quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A Morte Como Espetáculo

  


Por Belarmino Mariano Neto

Quando ocupei o útero de gaia ainda não era homem, mas apenas sonho.
Gaia Gerou do sêmen solar a luz da vida que germina em suas entranhas fecundas.
Primeiro um pó de luz se espalhando pelos recantos e imaginários olhos de mulher,
que chora, grita, e sorrindo cria nas profundezas do ser os cristais para o novo e
desprendido movimento do nascer galáctico: o filho de uma nova idade, fluído de
uma aromática essência de mulher que chorando se corta por dentro e sangra um
avermelhado e violento momento matriarcal.
"Eu vi a morte, (...) com manto negro, rubro e amarelo.
Vi o inocente olhar, puro e perverso, e os dentes de coral da desumana.
Eu vi o estrago, o bote, o ardor cruel, os peitos fascinantes e esquisitos.
Na mão direita a cobra cascavel, e na esquerda a coral, rubi maldito.
Na fronte uma coroa e o gavião, nas espáduas as asas
deslumbrantes que ruflando nas pedras do sertão, pairavam sobre urtigas
causticantes, caule de prata, espinhos estrelados e os cachos do meu sangue
iluminado.
 (...) Mas eu enfrentarei o sol divino, o olhar sagrado em que a pantera
arde. Saberei por que a teia do destino não houve quem cortasse ou desatasse.

(...) Ela virá a mulher aflando as asas, com os dentes de cristal feitos de brasas e
há de sagrar-me a vista o gavião.
Mas sei também que só assim verei a coroa da chama e Deus meu rei assentado em seu trono do Sertão." (Ariano Suassuna, Poesia Viva, 1998, CD:14 e 15).
 Estes fragmentos de sonetos, carregados de signos, enigmas e imagens únicas
são os elementos da morte, percebidos por Ariano Suassuna. Neste imaginário, as
figuras da morte, vestida com adereços de elementos da natureza sertaneja, nos
fazem viajar pelas palavras para na morte a sublimação da carne, onde o sol é um
testemunho vivo de tal sede. Assim, símbolos da natureza semi-árida são
ressaltados como poderosos e sagrados, no ponto do divino centralizar sua força
nestas terras. Em outras partes do soneto, Suassuna ressalta a morte como um
toque inapelável do divino, maciez, vida e obscuro toque de um Deus no homem.
 
O lugar e seus elementos como o gavião, a cascavel, a coral, a vida e a morte como
figura feminina, que em suas palavras ganham um profundo significado. O destino,
outro elemento muito forte na cultura nordestina, que em sua “triste partida” pode
estar traçado, e diante da morte é preferível vagar pelas terras alheias, na espera
de um dia voltar. Pois o destino traçado em suas mãos vai além de seus poderes
terrenais.
 Morte espetacular, em todos os seus elementos de arte. A morte possui a arte de
matar. A morte mata o tempo e morrer é muito natural. Todo tempo é de morte, é
de morrer. O ato de morrer parece o fim da vida, animal ou vegetal.

Pode ser uma entidade imaginária, crânio humano sobre ossos e cinzas.
Morte agônica, súbita, neurocerebral e irreversível. A morte cósmica de uma estrela,
grande e natural morte. Morte matada não natural. Morrida, natural.
 Por doença, violenta, rápida, imprevista. Desastre, homicídio, suicídio.
Chorada, cantada, lastimada, irremediável.

A morte de um amor ou de um rancor. Cores incolores pouco vivas, pálidas,
mortas, brancas, pretas almas. Um espetáculo. Milhares de pessoas todos os dias e noites.
A cor incolor da morte tecida em luz e trevas, ausenta e apresenta-se sai dos esconderijos e em seu
clandestino silêncio, representa a contemplação nua dos deuses com seus toques
mágicos de mulheres em seda, morim e cetim. Tintas e cores tecidas no
multicolorido matar incolor. Um espetáculo aos vivos. Bandeiras sobre os caixões,
fogo das paixões cremam em lágrimas, enquanto as flores murcham e as moscas
acompanham o cortejo fúnebre.


