sexta-feira, 26 de novembro de 2010

tudo se mistura

encontrando textos nos porões da internete esse é mais um daqueles textos antigos que já havia dado como perdido, mais na net nada se perde, tudo se mistura...
http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/F059693DC8F0E34F03256FDD0047C64D/$File/NT000A6582.pdf

sábado, 23 de outubro de 2010

I Congresso de Ciências Jurídicas

Centro Acadêmico promoverá 1º Congresso Jurídico no Campus III da Universidade Estadual


Seg, 13 de Setembro de 2010 14:31

A cidade de Guarabira, que abriga o Campus III da Universidade Estadual da Paraíba, será receptáculo do 1º Congresso Jurídico do Centro de Humanidades (CH). Destinado a estudantes e profissionais da área, o evento acontecerá de 17 a 19 de novembro, está sendo realizado pelo Centro Acadêmico de Direito Professor Antonio Cavalcante da Costa Neto (CADI) e trará o tema Direito Público Contemporâneo: Novos Desafios.

Compreendendo a Universidade como um espaço privilegiado para a discussão e para a produção científica, o CADI propõe uma estrutura de evento que incentive à publicação de projetos tratando do tópico central, através dos Grupos de Trabalho (GT'S) e oficinas ofertadas no Congresso.

Entre as oficinas, destacam-se: Normatização de trabalho acadêmicos; Noções básicas de petição inicial; Noções Básicas de Direitos Humanos; e Direitos Fundamentais. Já as conferências percorrerão diversos assuntos, a exemplo de Direitos Humanos e Democracia, Direito Penal e Estado de Direito, Direito Ambiental, Processo Político e Reforma Constitucional.

Detentor de uma vasta programação, o Congresso contará com nomes de relevo no cenário jurídico paraibano da atualidade, como Agassiz Almeida Filho, Antônio Cavalcante da Costa Neto, Bruno César Azevedo Isidro, Danielle da Rocha Cruz, Hugo César Gusmão, Talden Queiroz Farias e Romulo Palitot.

Para inscrições e maiores informações, acesse o endereço http://conjurch.blogspot.com/

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Movimento Negro faz duras críticas a intolerantes religiosos na Paraíba

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

http://pizzariadoze.blogspot.com/2010/10/tiro-no-pe-maranhao-recebe-severas.html

Tiro no pé - Maranhão recebe severas críticas por racismo e intolerância religiosa

REPÚDIO À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E AO RACISMO NA PARAÍBA, NO TOCANTE ÀS AGRESSÕES SOFRIDAS PELAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA NA PARAÍBA

Nos últimos dias (07 e 10 de outubro) tem circulado material anônimo (impresso, e-mails e vídeos na internet) desqualificando e desrespeitando as religiões de matriz africana com a divulgação de imagens associando-as ao culto de “entidades demoníacas”. Acrescenta-se o fato de que estas mensagens associam pessoas negras como praticantes do “satanismo”.

Essa manifestação (covarde, discriminatória, racista e intolerante) tem explícito intuito eleitoreiro, uma vez que vincula-se um dos candidatos ao cargo de governador da Paraíba como adepto das práticas “satânicas” afirmando que o mesmo estabeleceu um acordo com o sobrenatural para garantir sua vitória eleitoral. Esse tipo de atitude apenas serve para desvirtuar as questões importantes de uma campanha eleitoral, que deve se pautar por um debate de propostas para a sociedade e não lançar mão de práticas discriminatórias e intolerantes, que distorcem imagens, reforçam/reproduzem preconceitos e constroem discursos injuriosos. [1]

As imagens utilizadas são de uma sacerdotisa/Ialorixá, de alguns representantes do movimento social negro paraibano e de gestores/as públicos. Todas as pessoas que aparecem nos materiais divulgados estavam numa escola pública de João Pessoa, realizando a abertura de evento público, no qual se discutia a Intolerância Religiosa na Paraíba. Nesse evento a participação do poder público, com a presença do então prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho e da Secretária de Educação, Ariane Sá, que exerciam o dever como administradores públicos, buscando “incentivar o diálogo entre movimentos religiosos sob o prisma da construção de uma sociedade pluralista, com base no reconhecimento e no respeito às diferenças de crença e culto”, conforme orienta o Plano Nacional dos Direitos Humanos III.

Não querendo adentrar as questões políticas eleitorais, manifestamos nosso REPÚDIO aos que não respeitam a diversidade religiosa e aos que querem restringir o direito de se vivenciar as religiosidades afrobrasileiras. Primeiro endemonizando racialmente seus praticantes, ao criar uma associação intrínseca entre negritude e satanismo. Segundo, colocando um vídeo que permaneceu na internet por algumas horas. Terceiro, produzindo panfletos que foram entregues aos moradores de alguns bairros de João Pessoa. Quarto, enviando e-mails com conteúdos difamatórios e discriminatórios.

A divulgação desse tipo de informação distorce a importância histórica e cultural das religiosidades negras, das sacerdotisas/ialorixás que são guardiãs da memória de povos arrancados do continente africano e foram escravizados no Brasil, e tenta impor uma visão de que a religião dos orixás é falsa, satânica e com prática restrita a população negra. Difundindo, portanto, uma postura intolerante, discriminatória e racista.

Além da forma preconceituosa, discriminatória e intolerante pelo qual se referiam as religiões afrobrasileiras, destacaram vários monumentos artísticos, ditos como “estátuas”, e como materialização da “consagração de nossa capital paraibana ao satanás”. O autor (ou autora) desse material discriminatório, mais uma vez, mostra-se sem condições de cumprir as regras de convivência respeitosa e descumpre vários marcos legais que regulam a vida em sociedade, de maneira, que cabe a nós, grupos, núcleos, articulações e organizações negras na Paraíba destacar alguns dos muitos preceitos legais que foram desrespeitados e exigir a punição legal dos responsáveis pela elaboração e distribuição do material que discrimina as religiões de matriz africana:

“Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos, conforme consta no Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948);

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: Inciso VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, asseverado no Artigo 5º da Constituição (Cidadã) de 1988;

“Serão punidos, na forma desta Lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, determinações do Art. 20 da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997.

Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa, conforme determinações do Art. 20 da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997.

Sem dúvida, vivemos num sistema democrático dotado de mecanismos para combater práticas intolerantes e racistas, como a mencionada no material divulgado na Paraíba que demoniza as manifestações religiosas de matriz africana, e não podemos assistir este tipo de ataque. Os/as responsáveis por semelhantes atos de preconceito, discriminação racial, intolerância devem ser submetidos/as ao rigor da lei para serem julgados/as. Assim se fortalece a prática republicana e democrática brasileira, afinal, todos, inclusive a população negra, tem direito de ter direitos.

Por tudo isso, nós, ativistas na luta antirracista e, que compomos grupos, núcleos, articulações e organizações negras na Paraíba dizemos não à INTOLERÂNCIA RELIGIOSA e ao RACISMO, bem como exigimos respeito a nossa história, nossa cultura e as nossas expressões religiosas.

Assinam:

Articulação da Juventude Negra – Paraíba
BAMIDELÊ – Organização de Mulheres Negras na Paraíba
FICAB: Federação Independente de Cultos Afrobrasileiros do Estado da Paraíba
Instituto de Referência Étnica-IRE
Movimento Negro Organizado da Paraíba/MNO-PB
Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB/NENN
Rede de Mulheres de Terreiros

terça-feira, 28 de setembro de 2010

MARINA SILVA E O VELHO QUE LIA ROMANCES DE AMOR

MARINA SILVA E O HOMEM QUE LIA ROMANCES DE AMOR


Por Belarmino Mariano Neto (belogeo@gmail.com)


Esse artigo é fruto de um caloroso debate articulado a partir de um texto escrito por Joana belarmino no portal Luis Nassif - http://blogln.ning.com/profiles/blogs/o-velho-que-lia-romances-de?xg_source=activity – no qual Joana tenta fazer uma articulação entre a Candidata Dilma Ruseff/Lula/PT com “ O velho que lia romances de amor”. Fiz um contra-ponto e articulo uma outra versão aos fatos, colocando no centro do romance a candidata Marina Silva – PV. Outro ponto, agora de concórdia é quanto a mídia burguesa e seu raio de ação desferindo ataques sombrios contra a Ex- Ministra Dilma, meios de comunicação que Joana unifica em uma espécie de Partido da Imprensa Golpista – PIG.

O autor chileno Luis Sepúlveda, dedica a Chico Mendes, guerreiro amazônico um dos mais belos escritos românticos, em prosa descritiva e perceptiva. É importante observar que o velho eremita que vive na floresta e que lê romances de amor, nos lembra bem mais, outra candidata a presidente, também amiga pessoal de Chico Mendes e que teve oportunidade de aprender a ler em objetos de papel só após 16 anos de idade. Marina Silva se relacionaria melhor nas observações feitas por Joana Belarmino.

Tive oportunidade de conhecer e fazer amizade com um antropólogo acreano conhecido por Mauro Almeida/UNICAMP. Ele também foi amigo de Chico Mendes e é amigo de Marina Silva. Em suas aulas sobre Antropologia, território e identidade, ele contou um pouco de suas experiências na floresta. Com os caçadores, com os seringueiros e com as suas leituras em plena selva. Ele contou que havia uma geladeira velha, na qual depositava seus livros de pesquisas, entre eles: alguns romances, obras marxistas e antropológicas.

Marina Silva se serviu de sua geladeira de livros, e possivelmente traga em suas análises afiadas, um pouco desse romance real. Não como segunda pele, mas como primeira pele. Quando a gente fala da epiderme do ser é como tratar da essência, elementos que transcendem a própria lógica formal, pois estamos diante de dinâmicas cognitivas utilizadas pelo pensamento analógico.

Acho que a colagem feita por Joana Belarmino quando faz sua dura crítica a imprensa burguesa é correta, mas a comparação entre o velho que lia romances de amor e Dilma/Lula está descontextualizada, pelo simples fato de que diferente de Lula, estrategista emocional, Dilma não convence nem a si mesma. Essa é uma opinião não da mídia burguesa, mas de muitos intelectuais e de pessoas simples com as quais a gente encontra e tabula conversas políticas típicas de nossa frágil democracia.

