domingo, 30 de março de 2014

JOÃO PEDRO TEIXEIRA: PRESENTE!

Foto: Imagens da Família de João Pedro Teixeira. Fonte: /www.google.com.br/search?q=Joao+Pedro+Teixeira+imagens
Neste 2 de abril de 2014, faz 52 anos desde o assassinato de  João Pedro Teixeira,  covardemente perpetrado por capangas, por meio de tocaia, a mando de latifundiários do famigerado "Grupo da Várzea" paraibana. 
Desde o final dos anos 50, tal como vinha acontecendo em Pernambuco e outros Estados, também na Paraíba, os Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo vinham lutando por sua organização nas Ligas Camponesas, com o objetivo de lutar pela sua dignidade, pelos seus direitos de cidadãos e cidadãs. A conquista da Reforma Agrária junto com a luta por justiça nas relações de trabalho eram suas principais bandeiras. E continuam sendo até hoje!
 Ao lado de companheiros fiéis como João Alfredo (Nego Fuba), Pedro Fazendeiro e vários outros, João Pedro deu sua vida por esta causa, e não foi inútil seu sangue derramado. João Pedro foi plantado, e daí renasceu ainda mais forte sua luta, hoje continuada por vários movimentos sociais do campo e da cidade.  Prova disto é a recente conquista da Fazenda Antas, prestes a se completar definitivamente, com a breve implantação do Assentamento Elizabeth Teixeira, situado justo ao lado do Memorial das Ligas e das Lutas Camponesas da Paraíba, lugar emblemático em que viveram João Pedro e Elizabeth Teixeira e seus onze filhos e filhas. 

É para fazer memória de todas essas lutas e conquistas, que neste dia 2 de Abril, durante todo o dia, vamos celebrar, junto com os Trabalhadores e Trabalhadoras de Barra de Antas e dos Assentamentos da região, junto com os Estudantes das Escolas da redondeza, junto a vários movimentos sociais, pastorais sociais e organizações de base de nossa sociedade, por meio de projeções de filme e documentários, de fotos, de encenações, de leituras de redações, de uma caminhada, de falas comemorativas, de ciranda, para o que todos são convidados, conforme a programação abaixo indicada.

Dia 2 de abril de 2014  -  9 horas – Memorial das Ligas Camponesas, Barra de Antas – Sapé.

9 horas - Visitação dos alunos das escolas públicas da região ao Memorial das Ligas Camponesas; Visitação aberta ao público com explicações sobre o acervo; Exibição de vídeos sobre a luta no campo.

14horas - Caminhada saindo de Café do Vento até o local em que João Pedro Teixeira foi assassinado;
Memórias:   Sobre a luta dos camponeses de  Barra de Antas e entorno em resistência e repúdio ao golpe 
 militar de 1964; 
Homenagem a Eduardo Coutinho;
Ciranda.

VIVA JOÃO PEDRO TEIXEIRA!

VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES

E TRABALHADORAS DE HOJE!

REFORMA AGRÁRIA JÁ!

ATENÇÃO


Atenção: O Município de Sapé convida a todos para assistir o filme “Cabra Marcado para Morrer”, às 19:00 do dia 02 de abril, na Praça João Pessoa, em homenagem ao cineasta Eduardo Coutinho.

quarta-feira, 12 de março de 2014

QUAL O TAMANHO OU A PEQUENEZ DE UM SENADOR DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL?

As Imagens do Ano
Fonte da Imagem: http://www.senado.gov.br/noticias/especiais/destaques-fotografia-2011/01.aspx


Artigo reflexivo de:
Belarmino Mariano Neto (Doutor em Sociologia pela UFPB/UFCG)

