domingo, 13 de março de 2016

A bicicleta e a luta das mulheres por direitos iguais

Extraído na integra: http://www.mobikers.com.br/comportamento/cultura/a-bicicleta-e-a-luta-das-mulheres-por-direitos-iguais/
Apesar do avanço bonito de se ver, a luta das mulheres por direitos iguais ainda não terminou. Mas você sabia que para chegar aonde chegamos, teve muita pedalada no meio do caminho? É isso mesmo! Ao longo da história, a bicicleta teve papel fundamental para ajudar as mulheres a quebrarem as correntes em busca de uma liberdade mais plena.
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Bicicleta feminina de 1891.
Em meados do século XIX, as bicicletas chegaram aos Estados Unidos e, claro, viraram febre nacional. Homens e mulheres começaram a pedalar de um lado ao outro naquilo que, na época, ganhou apelidos como “cavalinho de aço”. Mais que um novo meio de transporte, a bicicleta aparecia como uma oportunidade para ir além, não só em distâncias, como também em ideias.
Com exceção das trabalhadoras operárias, se você fosse mulher naqueles tempos, provavelmente passaria boa parte da vida dentro da sua casa. As tarefas domésticas dominavam o tempo e, mesmo em momentos de lazer, ou você visitava outra casa ou recebia a visita na sua. Mas mudanças estavam começando, e sobre duas rodas.
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Foto: Reprodução / Documentário Victorian Cycles-Wheels of Change de Jim Kellett.
Montadas em bicicletas, as mulheres acharam uma maneira rápida e fácil de explorar a cidade. Era a chance de ver e ser vista.
A norte-americana Susan Brownell Anthony, uma das feministas mais importantes da história das reformas sociais, viveu entre 1820 e 1906 e percebeu a importância da bike para espalhar e defender seus ideais.
“Vou dizer o que eu penso sobre as bicicletas. Eu acho que elas fizeram mais pela emancipação das mulheres do que qualquer outra coisa do mundo” – Susan Brownell Anthony
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A citação faz parte do livro “Wheels of Change: How Women Rode the Bicycle to Freedom” (Rodas da Mudança: Como As Mulheres Subiram nas Bicicletas pela Liberdade, em tradução aproximada) escrito por Sue Macy e publicado em 2011. Vale a leitura!
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Alice Hawkins em 1907.
Outra figura histórica que fez bom proveito das magrelas não só para as revoluções das rodas, como também da sociedade, foi Alice Hawkins. No início do século XX a Inglaterra ainda não permitia o voto feminino, mas a luta pelo sufrágio era intensa. Para levar seus ideais mais longe, Alice pedalou por toda a região de Leicester. A bicicleta deixou de ser uma ferramenta para ser um símbolo de resistência e transformação.
Além da chance de sair de casa, sentir o vento no rosto e deixar a cabeça mais arejada para pensar em ideias que antes não haviam ganhado espaço, a bicicleta teve papel importante na mudança da moda feminina. Acostumadas com roupas volumosas, as mulheres frequentemente enganchavam suas fartas saias nos raios das bikes. Era a hora de diminuir a quantidade de panos.
Hoje as mulheres fazem praticamente tudo o que bem entendem, pedalam como e por onde querem, e muito graças à grandes mulheres do passados. Pioneiras. Revolucionárias. Respect.
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Jovem inglesa com roupa para ciclismo em 1889. Fonte: http://1890swriters.blogspot.com.br/2014/06/1890s-womens-fashion.html
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Mulheres com suas bicicletas nos anos 40.

Foto em destaque: Reprodução / Livro Wheels of Change, de Sue Macy

domingo, 6 de março de 2016

Xique-Xique: uma gigantesca caixa biológica de água em forma de vida...

Fonte da imagem: https://www.facebook.com/rangeljuniorpb


Por Belarmino Mariano

Hoje encontrei na capa do companheiro Rangel Jr., essa imagem de um gigantesco  pé de xique-xique (Pilocereus gounellei), uma cactácea hiper-xerófila, muito comum nas regiões semiáridas do Nordeste Brasileiro. Mas não é comum que elas atinjam esse tamanho e essa geometria tão perfeita, até porque seus galhos são comumente utilizados pelo agricultores do Sertão Nordestino para servir de ração para os animais.

Em minha pesquisa sobre Ecologia e Imaginário, no Cariri paraibano, tive a oportunidade de fazer observações empíricas sobre essa espécie e de ouvir delongadas explicações dos agricultores sobre a sua importância como ração e até como estratégia de coleta de água em período de prolongada estiagem. O Sr. Vicente, já falecido, chegou a fazer demonstração de como extrair água e até comer uma polpa branca que se esconde entre a casca e os espinhos do xique-xique.