Assisti algumas entrevistas de Dilma e li algumas de suas opiniões espalhadas pela mídia burguesa, ou simplesmente, por canais alternativos de imprensa, blogosfera e sites livres. http://www.youtube.com/watch?v=8wIlFaF2r4c Me estranha suas posições sobre o meio ambiente e sobre a literatura. http://www.youtube.com/watch?v=qWgol6I-YpY&feature=related . Como a tratada aqui do artigo de Joana Belarmino. Fico pensando, será que Dilma já se deu ao trabalho primitivo de lê esse belo romance?

Concordo com uma coisa, atos falhos são psicologicamente normais, pois representam o que de fato a gente pensa sobre determinadas questões. Atos falhos sequenciais comprometem a personalidade do individuo em questão. Por outro lado, quando lemos Levy (1993), o mesmo argumenta que a dinâmica do pensamento nos dias atuais relaciona-se a um processo cognitivo coletivo. Nesse sentido, preocupa-me querer culpar o PIG, pelos atropelos da escolha presidencial petista. Sabemos que a esquerda moderna, chegou ao poder pela via da direita, cheia de boas intenções. Sabemos também que para o PT chegar ao poder, precisou fazer uma limpeza ideológica em seus quadros (marxistas, leninistas, trotskistas, maoístas, ghevaristas, etc.), os últimos fundaram o PSOL de Heloisa Helena e seus companheiros.

Acho que precisamos de um segundo turno, não por vontade da imprensa burguesa, mas por vontade popular, pois o personagem que vive na floresta e lê romances de amor é Marina Silva. Acho que também na visão de Boff, Caetano, Betânia, Adriana Calcanhoto, Lenine, Pedro Simom e Dona Eulália, 73 anos, professora aposentada e que disse: “Marina é frágil, mas tem muita fibra. Vi sua entrevista no Bom dia Brasil, ela me convenceu, e eu nem ia votar este ano”.

Será que a história da vida de António José Bolívar foi inspirada em Chico Mendes? Quem conhece a história de Chico e entra no universo do velho que lia romances de amor, percebe e se envolve com o respeito pela natureza e aos povos da floresta. Esse mundo verde, que alimentou a ficção de AVATAR, é preconizado no romance de Marina Silva, em sua UTOPIA ATIVA, em uma missão quase impossível. Mas a onda verde vem pegando velocidade, podendo virar tsunami político, quase que em uma reação de viragem ecológica. Algo como “um vendedor de flores que ensina seus filhos a escolher seus amores” (Ana Carolina). Não gostaria que atribuíssem a imprensa burguesa tal fato, pois Marina só tem um minuto de TV e o mesmo espaço na imprensa que os demais candidatos. No entanto, vejo uma montanha de internautas reinventando silenciosamente uma nova maneira de fazer política.

Quanto às rugas ou verrugas no espaço-tempo, sequestro de Lula e Dilma, acho que o PIG não precisará de nada disso, pois a escolha de Dilma é um erro que deve ser atribuído aos dirigentes do PT, dos quais Lula é apenas um, mesmo que seja o principal.

Gostaria de ter visto no artigo outros personagens de o velho que lia romances de amor, entre eles o venal Barbosa e sua absurda lógica de extorsão, típica do modelo político brasileiro. Eleições corrompidas pelo álcool, pela compra de votos e fichas sujas, aparecem no romance do chileno Luis Sepúlveda. Em nossa realidade estas fichas sujas viram fichas limpas na boca do nosso líder operário. A direita recebe de presente todas as munições que Lula/Dilma e seu grupo de continuidade no poder, não poderiam dar ao PIG.

Quem é Bolivar, além de um leitor de romances de amor? Profundo conhecedor de todos os sistemas vegetais, animais e hídricos da floresta. Conhecimento romanceado ao longo da vida, dos ritos e da lida. Marina Silva, agora no PV, vive esse romântico e livre mundo em que a consciência contribui para as grandes decisões coletivas. Independência que passa pelo poder de escolher seus homens e mulheres, para o ministério de um governo nascido do coração dos povos da floresta, da caatinga, do cerrado, da mata atlântica, pantanal, araucárias e dos pampas gaúchos.

Quem são os inimigos? Isso fica para os futuros leitores de “O velho que lê romances de amor”. Faço questão de aqui colocar o velho como o que lê romances de amor, pois estou na casa dos meus quarenta e seis anos de idade, enquanto aquele velho, só de floresta já tinha 40 anos. Os velhos e as velhas, os jovens e as jovens devem enveredar pela sugestão de leitura da irmã Joana Belarmino e verão que a candidata que melhor se relaciona com o romance é Marina Silva, filha da floresta, agora uma guerreira AVATAR que já conseguiu um verdadeiro exercito verde e isso será irreversível na vida política cultural, social e ambiental desse pais.

Assim como Lula da Silva, filho de Brejeiros do Agreste pernambucano, Marina Silva é neta de cearenses retirantes e filha da floresta, leitores e construtores de um romance sem precedentes na história desse país que já tem uma nova história para contar.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

“Pelo Direito à Terra e à Soberania Alimentar”

Centro de Humanidades promoverá seminário “Pelo Direito à Terra e à Soberania Alimentar”

Seg, 23 de Agosto de 2010 15:22


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O Centro de Humanidades (CH) da UEPB, em Guarabira, promoverá o Seminário Diocesano sobre o Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra, em parceria com a Diocese daquele município. O evento acontecerá nesta quinta-feira (26), a partir das 8h, no Auditório do CH, sob a temática “Pelo Direito à Terra e à Soberania Alimentar”. O Seminário busca discutir com os mais diversos segmentos da sociedade civil o tópico da propriedade rural, tendo em vista, igualmente, que haverá um plebiscito entre os dias 01 e 07 de setembro, organizado pela Diocese de Guarabira através das Pastorais Sociais.

Consta na programação, a presença do bispo diocesano Dom Lucena, Monsenhor Luis Pescarmona e da comunidade quilombola Caiana dos Crioulos, advinda da cidade de Alagoa Grande (PB). O professor e diretor do CH, Belarmino Mariano Neto e a coordenação estadual da Comissão Pastoral da Terra - que abordará o tema “Limite da propriedade da terra: um direito do povo, um dever do Estado” - também estarão presentes.

O Centro de Referência em Direitos Humanos do Agreste da Paraíba (CRDHA/PB) está contribuindo com o evento, bem como com promoção e defesa dos Direitos Humanos. Implementado no Centro de Humanidades em Guarabira, em março de 2010, o CRDHA funciona graças a uma parceria entre a UEPB e a Secretaria Especial de Direitos Humanos.

O objetivo geral do projeto compreende a instalação de um Núcleo Fixo de atendimento na cidade de Guarabira e o desenvolvimento de ações itinerantes através de quatro núcleos móveis. Os objetivos específicos envolvem o atendimento a cerca de 6 mil pessoas no período de execução do projeto; prestação de assistência jurídica nos casos necessários, priorizando a mediação; orientação de cidadãos sobre seus direitos; e construção de uma Rede de Direitos Humanos no Agreste da Paraíba.

Juliana Rosas

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Estudos Demográficos e Econômicos

Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
Centro de Humanidades
Departamento de Geo – História - Curso de Licenciatura Plena em Geografia
Disciplina: Estudos Demográficos e Econômicos
Professora: Belarmino Mariano Neto (belogeo@yahoo.com.br)
http://observatoriodoagreste.blogspot.com
Carga Horária Total: 132h/aulas Ano: 2010.2

PLANO DE CURSO

I – EMENTA
Evolução da vida na Terra. As sociedades comunitárias. A população mundial. Teorias Demográficas. Malthus. Crescimento demográfico. Os movimentos populacionais. A Política demográfica. População e atividades econômicas. População rural e urbana. A transição Demográfica. A população brasileira. Taxas de natalidade e mortalidade. Índices de crescimento. Expectativa de vida e de qualidade de vida das populações. O homem como produtor e consumidor e Desenvolvimento. Os sistemas econômicos-sociais e a organização do espaço. Aplicação dos estudos populacionais e econômicos ao espaço brasileiro.

OBJETIVOS

II – OBJETIVOS GERAIS:
Caracterizar as diversas formas de ocupação do espaço terrestre pelo homem e a utilização dos recursos disponíveis e a sua distribuição geográfica. Analisar a evolução dos sistemas sócio-econômicos e as formas de organização do espaço geográfico elaborado a partir da relação sociedade natureza.

III – OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Desenvolver no aluno a capacidade de análise e compreensão dos diferentes momentos que atravessou a evolução dos sistemas sócio-econômicos e a organização do espaço geográfico mundial.
Levar o aluno a compreender o papel desempenhado pela sociedade na produção do espaço geográfico.

IV – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1 – ASPECTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS
DA GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO;
1.1 Conceito de população.
1.2 Geografia da População. Demografia e suas relações com as ciências sociais.
1.3 Fontes de dados para os estudos populacionais.
1.4. Evolução da vida na Terra. As sociedades comunitárias.

2 – EVOLUÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DA POPULAÇÃO
NO ESPAÇO GEOGRÁFICO
2.1 A população mundial: dinâmica do crescimento, fecundidade, natalidade, mortalidade,crescimento vegetativo
2.2 Explosão e implosão demográfica
2.3 Composição por sexo e idade, pirâmide etária.
2.4 Estrutura etária da população brasileira.
2.5 Grupos étnicos.

3 – MOBILIDADE DA POPULAÇÃO
3.1 Migrações populacionais no Brasil.
3.2 Tipologia das migrações.
3.3 Causas e conseqüências da migrações.
3.4 A emigração.
3.5 Êxodo urbano e rural.

4 – POLÍTICAS DEMOGRÁFICAS
4.1 A teoria Malthusiana.
4.2 A teoria Antimalthusiana.
4.3 A teoria Neomalthusiana.

5 – POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.
5.1 População economicamente ativa e inativa, rural e urbana.
5.2 As diversidades de formas de trabalho.
5.3 A estrutura social por atividade econômica
5.4 Distribuição de renda

6 - INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS ECONÔMICOS
6.1 - O homem como produtor e consumidor e o desenvolvimento.
6.1.1 Alguns modelos de sociedades, formas de organização social, econômica e política e as suas transformações.
6.1.2 O modelo escravista da Antiguidade.
6.1.3 O modelo feudal europeu.
6.1.4 O modelo capitalista mercantilista colonial europeu.
6.1.5 O modelo capitalista urbano industrial europeu.

