sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Assad: A derrota dos terroristas é a derrota dos países que os apoiam

Do Portal Vermelho ( http://www.vermelho.org.br/noticia/291234-9)

Em entrevista à jornalista Maria Finóshchna, da emissora Russia Today, o presidente sírio Bachar al-Assad explica os acontecimentos em Alepo, onde o Exército Árabe Sírio, com a ajuda da Rússia, acaba de infligir uma contundente derrota aos terroristas apoiados por potências imperialistas ocidentais e países da região. 


Exército Árabe Sírio em um dos bairros de AlepoExército Árabe Sírio em um dos bairros de Alepo
Leia a seguir a íntegra da entrevista, traduzida pelo Resistência:

Rússia Today: Senhor presidente, obrigado por nos receber.

Presidente Bachar al-Assad: Sejam bem-vindos a Damasco.

Comecemos com Alepo, claro. Alepo passa hoje por combates que talvez sejam os mais ferozes desde o início da guerra há seis anos aqui na Síria. Mas políticos e jornalistas ocidentais insistem em posições de forte oposição, com olhar muito negativo sobre os avanços do exército sírio. Por que acontece assim, na sua avaliação? Será que veem a derrota dos inimigos da Síria como derrota deles mesmos?
Faz sentido, depois de terem fracassado em Damasco, porque o discurso dos três primeiros anos da guerra era “libertar Damasco das mãos do Estado”. Quando fracassaram, foram para Homs; fracassaram em Homs e concentraram-se contra Alepo durante os três últimos anos. E para eles, seria a grande cartada no campo de batalha sírio.

Claro, sim, sempre houve terroristas nas várias regiões da Síria, mas não como em Alepo que é a segunda maior cidade do país, com dimensão política muito especial, militar, econômica e até moral, depois que os terroristas foram derrotados.

Assim, para políticos e jornalistas ‘ocidentais’, a derrota dos terroristas é a derrota das forças que o próprio ocidente mantém ‘por procuração’ na Síria, para dizer claramente. São forças do ‘Ocidente’, mantidas aqui por procuração e, para essas forças, a derrota dos terroristas é a derrota dos países que supervisionam e abastecem os terroristas, sejam países regionais ou países ‘ocidentais’ como EUA, em primeiro lugar, a França e o Reino Unido.

Para o senhor, então, eles veem o que está acontecendo como derrota direta deles?

Exatamente, é exatamente o que quero dizer. A derrota dos terroristas é a derrota desses países, porque os terroristas são o verdadeiro exército daqueles países, em luta aqui na Síria. Esses países não intervieram diretamente na Síria: mas, sim, a intervenção aconteceu mediante essas forças ‘por procuração’. As coisas têm de ser vistas desse modo, se se quer fazer análise realista. E, claro, as declarações dos terroristas nada mudam nesses fatos.

Palmira é agora mais uma zona problemática, tomada pelo Isis (sigla em inglês do chamado Estado Islâmico). Mas não se ouve tanta indignação ‘ocidental’ no caso de Palmira. O motivo é esse que o senhor já expôs?
Exatamente. Se Palmira tivesse sido invadida pelo Exército Árabe Sírio, lá estaria em todos os jornais o discurso sobre danos ao patrimônio histórico. Imediatamente depois que expulsamos os terroristas que ocupavam Alepo e a cidade foi libertada, autoridades ‘ocidentais’ e jornalistas dos veículos das grandes empresas de mídia põem-se a manifestar preocupação com os civis… Mas não se incomodam desde que os terroristas estejam no comando, matando civis, massacrando populações inteiras ou atacando Palmira e destruindo patrimônio cultural da humanidade, e não só na Síria.

Sua avaliação é correta. Se você considera o momento escolhido para atacarem Palmira, vê-se claramente que está ligado ao que acontece em Alepo. É a resposta dos terroristas ao que acontece em Alepo, ao avanço do Exército Árabe Sírio. Quiseram minar a vitória em Alepo e, ao mesmo tempo, distrair a atenção do Exército Árabe Sírio, afastando-o de Alepo e atraindo-o para Palmira para, assim, interromper o avanço em Alepo. Não funcionou como os terroristas esperavam.

Também há informações segundo as quais o sítio de Palmira não estaria conectado só à batalha de Alepo, mas também ao que se passava no Iraque. A coalizão dirigida pelos EUA, com cerca de 70 países, teria permitido que os terroristas do Isis que combatiam em Mossul partissem, o que teria reforçado o Isis aqui na Síria. O senhor acredita que tenha acontecido desse modo?
É possível, mas exclusivamente para limpar as pegadas das autoridades norte-americanas e livrá-las da responsabilidade no ataque contra Palmira. Fingem que o exército iraquiano estaria atacando Mossul e que o Isis trocou Mossul pela Síria, e estaria explicado. Mas a explicação absolutamente não é essa.

Por quê? Porque os terroristas atacaram Palmira com poder de fogo e quantidade de soldados sem precedentes, em proporções que o Isis nunca teve antes dessa guerra. Atacaram num front muito extenso, de dezenas de quilômetros, o que pode corresponder a vários exércitos. O Isis jamais conseguiria isso se não contasse com apoio de vários Estados, não de apenas um, mas de vários Estados. Vieram com metralhadoras, canhões, artilharia diferente.

Não conseguiriam avançar nesse deserto, sem a ajuda e supervisão da aliança norte-americana que deveria atacar os terroristas, não ajudá-los, em Raqqa, Mossul e Deir-Ezzor. Mas não aconteceu assim. Fecharam os olhos para tudo o que o Isis fizesse – ou mesmo, e é minha avaliação – a aliança norte-americana empurrou os terroristas na direção de Palmira.

Mas a questão não é Mossul, e não cairemos nessa armadilha. A questão é Raqqa e Deir-Ezzor, próximas, a apenas alguns quilômetros. Não chegariam até aqui sem ajuda de satélites e drones norte-americanos e sem apoio dos norte-americanos.

Qual o estado atual das forças do Isis?

A força dos terroristas equivale à ajuda que obtêm do ocidente e de potências regionais. Na verdade, se os consideramos isoladamente, não são fortes, porque não contam com estruturas naturais de inserção social. Sem isso, os terroristas jamais têm força suficiente.

A força deles é o apoio que recebem (dinheiro, investimentos no petróleo, apoio de forças aéreas da aliança norte-americana…). Toda a força dos terroristas vem daí. Por isso lhe digo que a força dos terroristas equivale à força dos seus apoiadores e guias.

Ouvimos em Alepo que o senhor permitiu que alguns daqueles terroristas deixassem o campo de batalha, se quisessem. Por que o senhor fez isso? É claro que podem reaparecer em Idlib, por exemplo, se rearmar e se preparar para outros ataques, voltar para atacar os que libertam Alepo.
É verdade, e acontece assim já há vários anos. Mas é sempre uma questão de calcular vantagens e inconvenientes. Se os ganhos são maiores que as perdas, vale a pena fazer. Nesse caso, nossa prioridade é preservar a região, impedir que seja destruída; proteger civis que vivem lá há séculos; abrir vias para evacuar os civis por corredores humanitários e guiá-los para áreas controladas pelo governo sírio; e dar uma chance aos próprios terroristas para que mudem de ideia, reaproximem-se dos seus conterrâneos, voltem à vida normal e possam ser anistiados.

Se não aceitam, deixamos que partam com as armas – apesar de todos os inconvenientes, mas o que nos importa é afastá-los das áreas históricas. Sendo o caso, podemos dar-lhes combate longe dos setores construídos, fora da cidade, onde haverá menor número de mortos e menor destruição de monumentos e áreas construídas. Por isso estamos agindo desse modo.

