quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A FORMAÇÃO TERRITORIAL DO BREJO PARAIBANO E A LUTA PELA TERRA: O CASO DO ASSENTAMENTO NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (DISSERTAÇÃO)

Imagem de Leandro paiva em capa do facebook, 2013.
Por: Leandro Paiva do Monte Rodrigues
Dissertação de Mestrado:

A luta pela terra sempre esteve presente nos embates políticos no Brasil assumindo formas e contornos diferentes ao longo do tempo histórico. Temos como exemplos: a luta dos indígenas para resistir à apropriação de suas terras pelos europeus no período da colonização; a luta das comunidades quilombolas, em que a liberdade passava diretamente pela apropriação de um território; a luta dos arrendatários contra o pagamento da renda, como no caso das Ligas Camponesas em meados do século XX; a luta de resistência dos moradores e posseiros para continuar a viver e trabalhar na terra e a luta dos trabalhadores sem terra por um pedaço de chão.
As formas de luta do século XX e XXI representaram e ainda representam o enfrentamento da classe trabalhadora à dominação e a exploração do capital latifundiário e do agronegócio (este, no mais das vezes, confundido e integrado ao capital latifundiário) e trazem no seu bojo a bandeira de luta pela reforma agrária.

A discussão sobre a reforma agrária ressurge no Brasil, em meados do século XX, numa clara manifestação da importância da agricultura, da posse da terra e das relações de trabalho no campo no processo de formação de nossa história. Os problemas referentes à questão agrária estão relacionados: a) à propriedade da terra, particularmente ao seu caráter privado e à sua concentração; b) aos processos de expropriação, expulsão e exploração dos camponeses e assalariados; c) à violência contra os trabalhadores; d) à produção, ao abastecimento e à segurança alimentar; e) aos modelos de desenvolvimento da agropecuária e seus padrões tecnológicos; f) às políticas agrícolas e ao mercado; g) à qualidade de vida e à dignidade humana. Por tudo isso, a questão agrária compreende as dimensões econômica, social, cultural e política.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

ABORDAGEM TERRITORIAL E ENFOQUES AGROECOLÓGICOS NO AGRESTE/BREJO PARAIBANO: DESENHOS, ARRANJOS E RELAÇÕES (TESE DE DOUTORADO)

Foto do Sítio Utopia, jardinagem e agrofloresta, 2005.

A Tese de Doutorado do Prof. BELARMINO MARIANO NETO, já se encontra a
disposição de todos em formato PDF. A área de desenvolvimento da pesquisa localiza-se 
no Planalto da Borborema, Agreste e Brejo da Paraíba, Nordeste brasileiro. 
O objetivo com este trabalho é analisar a construção de um território de enfoques agroecológicos, 
a partir das experiências e das relações sociais e ambientais que estão sendo 
desenvolvidas no Agreste e Brejo paraibano. A análise das 
experiências dos agricultores familiares, a partir das quais foram inseridos os mediadores 
(Organizações Não-Governamentais – ONG’s, sindicatos e institutos de pesquisa) e também 
os consumidores. Foram consideradas como metodologia a pesquisa empírica e a observação 
participante e como elementos teóricos a abordagem territorial e ecologia política em uma 
constante reflexão e análise crítica dos componentes sócio-ambientais do presente. A tese 
parte da ideia de que a estrutura agrária do latifúndio e as práticas de degradação do meio 
ambiente são os principais problemas para a realização de uma agricultura familiar 
sustentável de forma social, econômica e ecológica. A abordagem focada no território pauta-
se em processos de organização social, a partir das propriedades rurais e seus produtores. 
Elegeu-se uma área de sítios para uma identificação de elementos sócio-ambientais. Os sítios 
Utopia e São Tomé Cima, em Alagoa Nova, foram as principais bases no estudo de caso e os 
sítios: Floriano, Retiro, Lagoa do Barro e Oiti, situados em Lagoa Seca, complementaram a 
pesquisa empírica. O espaço da pesquisa é marcado pela bacia hidrográfica do Rio 
Mamanguape, que serviu de via colonial para a conquista e povoamento de toda a área. O 
ambiente ecológico de Brejo apresenta os melhores solos do território, o que levou ao local 
uma forte concentração de terras e disputas de poder político local. Nessa construção, 
acredita-se na ideia de que, mesmo com a agricultura familiar existente, a agricultura 
ecológica só será implantada mediante um forte processo de transformação do espaço agrário 
e democratização dos recursos naturais, para que os agricultores familiares possam atingir o 
pleno desenvolvimento de um território sustentável.