7 - SISTEMAS ECONÔMICOS
7.1 - Os Sistemas Econômico-sociais e a produção do Espaço geográfico
7.1.1 Características do Espaço geo-econômico
7.1.2 Características do Espaço Geográfico: Espaço rural e urbano
7.1.3 A relação homem-natureza e sociedade natureza
7.1.4 A divisão internacional do Trabalho e os Desníveis de Desenvolvimento
7.1.5 Colonização

8 – O MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA
8.1 A Revolução Industrial
8.2 Pré-Condições
8.3 A Grã-Bretanha como líder da Revolução Industrial
8.4 As condições de trabalho nas unidades de produção
8.5 Acumulação Capitalista – mais – valia

9– GLOBALIZAÇÃO
9.1 Capitalismo e Socialismo
9.2 A mundialização da economia
9.3 O espaço técnico – científico
9.4 A formação dos grandes blocos econômicos
9.5 Capitalismo central e capitalismo periférico
9.6 O Brasil no contexto da Globalização

V – METODOLOGIA - ESTRATÉGIAS DE ENSINO
Trabalho em grupo, seminários, pesquisas de campo, exposições de textos produzidos, pesquisas bibliográficas, formação de banco de dados, interpretação de textos e mapas. Excursões, exposições fotográficas, aplicação de questionários em comunidade, extensão.

VI – RECURSOS TÉCNICO-PEDAGÓGICOS
Utilização de mapas, vídeos, retroprojetor, leitura e estudos dirigidos, aulas expositivas, excursões para locais de estudos, construção de relatórios de campo.

VII – AVALIAÇÃO
Relatório de campo em excursões, debates, provas, trabalhos práticos, questionamento oral e observação do desempenho.

VIII – REFERÊNCIAS

ANDRADE, Manuel Correia. Geografia Econômica. 7.ed. São Paulo: Atlas, 1981.
BEAUJEU-GARNIER, J. Geografia de População. 2.ed. São Paulo: Nacional, 1980.
BRETON, Roland J.-L. Geografia das Civilizações. São Paulo: Ática, 1990.
CLAVAL, Paul. A geografia cultural. Florianópolis: UFSC, 1999.
DAMIANI, Amélia. População e geografia. São Paulo: Contexto, 1991.
GOMES, Horieste. A Produção do espaço geográfico no capitalismo. São Paulo: Contexto, 1990.
RODRÍGUEZ, Sonia Montiel; COTILLA, Francisco Trilla. Geografía de la población. Havana: Universidad de la Habana, 1986.
WETTSTEIN, German. Subdesenvolvimento e geografia. São Paulo: Contexto, 1992.
HUBERMAN, Leo.“História da riqueza do Homem” Zabar Editores – R.J – 1982.
MARX, Karl. “A oriegem do Capital – a acumulação primitiva” Global Editora – Coleção Bases - S.P. 1979.
IANNONE, Roberto. “ A Revolução Industrial” Ed. Moderna - S.P. – 1998
IBGE – Dados referente ao Censo 2000

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Proposta para criação do Observatório do Semiárido Brasileiro

Evento em Campina definirá criação do Observatório do Semiárido Brasileiro

Objetivo é envolver todas as instituições relevantes no desenvolvimento sustentável da região

Por Aline Guedes

O Instituto Nacional do Semiárido (INSA), com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Agência Nacional de Águas (ANA), realiza, nos próximos dias 29 e 30 de julho, no Garden Hotel de Campina Grande (PB), a Oficina Interinstitucional para criação do Observatório do Semiárido Brasileiro.

A programação reunirá atores regionais, para mobilizar sua imaginação, capacidade e compromisso em torno de uma agenda estratégica, com vistas a validar a estrutura organizativa do Observatório, sua forma de gestão e governança, bem como identificar os fatores críticos ao desempenho do Semiárido, que devem ser monitorados pela rede de observadores institucionais.

As principais funções do Observatório são: realizar estudos históricos e prospectivos para compreender o estado de vulnerabilidade atual e antecipar as possibilidades futuras de sustentabilidade da região; monitorar de forma permanente e prospectivamente os fatores críticos ao desempenho regional; promover a cultura da inovação para a convivência com o Semiárido a partir da filosofia da semiaridez como vantagem e do paradigma das oportunidades; formar talentos profissionais para o desenvolvimento sustentável da região; divulgar amplamente a informação gerada no cumprimento do seu mandato.

A área de abrangência será estabelecida dentro da Nova Delimitação do Semiárido Brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional (MI), em 2005, que inclui Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, mais a porção Semiárida dos estados do Maranhão e Espírito Santo, incluindo articulações interinstitucionais estaduais, nacionais e internacionais que viabilizam colaborações imprescindíveis dentro e fora do Brasil.

Para a Oficina a ser realizada nos dias 29 e 30, está sendo convidado o presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), René Barreira, representantes das Secretarias de C&T dos Estados que compõem o Semiárido, do MMA, ANA, Banco do Nordeste (BNB), Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), Embrapa Semiárido (CPATSA), Articulação do Semiárido (ASA), Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB), dentre várias outras importantes instituições regionais.

A proposta de criação do Observatório nasceu a partir de um estudo realizado para o Instituto, com apoio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), revisado e atualizado como referência para a discussão e ajustes pelos participantes da Oficina a ser realizada em Campina Grande. A intenção é envolver todas as universidades, institutos, centros, fundações e quaisquer entidades geradoras de conhecimento e inovações relevantes para o desenvolvimento sustentável do Semiárido. Na prática, haverá uma campanha para estimular a adesão, onde cada ator institucional deve comprometer-se com o monitoramento de pelo menos um dos fatores críticos ao desempenho regional.

?O Observatório pretende ser reconhecido, até 2020, como a principal fonte de pensamento para a formulação de políticas contextualizadas para a convivência com a semiaridez e de formação de talentos profissionais comprometidos com as potencialidades da região e com a filosofia da semiaridez como vantagem? ? destaca o diretor do INSA, Roberto Germano Costa.

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Aline Guedes
Assessoria de Comunicação
Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT)
Edifício da Associação Comercial e Empresarial
Av. Floriano Peixoto, 715 ? 2º andar Centro
CEP: 58.400-165 Campina Grande/PB
Telefone:(55 83) 2101-6409
Fax:(55 83) 2101-6403
Celular: (55 83) 8738-6208
Site: www.insa.gov.br
E-mail: aline@insa.gov.br

Professor Ab’Sáber critica revisão de código Florestal brasileiro

(Arquivo do Jornal a Tribuna do Norte), postado por Marcio Balbino.

Aziz Ab’Sáber, do alto de seus 86 anos, muitos deles dedicados à ciência no Brasil, não tem dúvidas: para ele, a revisão proposta para o Código Florestal é uma estupidez. O professor de geografia da Universidade de São Paulo criticou o limite fixo para preservação das margens de rios e a tentativa da dita “bancada ruralista” diminuir o percentual da Reserva Legal na Amazônia. O professor publicará hoje um artigo com pesadas críticas ao texto aprovado pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B). “Uma revisão do Código Florestal precisa ser liderada por gente que conhece o assunto, o que, infelizmente, não é o caso”, declarou.

Rodrigo SenaJersuylka Francis, 18 anos, se encantou com o jogo de golf e aprovou a prática esportiva
A opinião de Ab’Sáber foi emitida durante uma conferência-homenagem na 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O geógrafo brasileiro foi homenageado pela SBPC por suas contribuições à pesquisa no Brasil. “Um grande humanista”, assim foi definido Aziz Ab’Sáber, considerado referência nos estudos de geomorfologia e meio ambiente. Para o professor, o limite de sete metros e meio após a margem de rios é insuficiente. “Os revisores aplicam o espaço de sete metros da beira de todos os cursos d´água fluviais sem mesmo ter ido lá para conhecer o fantástico mosaico de rios do território regional”, afirma.

O ponto de vista de Aziz Ab’Sáber enfoca as diferenças de cada região natural do Brasil. O geógrafo tem autoridade para falar do assunto, tendo em vista ser um dos principais teóricos da classificação morfológica da geografia brasileira. Caatinga, pantanal, cerrado, araucárias, entre outros. Esses são os chamados “domínios morfoclimáticos” e todos, na opinião do professor, precisam ser considerados a partir de suas características específicas. Por isso, o “Código Florestal” deveria, nessa perspectiva, ser um “Código da biodiversidade”. “Ora, a caatinga não é floresta, o cerrado não é floresta e todas essas regiões precisam ser incluídas no código. É preciso ampliar a discussão”, declara.

Outro ponto destacado pelo professor Aziz Ab’Sáber é a tentativa de diminuir a reserva legal na Amazônia. Cada propriedade rural naquela região precisa preservar 80% de desmatamento em seu território. Segundo o geógrafo, a intenção é diminuir para 20%. “É um retrato do que já aconteceu no Sudeste, com áreas totalmente destruídas. Não podemos permitir o mesmo na Amazônia”, diz.

(Fonte: Jornal A Tribuna do Norte)
Postado por ____
Márcio Balbino Cavalcante
Mestrando em Geografia - UFRN.

Essa revisão demonstra o que a Marina Silva previa em relação as politicas ambientalistas do atual governo. Isso reforça a real necessidade de uma terceira alternativa política que possa se transformar em segunda força e ir para o segundo turno e para que a gente tenha de fato um primeiro governo ambientalista no palacio do planalto. MARINA SILVA + UM VOTO para que você chegue ao segundo turno, contrariando todas as pesquisas e elites políticas fechadas em gabinetes e querendo engolir a democracia com acordos que só prejudicam o país.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Progrma de Geografia Política e Geopolítica

Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
Centro de Humanidades (Guarabira)
Departamento de História e Geografia
Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto
belogeo@yahoo.com.br http://observatoriodoagreste.blogspot.com

DISCIPLINA: GEOGRAFIA POLÍTICA E GEOPOLÍTICA
Carga horária de 66 horas aulas/semestral

PROGRAMA DE CURSO

Ementa: Teoria e linguagens geográficas relativas à geopolítica e a geografia política. Teoria do conflito, do poder, da segurança, da nação e do nacionalismo. A geopolítica enquanto campo da ideologia. Geopolítica, imperialismo internacional e disputas territoriais. Os geógrafos universitários e espectro da geopolítica. “Geopolítica como a geografia das forças maiores”. Estado-nação e Globalização. Geopolítica, regionalização e disputas territoriais. Os conflitos do mundo, questões e visões geopolíticas. A geopolítica na América Latina. Os atuais conflitos internacionais e o papel da ONU.

Objetivo Geral: Compreender os fundamentos teóricos da geopolítica, considerando os conflitos mundiais e os poderes ideológicos das potencias internacionais.