A dimensão física do pé de xique-xique exposto na imagem nos lembra uma gigantesca caixa biológica de água em forma de vida. Isso mesmo, um quantitativo significativo de água estrategicamente acumulada em seus galhos. Como as espécies hiper-xerófilas substituem as folhagens por espinhos, elas acumulam água em seus galhos para os prolongados períodos de seca. Sua casca na verdade é como um película e no interior do seu corpo existe uma espécie gelatinosa de visgo que impede que a planta transpire grande quantidade de líquido. Assim a planta vai evapotranspirando muito pouco, retendo o líquido precioso. No Cariri paraibano, em períodos de grande estiagem, o xique-xique é uma das poucas especieis que permanece verde todo o tempo.

Fonte: http://belezadacaatinga.blogspot.com.br/2011/03/xique-xique-pilocereus-gounellei.html

quarta-feira, 2 de março de 2016

Crepúsculo amanhecido

Fonte da imagem: www.brasil247.com

Por: Joana Belarmino de Sousa (Jornalista e professora da UFPB)
(Ao meu irmão Belo Mariano, mais um doutor entre nós)

publicado originalmente em, 21 de outubro de 2006

Caro Amigo Marconi,

O capítulo da Agroecologia do agreste e brejo paraibano já tem mais umas duzentas páginas escritas. A defesa pode-se dizer, foi quente. Primeiro, por causa dos quase quarenta graus, num auditório cheio de gente, onde o ar condicionado não funcionava, segundo, porque os doutores da França e da Bélgica incomodaram-se com a largueza do meu conceito de território, uma elaboração construída entre os diques da geografia e da sociologia, onde eu pude envolver, entretanto, pequenos lugares individuais, como porteiras, recantos para conversar acocorados, plantas ressequidas a nos contarem, nas suas dobraduras de folhas, histórias de tempos verdes, esperanças de verdes tempos. 
A história completa dessa defesa, eu te conto quando a gente se encontrar. A razão dessa carta é para partilhar contigo outra experiência. Lembra-te das noites em que saíamos pelas ruas de campinas, a procurar lugares de silêncio, onde pudéssemos falar da filosofia essencialista, onde pudéssemos proclamar concepções absurdas sobre territórios naturais onde tudo se registrava, desde um peido a um pensamento filosófico? Pois eu acho que visitei ontem um desses territórios, planície natural com sua árvore frondosa, onde encontrei meu pai, ainda um rapazote, e vimos juntos um eclipse.

Vais acreditar? Vimos o eclipse de 37, numa espécie de crepúsculo amanhecido, imprimindo no tapete colorido das folhas o jogo caleidoscópico da sombra e da luz. Vimos a coroa do sol e nos escondemos na zona de sombra, quando a lua praticamente encobriu o astro rei. Como foi isso? Eu te conto. Aconteceu dois dias depois da defesa. Tarde calma, nada para fazer, leveza e nostalgia. Peguei a moto e fui passear ali pela ponta dos seixas. Namoro com o sol das quatro da tarde, visão do mar, na sua calma e bela azulidade. Depois me deu aquela vontade maníaca de abraçar uma árvore. Recostei-me a um coqueiro, de olhos semi-cerrados, e fiquei escutando o mundo, os sons das vozes distantes, a música das palhas a fazer dueto com a brisa marinha. Te juro que naquele momento não estava pensando em nada de essencialismo. E, de repente, sem nenhum aviso, senti uma espécie de beliscão, no meu corpo inteiro. Senti como se o chão me escapasse dos pés, e no segundo seguinte já não havia o mar, nem coqueiros, mas eu me via de pé, no pátio dos fundos de uma casa de taipa, com roupas muito surradas, chinelo de couro, de tiras largas, e um relho na mão.

Ouvi quando a porta da cozinha bateu, e vi, aproximar-se, um jovem de pouco mais de vinte anos, cabelo liso, cortado rente, sorriso aberto na boca de dentes levemente entramelados. E me disse, como se desse continuidade a uma conversa interrompida: “Não vamos tanger os bois agora. Quero ver o eclipse. É uma coisa medonha, o eclipse, tu vai ver”. Caminhamos para o terreiro da frente, circundando a pequena casa.

O sol, alto no céu, parecia desmentir qualquer possibilidade de encontro com a lua. Meu amigo chutava as pedrinhas do chão e fitava o horizonte além, com seu olhar bovino. “Lai vem a lua,” dizia ele meio ofegante. “Lai vem a lua tapar o sol”. E vi no seu rosto um misto de medo e reverência. De repente lembrou-se de algo e correu para dentro. Voltou logo, e me entregou uma agulha daquelas grossas, de costurar couro. “a gente vai reparar pelo buraco da agulha. Pra não cegar.”

