar.

WERTHER, Holzer. (1996). A Arte da Geografia e os geógrafos humanistas in Revista Fluminense de Geografia (1996). AGB. Niterói, Rio de Janeiro.

CORREIA, Roberto Lobato. (1995) A dimensão cultural do espaço: Alguns temas. In. Espaço e cultura. Rio de Janeiro: UERJ.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Abordagem sobre o lixo produzido na cidade de Araruna-PB, com vista a reciclagem

Maria de Fátima de Lima Gomes

ORIENTADOR: Prof. Ms. Joaquim Patrocollo Andrade da Silveira - UFPB/Areia
Co-orientadora Profª Drª Luciene Vieira de Arruda.

Geografia e meio ambiente

RESUMO

O excesso de produção de lixo vem aumentando assustadoramente em todo o planeta. Dessa forma, analisar as condições ambientais resultantes dos impactos provenientes do lixo é de suma importância. O objetivo deste trabalho foi abordar a problemática do lixo na cidade de Araruna-PB e identificar o que poderá ser reciclado. Após a coleta de dados e aplicação das entrevistas constatou-se que o montante de lixo produzido em Araruna corresponde a uma produção diária média de 9.595 Kg de lixo. Desse total, apenas parte do lixo seco é reciclado, aproximadamente 250 kg/dia, correspondendo a 2,9% do total. Em relação ao volume é produzido 48m³/dia, chegando a ser coletado 2,4 m³/dia correspondendo a aproximadamente 5%. 95% de todo o lixo produzido fica depositado no lixão acarretando sérios danos à saúde humana, bem como ao meio ambiente. O destino final de todo esse lixo produzido e que não foi selecionado para a reciclagem é a incineração realizada pelos catadores de lixo que ateiam fogo sem apoio técnico especializado. Observou-se que a área destinada para recepção deste montante de lixo é inadequada por se tratar de uma APP – Área de Preservação Permanente, onde os seus recursos hídricos recebem grande parte desses resíduos. Isso indica que a problemática do lixo em Araruna ainda é vista com indiferença e seu tratamento é muito precário, necessitando de maior assistência municipal junto aos coletores, assim como trabalhos relativos à conscientização ambiental para toda a comunidade.
Palavras-chave: Lixo, Reciclagem; Meio Ambiente

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Estudo das Potencialidades Turísticas do Município de Araruna-PB

Josevaldo Nobre Fialho Ribeiro (autor)
Prof. Dr. Nilton Abranches Jr. DGH/CH/UEPB (orientador)

RESUMO

O turismo, em sentido estrito, é uma atividade sócio-político-econômico-cultural recente no cotidiano das sociedades em geral, de maneira que se tornou um fenômeno que vem crescendo cada vez mais em todo o mundo. Dessa forma, muitas localidades buscam associá-lo paralelamente como um complemento para o desenvolvimento local, devido a sua capacidade de gerar riqueza nos lugares onde é implantado. O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo sistematizado das potencialidades turísticas do município de Araruna-PB, com o propósito de identificá-las, fazendo um levantamento preliminar de seus atrativos, o que possibilitará ainda mais o fomento desta atividade no município e contribuirá para um futuro planejamento sustentável de suas ações. Assim, para a realização do trabalho, recorremos aos fundamentos da pesquisa qualitativa, ou seja, colocou-se o ambiente natural e cultural como fonte de todos os dados adquiridos, observando e descrevendo sistematicamente os atrativos neles contidos, como também utilizando o enfoque indutivo na análise dos dados. Após o compilamento destas informações, verificou-se que o município conta com um acervo de atrativos turísticos relacionados aos segmentos do turismo ecológico ou ecoturismo, turismo cultural e religioso, todos com possibilidades de funcionamento. Entretanto, sendo o município de Araruna propício à prática do turismo, o que se percebe é a falta de uma infra-estrutura básica necessária que permita a implantação dos projetos necessários, bastando apenas que a comunidade perceba o ambiente que a cerca, tornando-o, dessa forma, compatível com as políticas locais de sustentabilidade que o poder público venha a adotar.

PALAVRAS-CHAVE: turismo, desenvolvimento, sustentabilidade

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O MUNICÍPIO DE GUARABIRA E SUA INSERÇÃO NA MESORREGIÃO DO AGRESTE PARAIBANO: “UMA RAINHA SEM TRONO”



(Autora) Claudete Pereira do Nascimento
(Orientador) Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto (UEPB/CH/DGH)