Era um anjinho, menos de um ano. Cedo de mais para seus oitenta e cinco anos de
vida lúcida e pública. Apenas um ano e o câncer se espalhou por toda sua vida
acumulada em rugas.
Um espetáculo de cores que para o trânsito e muda o sentido das conversas. Breve,
curto, longo sentir. Apenas um tremor de terra, quase tudo pelos ares. Via satélite,
aos vivos. Um espetáculo de imagens em escombros. Quase tudo fora do lugar. Um
resgate pelo cochilo da morte. É o que é da morte em todos os lugares, um
complemento ao ponto final. Um espetacular cálculo estatístico que preocupa os
órgãos de saúde.
As covas são valas rasas e pequenas para os milhares de mortos infantis por
desnutrição transcontinental. Um espetáculo, assistido em propagandas de
iogurtes, promoções de supermercados ou recordes de produção nas safras de
grãos.
Um espetáculo em imagens para a hora do almoço e do jantar. Uma morte que fica
bonita e ganha vida própria. Colorido, trilha sonora, visitas ilustres e cenas de
choro e lenços. Populares e ilustres tecem curtos trechos de filosofia vã
(vida/morte, ser/existir, desistir). A tristeza se reveste de pompa, os óculos pretos
e modernos contrastam com as faces rubras de peles bem tratadas.

A morte ganha todas as cenas, gera audiência, redimensiona a memória/imagem
de passados que já estavam mortos. Os filtros das câmaras criam um ar
acinzentado e mórbido. Flores quase mortas avivam os entornos do espetáculo
mortal. Uma princesa, um velocista, um bandido, um índio Galdino, um mega star,
um caminhão de sem terras no click de Sebastião Salgado ou mesmo um simples
popular do corpo de bombeiros, que arriscava a vida para salvar vidas. Todos filhos
da morte.
Tons e sons de morte sobrevoam o local do cortejo. É uma pessoa ilustre, um chefe
de Estado, era integro honesto e bravo. Álbuns de família são focados pela
panorâmica das câmaras. Uma desatinada busca e alucinada espera. Cortante e
bruto alimento do pensar, desconstrução de destruição na construção de uma
miragem. Filhos do estupro ou abortados pelo medo, homens. Violação patriarcal
do divino, violência matriarcal em estar vivo. Morte calada que rebusca nas cinzas a
poeira cósmica da noite, que escondo o sono e que não permite a embriagues dos
sonhos.

Um espetáculo mortal, monumental. Milhares foram soterrados pela truculência da
natureza, em um simples tremor de terras. Cenas mundiais repetidas mais de uma
vez pelos diversos canais, via satélite, aos vivos.
A tragédia é africana e européia. Combina morte/ rivalidade, alimento/ fome. Um
espetáculo mortal e louco de vacas inocentemente sacrificadas aos milhares.
Tragédia euroafricana de vacas e homens. Quantas vidas para cada morte. Uma
morte, uma vida.

Uma cena espetacular que desencadeia todos os pensamentos
que a lucidez consegue roubar da mente em uma loucura. Um viajar imaginário do
ser e penetrar da seda fina do subatômico do momento do sábio nadar e no
demasiado sendeiro do escuro da luz nada encontrar. É grande a noite se resumida
a uma madrugada da morte. Parece uma nevasca eterna. São tantos os espaços da
morte que até o vazio se desespera.

É um espetáculo a certeza da morte. Como garrafas de vinho vazias representa os
devaneios humanos, a morte das uvas e o nascimento dos sonhos que embebidos
pelo doce/amargo, seco/suave traz na sua idade o sabor de uma vida presa,
enfrascadora de energias que em estado líquido, tinto, branco ou rose, pode
derramar-se sobre o corpo, a alma, a calma e a alegria. Por libertar-se, ser vinho,
rio correndo pelo pensar e passar dos que se tornam vinhos em suas fantasias
fermentadas. Te vê do alto com um voar de homem-pássaro, tua contradição
dilacera todos os sentidos de um apocalíptico alfa do gradativo vitral nadesco a se
apagar. Sem luz perdi de ver o brilho dos teus olhos, perdi de ver de vez o que
talvez não veja jamais.

Fonte do texto:
Extraído na integra - http://www.cchla.ufpb.br/caos/numero4/04marianoneto.pdf.

