quinta-feira, 28 de abril de 2011

CARRASCO - Memória das Ligas Camponesas em Guarabira

“A MEMÓRIA DAS LIGAS CAMPONESAS E A CONQUISTA DA TERRA DO CARRASCO EM GUARABIRA/PB”


José de Arimatéia da Silva¹; Belarmino Mariano Neto²; Waldecir Ferreira das Chagas³

RESUMO:
Esta pesquisa estar sendo realizada no Agreste paraibano, microrregiões geográficas de Guarabira na zona rural conhecida como povoado do Carrasco. Nosso objetivo é analisar pela via da história oral e trajetórias de vida a constituição da luta pela terra com a organização das Ligas Camponesas em Guarabira e sua influência na consolidação do Carrasco enquanto um território dos agricultores que aderiram ao movimento e conseguiram conquistar a terra de morar e trabalhar. Para isso, pretendemos identificar os problemas sócio-econômicos, políticos e culturais da área e apresentar um quadro das diferentes situações históricas locais. Nossa metodologia baseia-se na pesquisa empírica pautada no diário de campo, entrevistas gravadas, registro fotográfico e resgate da memória a partir da história oral e das trajetórias de vida dos agricultores que viveram durante o período em que as Ligas Camponesas comandavam a luta pela terra na Região pesquisada.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

EM DEFESA DOS RIOS, DA VIDA E DOS POVOS DA AMAZÔNIA

CARTA DE BELÉM
Encaminhada por Dion Monteiro


EM DEFESA DOS RIOS, DA VIDA E DOS POVOS DA AMAZÔNIA

Os participantes do seminário “Energia e desenvolvimento: a luta contra as hidrelétricas na Amazônia”, após ouvirem professores e pesquisadores de importantes universidades afirmarem que Belo Monte não tem viabilidade econômica, pois vai produzir somente 39% de energia firme, 4,5 mil MW dos 11 mil prometidos. Afirmarem ainda que a repotenciação de máquinas e equipamentos e a recuperação do sistema de transmissão existente poderiam acrescentar quase duas vezes o que esta usina produziria de energia média, investindo um terço do que se gastaria na construção de Belo Monte.

Após ouvirem o procurador do Ministério Público Federal (MPF) falar sobre a arquitetura de uma farsa jurídica: falta de documentação, oitivas indígenas que nunca existiram, licenças inventadas e ilegais, estudos de impacto incompletos e que não atendem as exigências sociais, ambientais e da própria legislação.

Após ouvirem o povo akrãtikatêjê (Gavião da montanha), relatando a luta que até hoje travam contra a Eletronorte, que os expulsou de suas terras quando a hidrelétrica de Tucuruí começou a ser construída, tendo sua cultura seriamente ameaçada, enfrentando doenças e problemas sociais que antes não conheciam.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dissertação de Mestrado Sobre Bancos de Sementes

OS BANCOS DE SEMENTES COMUNITÁRIOS NA CONSTRUÇÃO

DOS TERRITÓRIOS DE ESPERANÇA: O CASO DO
ASSENTAMENTO TRÊS IRMÃOS/PB

JULIANO MOREIRA DO NASCIMENTO

O Programa de Mestrado em Geografia da UFPB, Campus I, em João Pessoa, acabou de liberar mais uma safra de importantes trabalhos científicos de uma Geografia da Intervenção. Dessa vez, foi o trabalho do jovem pesquisador Juliano Moreira do Nascimento, que sob a orientação da Profa. Dra. Emilia de Rodat Moreira Fernandes, cumpriu mais essa etapa em fortalecer a base de pesquisa sobre "os Territórios de Esperança".  A dissertação teve como banca avaliadora: a Profa Dra. Maria Franco Garcia (UFPB/CCEN - Examinadora Interna); Professor Dr. Marcelo Mendonça (UFG - Examinador Externo) e; Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto (DGH/CH/UEPB – Examinador Externo).
O Resumo do trabalho diz que: "A valorização do cultivo de alimentos está relacionada à construção de novos territórios, fortalecidos por diversas culturas locais, em muitos casos, atribuídos a um valor místico, social, histórico, político e econômico.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Meios de Comunicação como armas de guerra


Postado por Carlos Azevedo

A primeira vítima de uma guerra é a verdade. Com certeza, em época de conflitos bélicos mundiais, tal afirmação aplica-se muito bem ao papel da mídia. A chamada guerra contra o terrorismo empreendida pelos Estados Unidos contra o Afeganistão traz de volta a visão dos meios de comunicação como instrumentos de busca da hegemonia e de controle da opinião pública mundial. É interessante acompanharmos a evolução das relações entre o campo dos media e a instituição militar para entendermos a fundo a cobertura dada pelos veículos nacionais e internacionais ao conflito.

