sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ordem dos Advogados do Brasil premiará os cursos de Direito da UEPB com o “Selo OAB” de qualidade

Qui, 24 de Novembro de 2011 16:57
O conceito 4, em uma escala que vai de 0 a 5, no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade 2009), somado a uma média de 40% de aprovação nos últimos exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), faz  do curso de Direito da Universidade Estadual da Paraíba um dos melhores entre as universidades públicas  e privadas do País.  Para celebrar esse bom momento do curso, que é oferecido nos câmpus de Campina Grande e Guarabira, a OAB concederá a Instituição um selo de recomendação. O “Selo OAB” foi uma forma encontrada pela Ordem para aferir a qualidade do curso de graduação oferecida pelas Instituições de Ensino Superior (IES).
Serão contemplados com o “Selo OAB” 90 cursos, dos 791 avaliados. A lista das universidades que receberão essa recomendação da Ordem dos Advogados foi divulgada na última quarta-feira (23). A seleção levou em conta o desempenho dos estudantes nos últimos três exames da Ordem e o conceito obtido pelo curso no último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, realizado em 2009.
O Diretor do Centro de Humanidades (CH) da UEPB, em Guarabira, Belarmino Mariano, atribui a conquista aos investimentos no que diz respeito a projetos de pesquisa e extensão, ao empenho da reitora Marlene Alves Souza Luna na qualificação do quadro docente, aos alunos e as melhorias na infraestrutura do CH.
“O curso de Direito em Guarabira, vive pequenas e grandes revoluções internas. Dois importantes congressos, a Especialização em Direitos Fundamentais e Democracia, o Centro de Referência em Direitos Humanos, a contratação de professores visitantes qualificados e principalmente o comprometimento dos discentes com as atividades de extensão e sua integração com a comunidade, faz com que o nosso aluno saia da sala de aula e acorde para uma nova perspectiva de envolvimento com uma pós-graduação. Todo esse contexto reflete essa conquista”, ressaltou Belarmino Mariano.
De acordo com o diretor do Centro Acadêmico (CA) do curso, em Campina Grande, Vinícius Leão, a recomendação da OAB é recebida como um reconhecimento ao trabalho e estudos de alunos e docentes oriundos dos departamentos de Direito da UEPB, com atividades acadêmicas, a exemplo do Encontro Regional dos Estudantes de Direito e o Seminário Internacional de Análises Criminais, bem como a participação em congressos, pesquisas e a produção de periódicos científicos como a Dataveni@ e a Barriguda.


Andreza Albuquerque

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Memória viva e morta - homenagem as vitimas da Ditadura

 

De 22 a 25 deste mês, os vereadores de Sapé, Mari e Guarabira prestarão homenagens aos ex-deputados Agassiz e Francisco Julião, este último in memoriam.
Os eventos se associam ao projeto nacional de memória histórica e resgate de personalidades que se destacaram na luta e resistência à Ditadura Militar de 64, ao qual estão integradas entidades e órgãos de defesa dos direitos humanos, como a OAB, a ABI, a CNBB, o Grupo Tortura Nunca Mais e o Centro de Referência dos Direitos Humanos.
As homenagens se iniciam por Sapé, às 19h30 do dia 22, por iniciativa do presidente da Câmara, Walter Filho. No dia seguinte, em Mari, no mesmo horário, será a vez da Câmara de Mari, em que apresentou a propositura a presidente Vânia Monteiro. Em Guarabira, onde o vereador Beto Meireles é o autor das homenagens, a sessão especial na Câmara Municipal ocorrerá no dia 25, às 19h30.
Com decisões deste teor, as câmaras de vereadores resgatam ao reconhecimento público nomes emblemáticos da nossa contemporânea história, no momento em que o país acaba de criar a Comissão Nacional da Verdade destinada a revolver um passado de tirania que asfixiou a  nação por 21 anos.
Francisco Julião e Agassiz Almeida, com o desfecho do Golpe Militar, foram presos e perderam os seus mandatos de deputado e amargaram longo exílio.
Há cerca de 50 anos, Agassiz Almeida (Paraíba) e Francisco Julião (Pernambuco), jovens deputados à época, defendiam  a reforma agrária através das Ligas Camponesas, e apontavam ao país os verdadeiros responsáveis pelas mortes de líderes camponeses,  entre os quais João Pedro Teixeira, Pedro Inácio de Araújo, (Pedro Fazendeiro), e João Alfredo.
Foi Francisco Julião quem mobilizou a primeira greve de camponeses na história do país, em 1960.
Em 1962, Agassiz Almeida requereu à  Assembléia Legislativa da Paraíba a constituição de uma CPI, Comissão  Parlamentar de Inquérito, para apurar os responsáveis pelo assassinato de João Pedro Teixeira, e também apontou os criminosos desta tipologia  delinquente,  o assassinato e desaparecimento de Pedro Fazendeiro.

Da Editoria/Blog
Com Celio Alves

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

COMBONIANOS DO BRASIL NORDESTE REPUDIAM ATO BÁRBARO CONTRA O POVO KAIWÁ


Amigos! Amigas!

Repasso-lhes, solidário, textos relativos à carta aberta lançada pelo CIMI, bem como a manifestação de repúdio feita pelos Missionário Combonianos do Brasil Nordeste contra mais uma ação criminosa, da qual resultaram vítimas o Cacique Nísio Gomes (barbaramente executado) e feridos vários membros do acampamento Tekoha Guaiviry, da Comunidade Indígena Kaiowá Guarani (Mato Grosso do Sul).