Fontes das Imagens
https://www.google.com.br/search?q=imagens+da+morte+e+mitos&espv=2&biw=1280&bih=656&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=96qPVJntKs6uogSP-IKICg&ved=0CBwQsAQ

publicado por olharesgeograficos às 02:52

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Tapajós Livre!!!



Ativistas do Greenpeace e índios Munduruku usam pedras para formar a frase "Tapajós Livre" nas areias de uma praia às margens do rio de mesmo nome, próximo ao município de Itaituba, no Pará. O protesto, que contou com a participação de cerca de 60 Munduruku, ocorreu na região onde o governo pretende construir a primeira de uma série de cinco hidrelétricas na bacia do Tapajós. “O Brasil insiste em seu plano de barrar os grandes rios da Amazônia, ignorando os alertas do clima e negando o direito de consulta prévia, livre e informada aos povos tradicionais da região, que terão seu modo de vida afetado de forma irreversível por essas obras", disse Danicley de Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace.http://migre.me/n8opz

Fonte: https://www.facebook.com/GreenpeaceBrasil/photos/a.174182977542.122535.159103797542/10152492609562543/?type=1&theater

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

LUGAR SOCIAL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Comunidades: Caboclo e Pedra Grande - Guarabira – PB

Maria Das Graças Silva
Autora: Maria das Graças da Silva
Estudante do Curso de Especialização em Geografia
UEPB/CH/DGH
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
CENTRO DE HUMANIDADES
DEPARTAMENTO DE GEOHISTÓRIA
E-mail: gracagbapb@hotmail.com

A reflexão que fazemos sobre o lugar onde vivemos, nos direciona para a importância do
conhecimento e das práticas que revelam modos de pensar e sentir conexo aos modos de
utilização dos recursos essenciais á vida. Os saberes e os diversos elementos que se interagem
num determinado espaço precisam ser reconhecidos numa perspectiva de realidade que se
ajustem as diversidades constituídas naquele pequeno universo. A interação e a convivência
individual e coletiva dos que formam um núcleo comunitário produzem os saberes que dão estilo
aos modos de relação com o lugar em que vivemos.
Desde as mais remotas civilizações a humanidade precisa se organizar em grupos sociais,
é nessa forma de viver em sociedade que os contatos, as expressões, os sentimentos e as
experiências são estimulados. “O conhecimento não é um espelho das coisas ou do mundo
externo. Todas as percepções são, ao mesmo tempo, traduções e reconstruções cerebrais com
base em estímulos ou sinais codificados pelos sentidos.” (MORIM, 2003). 

ARTIGO NA INTEGRA: file:///C:/Users/Pc/Downloads/download(1556)%20(1).PDF

Fonte:http://www.geografia.fflch.usp.br/inferior/laboratorios/agraria/Anais%20XIXENGA/artigos/Mariano_EGC.pdf.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!


fonte da foto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=795053950537055&set=a.137799092929214.14883.100000973724896&type=1&theater


"Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!


autor: José Barbosa Júnior Climatologia Geográfica

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner… Ah, a Baiana Pitty também, ou esqueceram?
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!” 


autor: José Barbosa Júnior Climatologia Geográfica

Fonte do texto: https://www.facebook.com/ClimatologiaGeografica 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Opinião sobre o Segundo Turno