Em uma rápida reflexão política para o território paraibano, é importante visitar o site oficial do Senado da República Federativa do Brasil, para saber o que é ser Senador. Para compreender qual o papel de um Senador e entender o tamanho do poder que um Senador exerce.
Primeiramente descobre-se que: o Senado juntamente com a Câmara Federal dos Deputados forma o Congresso Nacional, maior colegiado político desse país, responsável por todas as decisões constitucionais do povo brasileiro e que os senadores, diferente dos deputados federais, são eleitos para um mandato constitucional de 8 anos (quase uma década). Existe uma prerrogativa que de maior idade plena, pois só podem se candidatarem ao Senado, pessoas com idade mínima de 35 anos. Isso em um país onde a idade mínima para votar é de 16 anos.
Qual será o motivo para esse cuidado com a mínima idade de um Senador? Será que os nossos jovens adultos não teriam maturidade suficiente para assumirem cargo tão importante? Será que a idade de fato, define maturidade política de alguém? As demais exigências se aplicam a qualquer candidato, em qualquer esfera da vida política do país: Possuir domicílio eleitoral no Estado em que vai se candidatar; Ser filiado a algum partido legalmente reconhecido e possuí pleno exercício dos direitos políticos. (<http://www.brasilescola.com/politica/senador.htm, 2014/03/01, as 17:43 hs.).
             Um Senador é eleito para o mais longo período em cargo legislativo brasileiro, pois cumpre um mandato de oito anos, com direito a se reeleger quantas vezes quiser ou puder. Ao ler sobre as atribuições dos senadores é de se ficar estarrecido, com o tamanho do poder que essa pessoa, depois de eleita passa a ter. Talvez, por isso, se justifique aquela idade mínima dos 35 anos e o mandato continuo de 8 anos de uma legislatura para a outra. Da lista de obrigações do Senador estão:

·         Elaborar seu regimento interno;
·         Processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, Membros do Conselho de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, Procurador-Geral da República, Advogado Geral da União, Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica;
·         Aprovar a escolha de: Ministros do Tribunal de Contas indicados pelo Presidente da República; Presidentes e Diretores do Banco Central; Governador de Território; Procurador-Geral da República; Titulares de outros cargos que a lei determina;
·         Autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; Fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
·         Aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato (Site do Senado Brasileiro, 2014).
            A questão central aqui é: Qual o tamanho ou a pequenez de um Senador da República? Essa reflexão surgiu do atual momento político pelo qual passa a Paraíba. Em nosso pequeno Estado tivemos um grande embrulho político nas eleições de 2010, para senadores. Pois um dos candidatos ao Senado, o Sr. Cássio Cunha Lima, estava sendo processado na Justiça eleitoral e havia sido cassado, do cargo de Governador. De acordo com o site (http://aqui-acontece.jusbrasil.com.br/politica/6102904/com-base-na-lei-da-ficha-limpa-tse-diz-que-cassio-cunha-lima-e-inelegivel , em 01/03/2014, as 18:02 hs>):
Independente da Lei da Ficha Limpa vale salientar que, mais de um milhão de votos do povo paraibano, deram essa cadeira de Senador para Cássio Cunha Lima. É importante lembrar que cada Estado Brasileiro, possuí três cadeiras de senadores. Os eleitores esperam que o eleito cumpra o compromisso assumido em campanha, cumpra seu tempo de mandato, pois, 8 anos, representa 80% de uma década, que poderá ser perdida ou não, a depender dos préstimos parlamentares exercidos com dedicação e esmero.
No caso do Senador Cássio Cunha Lima, a situação ainda é mais crítica ainda, pois é um dos únicos Senadores da federação brasileira, que se beneficiou com uma brecha na Lei de Ficha Limpa, pois mesmo estando em vigor a partir de 2010, só se tornou efetiva, a partir do pleito de 2012. Porém os antecedentes a Lei estão valendo. Ou seja: O Senador Cássio, havia sujado a sua ficha perante a justiça eleitoral brasileira, desde 2006, e essa situação se estende pela Lei de Ficha Limpa, até o final de outubro de 2014 conforme análise de Gutemberg Cardoso ((http://www.jornaldaparaiba.com.br/polemicapb/2014/02/15/cassio-falta-diploma-legal/#sthash.7hNAA8eP.dpuf <15/02/2014, 12:48 hs.>)
Quando alguém se lança como candidato ao Senado, deve ter maturidade mental e política para medir a grandeza desse cargo, deve ter ciência suficiente para compreender que ocupa um cargo político de um povo. Cargo extremamente difícil e proporcionalmente pensado para que todos os estados brasileiros, independente de cores partidárias, tenham o mesmo equilíbrio de poderes. Isso é um dos poucos princípios do ideal federalista que se acentua tão forte na prática política da República brasileira.
Quando alguém se torna Senador da Republica Federativa do Brasil, deve esquecer-se das picuinhas eleitorais e das mesquinharias políticas locais, regionais, para na couraça de tão elevado cargo, proteger a democracia, impedir a corrupção, aprovar leis de proteção para todos e todas. Não pode se apequenar diante do interesse de meia dúzia de partidários de sua bandeira pessoal e dos seus apadrinhados locais.
Esse cargo não deverá nunca ser utilizado para fins pessoais, pois não se pode brincar com os milhões de votos de um povo, que muitas vezes nem sabe o tamanho de empoderamento que outorgou a uma só pessoa. Aquele que é detentor desse cargo deve lembrar que possuí uma certidão pública, diplomacia pela qual jurou honrar e defender os interesses, não apenas dos que o elegeram, mas de todos os cidadãos. Que assim seja senhores senadores, na grandeza do mais importante cargo legislativo da Republica Federativa do Brasil.