O senhor os chama de terroristas, mas os trata como seres humanos. O senhor fala em dar a eles uma chance “para que voltem à vida normal”.
Raciocinamos exatamente desse modo. São terroristas porque lhes puseram armas nas mãos e lhes pagam salários para matar, destruir, praticar atos de vandalismo. É terrorismo. Em todo o mundo o que eles fazem é classificado como atos de terrorismo.

Mas ao mesmo tempo, são seres humanos. Praticam terrorismo, mas poderia não ser assim. São pessoas que se uniram ao terrorismo por incontáveis razões, por medo, por dinheiro, em alguns casos por razões ideológicas. Todos os que possam ser reabilitados e voltar à vida normal, que voltem a ser cidadãos respeitáveis. É nosso dever dar-lhes uma chance justa. É nosso trabalho de governo.

Não basta dizer “Vamos combater os terroristas”. A luta contra terroristas é como nos jogos de vídeo. Pode-se matar o inimigo, mas o próprio jogo gera e regenera milhares de novos inimigos. O que não se pode fazer é tratá-los como os norte-americanos os tratam: matar uma vez, duas vezes, três vezes, matar sempre e sempre, e quanto mais terroristas surjam para serem mortos, melhor! Não. Não somos assim. Nosso objetivo não é esse, não fizemos essa escolha. Se se pode mudar o próprio jogo, melhor para todos.

E tem funcionado. Temos tido bons resultados e um grande número desses terroristas, sim, mudam de perspectiva, vários retomam à vida de antes, vários unem-se ao exército sírio e passam a combater contra os terroristas que permanecem lá. Do nosso ponto de vista, é um programa bem-sucedido.

Senhor presidente, o senhor acaba de reconhecer que se ganha e se perde. Na sua avaliação, seu governo fez o suficiente para minimizar as perdas civis durante essa guerra?
Fazemos o melhor que podemos. A Síria foi atacada, essa guerra não foi decidida por nós. Fazemos o que podemos fazer. Se é suficiente? Que cada um avalie. De fato, “suficiente” é sempre tudo o que você consiga fazer em esforço máximo. É a minha capacidade pessoal, a capacidade do governo sírio, a capacidade da Síria, que é um país pequeno enfrentando a guerra que lhe fazem dezenas de países, centenas de gigantes da mídia-empresa dominante e outros meios e forças que se ergueram contra nós.

Não tenho dúvidas de que fizemos o melhor possível em situação dificílima. Afinal de contas, nada jamais será suficiente nessas circunstâncias e as ações humanas sempre são a resultante de coisas boas e justas, e de coisas imperfeitas e erradas. As coisas são assim.

Os países ocidentais ‘exigiram’ repetidas vezes que a Rússia e o Irã pressionassem o senhor para que pusesse fim à violência, como eles dizem. Recentemente, seis países ocidentais, em mensagem sem precedentes, requereram novamente à Rússia e ao Irã que pressionassem seu governo, exigindo um cessar-fogo em Alepo.
É verdade.

O senhor aceitará? Querem o cessar-fogo no exato momento em que o Exército Árabe Sírio está avançando.
Exatamente. Na política, é sempre importante ler as entrelinhas, não se deixar prender só nas linhas. O que eles ‘exigem’ não tem importância alguma. A tradução correta daquela declaração é: “Vocês russos, por favor, detenham o avanço do exército sírio contra os terroristas.” Esse é o significado daquela declaração: “Vocês cometeram excessos na vitória contra os terroristas. A derrota deles foi excessiva. Isso não pode ficar assim. Vão lá e digam aos sírios que ponham fim a esse negócio de derrotar terroristas. Os terroristas têm de ser preservados. Têm de ser salvos”. Em resumo, aquele apelo dizia isso. O restante pode esquecer.

Em segundo lugar, a Rússia nunca – nem hoje, nem durante a guerra, nem antes da guerra, nem em momento algum, nem na época da União Soviética – a Rússia nunca, em momento algum tentou intervir nas nossas tomadas de decisão. Até hoje, cada vez que a Rússia teve opiniões ou conselhos a dar, independentemente de se seriam considerados ou não, sempre declarou: “O país é de vocês, vocês sabem qual a melhor decisão a tomar. Expusemos o modo como nós vemos as coisas, mas se vocês veem as coisas de outro modo, vocês, sírios, sempre conhecerão melhor o país de vocês.” Os russos são realistas, além de respeitar nossa soberania e eles sempre defendem a soberania que repousa sobre o Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas. Nunca aconteceu de os russos pressionarem os sírios e jamais pressionarão. Simplesmente, os russos não trabalham desse modo.

Em que condições está o Exército Árabe Sírio?

É preciso avaliar em relação a duas coisas: primeiro, no que tenha a ver com a guerra propriamente dita; segundo, em relação às dimensões territoriais da Síria. A Síria não é um país de grande extensão territorial, portanto não pode manter um exército gigante, em termos quantitativos. O apoio dos nossos aliados é muito importante, especialmente da Rússia e do Irã. Depois de seis anos, ou quase seis anos, de guerra – a guerra na Síria já ultrapassou em duração a 1ª Guerra e a 2ª Guerra Mundiais –, é claro e evidente que o exército sírio já não pode ter as dimensões que tinha antes dessa guerra.

Mas o que nunca nos faltou foi a determinação de defender nosso país. É a decisão mais importante. Nosso exército perdeu muitas vidas, nossos muitos mártires e nossos soldados hoje inválidos. São muitos, sofremos perdas materiais enormes. Do ponto de vista dos números, perdemos muito, mas nossa determinação nunca faltou. Hoje, essa determinação é ainda maior que antes da guerra. Mas, sim, não se pode deixar de considerar o apoio que recebemos da Rússia, do Irã, que acrescentaram eficácia e concretude à nossa determinação.

O presidente Obama suspendeu recentemente a proibição de fornecer armas a rebeldes sírios.
Sim.

Como essa decisão pode traduzir-se em efeitos no terreno? Como o senhor avalia a medida? Será que reforçará direta ou indiretamente os terroristas?
Não estamos acreditando que ele só agora tenha posto fim à suspensão do fornecimento de armas. Acreditamos que o fornecimento já pode ter sido reiniciado bem antes, e só está anunciando para dar ao gesto algum tipo, digamos, de legitimidade política. Isso, em primeiro lugar.

Em segundo lugar, um ponto também muito importante: a data do anúncio e o ataque a Palmira coincidem. Há uma relação direta entre esses dois eventos, e a questão portanto é: quem, afinal, recebe essas armas? Em que mãos se encontram? Sabemos a resposta: nas mãos do Isis e da Frente al-Nusra, que são grupos que agem coordenadamente.

O anúncio do fim da proibição de enviar armas a terroristas está, portanto, diretamente associado ao ataque contra Palmira e à manutenção de outros terroristas dentro da cidade de Alepo, porque, depois que foram derrotados em Alepo, os EUA e o Ocidente têm de manter as suas forças nesses locais, para isso mantêm seus terroristas por procuração: porque absolutamente não têm interesse algum em resolver o conflito na Síria.

Assim sendo, o objetivo crucial do anúncio é criar ainda mais caos, porque os EUA criam o caos para administrá-lo a seu modo; e quando estão no comando do caos, procuram usar todos os diferentes fatores daquele caos para explorar partes diferentes do conflito, sejam internas ou externas.

Senhor presidente, como o senhor se sente, presidente de um país pequeno, no centro dessa onda gigantesca de outros países que não têm qualquer interesse em pôr fim a essa guerra?
Exatamente. É algo que conhecemos desde sempre, mesmo antes dessa guerra, mas hoje sentimos mais fortemente, claro, porque os países pequenos sempre estão mais seguros em tempos de paz no mundo, de equilíbrio internacional. Sentimos bem isso a que a senhora se refere, depois do desmonte da URSS, quando só passou a haver a hegemonia dos EUA, e os EUA se dedicavam a fazer as coisas a seu modo, sempre ditando a política deles ao resto do mundo. Nessas circunstâncias, os países pequenos são os que mais padecem.