OPINIÃO:
Nessa nova conjuntura de 2º Turno, tanto a argola da rede nacional, quanto algumas lideranças do psb, cometeram um erro histórico ao declarem apoio a um representante nato da direita brasileira, das elites nacionais e defensores fieis do neoliberalismo, com apologia ao estado mínimo e as privatizações. Não me sinto representado por essa minoria de porta-vozes da rede e criticamente voto em ‪#‎Dilma13‬. Se essas lideranças estão interessadas no "aécio" para conseguirem um carguinho em algum ministério, que fiquem com ele, mas não contem com o nosso voto.
Erro estratégico, erro ideológico, erro metodológico. A questão não é de Tirar Dilma para botar Aécio, em troca da inclusão de uma proposta no governo. Esses caras do PSDB não cumprem acordos, em especial aqueles que ferem os princípios neoliberais e elitistas desses caras. O PSDB em São Paulo, desce o cacete em professores, em moradores de ruas em movimentos sociais legítimos.
Em Minas o tal Aécio humilha professores e ainda escarra em nossas caras que não precisa de voto de professores para ganhar eleições. Aqui na Paraíba compraram voto com força, em todo Brasil foi assim, por isso Marina não foi ao segundo turno.
Esse erro de opção para o segundo turno enterrou Marina Politicamente e enterrará todos os seguem essa via de afagar a direita reacionária e elitista. Marina tomou uma decisão emocional, e com ela enterrou o projeto de rede sustentabilidade, perdeu a liderança política e manchou sua história para sempre, pois mesmo com todo o apoio da Rede Globo e da Veja, essa direita vai levar mais uma lapada no segundo turno. Prefiro o voto crítico da #Dilma13 do que me rebaixar aos ditames dessa direita sebosa, que tente enganar os brasileiros. 
Falo por experiencia própria, pois já morei no Vale do Aço em Minas Gerais. Essa direita neoliberal vendeu um dos maiores patrimônios brasileiros: a Vale do Rio Doce, a CSN e Usiminas. Estas três siderúrgicas representavam o maior patrimônio industrial do Brasil na área e agora esta nas mãos de empresas estrangeiras. Só isso já é suficiente para negar o retorno dos tucanos ao poder central do Brasil. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Homenagem para Eduardo Campos (Mariana Teles)

Por Mariana Teles


"Não fui ás ruas pelo falecimento de Getúlio, não vesti luto pela morte inesperada de Tancredo, muito menos acompanhei o cortejo que levava o corpo de Juscelino. Coube a minha geração acompanhar cada episódio desse pelas páginas dos livros de história e as privilegiadas memórias dos avós. Agora, cabe a essa mesma geração, distante cronologicamente de tantos outros fatos, assistir consternada o aborto de um sonho, o enterro de uma esperança e uma emboscada do destino.
Eduardo nunca gostou do óbvio, detestava o comodismo e era genial no modo como ousava. Não tinha medo da consequência das suas escolhas nem das intuições do seu coração. Discurso forte, poético até na prosa, esperançoso, gentil e convincente. A luz das tribunas. A fé dos palanques. A esperança das multidões. Poucos políticos reúnem espírito público, carisma e senso administrativo. Eduardo era um mestre nos três quesitos.
Se Arraes foi grande porque foi maior que a sua causa e além do seu estado, Eduardo foi maior ainda porque morreu sonhando com os melhores dias para a pátria, despencou do maior vôo da sua história - aquele que não admitia pouso. O verde dos seus olhos permanecerá nos Campos da nossa Zona da Mata e nos vales do Agreste pernambucano, a tônica forte dos seus discursos rondará a sequidão do Pajeú de Antonio Marinho e ocupará os ecos da Academia Pernambucana de Letras, ocupando o leito de Maximiano Campos.
Pernambuco jamais foi tão calado como ficou hoje, Recife nunca tinha ficado tão escura como está agora.
Eduardo foi perseguidor do seu sonho e dono da sua vaidade, de fazer mais e melhor. Não se escolhe a forma da morte, mas assim como Ulysses Guimarães, pai da nossa constituição cidadã, Eduardo imitou as aves e os gênios, se juntou as eles e morreu no ar.
Feliz foi Pernambuco por ter tido um gestor sensível, generoso, visionário e altamente talentoso. Triste é para o Brasil, sepultar a esperança da proximidade dos dias melhores e dos ideais mais justos. Se a política perde um talento, a humanidade sepulta um ser humano, a história trata de eternizar quem morreu já sendo maior que ela. Nunca tive dúvida que o mundo pertence aos grandes sonhos e a história aos grandes homens, por isso mesmo Eduardo foi do mundo e é da história. Na "Piedade" do pranto que começa com uma "viagem" nada "boa", alcançamos o nordeste e nos irmanamos com a do Brasil que antes de conhecer o talento do sempre governador da Nova Roma, perde um guerreiro disposto a todas as trincheiras que envolvessem melhores dias para a nação.
Difícil é tratar dos fatos sem dimensionar a amplitude da dor. Impossível é compreender os desígnios de Deus e improvável é não lamentar a queda em vôo livre de milhões de sonhos brasileiros, na mais patriota de todas as convicções.
Na foto, Eduardo e meu pai na despedida de Lula, como presidente em 2010. O marco zero da cidade do Recife ouvia e aplaudia os discursos e as saudações encomendadas pelo então governador, na mais autentica e maior manifestação cultural, a poesia. Foi nesse dia que eu, ainda "encadeada" com os holofotes naturais do Recife, ouvia um governador falar de sonhos e chorar com versos.
Pernambuco sepulta um filho no ventre da imortalidade, o Brasil aborta uma esperança, uma geração perde o mais forte nome, e as urnas ficam órfãs do verde olhar da esperança."
Mariana Teles