Leia a Tese na integra: 
https://docs.google.com/file/d/0BzuVaa1bm0peOWVhMmMwYjgtODA2Yy00OWIyLWFmMTItOTY0ZDQwM2YxZGQ1/edit?hl=en

domingo, 17 de novembro de 2013

SOUSA E SANTA CRUZ – PB: INTERDEPENDÊNCIA ECONÔMICA, SOCIAL E CULTURAL

Foto: Trabalho de Campo para o Sertão da Paraíba. Arquivo de Belarmino Mariano, 2007.

Título: SOUSA E SANTA CRUZ – PB: INTERDEPENDÊNCIA ECONÔMICA, SOCIAL E CULTURAL.
Autora: Daniele Ferreira Alves
(Orientador) Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto (UEPB/CH/DHG)
Examinador - Prof. Ms. Carlos Antônio Belarmino Alves (UEPB/CH/DHG)
Examinador - Prof. Esp. Antônio Sérgio Ribeiro de Souza (UEPB/CH/DHG)

RESUMO
O presente trabalho teve como objetivo realizar estudo de análise sobre a situação de interdependência econômica, social e cultural entre os municípios de Sousa (polarizador da microrregião), e Santa Cruz, município polarizado por este, integrando o quadro de seus oito municípios periféricos. Para tanto, foram realizadas pesquisas teórico-bibliográficas e documentárias, coleta de dados, entrevistas e pesquisas no local. A metodologia consistiu em pesquisa empírica, registro de imagens e entrevistas semi-estruturadas. A pesquisa abordou a condição de interdependência entre Sousa e Santa Cruz, dando ênfase à questão centro/periferia em seus aspectos e relações sócio-urbanas, existentes e provenientes dessa hierarquia. A base teórica para o estudo centrou-se na linha de pesquisa sobre região e regionalização, bem como o espaço-tempo para contextualização histórica do ambiente de pesquisa. Os resultados apontam para um intenso processo de interdependência entre os dois municípios, onde não só a cidade polo tem influência sobre seu centro local subordinado, como também depende dos fluxos sociais e econômicos advindos deste pequeno centro, sendo, portanto, reflexo e produto dessas relações.
Palavras-chave: Região, Cidades e Interdependência.

sábado, 16 de novembro de 2013

GEOPOLÍTICA DA ÁGUA: AÇUDE DE BOQUEIRÃO/PB E AS DISPUTAS TERRITORIAIS POR ÁGUA

Imagem de satélite do Açude de Boqueirão. Fonte: GoogleEarth, 2011.

LINHA DE PESQUISA: Geografia, Território e Territorialidade
TÍTULO: GEOPOLÍTICA DA ÁGUA: AÇUDE DE BOQUEIRÃO/PB E AS DISPUTAS TERRITORIAIS POR ÁGUA
Rainer Rufino Ribeiro (Autor) -Geografia – Dep. de Geografia /CH/UEPB
Profº. Dr. Belarmino Mariano Neto (Orientador) -Doutor em Sociologia -Departamento de Geografia/CH/UEPB
Profa. Dra. Luciene viera de Arruda (Examinadora) - Doutora em Agronomia - Departamento de Geografia/CH/UEPB
Prof. Ms. Carlos Antônio Belarmino Alves (Examinador) Mestre em Educação Ciência e Tecnologia Departamento de Geografia UEPB/DG/CH.