Sentimos também hoje, mas ao mesmo tempo há hoje mais equilíbrio, porque a Rússia assumiu um papel no processo. Por isso entendemos que quanto mais forte for a Rússia – e não falo só da Síria, falo de todos os países pequenos em todo o mundo –, quanto mais a China crescer e emergir, mais seguros os pequenos nos sentiremos.

A situação em que vivemos hoje é muito dolorosa, em todos os níveis: no plano humanitário, dos sentimentos, das perdas, em todos os níveis. Mas no fim das contas, a questão não é perder ou ganhar algum objeto de baixo valor: trata-se de perder ou ganhar o nosso próprio país. A Síria enfrenta uma ameaça existencial. Não se trata de um governo que seja derrotado por outro, um exército que seja derrotado por outro. Trata-se de um país que, se for derrotado, deixará de existir. As coisas para nós estão postas nesses termos. Por isso temos pouco tempo para sofrer ou chorar nossas dores e perdas; os sírios só temos tempo para lutar, para nos defender e para fazer o que seja preciso fazer que a luta nos imponha.

Falemos do papel dos veículos de informação de massa, nesse conflito.

Muito bem.

Todos os lados em luta nessa guerra foram acusados de ter feito vítimas civis, mas os veículos de mídia em todo o ocidente mantiveram-se em silêncio quase total sobre as atrocidades cometidas pelos rebeldes. Que papel têm os veículos e as empresas da mídia de massa, nesse conflito?
Em primeiro lugar, as mídias-empresas dominantes, e seus confrades dentro dos partidos políticos sofrem todos eles já há décadas, um processo acentuado de corrupção moral. São empresas e profissionais absolutamente imorais. Não importa a causa da qual falem, evoquem ou usem como máscara (direitos humanos, civis, crianças…), essas questões são tomadas exclusivamente pela utilidade que tenham para promover a agenda política das mídia-empresas, de jornalistas e outros empregados daquelas mídias-empresas, para influenciar a opinião pública a favor daquela agenda, e, nesta nossa região, para induzir as massas a apoiarem a intervenção de países estrangeiros, seja intervenção militar ou política. Quanto a isso, os veículos e profissionais das mídias-empresas já não têm qualquer credibilidade.

Basta ver o que se passa nos EUA, onde está em curso uma verdadeira rebelião contra as mídias-empresas e veículos dominantes, porque mentiram e continuam a mentir aos seus próprios consumidores leitores e telespectadores. Podemos dizer que a opinião pública ou as populações no Ocidente absolutamente ignoram o que verdadeiramente se passa aqui em nossa região, mas sabem, pelo menos, que os veículos e empresas de mídia e os políticos cooptados por elas mentem aos cidadãos para promover a agenda pessoal individual deles mesmos e seus interesses exclusivos.

Por isso não acredito que os veículos da mídia dominante ainda consigam que o público acredite no que vê noticiado. Por isso também é que aqueles veículos estão tendo de lutar para sobreviver no Ocidente, por maior que sejam a experiência deles e os meios e o dinheiro com que sempre contaram. Mas não têm mais qualquer credibilidade. Nenhuma empresa de mídia sobrevive se tiver credibilidade zero. E as empresas de mídia no Ocidente não são transparentes. E já ninguém acredita nelas.

Por isso aquelas empresas estão sendo empurradas para as atitudes mais acovardadas, por exemplo, de censura. Uma rede como a sua [RT] inspira medo às concorrentes, porque pode expor a verdade e a notícia verdadeira acaba por desmascarar as manipulações de que são vítimas os cidadãos. Daí as reações destemperadas que temos visto.

Por exemplo, a agência de notícias Reuters citou “Amaq”, que é o órgão de propaganda dos terroristas do Isis, no ‘noticiário’ sobre o cerco de Palmira.
Isso mesmo.

O senhor acredita que contribuam para dar legitimidade aos terroristas, citando os veículos deles?
Mesmo que não citem as agências de notícias dos grupos terroristas, os veículos ocidentais adotam sempre a retórica dos terroristas. Mas se a senhora analisar o aspecto técnico do modo como o Isis se apresenta e se autopromove desde o início, em seus vídeos, atualidades, nos noticiários regulares deles em geral e nas suas ‘relações públicas’, as técnicas são apuradíssimas, são técnicas ocidentais. Vale a pena observar. São muito sofisticados.

Como se compreenderia que alguém que seja caçado, sitiado, desprezado em todos os cantos do mundo, atacado por aviões e bombas, que o mundo inteiro quer expulsar para bem longe de cada vila à qual o terrorista chegue, como é possível que grupos desse tipo de pessoas possam ter comunicação tão altamente sofisticada… a menos que contem com o máximo apoio disponível, das tecnologias mais modernas. O fato crucial, em minha opinião, nem é que o Ocidente use como fonte a agência de notícias dos terroristas, mas o fato de que o Ocidente adote o ponto de vista dos terroristas para observar o mundo; às vezes diretamente, às vezes indiretamente.

Donald Trump assumirá em poucas semanas suas funções de presidente dos EUA. O senhor mencionou os EUA várias vezes nessa entrevista. O que o senhor espera do novo governo norte-americano?
A retórica do candidato durante a campanha foi positiva no que tenha a ver com atacar o terrorismo, que é hoje nossa prioridade. Nenhuma outra coisa tem a mesma prioridade, e, portanto, só comentarei esse aspecto, o resto são questões norte-americanas, digamos, questões internas que não me dizem respeito.

A questão, portanto, é saber se Trump terá o desejo ou a capacidade de pôr em prática o que disse. A senhora sabe que a maioria dos veículos da mídia-empresa dominante e das grandes empresas, os lobbies, o Congresso, até alguns membros do próprio Partido Republicano opõem-se a ele. Querem cada vez mais ampla hegemonia, cada vez mais conflitos com a Rússia, mais ingerência em diferentes países, querem derrubar governos e o que sempre se viu há muito tempo. O presidente eleito Trump disse coisas que andaram noutra direção. Se conseguirá manter a mesma postura depois de tomar posse, mês que vem? Essa é a questão. Não sei.

Se conseguir, creio que o mundo poderá ser diferente, porque a coisa mais importante no mundo hoje, como já disse, é a relação entre a Rússia e os EUA. Se ele caminhar na direção de melhor relação com a Rússia, a maior parte das tensões que hoje dilaceram o mundo serão reduzidas. É muito importante para nós na Síria, mas acho que não se pode adivinhar o que virá. Para começar, o novo presidente não tem história política, e, portanto, não se tem nenhuma referência para julgá-lo. Em segundo lugar, ninguém pode saber como irão as coisas no mês que vem, e dali em diante.

A situação humanitária na Síria é catastrófica e Madame Mogherini, chefe da política externa da União Europeia, nos disse que a União Europeia é a única entidade a fornecer ajuda humanitária à Síria. É verdade?
Na verdade, toda a ajuda enviada por países ocidentais era destinada aos terroristas. A verdade é essa. Estou sendo perfeitamente claro e transparente. Jamais país algum se preocupou com a vida dos sírios, se viviam ou morriam. Ainda hoje há várias vilas na Síria que continuam, até hoje, sitiadas por terroristas. Fizeram as coisas de modo que nada chegue àquelas pessoas, comida, água, seja o que for, todos os itens necessários à vida humana. Claro, os terroristas atacam todos os dias, tiros de morteiro, contra os moradores. E o que, afinal, a União Europeia enviou algum dia a esses sírios? Se se preocupassem tanto com vidas humanas, quando falam do aspecto humanitário, que não discriminassem. Todos os sírios são ‘humanos’. Mas não. É sempre o duplo padrão, a mentira que volta sempre, que recontam sempre, mentira ignóbil na qual já ninguém acredita. Não, não é verdade. O que a senhora ouviu é falso, é mentira.