No livro Estratégias de Comunicação (Lisboa, 1990), o professor catedrático da Faculdade de Ciências da Comunicação, da Universidade Nova de Lisboa, Adriano Duarte de Rodrigues nos historia as relações entre a instituição dos media e os militares. Para ele, a comunicação é peça fundamental para as guerras.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Terceira Intifada do Povo Palestino

Amigos! Amigas!
"O cotidiano do Povo Palestino tem sido - e não de hoje! - um mostruário de agressões que ofendem a Humanidade. O que tem feito a ONU? Até quando a Humanidade vai tolerar essa tamanha injustiça? O que sobre isso já dizia Gandhi?" Como testemunhar nossa solidariedade ao Povo Palestino e a outros do mundo inteiro? Fraternalmente, Elder Calado


Convocada a Terceira Intifada do Povo Palestino com a Marcha dos Milhões à Palestina.

Postado por Laerte Braga e Por Jamal Harfoush

«O que está acontecendo na Palestina, não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico.» (Gandhi)

Dito isto, está marcada para o dia 15 de maio de 2011, a Terceira Intifada e a Marcha dos Milhões à Palestina. Milhões de Refugiados Palestinos estão se organizando ao redor do mundo, na própria terra que nos foi roubada e nas fronteiras,

O QUE JOSÉ COMBLIN NOS CONTOU EM 2007.

Postado por Alder Calado,

O QUE JOSÉ COMBLIN NOS CONTOU EM 2007.

Eduardo Hoornaert

Por ocasião dos sessenta anos da ordenação sacerdotal de José Comblin, um bom grupo de amigos(as) e missionários(as) se reuniu no santuário de Ibiapina em Santa Fé (Arara), no brejo paraibano, para festejar a data, reatar os contactos, fortalecer a rede e reanimar o espírito. José tinha 85 anos e estava particularmente eufórico. Ele nos confidenciou detalhes sobre sua vida, algo que não costumava fazer.

1. Desde muito jovem, seus talentos intelectuais chamaram a atenção de familiares e educadores. Quando, provavelmente com a idade de 16 ou 17 anos, ele disse a seu tio padre que queria ser missionário, este respondeu prontamente: ‘Missionário não, você e inteligente demais. Professor, isso sim, professor na universidade de Lovaina!’. Efetivamente, José estudou teologia em Lovaina e admirou a competência, aplicação e honestidade intelectual de professores como Lucien Cerfaux e Gustave Thils. Quando o novo ‘doutor’ foi nomeado vigário auxiliar numa paróquia em Bruxelas, foi uma decepção: ‘eu senti que não havia mais futuro para o catolicismo na Bélgica’. Então, ele procurou outra coisa. Quando, respondendo ao pedido do papa Pio XII, a universidade de Lovaina abriu um colégio para sacerdotes que desejavam partir para a América Latina, ele foi um dos primeiros candidatos.

2. Com a idade de 35 anos, em 1958, José partiu para o Brasil. Na conversa de 2007 ele insistiu: Não deixei a Bélgica para responder ao apelo do papa nem para combater o comunismo, o protestantismo ou o espiritismo (as três ameaças da época, na opinião do Vaticano).

terça-feira, 5 de abril de 2011

Proext-2011 está com edital de Extensão

Proext-2011 está com edital no ar e possui linha temática de apoio a projetos de Educação Patrimonial e Patrimônio Cultural

Postado de Educação Patrimonial
O panorama atual do ensino superior no Brasil nos leva refletir sobre o compromisso da Universidade para com a sociedade, e o papel dessa para o desenvolvimento do país. O Programa de Extensão Universitário – PROEXT surge no sentido de criar instrumentos para a produção acadêmica que possibilitem pensar o Brasil e a resolução de suas disparidades e mazelas. O Programa permite que a Universidade possa voltar suas atividades de ensino e pesquisa para as demandas da sociedade, fazendo dialogar o Projeto Nacional de Desenvolvimento e a Extensão Universitária – definida pelo Fórum Pró-Reitores de Extensão como “o processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre Universidade e Sociedade”.  Veja edital na sequencia:

Geografia: referenciais curriculares para o Ensino Médio na Paraíba

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E CULTURA


COORDENADORIA DE ENSINO MÉDIO

G E O G R A F I A: REFERENCIAIS CURRICULARES DO ENSINO MÉDIO DO ESTADO DA PARAÍBA
Imagem Fotográfica: Érica Gomes da Costa Mariano, 2006

“O homem é a natureza adquirindo consciência de si própria*”
EQUIPE:
Profº. Ms. Belarmino Mariano Neto (UEPB/CH)

Profº. Ms. Luís Gustavo de Lima Sales (UEPB/CH)

Profª. Ms. Ricélia Maria Marinho da Silva (UEPB/CH)

ISBN 978-8598357-33-1 (João Pessoa, Paraíba: Secretaria de Estado da Educação e Cultura,  Agosto de 2006.)