E ia me contar uma longa história sobre eclipse e cegueira, mas parou de falar no meio da frase inicial, quando o céu começou de repente a escurecer. Escutei assombrado os sons de um dia anoitecido de repente, enquanto um frio cortante me fustigava a pele dos braços. Galinhas cacarejantes à procura do poleiro, gado mugindo, como a pedir cercado, e lá dentro, uma voz arrastada de mulher, a dizer uma espécie de prece repetitiva: “Santa baiba são Geromo, santa baiba são Geromo, Jesuis Maria José”. “Espia”, me disse o rapaz, e, pelo buraco da agulha, vimos a coroa do sol, quando a lua o encobriu totalmente. Depois acompanhei sua vista e vi, no chão, o jogo de sombra e luz refletindo-se no tapete natural dos grãos de areia, das pedrinhas e folhas.

E de repente me veio a ideia de olhar o olho daquele jovem. Desviei o fundo da agulha da coroa do sol e tentei focar o seu rosto. E então soube que se tratava do meu pai, num tempo em que de meu pai não se tratava. Quis contar-lhe emocionado o segredo do nosso futuro, e então a agulha caiu-me das mãos, e me vi novamente recostado no coqueiro da Ponta dos Seixas, com os olhos cegos pela chuva quente das minhas lágrimas. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Programa de Geografia Política e Geopolítica

Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
Centro de Humanidades (Guarabira)
Departamento de História e Geografia
Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto
Carga horária de 60 horas aulas
Programa de Geografia Política e Geopolítica

Ementa: Teoria e linguagens geográficas relativas à geopolítica e a geografia política. Teoria do conflito, do poder, da segurança, da nação e do nacionalismo. A geopolítica enquanto campo da ideologia. Geopolítica, imperialismo internacional e disputas territoriais. Os geógrafos universitários e espectro da geopolítica. “Geopolítica como a geografia das forças maiores”. Estado Nação e Globalização. Geopolítica, regionalização e disputas territoriais. Os conflitos do mundo, questões e visões geopolíticas. A geopolítica na América Latina e no Brasil. Os atuais conflitos internacionais e o papel da ONU.

Objetivo Geral: Compreender os fundamentos teóricos da geopolítica, considerando os conflitos mundiais e os poderes ideológicos das potencias internacionais.

Objetivos Específicos: Apresentar as principais categorias e princípios geográficos relativos a geopolítica; Estudar a geopolítica na perspectiva dos usos e abusos do poder; fazer estudos de casos sobre a geopolítica em escala regional; Refletir sobre geopolítica, nacionalismo e conflitos internacionais. Identificar as questões geopolíticas no contexto latino-americano.

Metodologia:  Análise crítica do tema a partir do Materialismo Histórico e Dialético (MHD). Orientação e acompanhamento de leituras, debates, seminários, aulas expositivas dialogadas; oficina experimental de projetos de pesquisa e produção de textos/artigos.

Avaliação: sistema contínuo com participação direta, presencial e produção intelectual apresentada de forma escrita ou oral, contextualizada e exposta ao debate/crítico.




Conteúdo Programático

1.     A construção do Pensamento geográfico na perspectiva geopolítica: Correntes de pensamentos, fundamentos teóricos e ideologias relativas a geopolítica.

2.     A Geografia Política e Geopolítica: Origens e pressupostos da geografia da geopolítica, ideologias geográficas e teorias do poder, conflito e violência política. Nacionalismo e formações dos estados nacionais.

3.     Geografia universitária, geopolítica e conflitos do mundo: Os geógrafos universitários e espectro geopolítico; geopolítica e guerras; relações internacionais e conflitos regionais; panorama do mundo pós Guerra-Fria; Oriente Médio; Leste europeu e disputas territoriais.

4.     Geografia e geopolítica da América Latina: Violência políticas, repressão e geopolítica nas Américas; Estados Unidos e geopolítica da América Latina; O Brasil no contexto das potencias regionais.

Bibliografia:

ANDRADE, Manoel Correia de. Geografia Ciência da Sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas, 1992.
ANDRADE, Manoel Correia de. Imperialismo e fragmentação do espaço. São Paulo: Contexto 1988.
ANDRADE, Manuel Correia. A questão do território no Brasil. São Paulo: Hucitec; Recife: IPESPE, 1995.
ARBEX, José. Nacionalismo. O desafio à nova ordem pós-socialismo. São Paulo: Scipione, 1997.
BRENER, Jayme. Leste Europeu – a revolução democrática. São Paulo: Atual, 1990.
BRENER, Jayme. Tragédia na Iugoslávia – Guerra e nacionalismo no Leste europeu. São Paulo: Atual, 1993.
CABRAL, Antônio. A terceira Guerra Mundial. São Paulo: Moderna, 1992.
CHIAVENATO, Julio J. Geopolítica, arma do fascismo. São Paulo: Global, 1981.
COSTA, Paulo S. M.; VLACH, V. R. Brasil: Geopolítica da Expansão territorial, poder perceptível e consolidação do território. Bogota/Colômbia: 110 EGAL, 2007.
COSTA, Paulo S. M.; VLACH, V. R. Brasil: Geopolítica da ocupação efetiva, poder perceptível e dinâmica territorial atual. Bogota/Colômbia: 110 EGAL, 2007.
COSTA, Haesbaert Rogério da. O Mito da Desterritorialização – do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.
CUNHA, Luís Henrique. Manejo comunitário de recursos Naturais na Amazônia: arranjos institucionais e mediação externa. (Tese). Belém/PA: UFPA/NAEA - Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido, 2002.
_______. Da “tragédia dos comuns” à ecologia política: perspectivas analíticas para o manejo comunitário dos recursos naturais. Campina Grande: UFCG/PPGS – Raízes – revista de Ciências sociais e econômicas. Vol. 23, nº. 01 e 02 – jan dez de 2004.
DOURADO , José Aparecido Lima; OLIVIERIA, Manoel. GEOPOLÍTICA DO SÉCULO XXI: RANÇOS E AVANÇOS. Fortaleza-CE: XXIV EREGENE, 2007.
FAÇANHA, A. C.; C. FILHO, J. I. ; SANTOS, R. W. P. A Geopolítica da Soja nos Cerrados piauienses. Bogota/Colômbia: 110 EGAL, 2007.
FREIRE, Roberto. A Farsa Ecológica. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1992.
KARNAL, Leandro. Oriente Médio. São Paulo: Scipione, 1994.
KROPOTKIN. O Estado e seu papel histórico. São Paulo: Imaginário/ Nu-sol/PUC-SP, 2000.
LIPIETZ, Alain. A Ecologia Política e o Futuro do Marxismo. In. Ambiente & Sociedade. Campinas/SP: NEPAM/UNICAMP, 2003.
OLIC, Nelson Bacic. Oriente Médio uma região de conflitos. São Paulo: Moderna, 1991.
OLIC, Nelson Bacic. Geopolítica da América Latina. São Paulo: Moderna, 1992.
OLIVEIRA, E. M. S.; JESUS, E. M. emancipação política: uma estratégia para o desenvolvimento local? Fortaleza-CE: XXIV EREGENE, 2007.
LACOSTE, Yves. Geografia do Subdesenvolvimento. São Paulo; Difel, 1985.
LACOSTE, Yves. A Geografia – isso serve, em primeiro lugar para fazer a guerra. São Paulo: Papirus, 1985.
MARCONDES FILHO, Ciro. Violência Política. São Paulo: Moderna, 1990.
MARIANO NETO, Belarmino. Ecologia e Imaginário: memória cultural, natureza e submundialização. João Pessoa: UFPB/Universitária, 2001.
MARCUSE, Herbet. Tecnologia, Guerra e fascismo. São Paulo: editora da Unesp, 1999.
MARX, Karl. Manuscritos Econômicos e Filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2001.
MARX, Karl. O Capital: Crítica da Economia Política; Livro primeiro: O processo de produção do capital. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1985.
MENDONZA, Guadalupe Galindo; SERVIN, Carlos Contreras. Geopolítica de Sustentácion o falta de competitividad econômica: La débâcle del sector cañero-azucarero mexicano em El marco da lãs políticas neoliberales y el TLCAN. Bogota/Colômbia: 110 EGAL, 2007.
MARTINEZ, Paulo. Política – ciência, vivência e trapaça. São Paulo: Moderna, 1991.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Ideologias Geográficas. São Paulo: Hucitec, 1996.
MORAES, Antonio Carlos Robert Geografia Pequena História Crítica. São Paulo: Hucitec, 1991.
MOREIRA, Ruy. A crise paradigmática do mundo moderno. Rio de Janeiro: Obra Aberta, 1993.
MOREIRA, Ruy. O que é Geografia. São Paulo: editora brasiliense, 1985.
NEVES, Gervásio Rodrigo. Fronteiras em Mutação. “Deletando” a Memória? In: Redescobrindo o Brasil – 500 anos depois. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.
OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Espaço e Modernidade – temas de geografia mundial. São Paulo: Atual, 1995.
RIBEIRO, Wagner Costa. Relações internacionais – cenários para o século XXI. São Paulo: Scipione, 2000.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal. RJ/SP: Record, 2001.
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. Tradução de Maria Cecília França. São Paulo: Ática, 1993.
SANTOS, Milton. Território e Sociedade. São Paulo: Perseu Abrano, 2000.
SCALZARETTO, Reginaldo; VICENTINO, Claudio. Cenário Mundial – a nova ordem internacional. São Paulo: Scipione, 1992.
SANTOS, Milton e SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil – território e sociedade no início de século XXI. São Paulo e Rio de Janeiro: Record, 2001.
SANTOS, M.; SOUZA, M. A. A. de; SILVEIRA, M. L. (org.). Território: globalização e fragmentação. São Paulo: Hucitec; Annablumme, 2002.
SILVA, Raquel Morais; LIMA, L. C.; SANTOS, E. O. A REESTRUTURAÇÃO DO TERRITÓRIO CEARENSE NA ÚLTIMA DÉCADA DO SÉCULO XX. Fortaleza-CE: XXIV EREGENE, 2007.
SOUSA SANTOS, Boaventura de. Pela Mão de Alice – o social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 2001.