Objetivos Específicos: Apresentar as principais categorias e princípios geográficos relativos a geopolítica; Estudar a geopolítica na perspectiva dos usos e abusos do poder; fazer estudos de casos sobre a geopolítica em escala regional; Refletir sobre geopolítica, nacionalismo e conflitos internacionais. Identificar as questões geopolíticas no contexto latino-americano.

Metodologia: Orientação e acompanhamento de leituras, debates, seminários, aulas expositivas dialogadas; oficina experimental de projetos de pesquisa e produção de textos/artigos.
Avaliação: sistema contínuo com participação direta, presencial e produção intelectual apresentada de forma escrita ou oral, contextualizada e exposta ao debate/crítico.

Conteúdo Programático
1. A construção do Pensamento geográfico na perspectiva geopolítica: Correntes de pensamentos, fundamentos teóricos e ideologias relativas a geopolítica.
2. A Geografia Política e Geopolítica: Origens e pressupostos da geografia da geopolítica, ideologias geográficas e teorias do poder, conflito e violência política. Nacionalismo e formações dos estados nacionais.
3. Geografia universitária, geopolítica e conflitos do mundo: Os geógrafos universitários e espectro geopolítico; geopolítica e guerras; relações internacionais e conflitos regionais; panorama do mundo pós Guerra-Fria; Oriente Médio; Leste europeu e disputas territoriais.
4. Geografia e geopolítica da América Latina: Violência políticas, repressão e geopolítica nas Américas; Estados Unidos e geopolítica da América Latina; O Brasil no contexto das potencias regionais.

Bibliografia:

ANDRADE, Manoel Correia de. Geografia Ciência da Sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas, 1992.
ANDRADE, Manoel Correia de. Imperialismo e fragmentação do espaço. São Paulo: Contexto 1988.
ARBEX, José. Nacionalismo. O desafio à nova ordem pós-socialismo. São Paulo: Scipione, 1997.
BRENER, Jayme. Leste Europeu – a revolução democrática. São Paulo: Atual, 1990.
BRENER, Jayme. Tragédia na Iugoslávia – Guerra e nacionalismo no Leste europeu. São Paulo: Atual, 1993.
CABRAL, Antônio. A terceira Guerra Mundial. São Paulo: Moderna, 1992.
CASTRO, Oná Elias de. Geografia e Política. Territórios, escalas de ação e instituições. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005, 304p.
CHIAVENATO, Julio J. Geopolítica, arma do fascismo. São Paulo: Global, 1981.
KARNAL, Leandro. Oriente Médio. São Paulo: Scipione, 1994.
KROPOTKIN. O Estado e seu papel histórico. São Paulo: Imaginário/ Nu-sol/PUC-SP, 2000.
LACOSTE, Yves. Geografia do Subdesenvolvimento. São Paulo; Difel, 1985.
LACOSTE, Yves.A Geografia – isso serve, em primeiro lugar para fazer a guerra. São Paulo: Papirus, 1985.
LEMOS, Inés Geraiges de.; SILVEIRA, M. L.; ARROYO, M. (Orgs.). Questões territoriais na América Latina. São Paulo: Clacso Livros/USP, 2006, 296p.
MARCONDES FILHO, Ciro. Violência Política. São Paulo: Moderna, 1990.
MARIANO NETO, Belarmino.Ecologia e Imaginário: memória cultural, natureza e submundialização. João Pessoa: UFPB/Universitária, 2001.
MARTINEZ, Paulo. Política – ciência, vivência e trapaça. São Paulo: Moderna, 1991.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Ideologias Geográficas. São Paulo: Hucitec, 1996.
MORAES, Antonio Carlos Robert Geografia Pequena História Crítica. São Paulo: Hucitec, 1991.
MOREIRA, Ruy. A crise paradigmática do mundo moderno. Rio de Janeiro: Obra Aberta, 1993.
MOREIRA, Ruy. O que é Geografia. São Paulo: editora brasiliense, 1985.
OLIC, Nelson Bacic. Oriente Médio uma região de conflitos. São Paulo: Moderna,1991.
OLIC, Nelson Bacic. Geopolítica da América Latina. São Paulo: Moderna, 1992.
OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Espaço e Modernidade – temas de geografia mundial. São Paulo: Atual, 1995.
RIBEIRO, Wagner Costa. Relações internacionais – cenários para o século XXI. São Paulo: Scipione, 2000.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal. RJ/SP: Record, 2001.
SANTOS, Milton. Da totalidade ao Lugar. Coleção Milton Santos 7. São Paulo:Edeusp, 2008, 170p.
SANTOS, Milton. Território e Sociedade. São Paulo: Perseu Abrano, 2000.
SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O BRASIL – Território e sociedade no inicio do século XXI. Rio de Janeiro, 2001, 471p.
SCALZARETTO, Reginaldo; VICENTINO, Claudio. Cenário Mundial – a nova ordem internacional. São Paulo: Scipione, 1992.

domingo, 23 de maio de 2010

A angústia do mundo numa bolha de sabão.

sábado, 22 de maio de 2010
A angústia do mundo numa bolha de sabão.

Lau Siqueira
O desafio das políticas públicas neste início de século nos remete a nossa capacidade de reflexão acerca das práticas empreendidas, dos diálogos travados e da nossa imensa capacidade de compreender a necessidade de uma ação planejada, em rede, e que se propague infinitamente. Uma utopia possível? Talvez algo bastante além disso. Logicamente que falo aqui de uma radical mudança de hábito do poder público e dos movimentos sociais no trato com as políticas públicas. Tanto no que tange às relações de interesse político quanto nas relações de poder, mais propriamente, estabelecidas cada vez que um agrupamento de reúne periodicamente pensando, equivocadamente, se tratar de um grupo. Jean Paul Sarte é muito claro ao exemplificar as diferenças. Para Sartre, basta um grupo de pessoas esperando um ônibus na parada para conceituar agrupamento. O grupo é a possibilidade de um diálogo positivo dessas mesmas pessoas em torno de um interesse comum e coletivo. Por exemplo, protestar contra o imenso atraso do Expresso 2222 da Central do Brasil que partiu direto de Bonsucesso pra depois do ano 2010.

Recentemente participei de um debate acerca da violência sexual contra crianças e adolescentes. Um debate que deveria interessar milhares de pessoas, não reuniu uma centena. Por quê? A resposta é relativamente fácil. Há um relativo cansaço acerca do jogo de cena que muitas vezes se impõe como ação de política pública. Há uma certa incredulidade quando escutamos altas autoridades, como no lançamento do projeto Vira Vida, dos Sistema S, afirmando que não existe turismo sexual na Paraíba. É como se não devêssemos nos preocupar por estarmos no estado que ocupa o terceiro lugar no ranking nacional da exploração sexual de crianças e adolescentes, perdendo apenas para Pernambuco e Rio de Janeiro. Uma vergonha que preocupa os que desejam um mundo mais afinado com os valores humanos. Estamos, na verdade, diante de um jogo de cena que passa pelas vaidades pessoais e pela submissão de organismos públicos aos interesses localizados de segmentos alheio aos trilhos e ao trem da história. Particularmente, não gostaria de fazer parte dos elos cansados desta cadeia improdutiva da desesperança. O cotidiano não permite. Até porque neste imenso jogo de interesses que cercam a verdadeira colcha de retalhos que cobre o chamado interesse público, existe uma responsabilização, sobretudo, cidadã.

Sinto-me bastante a vontade para criticar os movimentos sociais porque neles tive a minha formação e para eles voltarei antes de virar poeira de vento. Sinto-me também a vontade para exercer criticamente um cargo público pelo mesmo e bom motivo. Na verdade, a carência de quadros, tão visível na aplicação das políticas, não é mais que no resultado do jogo de interesses e vaidades que perpassa a relação dos entes envolvidos neste cenário pouco animado – mas, ainda bem, não de um todo desanimador. Se a falta de quadros nos movimentos sociais é bastante visível por termos ainda os mesmos “melhores quadros” de vinte anos atrás, também é verdade que no olho do furacão desses movimentos existe uma imensa guerra de vaidades que sufoca as possibilidades de surgimento de novos quadros. Isso tudo se reflete nas mazelas da administração pública, onde a profissionalização ainda é um tabu a ser superado. Afinal, a luta pelo poder e, principalmente, pela partilha do poder, não se dá apenas no âmbito partidário.

No exercício das políticas públicas, mais propriamente na administração pública exercida nos três níveis (municipal, estadual e federal), confesso que houve um inegável avanço (com ampla contribuição dos movimentos, reconheçamos) em termos de amparos legais e de vontade política de implementação. O governo Lula, com todos os erros cometidos, fez a diferença neste sentido. É inegável essa constatação. No entanto, a consolidação das políticas públicas ainda padece de uma radical mudança de cultura administrativa simbolizada pelo paletó na cadeira vazia. O parasitismo eleitoral ainda é uma sombra rondando os cargos comissionados em todos os níveis e desníveis. Afinal, foi a presença ausente do poder público durante décadas e décadas que permitiu, por exemplo, que o tráfico ocupasse o lugar do Estado nas periferias do mundo. Muito especialmente deste nosso sofrido mundo latino. Esse mundo que late aqui em João Pessoa, em comunidades como Taipa, Porto de João Tota e outras. Pelo visto, não estamos ainda perto de uma saída porque sempre que há uma luz no fim do túnel, parece, vem uma locomotiva e apaga a possibilidade de seguirmos em frente. Dominar os freios e a aceleração da locomotiva é o nosso desafio cotidiano.

Não pretendo com isso determinar a desesperança. Muito pelo contrário. Apenas desejo lembrar que a esperança que acredito é aquela preconizada por David Cooper: “Não existe esperança. Existe uma luta. Esta é a nossa esperança.” E a minha esperança vai sempre ao encontro dos que lutam contra a impunidade que ainda coloca em xeque o jogral de interesses que se esconde por debaixo das togas e dos gabinetes de administração do Produto Interno Bruto, seja na área pública ou privada. Minha esperança segue em busca dos que ressurgem todo dia do topo de uma indignação que nada mais é que o mais profundo alicerce da cidadania acometida de lágrimas lúcidas. O cumprimento das leis está submetido aos interesses políticos. Os interesses políticos estão submetidos ao interesse econômico. E assim, “meus heróis morreram de over dose e meus inimigos estão no poder.” Nos governos, estão bons e maus executores, mas, reconheçamos que o poder não mudou de lugar nos últimos quinhentos anos de história brasileira.

