sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

#Chimpanzé se despede e abraça mulher que a salvou



Reprodução
Fonte da imagem: http://newspressrelease.wordpress.com/2013/12/20/chimpanze-se-despede-e-abraca-mulher-que-a-salvou/

Postagem do: http://br.noticias.yahoo.com/chimpanzé-se-despede-e-abraça-mulher-que-a-salvou-111623586.html

"Wounda é o nome da chimpanzé que foi resgatada, em péssimas condições, da selva do Congo pelo Instituto Jane Goodall - responsável por tratar e reabilitar animais feridos por caçadores. Após cuidar da saúde do animal, a primatóloga britânica Jane Goodall e a veterinária Rebeca Atencia acompanharam o retorno de Wounda para seu habitat natural. 

A libertação do animal foi especialmente marcante devido a um gesto que emocionou não só a equipe como a todos que assistiram a cena. Ao se despedir, Wounda abraçou a criadora de forma carinhosa, mostrando a sua gratidão por tudo o que Jane fez."

A mais linda mensagem de final de Ano que poderia assistir - veja também e se possível compartilhe esse link:
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/chimpanzé-se-despede-e-abraça-mulher-que-a-salvou-111623586.html
Leia também:

Manifesto Ecológico (Por Belarmino Mariano Neto)

Este manifesto é um ato libertário de protesto contra o modo vergonhoso de agressões praticadas contra o meio ambiente por eco-farsistas, (banqueiros, empresários, industriais, governos e trustes em geral) responsáveis pelos desastres ecológicos que foram e estão sendo provocados por esse conjunto de inconsequentes que podemos generalizar como capitalistas e autoritários.

As agressões ao meio ambiente – poluição atmosférica, poluição dos mares, poluição dos rios, poluição dos alimentos, desmatamentos, extinção de espécies da fauna e da flora, etc. são quase todas permitidas pelo estado e praticadas indireta ou diretamente por empresas capitalistas, que obedecendo às normas do mercado, buscam maior lucro, custe o que custar para os seres humanos. Esta farsa ecológica (FREIRE, 1992) de defesa da natureza, por parte de alguns meios de comunicações, empresas e governos, é uma tentativa vergonhosa de encobrir esta podre sociedade baseada na concorrência, no consumismo e na exploração tirânica do planeta e da humanidade.
Os países desenvolvidos falam em proteção ambiental, organizam fóruns internacionais para se discutir a problemática, mas não admitem uma só mudança nas estruturas dessa decadente e destrutiva sociedade capitalista.
Os países subdesenvolvidos carregam sobre os ombros uma escabrosa dívida externa, mas ainda não atinaram para ideia de que são os países ricos os maiores responsáveis pela grande Dívida ecológica, que se iniciou com a velha história da colonização (destruição das culturas indígenas, saque de suas riquezas naturais, desmatamento e poluição generalizada). Tudo o que hoje e desenvolvimento de quase todo o hemisfério sul do planeta, é obra dos quinhentos anos de exploração capitalista, dívida que só será paga com o fim desse desajustado sistema.

“A noção de que o homem deve dominar a natureza vem diretamente da dominação do homem pelo homem”. “Os desequilíbrios causados no mundo natural têm sua origem nos desajustes do mundo social” (BOOKCHIN, 1991, p. 17-19).

Esta sociedade baseada no produzir por produzir nos coloca diante de uma posição radical, tão grande é a urgência em socorrer o nosso planeta das assassinas desses mercadores da nossa comunal e mãe terra. É fundamental uma sociedade que não seja mercadoria de uns poucos, que o reino natural não seja uma mera manufatura para o desenfreado mundo comercial.

Precisamos romper as travas da propriedade privada sobre o espaço geográfico, à base de uma nova sociedade será o fim da dualidade cidade x campo e a completa descentralização do espaço urbano, especialmente as grandes metrópoles internacionais. Precisamos responsabilizar por esta situação catastrófica, bestial e apocalíptica de desajustes sócio-naturais, este sistema farsista, autoritário e antinatural que atualmente forma um grande império de exploração. É urgente a prática cotidiana por uma sociedade ecológica.

Referencias:

BOOKCHIN, Murray. Por uma Ecologia Social. Rio de Janeiro: Utopia, nº 4, 1991.

FREIRE, Roberto. A Farsa Ecológica. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1992.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

MENSAGEM DO ESCRITOR AGASSIZ ALMEIDA AO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, PRESIDENTE DO STF


 Por Agassiz Almeida (por sua acessoria JBS).