Há quem sugira que, para a Síria, a melhor solução seria dividir o país, um país para os sunitas, outro para os xiitas, os curdos. É possível?
Essa é a esperança, o sonho do Ocidente e de vários países aqui da região, e não é novidade, nem começou com essa guerra. Já antes da guerra circularam até mapas em que se demarcava essa divisão e essa desintegração. Mas, se se examina a sociedade síria hoje, está mais unificada do que antes da guerra. É a realidade. Não digo para dar coragem a quem quer que seja, nem estou aqui falando ao povo da Síria. Estou falando sobre fatos.

Por causa das lições aprendidas da guerra, a sociedade síria tornou-se mais realista e pragmática e muitos sírios compreenderam os perigos do fanatismo e de todos os tipos de extremismo, não só o extremismo religioso: politicamente, socialmente, culturalmente, a Síria está ainda cercada de perigos. A nossa única possibilidade de sucesso está em nos aceitarmos uns os outros, em respeitarmos uns os outros. É o modo produtivo de vivermos juntos e ter um país.

Então, no que tenha a ver com a desintegração da Síria, se não se vê sinal de desintegração no seio da sociedade, entre as várias nuances e fatores constituintes da sociedade síria, no próprio tecido da sociedade síria, não se cogita de divisão. Não se trata de riscar uma linha num mapa de papel, quero dizer, ainda que se tratasse de país em desintegração, no qual as pessoas estivessem divididas. Vejam o caso do Iraque: ainda é um só país, mas, na realidade foi desintegrado. Não é o caso da Síria.

Esse assunto na verdade não me preocupa. Os sírios jamais aceitarão qualquer tipo de divisão. E falo da grande maioria dos sírios, porque não é ideia nova, assunto que tenha surgido nas últimas semanas ou meses. Pode-se dizer que é a grande questão que se disputa nessa guerra. E, depois de seis anos de dificuldades terríveis, posso assegurar que a maioria dos sírios jamais aceitariam qualquer tipo de ‘desintegração’ do país. Viveremos sempre como uma Síria una e coesa.

Como mãe, partilho a dor de todas as mães sírias. Falo das crianças na Síria. O que lhes reserva o futuro?
É o aspecto mais perigoso de nosso problema, e não só na Síria, mas em qualquer ponto em que circule essa sombria ideologia wahhabista, porque muitos dos jovens nascidos e criados sob essa ideologia que chegaram à maturidade ao longo da última década, um pouco mais, uniram-se a gangues terroristas, por motivação ideológica, não por falta de família, ou de comida ou de esperanças. Muitos são filhos de famílias de espírito aberto, instruídas, famílias de intelectuais. Pode-se imaginar o poder de atração que o terrorismo tem.

O senhor acredita que o terrorismo arregimenta jovens com tanta facilidade, por causa da propaganda que o precede?
Exatamente. É ideologia extremamente perigosa, que não conhece fronteiras políticas ou nacionais. A Internet ajudou os terroristas com ferramentas de comunicação baratas, rápidas de muito amplo alcance. O terrorismo infiltra-se em qualquer família em qualquer ponto do mundo, seja na Europa, no nosso país, no seu país, onde decidirem infiltrar-se.

E é o que acontece.

A senhora vive em uma sociedade secular, eu vivo em uma sociedade secular, mas nada disso impediu que o terrorismo se infiltrasse. Qual a ideologia com potencial para fazer frente a essa onda? Há uma, só uma. Dado que o terrorismo construiu-se sobre uma leitura distorcida do Islã, é preciso recorrer outra vez ao Islã verdadeiro, ao Islã ancestral, sem distorções, ao Islã da moderação e da paz. Só assim se pode esvaziar a ameaça terrorista que pesa sobre todo o planeta. É a maneira mais rápida, digamos assim.

Se quisermos falar de um médio prazo e de um longo prazo, trata-se de saber em que medida se consegue fazer avançar a sociedade, o modo como as pessoas analisam, raciocinam e pensam, porque a ideologia wahhabista terrorista só funciona se se paralisa a reflexão, se se distorcem as vias do pensamento lógico e moral. Pode-se dizer que se trata de um algoritmo do espírito. Numa comparação com a informática, para ser mais claro: se se tem implantados pela educação e, também, pela religião, para os que creiam, bons sistemas para explorar e analisar o mundo, esses sistemas resistem à invasão por vírus daninhos.

Trata-se, portanto, de educação, das mídias, da ‘comunicação’ e da política, porque se se tem uma causa, uma causa nacional, e as pessoas perdem a esperança, não é difícil empurrar essas pessoas na direção do extremismo, que é influência ativa na nossa região desde os anos 1970, depois da guerra entre árabes e Israel, e o fracasso da paz em todos os aspectos (fracasso na reconquista do território palestino, usurpação da terra e dos direitos dos palestinos), cada vez mais desespero, o que serviu bem aos propósitos dos extremistas. Aí os wahhabistas encontram solo fértil para promover a ideologia deles.

Senhor presidente, agradeço muito por sua atenção e pelo seu tempo, e desejo paz e prosperidade, cada vez mais, ao seu país.
Muito agradecido pela visita.

A situação foi muito difícil, e faço os melhores votos de que tudo isso chegue logo ao fim. Muito obrigada.
Agradeço muito que tenham vindo à Síria. Estou muito feliz por recebê-los.


Fonte: Resistência, do original no Russia Today

Manifesto Natalino para o Brasil


Por: Belarmino Mariano

No Brasil existem mais de 12 milhões de desempregados, enquanto banqueiros, industriais e latifundiários formam uma oligarquia cada vez mais rica. Por isso, no Brasil o Natal é uma tristeza, com milhões de moradores de rua, sem tetos, enquanto especuladores imobiliários e construtores corruptos são milionários e alimentam um dos mercados imobiliários mais caros do mundo.
No Brasil em 2016 teremos um natal de tristeza, pois existem milhões de trabalhadores rurais sem um "pedaço de chão" para produzir alimentos, enquanto o agronegócio fatura bilhões com monoculturas transgênicas e envenenadas. A tristeza é que ainda temos mais de 30 milhões de miseráveis, tendo que pedir esmola ou entrar no mundo do crime e da prostituição para tentar sobreviver.
O Brasil é o país dos privilegiados intocáveis, que ocupam cargos do judiciário, legislativo e executivo, em todos os escalões municipais, estaduais e federal.
No Brasil o natal será de tristeza, pois os políticos golpistas, juntos com um judiciário acovardado e uma mídia nojenta, estimulam a destruição dos direitos primordiais do povo, como: Moradia,  saúde, educação,segurança, previdência e seguridade social.
O Natal no Brasil é uma tristeza, pois predomina a intolerância, a homofobia, o preconceito e o autoritarismo de Estado. Isso tudo gera um Natal de corruptos alimentado pelas injustiças sociais e com menos direitos populares. Estamos diante de um governo que entrega a nossa soberania nacional , golpista e que destrói as nossas riquezas, como a Petrobras, universidades, bancos públicos, nossas instituições.
O mias triste do nosso pais é vermos dois natais. o Natal dos pobres e explorados contrastando com o natal das oligarquias, latifúndios, coronelismo e monoculturas envenenadas. O natal dos "debaixo" são milhões e estão privados de liberdades. Pobreza, tirania e repressão são as marcas que alimentam as elites dominantes. O Natal no Brasil é uma grande mentira, pois os pobres, as mulheres, os negros e os gays são explorados, maltratados e violentados pela opulência das elites.

domingo, 6 de novembro de 2016

Um ano de morte do Rio Doce/MG

Fonte: Imagens extraída das redes sociais - google imagens 2016.