Para seguir em frente, um único combustível é necessário: o tesão de tomar o caldo de batatas das nossas incapacidades, refletir sobre a desesperança dos que não vislumbram sequer a luz da locomotiva ilusionista das mudanças radicais... E seguir em frente, “adelante siempre”, endurecendo sem perder a ternura jamais, desacomodando os acomodados. Dignificando os indignados. Tudo dentro dos limites sempre esgotados da paciência coletiva. Pensando que cada um e cada uma de nós, respira o mesmo ar rarefeito das mesmas impossibilidades que ressurgem a cada paradigma que se esvai pelo ralo das emoções fugidias, dos que não pediram para nascer e muito menos para estar expondo suas inocências nas rotas mais violentas da sociedade contemporânea. Se é verdade que avançamos, também é verdade que temos um longo caminho. Porque felicidade só vale quando repartida. Já estamos cheios das alegrias efêmeras e das encenações que buscam a mídia, não para responsabilizá-la quando às suas culpas no quadro das imutabilidades que precisam ser destruídas. Mas, no amparo de certas vaidades impúberes que precisam ser reconhecidas e desmascaradas para que o mundo avance em nossas aldeias, para um patamar menos injusto. É como se nossas angústias de mudar nossas pátrias comuns estivessem cercadas pela delicadeza de uma bolha de sabão imersa em valores visíveis e invisíveis. O jeito é seguir em frente. Manter a firmeza dos princípios e colher as certezas do infinito.


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sexta-feira, 21 de maio de 2010

V Semana de Humanidades prorroga inscrições

V SEMANA DE HUMANIDADES

Fazendo Ciências - III MOSTRA em PEDAGOGIA

CENTRO DE HUMANIDADES/CAMPUS III GUARABIRA

DATA: 24 a 28 de maio de 2010


INSCRIÇÃO EXTRA COMO OUVINTE COM CERTIFICADO

R$ 10,00 (Dez Reais), sem os materiais do evento


EM FUNÇÃO DA GRANDE PROCURA PARA PARTICIPAR DA

V SEMANA DE HUMANIDADES, AS INSCRIÇÕES

COM MATERIAL DO EVENTO FORAM TODAS PREENCHIDAS.

NO ENTANTO, ABRIREMOS INSCRIÇÕES ATÉ O DIA 24 DE MAIO

PARA A CATEGORIA OUVINTES, EM ATIVIDADES COMO MESAS REDONDAS,

PALESTRAS E GRUPOS DE TRABALHOS (GT´s).

A INSCRIÇÃO NÃO INCLUI A DISTRIBUIÇÃO DAS BOLSAS COM

MATERIAL DO EVENTO.

O CUSTO DA INSCRIÇÃO SERÁ DE R$ 10,00 (DEZ REAIS)

E PODE SER FEITA DIRETAMENTE NA SECRETARIA

DO CENTRO DE HUMANIDADES, COM A FUNCIONÁRIA ELISANGELA.



Guarabira, 19 de maio de 2010


COMISSÃO ORGANIZADORA

sábado, 10 de abril de 2010

Seminário Inovação, Poder e Desenvolvimento em Áreas Rurais do Brasil

Seminário Inovação, Poder e Desenvolvimento em Áreas Rurais do Brasil
Sex, 09 de Abril de 2010 11:17


O evento que busca reunir e analisar estudos e pesquisas de quatro estados brasileiros sobre a organização de agricultores familiares e suas alternativas sustentáveis. O encontro acontecerá no auditório do Hotel Village, em Campina Grande.


São parceiras da UEPB, na realização do evento, as universidades federais de Campina Grande (UFCG), Rio Grande do Norte (UFRN) e Rio Grande do Sul (UFRGS). O seminário tem origem na pesquisa ‘Sementes e Brotos da Transição’: Inovação, Poder e Desenvolvimento em Áreas Rurais do Brasil, desenvolvida com agricultores do Rio Grande do Sul (RS), Paraná (PR), Paraíba (PB) e Rio Grande do Norte (RN), tendo em vista a construção de alternativas viáveis para o desenvolvimento dos produtores rurais.


Ao longo de dois anos, a pesquisa vem efetuando estudos de casos e análises comparativas sobre o mundo rural entre sete grupos distintos, que avaliam temáticas acerca do turismo rural, agroindústria familiar, bioenergia, gestão das águas, comercialização e acesso a mercados, feiras locais, agroecologia, merenda escolar, entre outros.

Como coordenadora do evento, figura a professora do Departamento de Filosofia e Ciências Sociais da UEPB, Nerize Laurentino Ramos. Já o diretor do Campus III da UEPB, em Guarabira, professor Belarmino Mariano Neto, integrará uma mesa redonda como debatedor, no Grupo Turismo Rural.


Estudantes, professores e pesquisadores que não façam parte das pesquisas originárias do projeto “Sementes e Brotos da Transição” poderão participar do Seminário como ouvintes.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3310-1687, pelo e-mail seminarioipode@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
ou no portal http://www6.ufrgs.br/pgdr/ipode .

Giuliana Rodrigues

sábado, 27 de março de 2010

V Semana de Humanidades prorroga inscrições

Em Reunião realizada no dia 25 de março, a comissão da V semana de humanidades descidiu PRORROGAR o prazo para inscrição de trabalhos, até o dia 09 de abril de 2010, interessados entrar no site

http://www.dafrainformatica.com/humanidades/index.php

As demais datas estão mantidas...

Alguns procedimentos básicos:

1. pagar inscrição: Banco: Banco Real
Em nome de: Waldeci Ferreira Chagas
Agência: 1186 Nº da conta poupança: 19177865-1

2. Preencher a ficha de inscrição no site do evento e mandar recido pago escaneado para o email vhumanidadesch@yahoo.com.br. escolher minicurso. Lembrar de preencher as 3 opções de minicurso...Cada inscrição dará direito a um minicurso por ordem de inscritos....

3. Encaminhar artico para o email do coordenador do GT, caso não consiga envie para o email do evento: vhumanidadesch@yahoo.com.br

Atenciosamente,

segunda-feira, 15 de março de 2010

Agricultura Familiar

Agricultores do litoral sul da Paraíba são
beneficiados com compra direta

15h54 12/03/2010

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade "Compra Direta Local" da Agricultura Familiar, foi lançado pelo prefeito Ricardo Coutinho na manhã desta sexta-feira (12). O programa, que faz parte da Política de Segurança Alimentar e Nutricional desenvolvida pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP), irá beneficiar municípios do litoral sul da Paraíba como Alhandra, Caaporã, Pedras de Fogo e Pitimbú. Serão compradas 80 toneladas de produtos agrícolas por mês, beneficiando 239 famílias de agricultores, que terão toda a sua produção comprada pela prefeitura da Capital.

De acordo com Ricardo Coutinho, a integração e parceria com esses municípios irão beneficiar tanto os pequenos produtores dessas regiões, como cerca de 80 mil pessoas em João Pessoa, distribuídas nas entidades cadastradas, que irão receber esses produtos através do Banco de Alimentos. "Estamos lançando esse programa tão importante para os agricultores em uma cidade que tem se preocupado com o desenvolvimento da agricultura familiar, que compreende a necessidade dessa parceria e que é referência nesse processo", frisou. O lançamento do PAA ocorreu na cidade de Alhandra.

Geração de renda - O programa irá injetar na economia desses municípios mais de R$ 2 milhões em três anos, comprando diretamente ao produtor. A iniciativa está sendo desenvolvida em parceria com o Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), e conta ainda com o apoio logístico das prefeituras dos municípios produtores dos alimentos. "É necessário que logo esse programa seja ampliado, para incluir mais agricultores. Precisamos estimular a agricultura familiar que é responsável por 80% do que é produzido aqui e eliminar a dependência de outros estados, pois cerca de 80% do que a Paraíba consome hoje vem de Pernambuco, Bahia, entre outros" destacou o prefeito.

Ricardo falou ainda da intenção de se estabelecer novas parcerias com os municípios na alfabetização de jovens e adultos, e destacou os investimentos feitos pela prefeitura municipal na área da agricultura familiar, a exemplo do Cinturão Verde, que beneficia centenas de agricultores locais; a construção do centro de comercialização da agricultura familiar e as feiras orgânicas realizadas na capital.

Para o produtor rural Luiz Carlos, a iniciativa irá contribuir para que sua propriedade produza mais e melhor. "Estou feliz em ver que existem gestores públicos que se preocupam desde a saúde, educação, até a agricultura", comemorou.

Compra Certa – Nesse programa, além de terem destino certo para sua produção, os agricultores receberão assistência técnica para produzir mais e com mais qualidade. O acesso à financiamentos nas linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), é considerado mais um benefício do programa do governo Lula, em parceria com a Prefeitura de João Pessoa, que terá um enorme impacto para os agricultores das cidades contempladas e para as populações em situação de vulnerabilidade social da Capital.

Fonte: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias/?n=13324

domingo, 14 de março de 2010

NOTA DE FALECIMENTO

UEPB/CENTRO DE HUMANIDADES
GUARABIRA - PB

NOTA DE FALECIMENTO

É com pesar que anunciamos o falecimento do professor José Barbosa da Silva no dia 13 de março de 2010, por volta das 18:00H. Seu corpo será velado e o sepultamento será no dia 14 de março de 2010, em Guarabira. Para a UEPB, em especial para o Centro de Humanidades “Osmar de Aquino”, o professor José Barbosa da Silva foi um forte lutador para a consolidação do Ensino Superior em Guarabira e circunvizinhanças. Ele lecionou cadeiras como Filosofia, Sociologia e Economia em turmas dos cursos de Letras, História, Geografia e Direito. Como diretor do Centro de Humanidades (1983/91), o professor José Barbosa da Silva foi um forte ele também articulou para que a antiga FAFIG passasse pela estadualização e se tornasse UEPB. Depois também lutou pelo reconhecimento dos cursos de licenciaturas curtas de Estudos Sociais para que se tornassem graduações como as Licenciaturas Plenas em Geografia, História e Letras. Outra Luta foi pela abertura do Curso de Direito no CH. Estas são as marcas do professor José Barbosa da Silva para que a UEPB em Guarabira, se tornasse o mais importante Centro de Ensino Superior dessa Microrregião.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Centro de Referência em Direitos Humanos na UEPB

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Campus de Guarabira abre seleção para projeto do Centro de Referência em Direitos Humanos
Qua, 03 de Março de 2010 15:18


O Centro de Humanidades do campus III da Universidade Estadual da Paraíba, localizado em Guarabira, acaba de lançar um Processo Seletivo Simplificado para Formação do Quadro de Estudantes Bolsistas/Estagiários para o Centro de Referência em Direitos Humanos do Agreste da Paraíba (CRDHA-PB). Tal projeto é resultado de um convênio da Universidade com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, órgão da Presidência da República.