 RESUMO:
A Pesquisa apresenta como objetivo geral analisar a complexidade geográfica a partir da categoria território e do elemento água na perspectiva geográfica de disputas. Considerando o pensamento de diferentes autores que teoricamente afirmam estarmos diante de uma eminente crise ambiental por água e que este fato já caracteriza motivos suficientes para “conflitos por água”, exemplificados por autores como: (CARMO, 2001). (BRITO, 1944); (RAFFESTIN, 1993); (VIANNA, 2005); BERTOLDI (2000); (NELSON, 2009); (PRETTE, 2000); (GETIRANA, 2005), como principais referências teóricas. O estudo é eminentemente teórico, pois acreditamos ser possível discutir sobre uma geopolítica da água, mas buscamos um suporte territorial a partir do semi-árido paraibano, em terras do Cariri, tendo o Açude Presidente Epitácio Pessoa (Açude de Boqueirão) como objeto da pesquisa. Esse açude atende diretamente as populações de municípios como Boqueirão, Queimadas, Campina Grande e demais municípios circunvizinhos. A metodologia consistiu em levantamento bibliográfico, pesquisa campo em que a ideia de que os recursos hídricos representam importante base teórica. Também foi fundamental fazer uma prévia sondagem a respeito das possibilidades de pesquisas sobre territórios da água na Paraíba, que apresenta grande extensão territorial influenciada pela semi-aridez, o que permitiu situações geográficas para análise, focada na abordagem territorial. O Açude de Boqueirão representa um lócus de água, em uma região onde a escassez é a marca principal. A ideia inicial foi fazer um panorama sobre o tema conflito pela água já pode ser observado em todos os cinco continentes do planeta. Teoricamente existem muitos argumentos acerca do tema, mas elegemos Também dados institucionais de entidades como a CPT; SEMARH; AESA e Nações Unidas, no que diz respeito aos recursos hídricos e a insuficiência da água existente.


Palavras-Chave: Geopolítica. Território. Água

Leia Artigo:

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CARACTERIZAÇÃO DE AMBIENTES AGRÍCOLAS E DOS PRINCIPAIS SOLOS DO MUNICÍPIO DE GUARABIRA - PB


Fonte: imagem de capa do facebook

A Tese de Doutorado da Profa. Dra. Luciene Viera de Arruda, já se encontra a disposição de todos os interessados e interessadas pelo trabalho aprofundado sobre os ambientes agrícolas de Guarabira, com um detalhamento dos seus solos. A pesquisadora fez um trabalho primoroso e identificou nas diferentes áreas rurais do município de Guarabira as principais potencialidades e limitações pedológicas apresentadas no município. É um estudo de profundo interesse, para pesquisadores e produtores rurais locais, pois as análises de solo, estão totalmente atualizadas em relações as melhores classificações pedológicas já desenvolvidas, tanto por pesquisadores da UFPB, campus de Areia, quanto de pesquisadores do Nordeste, Brasil e estrangeiros.
Confiram na integra uma Tese com T maiúsculo: 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Conferência da ONU sobre mudança climática começa nesta segunda-feira

mudançasclimaticas
















Rede Sustentabilidade, 11 de novembro de 2013
A 19ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP-19) começa nesta segunda-feira em Varsóvia (Polônia) com a missão de preparar o terreno para que a próxima grande conferência do clima, prevista para Paris, em 2015, não repita o fiasco da COP-15 em gerar um documento legal de redução de emissões mais eficiente do que o Protocolo de Kyoto.

Embora um novo acordo climático só deva ser assinado em dois anos e implantado em 2020, a COP-19 é fundamental para discutir as bases que tecerão o compromisso global. O encontro será realizado pouco depois da divulgação do quinto relatório sobre mudanças climáticas do IPCC, em setembro. Nele é afirmado, com 95% de certeza, que o homem é “a causa dominante” do aquecimento global desde a década de 50.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

CULTURA, PAISAGEM E TERRITÓRIO DA FEIRA CAMPONESA: UMA ANÁLISE NO MUNICÍPIO DE JACARAÚ.


