domingo, 23 de fevereiro de 2014

“A democracia como valor universal: para além das máscaras!”

por Jefferson Moura

Sem título
O terrorismo, o vanguardismo, a ação autoritária travestida de heroísmo autônomo — seja com máscaras ou fardas — atentam contra a democracia. A democracia é de valor universal (COUTINHO, 1979). A praça, como espaço público, é do povo e não podemos recuar. Não podemos ceder aos que se apropriam da defesa do Estado de direito para defender os podres poderes, nem condescender com os que patrocinam ataques a caixas eletrônicos e latas de lixo para derrubar o capitalismo.
A tragédia anunciada, que vivenciamos esta semana, não favorece a formação de movimentos de massas, não mobiliza as pessoas, nem contribui para a formação de uma consciência crítica. Pelo contrário, criam as bases para se propagar o medo, para afastar da luta o povo e abrir espaços de legitimação para a reação conservadora e hipócrita, “em nome da ordem e da paz de todos”. Nosso país viveu movimentos de milhões nas ruas em nossa história recente. Ruas que se transformaram em espaços da unidade na diversidade, de luta em defesa da democracia e pelo fim da ditadura.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Sementes Terminator e o risco ambiental

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Hoje o agricultor que compra suas sementes tem a possibilidade de reaproveitá-las na próxima colheita. O processo é simples: muitas plantas criam novas sementes, que são colhidas e utilizadas em futuras plantações. O processo é sustentável e beneficia principalmente o pequeno agricultor, que economiza uma boa parte do seu custo de planteio.
Mas esse ciclo saudável de reaproveitamento não agrada aos grandes fornecedores do produto, que almejam maximizar seus lucros. Então surgiu a ideia de criar plantas geneticamente modificadas que, ao brotar, criam sementes estéreis, sem o poder de geminar, forçando o agricultor a comprar outra saca, beneficiando os grandes grupos do setor.  São as chamadas “sementes terminator” ou “sementes suicidas”.
Sementes modificadas como as Terminator não apresentam nenhuma vantagem para os agricultores, seja em produtividade, em resistência a pragas ou em qualquer outro ponto do processo de produção agrícola. Somente uma parte é beneficiada: os seus fabricantes. Além da desvantagem no custo ao produtor, a “erosão genética” e a utilização de alimentos transgênicos, que ainda não possuem testes confiáveis para seu consumo, são outros fatores agravantes na liberação do uso desse tipo de semente.
Fonte: http://redesustentabilidade.org.br/ data: 6 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

DO TERRITÓRIO DE EXPLORAÇÃO AO TERRITÓRIO DE ESPERANÇA: EXPERIÊNCIAS DE CONQUISTA DA TERRA NO ASSENTAMENTO SANTA LÚCIA EM ARAÇAGI-PB E AS NOVAS RELAÇÕES DE TRABALHO

Imagem: Cipó entrançado - Mariano Neto, 2011.
Autores:
Diego Pessoa Irineu de França
Belarmino Mariano Neto
Cleityane Sabino Freire

 Resumo:

O Presente trabalho busca discutir o processo de apropriação do espaço por um grupo de assentados que ao conquistar a terra estabeleceram uma nova forma de organização territorial que por sua vez, propiciou uma reconfiguração nas relações de trabalho preexistentes. Essa forma de apropriação camponesa do espaço considerada como um processo de luta, tanto para a conquista da terra como para a permanência, 
entendemos como a conquista e ao mesmo tempo a construção de “territórios de esperança”. A pesquisa enfoca uma área de assentamento no Agreste Paraibano, município de Araçagi.

VEJA ARTIGO NA INTEGRA:
XII Jornada do Trabalho - CEGET
“A Dimensão Espacial da Expropriação Capitalista sobre os Mundos do Trabalho:
cartografando os conflitos, as resistências e as alternativas à sociedade do capital”
Curitiba, 05 a 08 de setembro de 2011 - ISSN - 978-85-60711-19-2