SOUZA, Marcelo José Lopes de. O território: sobre espaço e poder. Autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, I. E. de; GOMES, P. C. da C.; CORRÊA, R. L. (Orgs.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.

Programa de Teoria e Evolução do Pensamento Geográfico

Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
Centro de Humanidades (Guarabira) Dep. de Geografia

Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto belogeo@gmail.com 


Disciplina: Teoria e Evolução do Pensamento Geográfico
Carga horária de 60 horas aulas – Turma: 2017.1 (Tarde e Noite)

PROGRAMA DE CURSO

Ementa: Teoria e linguagens geográficas, A geografia enquanto ciência, ramos da geografia, campos de estudo, categorias geográficas, princípios geográficos, evolução do conhecimento geográfico, correntes de pensamento e teóricos, o pensamento geográfico no Brasil.

Objetivo Geral: Compreender os fundamentos teóricos e escolas de pensamento geográfico, considerando a evolução da ciência geográfica.

Objetivos Específicos: Apresentar as principais categorias e princípios geográficos; Expor as principais correntes de pensamento geográfico e suas fundamentações teóricas; Demonstrar as diferentes possibilidades metodológicas para a construção de uma pesquisa geográfica; Discutir técnicas, problemas e objetos que justifiquem a escolha de uma metodologia de pesquisa geográfica.

Metodologia: Orientação e acompanhamento de leituras, debates, seminários, aulas expositivas dialogadas; oficina experimental de projetos de pesquisa e produção de textos/artigos.
Avaliação: sistema contínuo com participação direta, presencial e produção intelectual apresentada de forma escrita ou oral, contextualizada e exposta ao debate/crítico.