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Governo da Paraíba entrega Monumento Natural do Vale dos Dinossauros, em Sousa

O Monumento Natural Vale dos Dinossauros, no município de Sousa, está pronto para receber turistas do Brasil e de outros países. Na manhã desta sexta-feira (24), o governador Ricardo Coutinho entregou as obra de revitalização do local, cujo projeto foi coordenado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e envolveu recursos da ordem de R$ 1,2 milhão, oriundos do Governo do Estado e do patrocínio da Petrobras.
Em seu discurso durante o evento, o governador agradeceu a parceria com a Petrobras e aos que participaram do projeto de revitalização. “Agora teremos um novo panorama para o turismo no nosso Sertão. E o turismo se alimenta das diferenças, com o novo, gerando renda, emprego e fazendo com que as cidades se desenvolvam”, afirmou.
Com toda infraestrutura recuperada, o Vale dos Dinossauros conta agora com quiosques, passarelas, mirantes de observação e a Casa do Pesquisador. Também foram incluídos no projeto de revitalização a construção de uma lanchonete e a urbanização das áreas de circulação dos visitantes. O espaço receberá cursos de capacitação e exposições sobre arqueologia e preservação ambiental.
O museu foi reformado, foram instalados climatizadores e também foi realizada a reestruturação do espaço de exposições, auditório, escritórios e banheiros. A iluminação foi projetada sobre trilhos e com diferentes tipos de lâmpadas para se adequar ao tipo de exposição feita no local. Som ambiente e monitores com vídeos irão guiar o visitante. Também foi criada uma loja para comercialização de material produzido por artistas da região.
Com a reforma deste espaço, junto ao desenvolvimento do Centro de Convenções na Capital e a renovação das rodovias, podemos ter em João Pessoa a porta de entrada para os destinos no interior do estado”, comentou o governador Ricardo Coutinho.
O valor cultural e a preservação de um bem que é patrimônio da humanidade foram os fatores que levaram a Petrobrás a ser parceira do projeto do monumento ambiental. De acordo com o gerente regional da Unidade Operacional Rio Grande do Norte/Ceará da empresa, Luis Ferradans, o incentivo faz parte dos programas de responsabilidade social e preservação ambiental desenvolvidos pela companhia.
A reinauguração é um ponto para preservação em si e uma forma de movimentar e incentivar as pessoas a conhecer este sítio arqueológico único no Brasil. E é por isto que nos associamos com o Governo do Estado neste projeto”, destacou Ferradans.
Nova vida” para os Dinossauros – A revitalização do Vale dos Dinossauros atendeu também a uma solicitação da população de Sousa. O Governo do Estado trouxe para a cidade de Sousa o retorno do seu patrimônio, segundo avaliação da superintendente da Sudema, Laura Farias. “Estamos em outra fase, toda infraestrutura para receber os visitantes está recuperada, e o museu traz toda história pra quem visita, inclusive reproduzindo os sons dos dinossauros que habitaram a região, entre outros atrativos”, observou.
As condições anteriores excluíram o roteiro do Vale dos Dinossauros dos planos de divulgação da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), pelo estado precário em que se encontrava. “Seria uma contrapropaganda trazer um turista para visitar este destino do jeito que estava”, relatou a presidente da companhia, Ruth Avelino, enfatizando que as novas condições estão perfeitas para receber turistas de todo Brasil e também de outros países. “Voltaremos com uma divulgação muito forte. Sousa tem toda uma estrutura de hotéis e restaurantes para atender turista. Com as condições favoráveis, a cidade e toda região será favorecida”, avaliou a presidente.
Representando a Assembleia Legislativa da Paraíba, o deputado Lindolfo Pires agradeceu ao governador pelas obras de revitalização e disse que “aqui está nossa questão mais preciosa, onde poderemos atrair o maior número de turistas para o Sertão; em Sousa está a maior trilha de dinossauros”.
Monumento Natural – O Monumento Natural Vale dos Dinossauros surgiu da desapropriação do Sítio Paleontológico Passagem de Pedras, realizada no ano de 1992, e foi transformada em Unidade de Conservação de Proteção Integral (UCPI) pelo Governo do Estado em 2002. Por se tratar de uma UCPI, o local tem o acesso de visitantes controlado, além de ser proibida a exploração da mata nativa e instalação de moradias.
Com uma área de 40 hectares, o local é categorizado como Monumento Natural pela singularidade do patrimônio paleontológico que conserva. Na área da UCPI são encontrados vestígios (pegadas) de, pelo menos, quatro espécies de dinossauros que habitaram a região da bacia sedimentar de Sousa no período do Cretáceo Inferior, há cerca de 165 milhões de anos. A área do Vale é ainda maior, engloba quatro municípios da região, onde são catalogados mais de 20 sítios paleontológicos com a presença de icnofósseis, como as famosas pegadas, e árvores fossilizadas.
O Conselho Gestor do Monumento Natural Vale dos Dinossauros será reativado para ser a ferramenta de gestão de uma Unidade de Conservação. O Conselho é responsável por todas as ações administrativas da Unidade e deve, até a data de reabertura, formalizar os dias e horários de funcionamento do Museu e de recepção dos visitantes no Monumento.
Fonte: http://www.paraiba.pb.gov.br/69763/ricardo-entrega-monumento-natural-do-vale-dos-dinossauros-em-sousa.html
data:24 de maio de 2013