Resumo

O estudo teve por objetivo analisar a inserção do município de Guarabira na Mesorregião do Agreste Paraibano, buscando desvendar a construção da idéia do título de “Rainha do Brejo”. Destacou-se assim o contexto geográfico em que está inserido a Microrregião de Guarabira e do Brejo Paraibano dentro da Mesorregião do Agreste Paraibano, na busca pela desmistificação do título “Rainha do Brejo” para Guarabira. O trabalho foi fundamentado sobre variadas leituras e observações diretas na busca de comparações dos fatores fisiográficos existentes entre as duas microrregiões consideradas. Ao se adentrar neste universo de comparações usando fontes bibliográficas, registros fotográficos das regiões analisadas e entrevistas informais com pessoas das duas microrregiões estudadas. Repensou-se as idéias levantadas nesta pesquisa de maneira a responder questionamentos socioculturais existentes que envolveram a construção do mito e a realidade fisiográfica e socioeconômica que compõe o município de Guarabira. A revisão bibliográfica e argumentações teóricas estiveram diretamente relacionadas aos autores locais como: Almeida (1997); Melo (1999); Moreira (1989); Carvalho (1982) e Rodriguez (2000 e 2002). Enquanto referência geral se trabalhou a partir de categorias geográficas como região e território a partir de: Rafestin (1993); Haesbaerst (2004) e; Souza (1995). A pesquisa foi realizada a partir de trabalhos de campo, com ênfase para a observação direta das áreas de Agreste/Brejo, considerando-se as rodovias estaduais e os elementos urbanos, rurais e ambientais dos municípios que estão circundados como do “Anel do Brejo”. O contexto geo-histórico foi fundamental para a desconstrução do mito de Guarabira enquanto “Rainha do Brejo”, pois mesmo que a cidade de Guarabira polarize as microrregiões circunvizinhas, não se pode considerar que seja a “Rainha do Brejo”, pois geograficamente não está inserido como fazendo parte dessa unidade microrregional.

Palavras-chave: Microrregiões, Guarabira, Rainha do Brejo

O território em pedaços e a formação microrregional de Guarabira – PB


Claudete Pereira do Nascimento
ORIENTADOR Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto - DGH/CH/UEPB

RESUMO

A pesquisa enfoca o território na perspectiva geográfica, tendo como base a idéia de que o território ultrapassa os limites do espaço, consiste em relações de poder nas quais, tal poder é um fator determinante para a concretização do território. O objetivo com essa pesquisa foi analisar a idéia de fragmentação territorial tomando como base o município de Guarabira-PB e sua divisão distrital que foi ao longo do século XX passando por um processo de emancipação político-administrativa. Para tal, a pesquisa pautou-se na observação direta e levantamento documental demonstrando que Guarabira perdeu seis distritos, tornando-se estes municípios autônomos. A base teórica pautou-se em Raffestin (1993); Moraes (1990); Haesbaert (2004); Souza (1995); Moreira (1989), entre outros. Além da pesquisa documental, foi fundamental a análise de estudos teóricos sobre a noção de fragmentação territorial inseridas ao caso de Guarabira. Assim foi possível observar a fragmentação territorial de Guarabira no contexto de território, levando em consideração o território e suas relações de poder, relativos aos aspectos do processo de fragmentação.

Palavras-Chave: Território, fragmentação, Guarabira.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Potencialidades turísticas para o desenvolvimento local da cidade de Alagoa Grande – PB

Potencialidades turísticas para o desenvolvimento local da cidade de Alagoa Grande – PB
LINHA DE PESQUISA: Geografia do Turismo
AUTOR (A): Cleones Lúcio Ferreira M. Lins
ORIENTADOR (A) Prof. Dr. Nilton Abranches Jr. DGH/CH/UEPB

RESUMO
O turismo é um fenômeno cuja importância vem crescendo no mundo contemporâneo. Contribuindo de forma direta para geração e ampliação de empregos, rendas, divisas e tributos; promove indiretamente a dinamização de diversos segmentos relacionados a este, assim como o crescimento de novas oportunidades de negócios e investimentos. Partindo dessas premissas, este pesquisa busca levantar as possibilidades turísticas para o desenvolvimento local da cidade de Alagoa Grande - PB, contribuindo para o maior desenvolvimento econômico, social e cultural, direcionando-a para um crescimento sustentável, impedindo a concentração de renda e a degradação do seu patrimônio. Para alcançar os objetivos desejados foram adotados os seguintes procedimentos operacionais para o desenvolvimento e êxito da pesquisa proposta, são eles: pesquisa e revisão bibliográfica e cartográfica; reconhecimento de campo: visita as áreas com potencialidades para prática do turismo; delimitação cartográfica e fotográfica das áreas; coleta de dados sobre os aspectos físico-geográficos, turísticos e socioambientais do local. Com o término da pesquisa podemos constatar que Alagoa Grande está enquadrada entre as cidades com um grande potencial turístico-cultural, pois possui uma variedade de atrativos, com belezas naturais, história, patrimônio arquitetônico, artesanato, eventos, trilhas, engenhos, rios e uma geografia apropriada para o turismo rural e ecoturismo, aliado ao cultural. Faltando apenas um maior investimento em infra-estrutura para o acolhimento dos turistas, planos de desenvolvimento que dinamizassem a atividade, treinamento de guias turísticos, enfim, que os órgãos competentes, juntamente com a iniciativa privada explorassem melhor suas potencialidades, gerando emprego e renda para a população.
Palavras chave: Potencialidade Turística, Desenvolvimento sustentável, Desenvolvimento local.

Porta Avião doa EUA atingido por Míssil Iraniano no Golfo Pérsico

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