quinta-feira, 29 de julho de 2021

NA GEOGRAFIA DO FUTEBOL: O FLAMENGO É UMA NAÇÃO

Por Junior Virginio e Belarmino Mariano

A pesquisa tratou sobre a Geografia do Futebol, com enfoque para a torcida do Flamengo como a maior do Brasil. Fizemos uma análise sobre a ideia do Flamengo como “Nação Rubro-Negra” no contexto do futebol como um dos maiores movimentos culturais do Brasil. 

A torcida do Flamengo, com cerca de 42 milhões de torcedores (DATAFOLHA, 2019) é que se considera como “Nação Rubro Negra” (GEOGRAFIA OPINATIVA, 2017). O flamengo tem uma torcida que é mais que o dobro da População do próprio Estado do Rio de Janeiro (16,5 milhões de habitantes), berço do clube de futebol. 

A ideia foi identificar os elementos geográficos que envolvem as pessoas que se tornam torcedores de um clube de futebol, mesmo que não seja do seu estado. Na Paraíba e, especialmente na cidade de Guarabira observamos a existência de milhares de pessoas que se declaram torcedores do Flamengo. Também estudamos as torcidas organizadas do Flamengo e a criação da Escolinha do Flamengo em Guarabira. 

Foi possível observar que existem diferentes tipos de manifestações organizadas como blocos carnavalescos a exemplo do Bloco Urubuzuada (Guarabira), festas comemorativas de títulos, entre outras atividades que demonstram que a maior torcida é de fato a do Flamengo.

PARA LER O TRABALHO NA INTEGRA: 

NA GEOGRAFIA DO FUTEBOL: O FLAMENGO É UMA NAÇÃO

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Geografia das Pequenas Coisas - Tijolos


Por: Belarmino Mariano
Fotografias: Luisa Mariano 

1 em 1 milheiro, filho da argila e das mãos humanas.  Luisa Mariano, resolveu fotografar coisas miúdas, como um tijolo de 8 furos, comum na construção civil.
A pequena fotógrafa fez uma sequência imagética do tijolo modelo, suspenso por restos de fios de cobre encapados em material plástico e restos de fios de varais para estender roupas.
O tijolo é algo concreto, matéria trabalhada. Mas, se suspenso no ar, se transforma em um equilibrista, prisioneiro das finas cordas e assim, trêmula aos rodopios do vento da manhã.
Sobre si, um resto de tesoura, pedaços de caibros e canos de alumínio.
Em uma reforma de nossa casa, foi pouco mais que 1 milheiro de tijolos. Quase todos foram equilibrados em paredes por Seu Naldo, um experiente pedreiro, com mais de 40 anos de ofício. 
Entre a tijolada dos dias de trabalho, restou apenas 1. Uma métrica perfeita, pois entre o primeiro e o último, milhares compuseram a obra nas mãos do pedreiro e, apenas 1 não ganhou espaço na construção e, após dias, jogado pelo quintal, virou instalação, ou obra se arte, nas mãos de Luisa Mariano.
Esse jovem tijolo, que já foi barro, argila fina acumulada em sedimentos, que foi arrancado a força por dentes afiados de máquinas, foi amontoado no pátio da Cerâmica de Cachoeira dos Guedes, em Guarabira Paraíba, depois de misturado com água, sovado e jogado nas esteiras da olaria, foi se tornando a matéria prima dos tijolos e telhas.
Depois de tanto amasso, foi moldado em um retângulo com vazios quadrados de aproximadamente 20x10cm e 8 orifícios transversais, foi submetido ao  fogo intenso de toras de madeira, por horas a fio.
Depois de esfriado a temperatura natural, integrou uma grande pilha com outros iguais. Uma fornalha com milhares, saiu do forno ainda quente, para compor uma instalação de milheiros, prontos para o comércio.
De mão em mão, do chão para o caminhão esse tijolo começou sua saga concreta e ao entrar no mercado virou mercadoria, um bem durável, porém quebrantável e essencial a edificação de habitações humanas.
Mas por sorte, esse tijolo escapou das mães hábeis de Seu Naldo. Ele até assistiu o triste fim de um "irmão gentil", que, nas garras do trabalhador e na lâmina afiada da colher do pedreiro, foi partido ao meio e se transformou em muro. 
Se ganhou vida ou morte, ao se tornar muro, isso fica na subjetividade dos observadores, pois a vida dos tijolos está na vida dos seus feitores, estes estão nas mãos dos seus patrões e com estes, fica a mais-valia relativa, com a compra do tempo de trabalho e a vida dos que produzem tijolos para comprar, minimamente o pão de cada dia.
O tijolo pendurado talvez não tenha cumprido seu propósito, sua missão, talvez não tenha completado a prova ao sair da condição de mais um a compor paredes e muros. Isso não o transforma em um derrotado, em um perdedor ou em um completo "Zé Ninguém". 
Por incrível que pareça, virou interesse de arte fotográfica de uma criança, um brinquedo concreto que concretamente adentrou a consciência de uma menina que aguçou seu olhar fotográfico. 
Um olhar sobre 1 tijolo pendurado sob cordas, ângulos e retângulo em um trapézio preso por canos em círculos e pontas de fios que presas formam triângulos de um poesia de canto de muro e de fundo de quintal. Se é poesia, não sabemos, mas é concreto e também abstrata, essa arte imaginária de compor fotografias de 1 tijolo prisioneiro.

terça-feira, 27 de julho de 2021

A Geografia das Pequenas Coisas - Quintais


Por Belarmino Mariano
Fotografia de Luisa Mariano 

A gente da ciência geográfica, costuma vê geografia em todas as coisas. 
Nos quintais existem varias posibilidades para encontrarnos geografia. Uma delas é quando existem plantas, árvores frutíferas. 
As imagens de Luisa Mariano representam um pequeno canteiro de coentro debaixo de uma goiabeira. 
Em um pequeno canto do quintal ramas de batata doce estão se preparando para produzir seus tubérculos. 
Assim, a geografia das pequenas coisas vai se desenhando em pequenos arranjos ambientais.

A Geografia das Pequenas Coisas - Pitangueira na Calçada da Rua


Por Belarmino Mariano
Fotografías: Luisa Mariano 
A Pitangueira (Eugenia uniflora) é uma pequena frutífera muito rica em vitamina C. Nativa da região Tropical Atlântica e comum no litoral do Nordeste.
Ela na verdade é um arbusto, que são espécies de pequeno a médio porte. 
Suas folhas pequenas são indicadas para o tratamento de dores estomacais e diarréia ou caganeira.
De acordo com a cultura popular das plantas medicinais, você pode diretamente comer os frutos, mascar as folhas higienizadas, ou pode fazer o chá. 
Cinco folhas em um copo ou caneca de água fervida. Deixa em repouso e toma em goles suaves.
Linda para jardins ou frente da casa, pois são de lento crecimiento e de pouco porte arbóreo.

O Lixo nosso de cada dia

Por Belarmino Mariano Vendo os dados do Portal Desenvolvendo Negócios, podemos observar que as dez maiores empresas de coleta de...