043 – GEOGRAFIA

Autora:Profa. Esp. Sharlene da Silva Bernardino
Orientador: Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto

Examinadores: Prof. Ms. Maria Aletheia Stedile Belizário
                               Prof. Dr. Edvaldo Carlos Lima
                           
 RESUMO 

Este trabalho buscou compreender a relação que se processa entre cultura e paisagem e sua influência na formação dos elementos que permeiam as feiras camponesas tão abundantes no interior do nordeste brasileiro tendo como foco a tradicional feira do município de Jacaraú, a qual está inserida no Vale do Mamanguape e faz parte do Litoral Norte paraibano. Analisou-se a influência que a feira, a qual acontece há cerca de 60 anos no município, ocupa nas dimensões sociais, culturais e econômicas desta comunidade, como também a mutação espacial que o evento da feira provoca na paisagem. Este trabalho é fruto da Especialização em Geografia e Território: Planejamento Urbano, Rural e Ambiental da UEPB/CH/DGH e se delineou através das inserções em campo intermediadas pela leitura e análise de textos e imagem que apresentam a feira camponesa como um acontecimento único. Assim, diante das pesquisas ficou evidenciado a importância de se analisar a feira enquanto território de troca comercial, manifestação cultural e também de constante mutação paisagística. A feira camponesa é pensada neste contexto enquanto um espaço em que ocorrem trocas comerciais do que é produzido pelos agricultores locais, as quais ganham o espaço no evento que disputa territorialmente com produtos industrializados e também com produtos de outras regiões, já inseridos na lógica do mercado capitalista. Desse modo, a feira camponesa interessa enquanto espaço de diálogos do local com aquilo que é produzido em escala global, a exemplos dos produtos made in china. Ademais, a feira consegue atestar os adereços da cultura rural que ainda aparecem no cenário latu e stricto das feiras nordestinas.
  

Palavras-chave: Cultura, Território e feira Camponesa.

LEIA O TRABALHO NA INTEGRA:
http://dspace.bc.uepb.edu.br:8080/jspui/bitstream/123456789/1575/1/PDF%20-%20Sharlene%20da%20Silva%20Bernardino.PDF

terça-feira, 5 de novembro de 2013

“Políticas Públicas de Convívio com a Seca”.

postado do www.uepb.edu.br
Problemas provocados pela seca e alternativas
para a estiagem serão discutidos em evento na UEPB
4 nov 2013 | 83 visualizações
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A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) promove na próxima terça-feira (12), às 9h, no Centro de Integração Acadêmica, no Câmpus I, em Campina Grande, o debate “A seca na Paraíba: avaliação e perspectiva”. O evento tem como objetivo reunir a comunidade acadêmica, autoridades e representantes de instituições públicas para analisar a atual situação dos problemas relativos à estiagem no estado.
Além de discutir a problemática da seca, as palestras também visam socializar os resultados das atividades acadêmicas desenvolvidas na UEPB sobre este assunto, a exemplo de estudos sobre a baixa precipitação pluviométrica, situação dos moradores do semiárido e prejuízos econômicos e sociais resultantes da seca. Desta forma, o conhecimento científico será utilizado a serviço da população afetada pela estiagem e terá em vista colaborar de alguma forma com os agentes públicos e privados responsáveis pela efetivação de obras e ações que podem minimizar os efeitos deste fenômeno natural.
As palestras são gratuitas e voltadas a professores, estudantes e demais pessoas interessadas. Participarão como palestrantes o professor Hermes Alves de Almeida, com o tema “Dinâmica do Clima e a Percepção/Efeito da Seca nas Microrregiões Paraibanas”; professor Rafael Albuquerque Xavier, discutindo “A Situação das Bacias Hidrográficas no Semiárido”; e o professor Belarmino Mariano Neto e Luciane Vieira de Arruda, que discorrerá acerca das “Políticas Públicas de Convívio com a Seca”.
Outras informações podem ser adquiridas através do telefone (83) 8808-8969.
ProfOzéas Jordão
Fones: 88459486 (Oi) / 96828522 (Tim) / 33398043 (Oi Fixo)
ozeasjordao@gmail.com e Skype: ozeasjordao