Por: Belarmino Mariano Neto

O Rio Doce, Minas Gerais e Espirito Santos em um ano de luto. O rio Doce em seu Leito de Morte, continua escorrendo dia e noite, os poluentes do estouro da barragem de rejeitos minerais da Samarco/Vale do Rio Doce (05/11/2015/2016). Essas multinacionais parece que estão imunes. Esse é o melhor país do mundo para o neoliberalismo e as multinacionais explorarem.
Estamos diante do maior crime ambiental em nosso país. Alguns meios de comunicação tentam falar de desastre ambiental, como se tivesse acontecido algo que não era previsível e assim tentam encobrir esse crime anunciado. Até o momento quase nada foi feito, as empresas envolvidas como Samarco/Rio Doce, escamoteiam a realidade e escapam impunes de quase todos os processos e responsabilidades criminais. Tudo isso aconteceu e até agora nenhum preso, ninguém sabe os exatos crimes, pois até os reparos materiais são feitos na maior lentidão do Planeta.
Diante da cegueira jurídica e da lentidão na resolução do problema e na real responsabilidade criminal da empresa, o rio continua agonizante, com sua água constantemente contaminada. o rio em seu leito de morte, perece cadavérico e os criminosos continuam soutos e poluindo seu leito. 
A morte do rio  Doce é uma confirmação de centenas de ambientalistas, mais de 200 especies de peixes, entre eles: robalo, tucunaré, surubim, lambari, cascudo, além das centenas de outras especies que adentravam nas áreas de marés, vindas do Oceano Atlântico e que foram afastados depois da contaminação. Foram milhares de toneladas de peixes mortos, além de tartarugas, crustáceos, aves e outros animais,  que se alimentavam de peixes.
A destruição da vida ao longo do Rio Doce é um crime e deveria levar os responsáveis para a  prisão e sem direito a fianças. Mas imunes os responsáveis pela Samarco/Rio Doce passam impunes e imunes por uma justiça e um governo cegos, para as ações devastadoras do grande capital.
O grupo indígena Krenak já havia denunciado que essa seria uma tragédia para acontecer, pois sentiam o quanto a contaminação já vinha atingido a bacia de onde eles tiravam boa parte do seu sustento. Ao lado dos indígenas, centenas de comunidades de pescadores e camponeses foram profundamente atingidas pela contaminação da água e pela destruição dos cardumes e especies que eram fundamentais para a manutenção das famílias e para o comércio local e regional.  Para esses povos, "essa tragédia jamais será esquecida".
A bióloga Takako Watanabe fez as seguintes indagações: "Não é só a raça humana que sofreu com esse desastre! Falam de 20 pessoas mortas e alguns ainda desaparecidos, mas e os milhares de seres que foram exterminados? Os peixes podemos até ver, mas e os demais seres vivos desse ambiente? E o rio? E as consequências disso tudo? Dá para recuperar?"
As imagens são muito fortes. Um destruição irreparável, terror e morte. Empresas que só pensam em lucro e continuam impunes, como se nada tivesse acontecido:



Fonte: Imagens extraída das redes sociais - google imagens 2016.
Fonte: Imagens extraída das redes sociais - google imagens 2016.

O "brazil" que foi entregue as multinacionais pela privatização de FHC, agora sofre as consequências ambientais da exploração sem controles. Esse é o modelo de exploração predatória utilizado pelo perverso sistema capitalista selvagem. Lucro, lucro, lucro. Em nome do capital, os governos de Collor a FHC privatizaram importantes estatais que extraem minério em Minas Gerais, Pará e outras regiões. Todas passaram para as mãos de empresas multinacionais, como a Vale do Rio Doce e suas associadas. O pior é sabermos que esse era um mal anunciado. As pessoas, os animais e a natureza pouco importam para essa gana capitalista. 
Se considerarmos a Ecologia Política e a Geopolítica veremos que esse é um problema da ordem econômica capitalista, que explora a natureza e os seres humanos sem compromisso algum com a humanidade e o meio ambiente. 
Então confirmem que o processo de privatização da era FHC também atravessa os financiamentos privados de campanhas, dos partidos das elites dominantes. Empresas Privadas e Estatais que serviam e ainda servem como a origem dos caixas dois de campanhas milionárias. O "Petrolão", a "Lava-Jato", o "Mensalão Mineiro" e tantos outros escândalos de corrupção demonstram que os favorecidos estão no poder e atravessam todos os meios para encobrir seus crimes e os crimes dos seus comparsas. 


Fontes:

http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2015/11/noticias/cidades/3915239-duzentas-especies-de-peixes-do-rio-doce-ameacadas-pela-lama.html
http://tragedianunciada.mabnacional.org.br/2016/02/02/indigenas-da-aldeia-krenak-lamentam-a-morte-do-rio-doce/

domingo, 31 de julho de 2016

Professores Contra a Escola Sem Partido




















Por: Professores contra a Escola Sem Partido
O nome da nossa causa é uma referência ao Programa Escola Sem Partido [programaescolasempartido.org - Escola Sem Partido]. Existe um projeto de lei que tenta incluir este famigerado programa na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o PL 867/2015, e outros ONZE projetos similares tramitando nas casas legislativas de dez estados e no Distrito Federal. Isso sem contar com outros tantos nas Câmaras dos Vereadores de muitos municípios...
O nome da causa também é uma referência ao Movimento Escola Sem Partido, criado em 2004 para combater a “doutrinação ideológica”. O próprio nome deste movimento é enganador, pois nos coloca uma dicotomia entre uma escola sem partido ou uma escola com partido. Mas, não se enganem, não é isso que está em jogo. O Escola Sem Partido defende que professores não são educadores e que “formar o cidadão crítico” é sinônimo de “fazer a cabeça dos alunos”. É um projeto de escola que remove o seu caráter educacional, defendendo que os professores apenas instruam para formar trabalhadores sem capacidade de reflexão crítica.
Nossa causa, no entanto, não se opõe apenas ao PL 867 e suas versões estaduais e municipais. Este projeto de lei está apensado (termo jurídico para “anexado”) a outros projetos igualmente absurdos, que ameaçam a educação escolar e criminalizam a prática docente: 7180/2014, 7181/2014 e 1859/2015, ao qual foi apensado recentemente o 5487/2016. Além destes projetos, avaliados conjuntamente, também existe o PL 1411/2015, que tipifica o crime de “assédio ideológico” - um crime tipicamente escolar no qual as vítimas seriam os alunos.
Nos opomos veementemente a estes projetos. O projeto de educação defendido pelo movimento "Escola Sem Partido" não contempla as necessidades da sociedade brasileira e da nossa jovem democracia. É importante que todos nos mobilizemos localmente, em nossos espaços de trabalho, de estudo, de debate sobre temas políticos importantes, para conscientizar sobre o ataque à educação que é este movimento e estes projetos de lei. Criemos uma rede de Professores contra o Escola Sem Partido e defensores de uma educação democrática, plural e crítica!
Bem-vindos à nossa causa!
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PL 7180/2014
PL 7181/2014
PL 867/2015
PL 1859/2015
PL 5487/2016
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PL 1411/2015
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Projetos estaduais:

O PL 5487/2016 é somente uma versão federal de um ataque às questões de gênero e sexualidade que têm acontecido em todo o país, principalmente em câmaras municipais, como consequência de Planos Municipais e Estaduais de Educação que foram aprovados sem menção explícita às questões sobre gênero e sexualidade. Mais sobre estes ataques em nível municipal e estadual:

sábado, 4 de junho de 2016

AUMENTOS SALARIAIS PROMOVIDOS POR TEMER?