São oito vagas, oferecidas para três cursos de graduação do CH, assim distribuídas: Direito, cinco vagas; História, 2 vagas; Pedagogia, uma vaga. O critério para escolha dos candidatos que preencherão as vagas consistirá na análise do Curriculum Vitae e de entrevista com os mesmos, que será realizada no dia 11/03/2010 em local e hora a ser divulgado no dia 09/03/2010. O resultado da seleção será publicado no dia 12 de março de 2010.

As inscrições serão realizadas até esta sexta-feira (05), das 8h às 11h e das 13h às 17h, na Secretaria do Centro de Humanidades, situada no Bairro Areia Branca, 75, em Guarabira, mediante o preenchimento do formulário de inscrição e da entrega dos seguintes documentos: Cópia da Carteira de Identidade e do CPF; Curriculum Vitae; Declaração de matrícula a partir do 3º período matriculado e comprovante de residência.

O estágio será realizado junto ao Centro de Referência em Direitos Humanos do Agreste da Paraíba, observando a necessidade do setor onde se realizará os serviços. O prazo do estágio será de 12 meses. A jornada de trabalho relativa às funções de bolsista/estagiário é de 20 horas semanais, em horários a serem estabelecidos pela Coordenação Técnica do CRDHA-PB, compatíveis com as atividades discentes. O estágio será remunerado com uma bolsa mensal no valor de R$ 450, além de férias proporcionais e seguro contra acidentes pessoais. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (83) 3271-4080.


Confira mais detalhes no Edital e no Projeto e baixe a ficha de inscrição.

http://www.uepb.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=609:campus-de-guarabira-abre-selecao-para-projeto-do-centro-de-referencia-em-direitos-humanos-&catid=177:noticias&Itemid=410

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

SEMINÁRIO TEMÁTICO - PROGRAMA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA - UEPB

CENTRO DE HUMANIDADES

DEPARTAMENTO DE GEORAFIA E HISTÓRIA

DISCIPLINA: SEMINÁRIOS TEMÁTICOS - Energia, Meio-ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Professor(a): Belarmino Mariano belogeo@yahoo.com.br

http://observatoriodoagreste.blogspt.com

PLANO DE CURSO

1. Ementa

A evolução do pensamento ambiental. As grandes questões ambientais. A energia e suas implicações ambientais. A relação entre meio ambiente e tecnologia. A sociedade, as questões ambientais e o movimento ambientalista. Aspectos técnicos e ambientais selecionados. Estratégias para o desenvolvimento de alternativas energéticas renováveis; preocupações ambientais em relação à emissão de poluentes no meio ambiente e políticas ambientais preservacionistas.

2. Objetivo

Estudar aspectos da evolução dos problemas ambientais contemporâneos, associados à utilização intensiva dos recursos naturais (com ênfase nos energéticos), ao uso de tecnologias inadequadas e aos problemas sócio-econômicos.

3. Conteúdo Programático

I Unidade Temática

A Evolução do Pensamento Ambiental: A Ecologia: conceitos básicos; As Origens do Ambientalismo; O desenvolvimento Sustentado.

As Grandes Questões Ambientais: Os Limites Físicos; A Questão Tecnológica; A poluição do Ar, das Águas e de Áreas Urbanas; O Efeito Estufa; A destruição da Camada de Ozônio; Chuvas Ácidas; Radiações.

II Unidade Temática

A Energia e Suas Implicações Ambientais: O Balanço Energético Mundial e Brasileiro; Impactos Ambientais da Produção e uso de Energias não Renováveis; Petróleo; Gás Natural; Carvão; Nuclear; Problemas para a Produção e uso de Energias Renováveis; Hídrica; Biomassa; Solar.

A Relação entre meio-ambiente e Tecnologia.

Aspectos Técnicos e Ambientais: A Avaliação de Impactos Ambientais; A Legislação Ambiental Brasileira.

4. Metodologia

- 4.1. Estratégias de Ensino: aula expositiva; seminários; trabalhos em grupos e individuais e atividades de pesquisa.

- 4.2. Recursos Técnico-Pedagógicos: material impresso e datashow

4.3. Avaliação: oral e escrita

5. Referências

ANDRADE, Manoel Correia de. A Agro-Industria canavieira e a organização do espaço. Natal/RN: UFRN, 1990.

ANTUNES, Celso. Uma Aldeia em Perigo - os grandes problemas geográficos do século 20. São Paulo: Voses, 1985.

BARROS, Sônia e outros. A Construção do Espaço. São Paulo: Livraria Nobel S.A., 1990.

GOLDEMBERG, José. Energia Nuclear: Vale a pena? São Paulo: Scipione, 1998.

JANNUZZI, Gilberto de Martino. Políticas Públicas para Eficiência Energética e Energia Renovável no novo contexto de mercado. São Paulo: FAPESP/Editores Associados, 2000.

MAGOSSI, Luiz Roberto; BONACELA Paulo Henrique. Poluição das águas. São Paulo: Moderna, 1991.

MARIANO NETO, Belarmino. Ecologia e Imaginário. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2001.

MARIANO NETO, Belarmino; ARRUDA, Luciene Vieira de. (Orgs.) Geografia e Território - Planejamento urbano, rural e ambiental. João Pessoa, Editora Idéia, 2010.

MOREIRA, Igor. O Espaço Geográfico. São Paulo: Ed. Ática, 1998.

TARIFA, José Roberto; AZEVEDO, Tarik Rezende. Os Climas de São Paulo. São Paulo: Geousp, 2001.

REIS, Lineu Bélico dos. Geração de Energia. São Paulo: Manole, 2003.

REIS, Lineu Bélico dos.; FADIGAS, Eliane A. A.; CARVALHO, Cláudio E. Energia, Recursos Naturais e a Prática do Desenvolvimento Sustentável. São Paulo: Manole, 2005.

REIS, Lineu Bélico dos.; SILVEIRA, Semida. Energia Elétrica para o Desenvolvimento Sustentável. São Paulo: Manole, 2000.

SCARLATO Francisco Capuano.; PONTIN, Joel A. Energia para o século XXI. São Paulo: Ática, 2003.

SANTOS, Milton. O Espaço do Cidadão. São Paulo: Studio Nobel, 2001.

VICENTINO, Cláudio; SCALZARETTO, Reinaldo. Cenário mundial - a nova ordem internacional. São Paulo: Scipione, 1992.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

V Semana de Humanidades

http://www.dafrainformatica.com/humanidades/

Este é o sait para a V Semana de Humanidades.

Apresentação

A partir dos anos 60 as questões sociais e culturais do século XX se tornaram mais evidentes na sociedade brasileira, uma vez que novos sujeitos passaram a exigir direitos até então desconsiderados e assumiram as suas identidades, quebrando assim os padrões estabelecidos e desta feita passaram a construir novas ordens. Desde então, o modelo de educação e formação dos cidadãos vem passando por mudanças na tentativa de compreender, mas, sobretudo, atender às demandas colocadas pelos novos atores sociais, a exemplo das mulheres, camponeses, homossexuais, negros e indígenas. Essa realidade foi marcada pela luta e mobilização dos movimentos sociais organizados e resultou em avanços sociais e políticos, quando foram criadas leis que garantem a tais sujeitos o acesso aos direitos sociais, tendo como exemplo a educação, mas também a participação nas instâncias de elaboração e decisões das políticas públicas. Isso aponta para a escrita de novas histórias, produção de novos arranjos lingüísticos, constituição de novos desenhos territoriais e o exercício de outras práticas educativas. No entanto, nem sempre a cidadania é vivenciada plenamente, visto que o respeito à diversidade cultural que caracteriza a sociedade brasileira, ainda não é uma realidade. Logo, refletir acerca das novas ordens nos possibilitará transformar as nossas condutas e posturas e assim colaborar e efetivar, na prática, com o projeto de construção de uma sociedade pluricultural, onde as diferenças não sejam empecilhos, mas a razão para o desenvolvimento social. Por outro lado, o desafio das universidades brasileiras é permitir que a sociedade tenha acesso aos projetos de modernização, as novas tecnologias, e dialoguem com a cultura urbana, a cultura rural, compreenda o cotidiano dos povos e respeite a sua diversidade cultural. Desta feita, as instituições de ensino superior poderão contribuir com a dinâmica de transformação da sociedade e respeito à diversidade cultural. Visando com tal discussão, o Centro de Humanidades, da Universidade Estadual da Paraíba – Campus de Guarabira realiza a V Semana de Humanidades, com o tema: INTERFACE DOS SABERES, FORMAÇÃO DOCENTE E DIVERSIDADE CULTURAL. Para tanto, convidamos estudantes, professores (as), pesquisadores (as) das diferentes áreas das ciências humanas e a sociedade em geral, a refletirem sobre essa temática, e de modo efetivo se fazer presente aos espaços de discussão e debate, como palestras, mesas redondas, minicursos e grupos de trabalhos.

Grupos de Trabalho



GT-O1 - HISTÓRIAS DA ESCOLA E DA SALA DE AULA: PROBLEMATIZAÇÕES, VIVÊNCIAS E PROPOSTAS

Coordenador(a)(es)(as):
Profa. Dra. Mariângela de Vasconcelos Nunes (DGH-CH/UEPB)

Profa. Dra. Marisa Tayra Teruya (DGH-CH/UEPB)
mtayra@gmail.com

Educadores, de um modo geral, participam do consenso que existem dicotomias entre a universidade e a escola, entre a teoria e a prática, entre as propostas oficiais e as práticas docentes. Neste sentido, este GT propõe criar um espaço de aproximação e diálogo a partir de relatos de experiências de docentes, alunos e ex-alunos dos cursos de licenciatura, que possibilite a partilha dos problemas da escola e da sala de aula bem como a divulgação de práticas alternativas de ensino que se mostrem viáveis.