INTRODUÇÃO:

Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM) foram elaborados a partir do ano 2000, para difundir os princípios da reforma curricular, bem como, orientar os professores na busca de novas abordagens e metodologias. Depois de três adequações, dentre eles, os Parâmetros Curriculares em Ação – PCN+, em 2002; as Orientações Curriculares do Ensino Médio, em dezembro de 2004 e; documentos curriculares sobre algumas áreas de conhecimento, 2005; o Governo Federal lança as Orientações Curriculares do Ensino Médio em 2006.  O grande desafio dos Parâmetros Curriculares Nacionais é o de “preparar o jovem para participar de uma sociedade complexa como a atual, que requer aprendizagem autônoma e contínua ao longo da vida”, por isso que os organizadores dos PCNEM sugerem que as publicações não sejam um “manual ou uma cartilha a ser seguida”, mas um instrumento de apoio à reflexão do professor a ser utilizado em favor do aprendizado, esperando que cada docente aproveite as orientações como estímulo à revisão de práticas pedagógicas, em busca da melhoria do ensino. (Orientações Curriculares do Ensino Médio, 2006)
Leia o texto na integra: https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0BzuVaa1bm0peZmVlMTFhMTEtNDBmOC00MDY4LThlMGEtZTE4ZjljMWRkNzM2&hl=en

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Personagens históricos revivem Ligas Camponesas


MOMENTO HISTÓRICO: Elizabeth Teixeira, ao lado do governador Ricardo Coutinho e do escritor Agassiz Almeida, na casa da fazenda Antas, onde iniciou sua saga com João Pedro Teixeira
Postado por Jorge Brito

A memória das Ligas Camponesas ganhou históricas homenagens na passagem dos 49 anos da morte de João Pedro Teixeira, líder camponês paraibano assassinado a mando dos latifundiários, em 2 de abril de 1962. O epicentro das comemorações ocorreu no último sábado, no Distrito Barra de Antas (Sapé), onde João Pedro viveu e empreendeu sua luta por justiça no campo, tornando-se um mártir do movimento que ganhou repercussão internacional nas vésperas do golpe militar de 64 no Brasil.
Com a presença do governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho, o evento organizado pela ONG Memorial das Ligas Camponesas, contou também com figuras célebres da luta camponesa no Brasil, entre elas, Elizabeth Teixeira (viúva de João Pedro) e o ex-deputado Agassiz Almeida, que participou ativamente das ações iniciais em prol da consolidação das Ligas Camponesas na Paraíba; além de representantes de entidades ligadas aos movimentos sociais brasileiros, políticos, pesquisadores, camponeses e expoentes da nova geração do movimento camponês no Estado.
Entre os objetivos principais do evento, os organizadores destacaram a urgência na desapropriação da casa onde viveu João Pedro - para criação do Museu das Ligas Camponesas e da Fazenda Antas.

domingo, 3 de abril de 2011

Ato relembra 49 anos de morte de João Pedro Teixeira


Governador Ricardo Coutinho (PSB) al lado de Elizabeth, Agassiz de Almeida e dos camponeses.

A ONG – Memória das Ligas Camponesas realizou no dia 02 de fevereiro ato público e caminha para relembrar o assassinato do líder camponês João Pedro Teixeira. O evento contou com milhares de pessoas, em especial, os camponeses da região, representantes da CPT, MST, representantes da UEPB de Guarabira, da UFPB e da UFCG; CRDHA/PB, representantes do Gabinete do Deputado Federal Luiz Couto e lideranças políticas como o Governador Ricardo Coutinho (PSB), Frei Anastácio e Agassiz Almeida, Ex-Deputado e que na época do assassinato foi quem pediu a abertura de CPI para apurar a morte do líder camponês.

A líder camponesa Elizabeth Teixeira falou emocionada do ex-marido, relatou o sofrimento e as perseguições até a morte do companheiro. Mas que continuou a luta a pedido de João Pedro. Ela disse que na hora de sua morte, ainda com as mãos quentes, jurou que continuaria sua luta e que com mais de 80 anos de idade, não desiste da luta pela reforma agrária em nosso país.

Depois de sua fala emocionada, recebeu vários ramalhetes de flores de mulheres camponesas de sítios e assentamentos da região.

O Governador Ricardo Coutinho, destacou a importância das lutas camponesas para a história da Paraíba, mas lembrou que a história ainda não demonstrou os resultados positivos esperados durante décadas.