Imagem extraída das redes sociais: https://www.facebook.com/VerdadeSemManipulacao/?fref=photo

De acordo com o EL PAIS - Ao mesmo tempo que o presidente interino Michel Temer obteve uma importante vitória para o seu Governo na Câmara, aprovando, por maioria qualificada, um projeto de desvinculação de receitas que lhe dará mais fôlego para administrar o rombo das contas públicas, um mal estar se instalou pela contradição entre outras  medidas aprovadas na mesma leva e as promessas de austeridade do novo Governo. A aprovação ocorreu na mesma sessão que autorizou o reajuste salarial de servidores do Executivo, do Judiciário e do Legislativo, uma medida que deve tirar 52,9 bilhões de reais do caixa do Governo até 2018, um terço do cheque especial dos cofres públicos. Na sequência, a Câmara aprovou ainda a criação de 14.419 cargos públicos federais, três vezes mais do que ele prometeu cortar em cargos comissionados como indicativo da disposição da gestão de cortar na própria carne.
CONTINUE LENDO: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/06/04/economia/1464992955_507128.html

quarta-feira, 18 de maio de 2016

DESMANTELAMENTO DO MAIS MÉDICOS E MINHA CASA MINHA VIDA

DESMANTELAMENTO DO MAIS MÉDICOS

Na integra do Portal: Plantão Brasil

O presidente interino afirma que manterá programas sociais. Contradição: o ministro interino da Saúde anuncia redução de 10 mil médicos estrangeiros do programa ?#?MaisMédicos?. Hoje, estes 10 mil médicos garantem acesso à saúde a 35 milhões de pessoas - populações mais vulneráveis nas periferias das capitais, cidades do interior, regiões de fronteira, departamentos de saúde indígena, áreas quilombolas etc.

O governo legítimo garantiu o #MaisMédicos até 2018 com apoio dos prefeitos. Médicos brasileiros são prioridade e estão sendo formados. Médicos estrangeiros estão onde faltam médicos brasileiros.

O ministro interino da Saúde declarou que o Estado brasileiro não tem condições de garantir o que o cidadão pela Constituição tem o direito de receber: saúde universal e gratuita do ?#?SUS?. Para ele, direitos dos cidadãos devem ser reduzidos e população deve contratar mais planos de saúde. É uma visão política elitista. Mais uma declaração dos interinos que dura 24 horas. O problema é que a intenção é permanente.

Heider Pinto
Coordenador do programa #MaisMédicos
Fonte: http://plantaobrasil.net/news.asp?nID=94379&refgo=0

MINHA CASA MINHA VIDA SENDO DESMONTADA PELO NOVO MINISTRO

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), revogou nesta terça-feira (17) uma portaria editada pelo governo Dilma Rousseff que autorizava a Caixa Federal a contratar a construção de até 11.250 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.
A medida havia sido publicada no Diário Oficial no último dia 11, na véspera do afastamento de Dilma, como parte de uma estratégia do governo para antecipar medidas de apelo popular antes da decisão do Senado sobre o processo de impeachment.
As obras previstas seriam administradas por entidades escolhidas pelo governo e destinadas à faixa 1 do programa, que atende famílias com renda mensal de até R$ 1.800.
Logo que assumiu o ministério, na última quinta-feira (12), Bruno Araújo afirmou que faria uma “auditoria em todos os números da pasta” para “libertar as amarras ideológicas e a burocracia que dificultam a execução das obras”. Parte das entidades que seriam contempladas com as unidades habitacionais são contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.
O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) repudiou a revogação e prometeu protestar para forçar o governo a recuar.
“É lamentável, mas era previsível. Dissemos desde o começo que o processo golpista visava atacar também direitos sociais. Hoje foi só o primeiro corte, e não tenha dúvidas de que vamos responder nas ruas de todo o país”, afirmou Guilherme Boulos, coordenador do movimento, que organiza atos contra Temer para este domingo (22).
Em seu primeiro discurso como presidente interino, Temer garantiu que manteria os programas sociais “que dão certo” –como, segundo ele, o Minha Casa, Minha Vida–, mas disse que iria “aprimorar a gestão”. Segundo ele, nenhuma reforma iria alterar “os direitos adquiridos pelos cidadãos brasileiros”.
Procurado, o Ministério das Cidades não respondeu à Folha até a publicação desta reportagem.
https://brasilpagina1.com/2016/05/17/ministro-cancela-construcao-de-11-250-unidades-do-minha-casa-minha-vida/


terça-feira, 3 de maio de 2016

Saturno passará próximo da terra e será visto do Brasil



Por: www.g17.com.br/noticia/ciência

O planeta Saturno, aquele que possui um anel em sua volta, se aproximará da Terra e poderá ser visto de qualquer ponto do mundo, inclusive do Brasil, sempre no período da tarde, é o que confirma a Agencia Espacial Americana. 
No entanto, segundo a NASA, a aproximação de Saturno com a Terra não acarretará prejuízos ao planeta, muito pelo contrário. "Será como um casamento, Saturno vem com seu anel se casar com a Terra", disse Sebastian Smith da NASA. 
Embora a NASA descarte a possibilidade de um choque entre os dois planetas, alguns religiosos americanos acreditam no fim do mundo. O Pastor Richard, da Igreja americana "God is ten percent" acredita que Saturno está sendo empurrado pelo diabo para acabar com a Terra, e que as pessoas devem buscar sua igreja para serem salvas. 
Saturno deve se aproximar da Terra dentro de seis meses e poderá permanecer nas redondezas do nosso planeta por pelo menos 2 anos.
Fonte: http://www.g17.com.br/noticia/ciencia/saturno-passara-raspando-na-terra-e-podera-ser-visto-de-todo-o-brasil.html

domingo, 24 de abril de 2016

Ateus e criacionistas concordam: existe design no mundo natural

Tigres

Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas. – Revelação 4:11
FLorestaO conceito da criação através Dum Criador Sobrenatural tem sido um aspecto persuasivo e poderoso da verdade desde o início dos tempos. A ideia de que não existe nenhum Criador sobrenatural, e que tudo no Universo – desde os colibris até aos seres humanos – evoluiu através de processos impessoais e aleatórios, foi avançada como tentativa de refutar a verdade da criação.
Uma das razões por trás do falhanço do evolucionismo naturalista em refutar por completo a noção da criação é o facto de, intuitivamente, os seres humanos serem capazes de observar que o mundo exibe sinais de design inteligente. Até mesmo o mais ardente ateu evolucionista admite este ponto, embora de modo tácito. Por exemplo, Richard Dawkins declarou:

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Democracia Brasileira sofre golpe de morte


Imagem extraída do blog: mensagenscomamor.com - Democracia é a liberdade de ter a sua própria escolha, podendo ter resultados negativos ou positivos. Ser democrático, ao pé da letra, é ser livre.

Por: 
A democracia é um direito internacional e deve ser defendida permanentemente. Quando a democracia é ameaçada em qualquer parte do mundo, será preciso denunciarmos, lutarmos para que ela seja restituída. A democracia é tão líquida quanto a água e tão invisível quanto o ar que respiramos, mas sem ela corremos o sério risco da barbárie, da ditadura e da tirania. Ou seja a democracia é um direito fundamental dos humanos. Ela nos projeta para uma cidadania plena, para um estado de liberdade e de opinião, que nenhum outro sistema possibilitaria. 
As elites dominantes em nosso país, colocaram em curso um processo de golpe aos anseios democráticos do nosso país, tentando implantar uma crise política e de quebra da governabilidade da atual presidenta Dilma Rousseff. 
O Deputado Eduardo Cunha, réu no STF, presidiu um escandaloso e demorado ritual de votação contra o governo da presidenta Dilma. Ficou claro que existe na vida política brasileira um grupo de políticos corruptos que abandonaram qualquer principio de razão, ética ou de democracia e se agruparam em um grande bloco de ataques as conquistas históricas do povo brasileiro, entre elas, o direito democrático. Como estamos percebendo com a reação internacional, o golpe contra a democracia brasileira poderá marcar profundamente a história recente do nosso país.