sábado, 7 de junho de 2014

OS PROVÁVEIS IMPACTOS DA EXPLORAÇÃO DO PRÉ-SAL NO MEIO AMBIENTE...



Muito tem se discutido sobre o pré-sal, porém, até agora nada se falou sobre seus impactos ambientais. Este deve ser outro assunto na pauta do governo. De acordo com cálculos de ambientalistas, se o Brasil usar todas as reservas estimadas do pré-sal, vai emitir ao longo dos próximos 40 anos, em torno de 1,3 bilhões de toneladas de CO2 por ano só com refino, abastecimento e queima de petróleo. Isso quer dizer que, ainda que o desmatamento da Amazônia, principal causa das emissões brasileiras, seja zerado nos próximos anos, tudo indica que as emissões decorrentes do pré-sal manterá... O Brasil entre os três maiores emissor de CO2 do mundo.
Apesar do uso de alta tecnologia de ponta na exploração do pré-sal... Mesmo assim, é inevitável, vazamentos de óleos... Como aconteceu no ano/2010, no Golfo do México, em exploração de petróleo no mar do Caribe... Que trouxe perdas irreparáveis para todo ecossistema, ou seja, fauna e flora do mar do Caribe... Sendo assim, a exploração do pré-sal aqui no Brasil, será inevitável o vazamento de óleo para o nosso oceano atlântico... Trazendo prejuízos irreparáveis para a fauna e a flora do litoral do sudeste e sul brasileiro... Além de provável perda do “Custo-Beneficio”... De investimento na exploração do pré-sal...Que gira em torno de 600 bilhões de Reais...Dentro de 4(quatro) décadas próximas(2010 à 2050)...Isto possivelmente ocorrerá devido da provável exploração do pré-sal por outros países tido como continentais, como Estados unidos da America(EUA), Canadá, China, Índia, Austrália, entre outros...Que certamente, dento de suas milhas marítimas, possuem também, suas área de pré-sal...Então, como a super-exploração do pré-sal, em “Escala Mundial”...logicamente, cairá o preço do “Barril de Petróleo”...No mercado da OPEP(operadora de produção de petróleo)...Que por via de conseqüência, diminuirá o valor do barril de petróleo, em escala Mundial.
Agora, entretanto, ao meu vê, “Se”, realmente, os movimentos magmáticos do interior da terra, decorrente do aumento( El Niño ) e/ou diminuição(La Niña) da intensidade do calor oriundo do seu magma...Aonde ocasiona as colisões das placas tectônicas, terremotos, maremotos, tsunamis, atividades vulcânicas submersas nos mares/oceanos e as atividades vulcânicas continentais...Logicamente, com a exploração do pré-sal...Virá gradualmente, através dos anos e décadas...Diminuir substancialmente, o calor das águas do oceano atlântico, desde Espírito Santo até Santa Catarina (área do pré-sal)...Pois, o petróleo bruto, existente nesta área do pré-sal...Serve de combustão na intrínseca interação do calor oriundo do magma do interior da terra...Que vem conseqüentemente, aquecer...As águas do oceano atlântico, repito desde Espírito Santo até Santa Catarina (área do pré-sal)...Que por conseqüência, vem aumentar a umidade do litoral do sudeste brasileiro...Que com decorrer disto, entre a primavera(setembro) e o verão(março)...Vem aumentar, substancialmente, a “Convergência de Umidade intertropical do Atlântico Sul”...Formando muitas chuvas no sudeste e centro-oeste, nesta estações mencionadas anteriormente, ou seja, primavera e verão... Um exemplo de tudo isto...É o que vem ocorrendo ultimamente(novembro/dezembro/2010...E agora Janeiro/2011...Que vem chovendo muito...Como por exemplo, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília...