sábado, 8 de março de 2014

8 de março - Mulher e Natureza

Fonte: http://www.hypeness.com.br/wp-content/uploads/2013/08/katerinaplotnikova05.jpg

Por: Belarmino Mariano Neto
 Sabemos que o dia 8 de março marca a luta e luto contra a violência as mulheres em todo o mundo. Daí começar esse artigo com o trecho de um poema escrito no Manifesto caleidoscópio da paixão poética pelo nada (http://essencialimo.blogs.sapo.pt) .Assim segue a ideia de mulher, sociedade e natureza enquanto marcas das ações humanas no espaço:

Quando ocupei o útero de Gaya ainda não era homem, mas apenas sonho. Gaya gerou do sêmen solar a luz da vida que germina em suas entranhas fecundas. Primeiro um pó de luz se espalhando pelos recantos e imaginários olhos de mulher, que chora, grita, e sorrindo cria nas profundezas do ser os cristais para o novo e despreendido movimento do nascer galáctico: o filho de uma nova idade, fluído de uma aromática essência de mulher que chorando se corta por dentro e sangra um avermelhado e violento momento matriarcal (MARIANO NETO, 1996:07).
 Esse trabalho é apenas um ensaio que se coloca enquanto brecha e linha temática para que estudos mais aprofundados aconteçam, as ciências humanas e sociais precisam refletir sobre o papel da mulher enquanto existência de resignificado papel e desenho da cartografia social.

Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora este produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino. (Simone de Beauvoir, ‘O segundo sexo’, 1949).
 Quando propomos relacionar a mulher com natureza, não é com a intenção de encontrarmos a “natureza feminina”, ideia de que a mulher possa estar mais próxima da natureza como se expressam em seu próprio corpo, “os ciclos naturais”, como se estes elementos fossem responsáveis pelo destino das mulheres.
Muito mais que isso, a mulher é essa natureza humana em seu desenho civilizatório, o princípio básico do trabalho cotidiano, as imposições sócio-econômicas, éticas ou morais e a quebra dessas amarras por um movimento historicamente sedimentado na luta pelo destino em suas mãos e as feituras cotidianas de espaços e paisagens que marcam os significados do trabalho da mulher.
Tomando como base a sociedade ocidental, temos que os distanciamentos humanos da natureza a partir do trabalho criaram uma espécie de dicotomia, onde as diferentes sociedades que tomaram como base a acumulação ou pilhagem dos elementos naturais, afastarem-se da possibilidade de harmonia entre seres humanos e meio ambiente natural.
Mesmo sabendo que toda e qualquer coisa existente em nosso seio social, de forma material ou imaterial é em si natureza trabalhada. Assim é a construção do meio ambiente humano, enquanto natureza social, ou espaço artificial, e que muito nos interessa, pois nele, toda a cultura produzida com os elementos vivos que foram historicamente sendo manipulados pelos braços femininos (agricultura, domesticação, ervas, sementes, jardins, alquimia dos alimentos), poder que na Antiguidade sagraram a mulher como divindade, ou que no medievo concederam como bruxaria. Trabalho social, sexualmente bem definido que lhes dar o poder de manipular com a natureza, experimentos empíricos que tornaram as mulheres equilibradas de razão e emoção, mas reprimidas ou controladas pela força, encobrindo por milênios a fio, quem é que realmente mantém uma sociedade em pé e constrói uma civilização de “homens fortes”.
A mulher na construção desse cotidiano social vai contribuindo sobremaneira para na interface sociedade/natureza, pintar um quadro que muito se expressa nas grandes obras das civilizações. Com seu sorriso misterioso a mulher vai se construindo enquanto bruxa, fada ou feiticeira, enquanto filha do estupro ou aborto do medo, violação patriarcal do divino.