Conteúdo Programático

1. A construção do Pensamento geográfico: Correntes de pensamentos, fundamentos teóricos e ideologias geográficas; Crise paradigmática do mundo moderno e perspectivas para a pesquisa geográfica; princípios e categorias geográficas.
2. A Geografia enquanto Ciência da Sociedade: Origens e pressupostos da geografia, ideologias geográficas, herança filosófica, os fundadores e as renovações do pensamento geográfico.
3. Geografia: Espaço, Tempo, Sociedade e Natureza. Os movimentos de renovação da geografia e a geografia crítica.
4. Geografia: lugar, paisagem, território, região cultura e ambiente. Princípios, correntes e ideologias da ciência geográfica contemporânea.
Bibliografia:
AMORIM, filho, O. B. Reflexões sobre as tendências teórico-metodológicas da Geografia. Belo Horizonte, ICHS, UFMG, 1978.
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. Preconceito contra a origem geográfica de lugar – as fronteiras da discórdia. São Paulo: Cortez, 2007.
ANDRADE, Manoel Correia de. Geografia Ciência da Sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas, 1992.
ANDRADE, Manoel Correia de. (Org.) Élisée Reclus: Geografia. São Paulo: Ática, 1985.
ALVES, Giovanni; MARTINEZ, Vinício (Orgs.). Dialética do Ciberespaço – trabalho, tecnologia e política no capitalismo global. Bauru/SP: Editora Praxis (Document Arminda), 2002.
ASSOCIAÇÃO DOS GEOGRAFOS BRASILEIROS. Geografia, Território e Tecnologia. São Paulo: Terra Livre, nº 9, 1º semestre 1992.
ASSOCIAÇÃO DOS GEOGRAFOS BRASILEIROS. Geografia espaço & memória. São Paulo: Terra Livre, nº 10, 1º semestre 1994.
ASSOCIAÇÃO DOS GEOGRAFOS BRASILEIROS. Paradigmas da Geografia (Parte I). São Paulo: Terra Livre, nº 16, 1º semestre 2001.
ASSOCIAÇÃO DOS GEOGRAFOS BRASILEIROS. Paradigmas da Geografia (Parte II). São Paulo: Terra Livre, nº 17, 2º semestre 2001.
CARNEIRO, Sandra de Sá; SANT´ANNA, M. J. G. (Orgs.). Cidade: olhares e trajetórias. Rio de Janeiro: Garamond universitária, 2009.
CASTRO, Iná E. GOMES, Paulo C. C. e CORRÊIA, R. L. (Org.). Explorações Geográficas. São Paulo: Bertrand Brasil, 1997.
CASTRO, Iná E. GOMES.& MIRANDA, Mariana. EGLERE, Cláudio A. G. (Org.). Redescobrindo o Brasil: 500 anos depois. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.
CASTRO, Iná Elias de. Geografia e política: território, escala de ação e instituições. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
CHRISTOFOLETTI, Antônio. Perspectivas da Geografia. Difel, São Paulo, 1982
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.
CORRÊA, Roberto Lobato. Região e organização espacial. 2 ed. São Paulo, Ática, 1987.
CORRÊA, Roberto Lobato. Trajetórias geográficas. Rio de Janeiro/RJ: Bertrand Brasil, 2005.
DANTAS, Aldo. Pierre Monbeig – um marco da geografia brasileira. Porto Alegre/RS: Editora Sulina, 2005.
DOLFUSS, Oliviar. O espaço geográfico. Difel, São Paulo, 1978.
FERNANDES, Manoel. Aula de Geografia. Campina Grande-PB: Bagagem, 2003.
FILHO, Ciro Marcondes. Sociedade Tecnológica. São Paulo: Scipione, 1994.
HARTSHORNE, Richard. Propósitos e natureza da Geografia. Hicitec, São Paulo, 1978.
KROPOTKIN, Piort. O Estado e seu papel histórico. São Paulo: Imaginário/ Nu-sol/PUC-SP, 2000.
KROPOTKIN, Piort. Teoria e Método (Seleção de Textos Por José William Vesentini). São Paulo: Boletim da AGB 13, 1986.
LACOSTE, Yves. Geografia do Subdesenvolvimento. São Paulo; Difel, 1985.
LACOSTE, Yves.A Geografia – isso serve, em primeiro lugar para fazer a guerra. São Paulo: Papirus, 1985.
LÉVY, Pierre. A inteligência Coletiva – por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola, 2000.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: editora 34, 2000.
MACIEL, Caio Augusto Amorim (Org.). Entre Geografia e Geosofia – abordagens culturais do espaço. Recife/PE: Editora da UFPE, 2009.
MARIANO NETO, Belarmino. Ecologia e Imaginário: memória cultural, natureza e submundialização. João Pessoa: UFPB/Universitária, 2001.
MARIANO NETO, Belarmino. Geografia: Textos, contextos e pretextos para o planejamento ambiental. Guarabira: Gráfica São Paulo, UEPB, 2003.
MARIANO NETO, Belarmino; ARRUDA, Luciene Vieira (Orgs.). Geografia e Território – Planejamento urbano, rural e ambiental. João Pessoa: Ideia, 2010.
MARIANO NETO, Belarmino. http://observatoriodoagreste.blogspot.com – artigos, dissertações e teses, vários anos.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Ideologias Geográficas. São Paulo: Hulcitec, 1996.
MORAES, Antonio Carlos Robert Geografia Pequena História Crítica. São Paulo: Hucitec, 1991.
MOREIRA, Emília, TARGINO, Ivan. Capítulos de Geografia Agrária da Paraíba. In ____ Os movimentos sociais no campo e as conquistas da classe trabalhadora. João Pessoa: Editora Universitária/UEPB, 1997, p. 279 – 331.
MOREIRA, Ruy. O Circulo e a Espiral: A crise paradigmática do mundo moderno. Rio de Janeiro: Obra Aberta, 1993.
MOREIRA, Ruy. O que é Geografia. São Paulo: editora brasiliense, 1985.
NOGUEIRA, Alexandre Peixoto Faria (2009), O Anarquismo como Método de Análise Geográfica: uma breve reflexão epistemológica. Disponible en http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal12/Teoriaymetodo/Teoricos/12.pdf
OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Espaço e Modernidade – temas de geografia mundial. São Paulo: Atual, 1995.
QUAINI, Massimo. A construção da geografia humana. Rio de Janeiro: Terra e paz,1992.
RYBCZYUNSKI, Witold. Vidas nas Cidades – expectativas urbanas no novo mundo. Rio de Janeiro e São Paulo: Record, 1995.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela mão de Alice – o social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 2001.
SANTOS, Milton. Por uma geografia nova. São Paulo: Hucitec, 1986.
SANTOS, Milton. As Metamorfoses do Espaço Habitado. São Paulo: Hucitec, 1994.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal. RJ/SP: Record, 2001.
SANTOS, Milton. Da totalidade ao Lugar. São Paulo: edusp, 2008.
SAQUET, Marcos Aurélio. Por uma geografia das territorialidades e das temporalidades – uma concepção multidimensional voltada para a cooperação e para o desenvolvimento territorial. São Paulo: Editora Outras Expressões, 2011.
SODRÉ, Nelson Wernack. Introdução à Geografia. Vozes, Rio de Janeiro, 1977.
TERRA BRASILIS. Geografia e Pensamento Social  Brasileiro. Rio de Janeiro: Grupo de Trabalho de História do Pensamento Geográfico no Brasil, Ano I,  nº 2, Jul/Dez. 2000.
TERRA BRASILIS. Dossiê América Latina. Rio de Janeiro: Grupo de Trabalho de História do Pensamento Geográfico no Brasil, Ano II,nº 3, 2001.
VITTE, Antonio Carlos (Org.). Contribuições à História e à Epistemologia da Geografia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.
WANDERLEY, Maria Nazaré Baudel (Org.). Globalização e desenvolvimento sustentável: dinâmicas sociais rurais no Nordeste brasileiro. São Paulo/Campinas: Editora Polis, 2004.