GT-02 - CURRÍCULO, ENSINO, IDENTIDADE E CULTURA AFROBRASILEIRA E INDIGENA

Coordenador(a)(es)(as):
Prof. Dr. Waldeci Ferreira Chagas (UEPB/CH/NEABI)
africabantos@hotmail.com

Prof. Dr. Luis Tomás Domingos (UEPB/CH/NEABI)
Profª. Doutoranda Ivonildes da Silva Fonseca (UEPB/CH/NEABI)

Por ser um espaço culturalmente diverso, a escola é um campo de possibilidades, entre as quais se destaca a construção da identidade étnicorracial. Nesse sentido esse GT se propõe a receber trabalhos resultados de pesquisas concluídas e em andamento que discutam a cultura afrobrasileira e indígena, a relação com o currículo escolar, a educação étnicorracial; além das representações nas diversas linguagens, os aspectos metodológicos e as abordagens com que os conteúdos de história e cultura afrobrasileira e indígena são tratados no cotidiano da sala de aula e nos livros didáticos das diferentes áreas do conhecimento.




GT-03 - DESVENDANDO CIDADES, (DES) CONSTRUINDO HISTÓRIA: AS CIDADES NAS FONTES DE PESQUISA

Coordenador(a)(es)(as):
Prof.ª Ms. Paula Rejane Fernandes (DGH /CH/UEPB)
paulafdes@yahoo.com.br

Prof.ª Ms. Silvia Tavares da Silva - (FIP)

O historiador interessado em investigar a cidade pode escolher para sua pesquisa diversas fontes a exemplo da literatura, dos Códigos de Posturas, do cinema, da arquitetura, dos periódicos, sejam eles revistas ou jornais, das memórias e relatos orais. Tais fontes são produzidas a partir de um lugar que permite algumas leituras sobre a cidade e interdita outras. Por isso, ao nos apropriarmos dessas fontes, devemos investigar esses lugares interessados que delimitam a cidade a qual imaginam e projetam em suas linhas, imagens traçados e vozes dissonantes. Sendo assim, reservamos esse espaço para discutirmos as diversas cidades traçadas e negadas que podem ser lidas e analisadas nas fontes de pesquisa.




GT-04 - AULA 2.0: INTERFACES ENTRE AUDIOVISUAL, CONTEÚDO WEB, TELEVISÃO E ARTE SEQUENCIAL NO AMBIENTE ESCOLAR

Coordenador(a)(es)(as):
Profº Ms. Carlos Adriano Ferreira Lima (DGH /CH/UEPB)
carlosadriano_@hotmail.com

Do ponto de vista tecnológico, em especial da internet, vivemos a Web 2.0 que seria a redefinição de um espaço cibernético pela mudança nas interações com a tecnologia e por conseqüência da sociedade. Pensando nesse conceito, e, o ressignificando para o ambiente escolar, nossa proposta de Aula 2.0 é pensar o ambiente escolar integrado com as tecnologias, em especial, audiovisuais. Temos como principais fontes os filmes, vídeos on-demand, seriados televisivos e revistas em quadrinhos esta última também pensada além do suporte impresso em sua modalidade digital. Esse Grupo Temático, dessa forma, encontra-se integrado ao que consideramos essencial na construção do saber histórico de uma sociedade midiática, afinal, o verbo assistir tão comum em nossa sociedade não encontra sua contrapartida que seria, em nossa leitura conhecer/reconhecer as especificidades de tais suportes cujo discurso passam por outras camadas do chamado texto literário.




GT-05 - ENSINO, MEMÓRIA E BENS CULTURAIS

Coordenador(a)(es)(as):
Prof.ª Ms Carla Maria Dantas Oliveira (DGH/CH/UEPB)
carlamdoliveira@yahoo.com.br

Prof.º Ms. José Élson Carvalho Lira (DGH/CH/UEPB)

Este Grupo de Trabalho tem como objetivo maior discutir as possibilidades de interação entre o ensino de História e as novas abordagens culturais na construção do patrimônio cultural material e imaterial brasileiro. Analisando o cotidiano e suas manifestações culturais enquanto práticas de representação que articulam o papel do indivíduo na sociedade e na sua construção identitária.




GT-06 - GÊNERO, DIVERSIDADE E CONHECIMENTO

Coordenador(a)(es)(as):
Prof.ª Dra. Alômia Abrantes (DGH/CH/UEPB)
prof.alomia@terra.com.br

Prof.ª Ms. Andreza Oliveira (DGH/CH/UEPB)

No âmbito das ciências e das artes vem crescendo significativamente os espaços de discussão e produção de saberes sobre Gênero e Diversidade_ etnicorracial, sexual, corporal. Entretanto, muito ainda se tem a percorrer quanto à inserção destas temáticas e suas problematizações nos diferentes níveis de ensino. Este Grupo pretende reunir propostas de pesquisa e abordagens de ensino e extensão que versem sobre essas questões e/ou que pensem estratégias para sua inclusão mais efetiva nas experiências educacionais das diferentes áreas de conhecimento.




GT-07 - GEOGRAFIA, TERRITÓRIO E PLANEJAMENTO

Coordenador(a)(es)(as):
Profª. Drª. Luciene Vieira de Arruda (DGH/UEPB/CH) (luciviar@hotmail.com)
Profº Ms. Carlos Antonio Belarmino (DGH/UEPB/CH)

Na atualidade existe uma grande preocupação em escala nacional sobre as questões sócio-econômicas, políticas e culturais no que tange aos espaços territoriais urbanos, rurais e ambientais. Destaca-se que na natureza tudo está mudando permanentemente. E a ação humana, cada vez com maior capacidade técnica de intervenção, acelera e tenciona este processo de mudança, de transformação, com conseqüências no cotidiano de cada um de nós. É, por tanto, fundamental o permanente acompanhamento deste desenvolvimento, pois a defasagem entre a realidade do espaço geográfico e a compreensão que se tem dela pode trazer muitos transtornos à sociedade e principalmente aqueles que têm a tarefa de administrar ou gerir os territórios.




GT-08 - QUESTÃO AGRÁRIA, MOVIMENTOS CAMPONESES E TERRITÓRIOS DE ESPERANÇA

Coordenador(a)(es)(as):
Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto (DGH/UEPB/CH) (belogeo@yahoo.com.br)
Prof. Dr. Antônio Alberto Pereira (DLE/UEPB/CH)
Profº Ms. Edvaldo Lima

O espaço agrário e o mundo rural é tema de interesse direto das ciências humanas, sociais, jurídicas e ambientais, pois a luta pela terra e os movimentos sociais no campo disputam territórios tanto no campo ideológico quanto no campo dos modelos de desenvolvimento e de controle sobre as terras. É interesse discutir todas as frentes de organização do movimento camponês, a exemplo das ligas camponesas, assentamentos e conflitos. Considerando novos conceitos e novas categorias de análise perpassadas pela pedagogia da terra e pelas novas cartografias dos camponeses em disputas com o agronegócio, com os latifundiários e com os modelos de desenvolvimentos impostos. Outro interesse é discutirmos os novos territórios de produção camponesa do tipo agroecológicas, orgânicas e que respeitam o meio ambiente em práticas agroecossistêmcias.




GT-09 - MEIO AMBIENTE, RECUSROS NATURAIS E PLANEJAMENTO

Coordenador(a)(es)(as):
Prof. Dr. Lanusse Salim Rocha Tuma (DGH/UEPB/CH)
lanussetuma@yahoo.com.br

Este GT abre espaço para estudos que tratem do meio físico da terra e seus recursos, estudos e pesquisas geomorfológicas, climatologia, geologia, hidrologia, planos de recuperação de áreas degradadas; relatórios e pareceres sobre impactos ambientais. Nesse sentido pode ser apresentada avaliação de potencial de recursos hídricos, bem como, a delimitação e plano de manejo de bacias hidrográficas.




GT-10 - ESTUDOS REGIONAIS SOBRE ESPAÇOS URBANOS E ATIVIDADES INDUSTRIAIS

Coordenador(a)(es)(as):
Profº Ms. Francisco Fábio Dantas da Costa (DGH/UEPB/CH)
fabioeadriana@ibest.com.br

Profª Ms. Amanda



GT-11 - LITERATURAS, IDENTIDADES E INTERCULTURALIDADE

Coordenador(a)(es)(as):
Profª Drª Maria Suely da Costa (DLE/UEPB/CH)
mscosta3@hotmail.com

Profª Drª Rosilda Alves Bezerra (DLE/UEPB/CH)
rosildaalvesuepb@yahoo.com.br)

Profº Ms. Carlos Alberto de Negreiro (IFRN)
cal_negreiro@yahoo.com.br

A questão da Identidade é um ponto relevante para os estudos literários e culturais, pois perpassa diversas interrogações acerca do sujeito e da enunciação. Os conceitos de identidade são variáveis e flexíveis conforme o campo teórico usado. Daí a existência de lacunas consideráveis sobre esse tema. A proposta visa o estudo do encontro intercultural, através das experiências textualizadas de obras literárias que focalizam o encontro entre culturas caracterizado pelo encontro ou cruzamento de perspectivas culturais, maneiras diferentes de pensar, sentir, agir, falar ou escrever. Na literatura intercultural encontram-se textualizações de encontros interculturais que descrevem experiências de passagens de fronteiras, sejam elas continentais, nacionais, regionais, étnicas, sociais, sexuais, religiosas, de gêneros, cor, idade etc. Sendo assim, interessam trabalhos que se inserem em um contexto discursivo em que os Estudos Literários se confundem com os estudos culturais.




GT-12 - LÍNGUA, LINGUÍSTICA, LITERATURA E ENSINO

Coordenador(a)(es)(as):
Profª. Drª. Iara Martins (DLE/UEPB/CH)
iaramartins@yahoo.com.br

Profª. Drª Wanilda Lacerda (DLE/UEPB/CH)
wanildalacerda@hotmail.com

Profª Drª Marilene Carlos do Vale Melo (DLE/UEPB/CH)
marilenecarlos48@hotmail.com

Com o advento da nova lei de Diretrizes e Bases, de 1996, mas, sobretudo a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais-PCN (2000), a discussão e a reflexão acerca do ensino-aprendizagem de língua materna no Brasil passam, necessariamente, a incorporar, de modo mais evidente, a contribuição dos estudos lingüísticos. Este grupo pretende, pois, refletir sobre qual a contribuição que a pesquisa lingüística pode trazer para o ensino-aprendizagem de língua materna.