Justiça aos Povos Indígenas!
Respeito ao direito à terra dos Povos Indígenas! 
Punição aos executores e seusmandantes!
Mensagem enviada por Alder Calado,
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) em carta aberta responsabiliza a presidenta da República, Dilma Rousseff, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o presidente da Funai, Márcio Meira e o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli pela chacina praticada contra a comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaiviry, na manhã desta sexta-feira (18). Os 42 pistoleiros, além de matar o cacique Nisio Gomes e levar o seu corpo, balearam mais três jovens indígenas e feriram vários outros por balas de borracha. Dois estão desaparecidos e outro se encontra hospitalizado. ‘O governo da presidenta Dilma, - afirma o CIMI - é perverso e aliado aos latifundiários criminosos de Mato Grosso do Sul. Insiste em caminhar para o massacre e se encontra banhado em sangue indígena, camponês e quilombola’. Por outro lado, - continua a carta do CIMI - a Polícia Federal tampouco investiga os assassinatos dos indígenas. A Polícia Federal precisa investigar exaustivamente o crime, proteger a comunidade e apresentar os criminosos’. As comunidades acampadas no Mato Grosso do Sul estão unidas contra mais este massacre, numa demonstração de profundo compromisso e firme decisão de chegar aos territórios tradicionais. Indígenas de todo o Estado se dirigiram ao acampamento tão logo souberam do covarde ataque. Na última quarta-feira, inclusive, estiveram lá para prestar solidariedade aos Kaiowá Guarani que retomaram um pequeno pedaço de terra mesmo sob risco de ataque – o que aconteceu, mas sem maiores repercussões. ‘O Cimi, - conclui a carta - mais do que nunca, acredita que a força, beleza e espiritualidade desses povos os manterão firmes e resistentes na luta, apesar de invisíveis aos olhos de um governo que escolheu como aliados os assassinos dos índios brasileiros.


Brasília, 18 de novembro de 2011.
Conselho Indigenista Missionário (Cimi)


COMBONIANOS DO BRASIL NORDESTE REPUDIAM 
ATO BÁRBARO CONTRA O POVO KAIWÁ


O Missionários Combonianos do Brasil Nordeste, de quem este blogueiro é coordenador, condenam veementemente não somente o ato vil e bárbaro cometido por 42 pistoleiros a mando de inescrupulosos contra o povo indígena Kiwá-Guarani, mas também todas aquelas instituições assim ditas públicas que em lugar de defender os desprotegidos dessa terra omitem-se criminosamente quando estes são barbaramente trucidados. Mais uma página da história desse País está sendo escrita com sangue, crime e vergonha. Justiça para os povos indígenas do Brasil! 


Missionários Combonianos Brasil Nordeste - 20 de novembro de 2012

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Da Utopia da Construção a construção do Sítio Utopia: a Agroecologia no Brejo Paraibano


Linha de pesquisa: Geografia Rural e Agrária (Meio Ambiente Rural)

Título: Da Utopia da Construção a construção do Sítio Utopia: a Agroecologia no Brejo Paraibano

Cleityane Sabino Freire (Autora) – Geografia - Departamento de Geo-História/CH/UEPB

Profº. Dr. Belarmino Mariano Neto (Orientador) -Doutor em Sociologia -Departamento de Geo-História/CH/UEPB

Profº. Ms. Carlos Antônio Belarmino Alves (Examinador)-Mestre em Educação-Departamento de Geo-História/CH/UEPB

Profª. Drª. Luciene Vieira de Arruda (Examinadora)- Doutora em Agronomia -Departamento de Geo-História/CH/UEPB





RESUMO: O estudo parte da agroecologia enquanto ciência tendo como objetivo analisar as demandas agroecológicas praticados por agricultores familiares do Brejo paraibano. Assim, foi observado o surgimento de iniciativas de desenvolvimento rural, enfocando o território e o espaço Paraibano. As discussões teóricas acerca do tema, além de caracterização da área de estudo e o espaço geográfico enquanto fomento teórico-conceitual se apoiou em diversos autores entre eles: MOREIRA (1979), PRIMAVESI (1990), SANTOS (2005), ALTIERI (2002), MARIANO NETO (2006). A metodologia de observação participante e entrevistas semi-estruturadas buscou sistematizar os enfoques agroecológicos no Brejo Paraibano e em Alagoa Nova/PB Considerou-se como norte da pesquisa à construção da “utopia ativa” e atribuiu-se ao Sítio Utopia, um elemento dessa rede de enfoque agroecológico que surgiu em 1992 na Microrregião do Brejo paraibano. Essa área é considerada o “celeiro” da agricultura paraibana, merece relevância ao apresentar como fatores contribuintes os aspectos naturais e culturais, logo é predominantemente rural e demonstra também aspectos relativos a monoculturas comerciais. O foco da pesquisa veio enquanto proposta “utópica” de observar um espaço voltado à produção ecológica, fruto dessa construção foi estruturado o Sitio Utopia. Assim, a valorização dos recursos locais, e neste sentido o desenvolvimento da agricultura ecológica apontou para o resgate das práticas tradicionais do processo produtivo, manejando, disseminando e construindo novos desenhos da agricultura ecológica no Brejo Paraibano.


Palavras–Chave: Agroecologia, Sítio Utopia, Território;