Programa de Antropologia Cultural


         

UEPB/CENTRO DE HUMANIDADES

DISCIPLINA: ANTROPOLOGIA CULTURAL

ANO: 2016.1 CARGA HORÁRIA: 60 horas-aula

Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto (belogeo@gmail.com)



EMENTA DA DISCIPLINA DE ANTROPOLOGIA CULTURAL

A Antropologia enquanto ciência social e da humanidade; espaço, tempo, sociedade, natureza e cultura na construção do conhecimento antropológico; conceituação, objeto e objetivos da ciência antropológica; relação entre Antropologia e Geografia; da Antropologia cultural a Geografia cultural; teorias e métodos das ciências sociais aplicados a Antropologia e a Geografia; Antropologia física e Antropologia cultural; Antropologia, Geografia e cultura. O ser humano na perspectiva social e cultural. Espaços e relações de poder; Território e identidades culturais; Paisagem, região, religião, folclore e identidade cultural local; teorias culturais, cultura e natureza; origens da humanidade e questões étnicas; cultura popular, cultura de massa e cultura erudita; linguagens, representações e formas de organização. A importância da memória, da percepção e do imaginário para a antropologia.

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


UNIDADE TEMÁTICA  I : A CIÊNCIA ANTROPOLÓGICA

1.1    Conceituação; objeto e objetivo da Antropologia.
1.2    Divisão e campo da Antropologia; os objetivos da Antropologia Cultural.
1.3    Origem dos dados; os métodos e as técnicas em Antropologia.
1.4    As ciências afins da Antropologia – Sociologia, Geografia, História, Economia, Medicina, Biologia, Psicologia, Economia, Política, Paleontologia, Geologia, etc.
1.5    Histórico da Antropologia e principais correntes do pensamento antropológico.
1.6    Antropologia Física, Cultural e Aplicada

UNIDADE TEMÁTICA II: HOMEM, CULTURA E SOCIEDADE

2.1 O conceito de cultura; a construção da cultura.
2.2 Componentes da cultura;  processos culturais;
2.3 Cultura real e cultura ideal, cultura material e cultura imaterial.
2.4 Relativismo cultural e Etnocentrismo.
2.5 Origens da Humanidade e passado cultural do homem.
2.6 Aspectos culturais da sociedade brasileira e nordestina.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