Imagem extraída do portal: redemundonoticias.com

"Diversos líderes da América Latina têm se manifestado contra a iminência de um golpe no Brasil. Por trás das campanhas midiáticas a favor do impeachment de Dilma e da prisão do ex-presidente Lula, ganha força a tese de uma articulação de interesses estrangeiros com movimentos de direita para desestabilizar governos de esquerda no continente. Um muro no Uruguai foi pichado com as frases "Não ao golpe no Brasil" e "Dilma Resiste" Na sexta-feira (18), o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, defendeu a continuidade da Operação Lava Jato, mas reiterou que não há fundamento jurídico para tirar a presidenta Dilma Rousseff do cargo. Segundo ele, a líder da nação demonstra, pelo contrário, um claro compromisso com a transparência institucional e com a defesa dos ganhos sociais alcançados pelo país na última década. (www.redemundonoticias.com)

Ainda nesse mesmo artigo destacou-se a reação de governos dos seguintes países: Uruguai, Bolívia, Venezuela, Equador, Argentina, todos contrários e conscientes de que se encontra em curso, no Brasil uma tentativa midiático-jurídica e política de golpe que afeta profundamente aos princípios democráticos em toda a América Latina.

Imagem extraída do blog: cardosinho.blogr.br

Esse painel com uma imagem do jogador Sócrates, com uma faixa na testa om a palavra"Democracia" e a frase "No Coup in Brazil" foi exporta no dia 17 de abril em um jogo do Liverpool em que torcedores protestaram contra o golpe. Esses são alguns exemplos de reações internacionais em defesa da democracia brasileira.
No parlamento português, “O impeachment resolve algum problema dos problemas de corrupção no Brasil?” O assunto roda o mundo depois da patética votação de domingo no Congresso Federal. A deputada do Bloco de Esquerda de Portugal Joana Mortágua faz seu pronunciamento: “o impeachment é a vitória da corrupção (...) de uma direita conservadora que viu uma oportunidade para assaltar o poder. ” Repercussão internacional sobre o vergonhoso golpe do bloco de direita, contra a democracia. Vergonhoso, pois os partidos ditos democráticos, que deveriam defender a democracia, abandonaram os seus princípios e ideologias, para alimentar o ódio, a vingança e abafar os atos de corrupção de mais de 60% do Congresso Nacional (Vídeo Ninja).


Imagem extraída do blog: vermelho.org.br

Na Itália, em Roma, um grupo de brasileiros, argentinos e italianos se reuniram e fizeram um protesto contra o golpe no Brasil. Assim como na Itália, esse fenômeno aconteceu em dezenas de países em que existe grande presença de brasileiros. Demostração de que a sociedade esta atenta contra os desmandos do poder legislativo. Também em New York e em Lisboa, Estudantes e pesquisadores protestaram contra a presença de lideranças Tucanas que foram falar sobre o processo de Impeachment, com cartazes e gritos de ordem de: #NãoVaiTerGolpe  e #VaiTerLuta!

Rafael Pops, 37, um dos manifestantes na porta da casa de Antonio Patriota, em Nova York, à espera da presidente Dilma Rousseff que viajou para discursar na ONU
Imagem extraída do portal da folha de são paulo online, 22 de abril de 206.

Nesse momento, a direita e extrema-direita ficou muito preocupada com a ida da presidenta Dilma para os Estados Unidos, e como representante do Brasil no Fórum Climático da ONU poderia expor a atual situação política do Brasil, simplesmente porque a imprensa internacional já se deu conta dos riscos em que esta passando a vida democrática no Brasil. Todo o mundo já percebeu que o Congresso Nacional vem usando dois pesos e duas medidas para tratar de temas polêmicos como impedimento da presidente Dilma e não cassação de Eduardo Cunha e mais umas duas centenas de deputados envolvidos em corrupção. 
A reação internacional é clara e todos já perceberam que tanto a mídia burguesa, quanto o poder jurídico, até certo ponto, contribuem em favor desse golpe contra a democracia nacional. A direita golpista com o aval do STF, implantou um processo de impeachment contra Dilma e ela, em New York poderá esclarecer melhor esse golpe, com declarações dirigidas para todo o mundo, de dentro da reunião da ONU. Mas a presidente optou por acreditar que o povo brasileiro será capaz de derrotar os golpistas e optou diplomaticamente em falar diretamente sobre o golpe contra a democracia.
Os arautos do golpe, Temer, Cunha, Bolsonaro, Aécio, Cássio, um silêncio complacente do STF, passaram esses dias tentando intimidar a presidenta, com declarações jocosas de que ela não deve expor o Brasil e seus problemas domésticos de crise política para o mundo. Ou seja, sabem muito bem que estão sendo observados pelas instituições internacionais e latino-americanas, em relação aos seus atos de proteção a corrupção e perseguição aos direitos democráticos de mais de 54 milhões de pessoas, que elegeram Dilma Rousseff como presidente do Brasil para o seu segundo mandato. Nesse sentido, vale perguntarmos:

O que é Democracia? O que tem haver a democracia brasileira com a democracia para o resto do mundo?

Fiz questão de ir até o portal da Embaixada dos Estados Unidos da América, no Brasil e encontrei que:  "A Democracia origina-se do grego, Demos (povo), Katria (poder) assim, é o povo que detém o poder soberano sobre os poderes Legislativo e Executivo (sobre o governo)". No portal ainda aparecem alguns princípios essências para a ideia de democracia:

  • Democracia é o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, diretamente ou através dos seus representantes livremente eleitos.
  • Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade.
  • A democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a vontade da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias.
  • As democracias protegem de governos centrais muito poderosos e fazem a descentralização do governo a nível regional e local, entendendo que o governo local deve ser tão acessível e receptivo às pessoas quanto possível.
  • As democracias entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.
  • As democracias conduzem regularmente eleições livres e justas, abertas a todos os cidadãos. As eleições numa democracia não podem ser fachadas atrás das quais se escondem ditadores ou um partido único, mas verdadeiras competições pelo apoio do povo.
  • A democracia sujeita os governos ao Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos recebam a mesma proteção legal e que os seus direitos sejam protegidos pelo sistema judiciário.
  • As democracias são diversificadas, refletindo a vida política, social e cultural de cada país. As democracias baseiam-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes.
  • Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades.
  • As sociedades democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e do compromisso. As democracias reconhecem que chegar a um consenso requer compromisso e que isto nem sempre é realizável. Nas palavras de Mahatma Gandhi, “a intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático”  (http://www.embaixada-americana.org.br/democracia/what.htm).



  • Imagem extraída do portal: marchaverde.com.br

    Essa imagem reflete o quanto a justiça brasileira se cega para um dos lados do processo intitulado como "Operação Lava-Jato", pois centenas de deputados e senadores de partidos como: DEM, PMDB, PSDB, PP, PTB e de outros partidos que estão citados como diretamente envolvidos nesse esquema de corrupção, mas não são nem si quer intimados para serem ouvidos.
    Poderia ter buscado os princípios fundamentais da democracia em qualquer outro lugar. Poderia ter vasculhado o conceito de democracia em todas as cartas programáticas dos mais de 30 partidos existentes no Brasil. Destaquei aqui apenas os partidos que possuem o D de democracia em suas siglas: 1) DEM, PDT, PMDB, PSD, PSDB, PSDC. Tirando o PDT desse bloco, pois apenas seis deputados, traíram a orientação do partido em relação a implantação formal do golpe contra a democracia brasileira, os quais já foram expulsos da legenda. 
    Todos esses partidos, apresentam no resumo de sua ideologia, um compromisso direto com os princípios democráticos. isso mesmo, com esses princípios sugeridos acima. Pior ainda, alguns como o DEM, apresenta como linha ideológica central a Democracia, atrelada ao liberalismo clássico. Mas as práticas políticas desse partido são as piores que se possa imaginar, pois seus membros usam as esferas do poder, por onde passam para extrair vantagens, com implicações diretas contra os interesses sociais e públicos. O partido não respeita a coisa pública e seus membros de renome nacional, sempre aparecem em escândalos de corrupção. o Partido é um dos articuladores do atual golpe contra os princípios democráticos.
    Se vistarmos o portal do PSDB, a situação é mais grave ainda, pois o partido apresenta em sua ideologia um nítido compromisso ideológico com a Social Democracia, aos moldes de partidos social-democratas da Europa Ocidental. Ideologia que na Europa significam partidos de centro-esquerda, em defesa de políticas públicas que beneficiem toda a sociedade. Na prática, o PSDB brasileiro, esta muito mais para um partido de direita á extrema direita, com práticas conservadoras, neoliberais e de ataque direto as conquistas dos trabalhadores. Podemos afirmar que o partido adota políticas de repressão aos movimentos sociais e é um dos principais articuladores do golpe contra a democracia em sua fase atual. Basta lembrarmos a tentativa de fechamento de escolas públicas em São Paulo e desvio de dinheiro que deveria ser usado para a compra de merenda escolar, no governo tucano de Alckimin (PSDB/SP); ou da violência contra os professores e servidores públicos, no governo paranaense de Beto Richa (PSDB/PR).