GT-13 - EDUCAÇÃO, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E NOVAS TECNOLOGIAS

Coordenador(a)(es)(as):
Profª Ms. Debora Regina Fernandes (DLE/UEPB/CH)
debora_rfb@yahoo.com.br

Profª Ms. Rosilene Agapito (DLE/UEPB/CH)

Profª Ms. Regina Coely Nogueira (DGH/UEPB/CH)
recelly54@hotmail.com



GT-14 - MOVIMENTOS SOCIAIS E EDUCAÇÃO POPULAR

Coordenador(a)(es)(as):
Profª Ms. Rita de Cassia Cavalcante(DLE/UEPB/CH)
rcassiaed@yahoo.com.br

Prof. Doutorando Eduardo Jorge Lopes da Silva(DLE/UEPB/CH)
eduardojls@yahoo.com.br

Profª Ms. Luciana Silva do Nascimento (DLE/UEPB/CH)
lucnasci@terra.com.br



GT-15 - POLITICAS PÚBLICAS E FORMAÇÀO EM EDUCAÇÃO BÁSICA

Coordenador(a)(es)(as):
Profª Drª Germana Alves de Menezes (DLE/UEPB/CH)
gamenezes@uol.com.br

Profº Ms. Genivaldo Paulino Monteiro (DLE/UEPB/CH)
genivaldomonteiro@ig.com.br

Dentre as políticas publicas que se desenvolvem atualmente no Brasil, as da educação ganham visibilidade. Seu foco pode estar voltado para o educando, para o educador, e também para o processo formativo deste. Sabemos que essas políticas resultam das demandas e pressões sociais, mesmo assim, podem ganhar concretude cumprindo uma função, muitas vezes, de amainar as desigualdades e confrontos sociais. A partir desta compreensão é que este Grupo de Trabalho objetiva ser um espaço de reflexão acerca das orientações que dizem respeito aos diversos programas e projetos das políticas públicas e de suas inter-relações com o processo educativo formal, em suas repercussões para a educação básica e para a formação do educador na contemporaneidade.




GT-16 - DIREITOS HUMANOS, ECONÔMICOS, CULTURAIS E AMBIENTAIS

Coordenador(a)(es)(as):
Prof. Ms. Agassiz Filho
agassizfilh@hotmail.com

Prof. Ms. José Baptista de Mello Neto
jbaptista_neto@uol.com.br



GT-17 - POSSIBILIDADES PARA O ENSINO DE HISTÓRIA - NA PÓS-MODERNIDADE

Coordenador(a)(es)(as):
Profª Doutoranda Rosemere Olimpio de Santana (UFF)
rosemere.o.santana@hotmail.com

Profª Mestranda Eleonora Felix da Silva (UFCG)

Prof. Ms. Mestrando Leonardo Bruno Farias (UFCG)

Discutir a pós-modernidade e as suas características: a crise da identidade e a morte do sujeito moderno, causando com isso, a descrença em relação ao futuro. No entanto, tal contexto permitiu-nos construir novas possibilidades de experiências e de identidades, uma vez que, não somos mais sujeitos fixos. É neste contexto que o ensino de História aparece também como possibilidades de novas reterritorializações, como, por exemplo, reescrever a História diante desta relatividade, desta subjetividade, tomar esse fazer História como artefato, como arte de inventar o passado. Nesta, perspectiva, ser professor na contemporaneidade, inclusive de História, perpassa pela desconstrução, seja de uma História que não tem mais a função de conscientizar, seja de um planejamento que não pretende apenas burocratizar o ensino, ou de um currículo que só determina conteúdo e legitima o ensino reprodutor de relações sociais cristalizadas. Mas, de abrir espaços para a inquietação e problematização para um novo vir a ser. Este grupo de trabalho pretende, por tanto, abrir espaços para o debate e apontar algumas possibilidades para o ensino de História, tais como os Estudos Culturais e o Multiculturalismo. Rompendo com as certezas, e abrindo espaços para as múltiplas identidades e experimentações.




GT-18 - EL MUNDO SE CONSTRUYE TAMBIÉN DE LETRAS Y ARTES

Coordenador(a)(es)(as):
Profa. Dra. Marinalva Freire da Silva (DL/CEDUC/UEPB)
marinalvafreire@hotmail.com

Os objetivos principais são: reunir os profissionais que realizam atividades acadêmicas nos diversos centros da nossa região, para intercambiar as experiências de trabalho que se realizam nas áreas específicas do ensino e pesquisa da língua Espanhola e suas literaturas e abrir um foro de discussão entre professores, alunos e comunidade sobre os binômios língua e cultura - literatura e língua de modo a articular um debate maior que tenha como finalidade uma melhor qualidade na formação dos profissionais na nossa área. Eixos temáticos: Literatura, Cultura y Civilización Lexicografia Española Metodologia de la Enseñanza de la lengua española Los PCN de la lengua española Linguística aplicada a la Enseñanza de la língua española.




GT-19 - CULTURA, SOCIEDADE E RELIGIÃO NO BRASIL ENTRE OS SÉCULOS XVI A XIX

Coordenador(a)(es)(as):
Profª Ms. Danielle Ventura Bandeira de Lima (DGH/UEPB/CH)
danihistoriadora@yahoo.com.br

Profº Ms. Idelbrando Alves de Lima (UFPB/CE)
del_historia@hotmail.com

A sociedade brasileira entre os séculos XVI a XIX é cerne de estudo para vários pesquisadores que buscam compreendê-la em seus diversos aspectos, ou seja, voltam seu olhar para abordagens que levam em consideração os fatores políticos, econômicos, sociais, culturais e étnicos, bem como a análise das religiões e da religiosidade, dando ênfase para a influência indígena, portuguesa e africana nessa construção social. Diante do exposto, o presente Grupo de Trabalho “Cultura, Sociedade e Religião no Brasil entre os séculos XVI a XIX” tem por objetivo congregar trabalhos que discutam a diversidade brasileira nos períodos em questão, primando por um diálogo entre as diversas abordagens e fazendo desse espaço um momento em que os pesquisadores de períodos e abordagens distintas possam perceber e trocar conhecimento com outros pesquisadores de diferentes temáticas, contribuindo para o crescimento e o enriquecimento das pesquisas acadêmicas.




GT-20 - MEMÓRIAS, BIOGRAFIAS E AUTOBIOGRAFIAS: NARRATIVAS E ESCRITAS DE SI

Coordenador(a)(es)(as):
Bruno Rafael de Albuquerque Gaudêncio (UEPB/CEDUC)
gaudencio_bruno@yahoo.com.br

O objetivo deste grupo de trabalho é reunir pesquisas baseadas em diferentes tipologias de narrativas e fontes (histórias de vida, memórias, diários íntimos, autobiografias, biografias, entre outras), relacionando pesquisas nas áreas de história, pedagogia e literatura preocupadas em trabalhar as produções de identidades dos sujeitos e suas respectivas representações do mundo social.




GT-21 - ARQUEOLOGIA, PATRIMÔNIO CULTURAL, PRESERVAÇÃO E MEIO AMBIENTE

Coordenador(a)(es)(as):
Prof. Dr.Juvandi de Souza Santos (DGH/UEPB/CH) (SPA)
juvandi@terra.com.br

Profº Thomas Bruno Oliveira (CEDUC/UEPB) (SPA)

Em nossos dias, o entendimento do processo histórico não pode ser pensado sem a interrelação de ciências e temas, que em outrora se apresentavam de forma isolada. Neste sentido, a relação entre Arqueologia, Patrimônio Cultural e Preservação é atualíssima, não sendo possível pensar em Arqueologia sem entendê-la como o conhecimento de aspectos cultural-ambientais do homem através de vestígios que foram preservados até o presente. Assim sendo, este simpósio pretende reunir trabalhos nas áreas do Patrimônio Cultural, Preservação e Meio Ambiente.




GT-22 - CULTURA MATERIAL (ARQUEOLOGIA) E POVOAMENTO DOS SERTÕES NORDESTINOS

Coordenador(a)(es)(as):
Prof. Dr. Juvandi de Souza Santos (DGH/UEPB/CH) (SPA)
juvandi@terra.com.br

O GT visa congregar trabalhos de pesquisas no campo da Arqueologia pré-histórica e histórica, bem como, acerca do processo de povoamento/ocupação humana dos Sertões do Nordeste (interior especialmente), durante o pré e pós-contato, buscando as interações entre os vários grupos étnicos formadores de nossa sociedade contemporânea, como forma de entender o legado cultural herdado por todos nós.




GT 23 - ETNOGRAFIA, HISTÓRIA ORAL E A CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Coordenador(a)(es)(as):
Profª Drª Mirian de Albuquerque Aquino (PPGE/PPGCI/UFPB)
miriabu@gmail.com

Profª Drª Alba Cleide Calado Wanderley (EAD/UFPB)
amoroma44@hotmail.com

O objetivo deste Grupo de Trabalho é compartilhar estudos e pesquisas que utilizam a etnografia e história oral como amparo metodológico sobre a identidade afrobrasileira. A etnografia trabalha com a cultura, que é expressa através da oralidade no seu ambiente natural, permitindo que os sujeitos construam a História e a história de vida, nos espaços sociais e culturais, que se expressa por meio da fala, que é a exteriorização natural da memória. A pesquisa etnográfica é relevante para a história afrobrasileira porque esse tipo de pesquisa produz um conhecimento do contexto em que está inserido o fenômeno, permitindo que o pesquisador observe a conduta do eu e dos outros, compreenda os mecanismos dos processos socioculturais e explique porque os protagonistas e os processos são como são. Nesse sentido, a etnografia e a história oral, como metodologias adequadas ao estudo das identidades afro-brasileiras poderão elucidar aspectos da intrincada teia que envolve os negros na luta pela afirmação das suas identidades e dos seus direitos. Assim, este espaço de diálogo propõe discutir a construção de uma história viva da cultura em que os afrobrasileiros são protagonistas de sua história, reescrevendo uma história de lutas e resistências.




GT 24 - OS VÁRIOS BRASIS: MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS AO LONGO DO PERÍODO REPUBLICANO

Coordenador(a)(es)(as):
Prof. Ms. Fabrício de Sousa Morais (DGH-CH/UEPB)

A História nos últimos tempos tem trabalhado com duas perspectivas que, longe de se excluírem, se complementam, são elas: mudança e permanência. Somemos a estes eixos, as abordagens históricas que tratam dos espaços afastados do centro político-econômico do país e temos uma excelente oportunidade de aprofundar a complexidade do nosso conhecimento sobre o Brasil Republicano. É nesta perspectiva que assentamos as intenções do Grupo de Trabalho. Com isto, pretendemos congregar trabalhos dos mais diferentes tipos e elaborados pelos vários sujeitos que pesquisam sobre este período, enfatizando às possibilidades temáticas que se integram no vasto campo da História Social.