ARAÚJO, Walkiria Toledo de. (Org.) Cultura local discursos e práticas. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2000, 113p.
BAKTHIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento. São Paulo-Brasilia: HUCITEC e Editora UnB, 2008, 6ª ed, 419p.
BOTAS, Paulo. Carne do Sagrado – EDUN ARA. Petrópolis/RJ: Vozes; Koinonia, 1996, 96p.
CERTEAU, Michel de; GIARD, Luce; MAYOL, Pierre. A invenção do cotidiano 2. morar, cozinhar. Petropolis, RJ: Vozes, 2008, 7ª ed, 372p.
CORRÊA, Mariza. História da Antropologia no Brasil (1930-1960). Campinas/SP: Editora da UNICAMP e Vertice, 1987, 127p.
CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (Orgs.). Geografia cultural: um século 3. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2002, 190p.
DURAND Gilbert. As estruturas antropológicas do imaginário. Introdução à Arquetipologia geral. Lisboa/PT: Editora Presença, 1989, 1ª ed, 326p.
DURAND Gilbert. O Imaginário - ensaio acerca das ciências e da filosofia da imagem. Rio de Janeiro: DIFEL, 1998, 127p.
FROST, Everett L; HOEBEL, E. Anderson. Antropologia cultural e social. São Paulo. Cultrix. 2006, 1ª ed, 8 ª  Imp.; 469 p.
GODOI, Emília Pietrafesa. O trabalho da memória – cotidiano e história no sertão do Piauí. Campinas/SP: Editora da Unicamp, 1999, 165p.
HELERN.V E OUTROS. O livro das religiões. São Paulo: Cia das Letras, 2000.
KOSTER, Henry. Viagens ao Nordeste do Brasil - Vol. 2. Rio, São Paulo, Fortaleza: ABC Editora, 2003, 12ª ed, 611p.
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LARAIA, Roque de Barros. Cultura um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Zahar,2003; 22ª Ed. 117p.
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MARCONI, Mariana de Andrade; PRESOTTO, Zélia Maria Neves. Antropologia Uma Introdução.  São Paulo: Atlas, 2007, 6 ª Ed, 324p.
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MARIANO NETO, Belarmino; RODRIGUES, L. P. M.; FREIRE, C. S. Roteiros Integrados “Civilização do açúcar”: os caminhos dos engenhos na Paraíba. In: Cultura no espaço rural brasileiro – Anais do 6ª Congresso Brasileiro de Turismo Rural. Piracicaba/SP: FEALQ, 2007, 171-177p.
MELLO, Luiz Gonzaga de. Antropologia Cultural. Iniciação. Teorias e temas. Petrópolis, Vozes, 2001, 8ª Ed, 526p.
MERCIER, Paul. História da Antropologia. São Paulo: Ed. Moraes LTDA, 1974, 154p.
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ULMANN, Reinaldo Aloysio. Antropologia - O homem e a cultura. Petrópolis/RJ:Vozes. 1991, 328p.
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SOUSA NETO, Manoel Ferandes de. Aula de Geografia. Campina Grande: Bagagem, 2008, 2ª Ed, 109p.
VELHO, Gilberto. Projeto e metamorfose: Antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1994.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O PSOL Guarabira na Contracorrente da política local




Por Belarmino Mariano Neto

“Nada deve parecer impossível de mudar” Bertold Brecht

Queremos começar esse pequeno artigo com essa importante reflexão de Bertold Brecht, pois analfabetismo político se acaba com educação ou Pedagogia Política, nesse sentido, nada é impossível de mudar. As ideais que seguem refletem uma visão política do PSOL em suas diferentes escalas e será a partir desses princípios que queremos fazer de 2016, um ano para mudanças políticas de verdade.

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-50) é o único partido que realiza prestação de contas em praça pública. Utiliza a “Esquina Democrática” para prestar contas à sociedade das suas ações, arrecadações e gastos partidários. Isso acontece em locais onde o PSOL possui parlamentares em atuação.

A luta do PSOL é por mais direitos e na contracorrente é de fato a única oposição de esquerda do Congresso Nacional na atualidade.   Não estamos na política para sermos mediadores das políticas corruptas, dos políticos golpistas. Somos radicais nas nossas posições políticas e não iremos tolerar esses esquemas desviantes adotados pelos partidos controlados pelas elites dominantes.

O sistema político brasileiro é montado dentro de um esquema, onde aqueles grupos que estão no poder devem no máximo revezar-se no poder. Isso é o que estamos vendo faz algumas décadas em que os grupos neoliberais e a partidos corruptos negociam o controle do poder, em alianças prejudiciais aos trabalhadores e a sociedade em geral.

Nós do PSOL adotamos alguns princípios, estaremos: na contracorrente, convictos, firmes, coerentes e aguerridos, não abandonaremos as nossas bandeiras quando em defesa do socialismo com democracia e Liberdade. Para isso temos conteúdo político para denunciar os desmandos das forças conservadoras. Temos capacidade para fazer o correto debate político, com clareza e com coragem.

Nossa pré-candidatura para prefeitura de Guarabira em 2016 veio para contrariar interesses, estamos na contracorrente e não estamos aqui para entrarmos nesse jogo de promessas vazias da velha política. Estamos aqui para quebrarmos com essa política tradicional revestida de hipocrisias. A autenticidade é fundamental. Somos autênticos, no que defendemos e nos colocamos como Porta-vozes de grupos sociais que são descriminalizados, entre eles: Comunidades Negras, Povos de terreiros, mulheres, velhos, LGBT´s, crianças e jovens pobres, animais e meio ambiente, estão em nossas pautas governamentais, para além de eleições.


A população guarabirense de hoje esta cansada de usos e abusos de políticos viciados. Que em 2016 o povo desse município, possa fazer uma limpeza pública dos que ocupam o poder nesta cidade para que possamos experimentar uma nova maneira de governança, com a efetiva participação popular com servidores públicos municipais, que atualmente, também são excluídos do comando e da tomada de decisões.

Fonte: 
Artigo montado a partir de direcionamentos da Executiva Nacional do PSOL, através dos seus documentos oficiais. http://www.psol50.org.br/

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