     
    Imagens extraídas das redes sociais.

    O PMDB, que veio de um Movimento em defesa da democracia brasileira (MDB), em épocas da Ditadura Militar, parece que aprendeu todos os caminhos do golpismo e das traições políticas. O partido perdeu completamente a ideia de defesa dos princípios democráticos que estão como letra morta em seu estatuo. Tornou-se um partido fisiologista, em que seus membros parecem cafetões do poder, sempre na sombra, sempre nos acordos espúrios, aplicando da melhor maneira possível a lei da vantagem (Lei de Gérson). Isso mesmo, aquela propaganda do cigarro vila rica, em que o Jogador Gérson, dizia: -"Gosto de levar vantagem em tudo, certo?". Esse é o PMDB, que não tem mais nenhum compromisso com a democracia. o Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, réu no STF por crime de corrupção, decoro parlamentar e outros, sempre diz: -"Os tempos são outros". O Michel Temer (Vice-Presidente), conspira contra o seu próprio governo em plena luz do dia. Ele é o presidente desse partido e usa seu poder para acordos com os demais partidos de direita, 
    O PSD é uma fragmento do PSDB e do PMDB, além de outros deputados e senadores corruptos que não aguentavam mais ficar na oposição aos sucessivos governos do PT, então, juntou-se um grupo de deputados e senadores para fundarem esse novo partido, para pegarem alguns ministérios e secretarias especiais além da direção de algumas estatais do governo federal. Ou seja, o PSDB encontrou um jeitinho de entrar no governo federal através de um partido aparentemente novo. Na verdade o PSD é o PSDB sem o B. Todos os seus importantes nomes, já foram do PSDB, ou de partidos que são da mesma base. o D de Democracia desse partido também é letra morta, pois além do golpista é também representado por traições. O PSD fazia parte do governo Dilma até as vésperas da abertura do impeachment, mas foi para a seção da Câmara e votou contra o governo do qual fazia parte. Alguns poucos deputados, preferiram seguir a sua própria consciência e/ou a manutenção dos seus cargos e vendo que o golpe já havia passado, votaram não. Uma boa manobra, tipica de traições.
    O PSDC, tem o D de democrata em sua sigla, mas na verdade não tem nada de democrático. É um partido de extrema direita, defensor de um cristianismo evangélico conservador, de extrema direita, completamente comprometido com politicas sexistas, homofóbicas e neoliberais. Um partido extremamente conservador, que chega ao extremo de defender práticas antidemocráticas e militaristas que afrontam as liberdades individuais. Um partido também comprometido com o golpismo oportunista.
    Dito Isso poderíamos listar uma horda de partidos golpistas que abandonaram as suas ideologias, entre eles o PTB, PTN, PV, PSB, PSC, PTdoB, PTC, PHS, REDE, SD, PPS, PR, PRB,PRTB, PROS, PP, PMB, PMN, PEN. Quase todos esses partidos se encontram entre aqueles que se consideram trabalhistas, liberais, neoliberais, cristãos, e até socialistas, mais que na prática atenderam ao chamariz dos grandes partidos a serviço do Golpe. Na prática, os líderes desses partidos falam em democracia e liberdade, mas vivem como oportunistas, de migalhas dos grandes partidos de oposição ou em cargos dentro do governo e na hora H votam pela conveniência do momento e/ou pelas melhores vantagens futuras.

    O único bloco que se manteve coerente em relação aos princípios democráticos foram o PSOL, PCdoB, PT e parte do PDT. Na soma, alguns parlamentares, mesmo contrariando a posição dos seus dirigentes, também votaram contra o golpe. Acreditamos que muito mais por interesses em cargos e vantagens pessoais do que por uma ideologia e compreensão da importância da Democracia.
    O PSOL e o PCdoB, mantiveram um posição firme e coerente com o rege os seus estatutos. A defesa da Democracia como um princípio programático e pragmático para os partidos de esquerda. Mesmo existindo uma diferença fundamental entre os dois partidos, pois o PCdoB, faz parte do governo, enquanto que o PSOL é um partido de oposição de esquerda ao governo, mas seus seis deputados foram extremamente valentes em suas posições, demonstrando que não estavam defendendo os erros do governos, pois exigiam o rigoroso processo de investigação para os atos de corrupção, mas votaram #NaoaoGolpe! pois se tratava de um golpe contra a democracia brasileira. O PSOL reafirmou a sua posição em defesa dos interesses da classe trabalhadora, contra os projetos de Terciarização, de Ajuste Fiscal, de Reforma previdenciária que tira direitos e de políticas sexistas, homofóbicas e de ataque aos direitos das mulheres, dos negros, indígenas e em defesa da reforma agrária.

     
    Imagem extraída do blog: paraalemdocerebro.blogspot.com


    Imagem extraída de mst.org.br 

    Golpistas da direita conservadora, aprendam com essa mulher chamada Democracia, respeitem essa mulher chamada Democracia, pois ela representa um ponto civilizador entre a tirania e a barbárie. Respeitem a Democracia pois ela se nega a viver na prisão dos hipócritas e derrotados. Querem espaço na política respeitem as regras do jogo. Se organizem para convencer o povo, convençam de que são capazes de representar o povo. Respeitem o voto popular, a vontade de escolha da população, respeitem as regras da democracia, pois na atualidade não existe espaço para o golpismo barato em que as elites de direita acham que ainda vivem na década de 60, acobertados por potências capitalistas e por forças armadas leais aos interesses de entreguistas. Os tempos são outros e com eles estamos exercitando a sociedade da informação e de exposição pública do contraditório, em favor da verdade dos fatos, as mentiras não se sustentam por muito tempo e farsistas, golpistas, corruptos não passarão!


    Imagem extraída de esmaelmorais.com.br 


    VIDEOS SOBRE O GOLPE:

    Vídeo de Deputada Portuguesa
    A Verdade sem manipulação
    Contra o golpe farsista

    Fontes:
    http://olharesgeograficos.blogs.sapo.pt/geografia-cultural-e-teorias-liberais-8201
    http://www.infoescola.com/curiosidades/lei-de-gerson/
    http://www.embaixada-americana.org.br/democracia/what.htm
    http://guarabira50graus.blogspot.com.br/2016/03/a-democracia-nossa-de-cada-dia.html
    http://www.redemundonoticias.com/#!Am%C3%A9rica-Latina-se-levanta-contra-o-golpe-no-Brasil/cjds/56f35f2e0cf26be41bd899e9
    http://cardosinho.blog.br/politica/torcedores-do-liverpool-protestam-contra-golpe-no-brasil/
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1763586-dilma-e-recebida-em-nova-york-com-protesto-contra-impeachment.shtml