Obviamente, com a exploração do pré-sal nas próximas quatro décadas pelo o Brasil...E certamente, por outros países tido como continentais, como Estados Unidos da America(EUA), Canadá, China, Índia, Austrália, entre outros...Que certamente, dento de suas milhas marítimas, possuem também, suas área de pré-sal...Com exploração do pré-sal em “Escala Mundial”... Além de logicamente, cairá o preço do “Barril de Petróleo”...No mercado da OPEP(operadora de produção de petróleo)...Que por via de conseqüência, diminuirá o valor do barril de petróleo...Tornando inviável “Economicamente”... E na questão “Meio Ambiental”...A exploração do pré-sal... Em longo prazo...
Certamente, partido desses pressupostos abordados anteriormente, vem prognosticar que nas próximas décadas (2010 à 2050)...Vai haver gradualmente, diminuição da evaporação do atlântico sul...Que conseqüentemente, irá diminuir os “Índices de Chuvas”...Das estações chuvosas das regiões sul, sudeste e centro-oeste até mesmo na região norte do Brasil... Já concernente a região Nordeste... Acentuar-se-á o ciclo de semi-áridez desta região...
Então pelo visto, nas futuras décadas, como por exemplo, em ano de La Niña...Na Região Sul...Especificamente, no Rio Grande do Sul...Na sua estação chuvosa, de Setembro à Março...Vai ocorrer índice de chuva, bem abaixo da média...Brasília, Capital Federal, por exemplo, entre Agosto, Setembro e Outubro... Que neste período, citado anteriormente, já sofre com índices baixos de umidade relativa do ar, que é em média de somente 18% ...Que certamente, com a exploração do pré-sal...Nas próximas décadas...A umidade relativa de Brasília... Cairá a índices insuportáveis...
Em compensação dentro do contexto mundial... Como a exploração do pré-sal, como por exemplo, no Golfo do México... A médio e longo prazo... Certamente, os furacões, ciclones, tornados, entre outros fenômenos naturais, diminuirão suas intensidades... Decorrente do esfriamento das águas do atlântico norte... No Golfo do México e no Mar do Caribe...
Entretanto, em longo prazo... Com a exploração exaustiva do pré-sal em todos os mares e oceanos da hidrosfera terrestre... Todos as áreas(jazidas) do pré-sal ficarão vazias(em forma de cavernas)...Susceptíveis a intensos abalos sísmicos...Que trarão maremotos e tsunamis...Para essas “Áreas”...Aonde foram explorado o pré-sal...No caso do Brasil...Desde do litoral de Espírito Santo até Santa Catarina...Isto decorre devido, a pressão das águas do oceano atlântico...Em cima da camada do pré-sal(sem o suporte do petróleo extraído)...Tenderá a camada do pré-sal...Se acomodar...E por via de conseqüência...Vem os maremotos, tsunamis...
Em suma, pelo visto, a exploração do pré-sal...tanto a nível nacional e internacional...É um contrato de risco...Geo-Politico-Ambiental...
DO ESCRITOR
PEDRO SEVERINO DE SOUSA
JOÃO PESSOA(PB), 12 DE JANEIRO DE 2011