O homem aí diz que as mulheres precisam ser ajudadas para subir nas carruagens e carregadas para atravessar regos, a para ter o melhor lugar em todos os cantos. Ninguém nunca me ajudou para subir em carruagens ou passar por cima de lamaçais, para me ceder o melhor lugar - e não sou eu uma mulher? Olhai meu braço! Eu lavrei e plantei e armazenei em celeiros, e nenhum homem podia me ultrapassar - e não sou eu uma mulher? Pude trabalhar e comer tanto quanto um homem podia - quando tive a oportunidade - e agüentar chicote também! E não sou eu uma mulher? Tive treze filhos, e vi a maioria vendida como escravos, e quando chorei com minha dor de mãe, ninguém me ouviu, a não ser Jesus - e não sou em uma mulher? (TRUTH, Sojourner, ex-escrava, líder abolicionista, USA, séc. XIX).

Nos dias atuais, a técnica/ciência tornou a terra em uma pequena aldeia global, grandes megalópoles abundam em vários cantos do planeta. É uma fase de forte artificialização do espaço, onde o distanciamento das coisas do meio ambiente natural e a simulação de novos arranjos criam um humano frio, de concreto, vidro e metal. Mas na sacada de um edifício com cinqüenta andares, no último dos andares, as vezes é possível ver com a ajuda de uma luneta um pequeno jarro de flores. Orquídeas, margaridas, dálias ou rosas. Terá sido o trabalho e sensibilidade de um homem?
Concluímos esse pequeno ensaio dizendo que sem a leveza livre e suave dos cabelos ao vento e o caminhar descalço, sem as asas da paixão ou o voar de pássaros o nosso universo não teria um toque mágico de mulher, com tintas e cores tecidas no multicolorido amar incolor, que transpondo montanhas, sussurra em nossos ouvidos castelos encantados respondem pelas grandes transformações da sociedade que busca se humanizar em seu processo civilizatório.

Belarmino Mariano Neto, Guarabira, 8 de março de 2014.

domingo, 2 de março de 2014

Educação é ponto crucial nas Diretrizes da Aliança PSB-REDE-PPS

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Por Rede Sustentabilidade, 25 de fevereiro de 2014
Melhorar a educação brasileira é essencial para o desenvolvimento do país. Uma afirmação tão óbvia deveria vir sempre acompanhada de propostas e exemplos de ações que podem de fato levar a alguma mudança. Apesar disso, o que se vê quando esse assunto é abordado é muita crítica e poucas ideias. Pior é a atitude de muitos governantes, apáticos diante de uma situação de pura estagnação. Para a Aliança PSB-REDE-PPS, esse tema é crucial e tem sido constantemente debatido, levando a conclusões sólidas sobre os melhores modelos a serem adotados no país. A proposta da Aliança é utilizar exemplos de sucesso no Brasil e no mundo para assegurar mais competência e mais compromisso com a aprendizagem e a oferta de conteúdo aos estudantes.
A socióloga Neca Setúbal, doutora em psicologia da educação, membro da Comissão Nacional Provisória da Rede Sustentabilidade e presidente do conselho do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), participou da sistematização do conteúdo das Diretrizes do Programa de Governo da Aliança PSB-REDE-PPS, apresentadas em Brasília na semana passada. Para ela, não é preciso reinventar a roda. Retornos podem ser obtidos de ideias simples, desde que haja vontade e organização. Ela lista vários exemplos que estão dando certo e que valem a pena ser seguidos.
Em educação, o Ceará é o estado que mais se destaca no Nordeste. Eles priorizaram com sucesso a alfabetização das crianças, conseguiram ter uma continuidade das políticas de educação desde 1995 e têm uma parceria eficiente com os municípios, o que possibilita um fortalecimento da educação no nível local”, conta Neca. Assim como o compromisso com as políticas adotadas, a educação integral é outro caminho a seguir. O melhor exemplo nesse sentido vem de Pernambuco. O estado possui hoje 260 Escolas de Referência em Ensino Médio. São 122 unidades funcionando em horário integral e 138 em jornada semi-integral. A previsão da Secretaria de Educação é que até o fim de 2014 sejam implantadas mais 40 unidades. “Em Pernambuco, a implantação de educação integral no Ensino Médio é uma grande conquista”, complementa a psicóloga.
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