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Butão produzirá apenas alimentos orgânicos

Butão produzirá apenas alimentos orgânicos
06 de Fevereiro de 2014 • Atualizado às 10h42


O “país da felicidade” vai investir em uma alimentação mais saudável. Pesticidas, agrotóxicos e todos os químicos que são utilizados para controlar as pragas na agricultura não farão mais parte da vida dos butaneses.
Com uma das menores economias do mundo, a população vive essencialmente da agricultura e criação animal. Atualmente, os adubos orgânicos naturais já são a opção de muitos moradores devido ao custo alto dos produtos artificiais. Entretanto, mesmo os que possuem condições de arcar com os valores terão de ser adequar aos fertilizantes obtidos de seu gado.
A novidade, segundo a agência internacional Pressenza IPA, foi anunciada pelo ministro da agricultura, Pema Gyamtsho, que também é agricultor. Isso torna o Butão o primeiro país do mundo a produzir exclusivamente com agricultura ecológica.
Gyamtsho ressaltou os males que os químicos podem causar nas águas subterrâneas e a perda de valor nutricional dos alimentos na agricultura convencional. O governo pretende investir na variedade de alimentos imunes a pragas e, futuramente, exportar alimentos naturais para China, Índia, entre outros países vizinhos.
Redação CicloVivo
fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/butao-produzira-apenas-alimentos-organicos

sábado, 10 de maio de 2014

Demissões em massa na Petrobras

Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=315428728608462&set=a.208306279320708.1073741829.200178983466771&type=1&theater
Em meio à maior crise de sua história, a Petrobras anunciou uma demissão em massa. A estatal lançou um plano de incentivo ao desligamento de funcionários, e 8.298 trabalhadores, entre eles, os com mais de 55 anos, acertaram sua demissão, que irá ocorrer de forma escalonada. A empresa estima que até o final do ano, 55% destes funcionários estarão desempregados.
A medida foi tomada para conter gastos, mas não ocorre de forma planejada e, sim, em caráter emergencial. Nos últimos anos, o valor da empresa vem caindo a cada dia. Além dos escândalos administrativos que ganham os jornais, a Petrobras perde dinheiro continuamente com a venda de combustíveis, pois o preço desses produtos está sendo represado pelo governo federal para tentar conter a inflação, algo que até agora não vem dando resultados.
A importância de se apurar o que vem acontecendo com a empresa, que já foi um símbolo do Brasil, em sua administração é enorme. A Petrobras é uma empresa reconhecida internacionalmente, e precisa ser separada dos erros de sua gestão.
É preciso resgatar não somente a confiança dos brasileiros na maior estatal do Brasil, como também a paixão de seus funcionários pela empresa. E isso só acontecerá quando a Petrobras deixar de fazer parte de um jogo político. Ela pertence ao Brasil e ao povo brasileiro, e não a um governo ou um partido.
A Federação Única dos Petroleiros já externou sua preocupação com o ocorrido, ressaltando que a empresa tem o dever de repor estas vagas por meio de concursos públicos. Enquanto isso não acontece, o governo aumentou em oito mil o número de desempregados para tentar tapar o ralo financeiro daquela que já foi a maior estatal do país.
Este artigo reflete uma questão fundamental em nosso país, os governantes utilizam as empresas de acordo com seus interesses, quando acontecem os escândalos, dizem que não sabiam de nada e que os culpados serão punidos. Será? Até que ponto, ministros de energia do passado e do presente, ficam sem saber a real situação de empresas estratégicas como a Petrobras, que diga-se de passagem, não é mais tão genuinamente brasileira como muitos comerciais divulgam?
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