Foto Agassiz Almeida, Fonte: blogdopaulonunes.com 

Desde o nosso período colonial que o povo brasileiro sofre duas formas cruéis de opressão no seu processo de desenvolvimento: a espoliação por uma elite egoísta e excludente, e recentemente, nas últimas décadas, se vê manipulado por espetáculos circenses nos quais se dão as mãos a hipocrisia, o cinismo e a avidez pelas manchetes midiáticas.
O que assistimos hoje? Como há dois mil anos nas arenas do Coliseu romano, expõem-se acusados, acunhados de os condenados do mensalão, à execração da opinião pública num monumental anfiteatro comandado por magistrados transvestidos de Catão incorruptível, e, remontando aos idos tempos, em verdadeiros sobas africanos.
Molière não faria melhor encenação. Embalada nos frenéticos aplausos da massa humana, idólatra desses novos deuses, a mídia televisiva e a internet, a alta corte do país dita uma nova ordem de moralismo, mesmo violentando os mais elementares princípios e normas do Estado Democrático de Direito. Todos procuram tripudiar nos vencidos.
Ministro Joaquim Barbosa - STF. Fonte:  fotografia de Ailton de Freitas / O Globo
Vem-me um horror sarcástico desse cenário teatral por trás do qual grassa nas antecâmaras dos poderes corrupção epidêmica, escancarada nas obras faraônicas, sobretudo no Judiciário.
Aplaudam-se os magistrados na ação punitiva aos condenados de alto coturno, e que ela se estenda implacavelmente por todo o país a prefeituras e tribunais superiores.
Que não fique, Sr. Ministro, na consciência do povo brasileiro a  frustação  melancólica de que mais um espetáculo circense foi montado.  O juiz Lalau nos deixou de sobreaviso. Desde então, quem foi condenado?
A mais condenável ação de um dirigente do poder é arrastar às fronteiras do engodo a consciência de um povo.
Cansa-se a nação das demagogias e hipocrisias. Existe um abismo entre o povo brasileiro e a nação. Ele precisa de um estadista que desafie os grandes problemas e aponte as soluções, e não de populistas de ocasião.
Façamos deste Brasil uma nação conduzida por um povo forte e livre, e não um empanturrado país manipulado por elites egoístas e venais.
Os indignados repelem a passividade satisfeita que uma mídia comprometida quer impor ao povo brasileiro.
Entre o ruído que a condenação dos acusados do mensalão provoca e a esperança do povo, uma verdade eclode: que este julgamento não seja apenas uma peça teatral, porta larga por onde os corruptos e os irresponsáveis gestores públicos trafeguem.
Condenar não basta, Sr. Ministro, urge convocar a consciência da nação para uma nova ordem de respeito aos recursos  públicos. A sensação de que tudo isto é mais uma encenação midiática levará à desolação o povo brasileiro, tão malbaratado por poderosas forças.

Saudações democráticas.


Agassiz Almeida



Agassiz Almeida, escritor, ativista dos direitos humanos, ex-deputado federal constituinte, autor das obras, “A república das elites”, A ditadura dos generais”, e recentemente lançou “O fenômeno humano”. É considerado pela crítica como um dos grandes ensaístas do país.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Trabalho de Campo Litoral Paraibano - Biografia e Estudos Integrados do Meio Ambiente

Turmas de Biogeografia e Estudos Integrados do Meio Ambiente, UEPB, Campus III, Nov. 2013.
AULA DE CAMPO INTERDISCIPLINAR
Responsáveis: Profa. Luciene Vieira de Arruda e Belarmino Mariano Neto
(Ao final do texto,  link de Álbuns fotográficos).

De acordo com a ementa das disciplinas Estudos Integrados do Meio Ambiente e Biogeografia, pretende-se complementar os conteúdos teóricos com aulas de campo por acreditar-se que teoria e prática sempre devem ocorrer de forma concomitante no processo de aprendizado do futuro profissional de Geografia.
Dessa forma, objetiva-se entender melhor o conteúdo programático dessas disciplinas tendo como exemplo uma pequena parcela do território brasileiro, mais especificamente o litoral paraibano, incluindo praias e áreas urbanas, a partir de uma aula de campo, onde será possível:

- Conhecer os componentes geoambientais (geologia, geomorfologia, clima, solos e biodiversidade) para identificar e avaliar as potencialidades e vulnerabilidades do litoral paraibano, com a aplicação da ficha de caracterização geoambiental e biogeográfica;
- Caracterizar o percurso no que diz respeito aos processos morfodinâmicos, as formações superficiais, processos pedogenéticos, uso e ocupação do solo, para se fazer uma análise integrada desses ambientes;
- Conhecer e avaliar as unidades de conservação do percurso no que diz respeito à localização, tipo de ecossistema, esfera governamental responsável, situação ambiental e outros;
- Entender a organização do litoral paraibano, seu uso e ocupação, levando em consideração as características econômicas, sociais e ambientais, o meio urbano, as diversas modalidades de turismo, a modernização, a especulação imobiliária e seus impactos sobre o meio ambiente;
- Fazer uma análise a partir da diferenciação da organização espacial da cidade de João Pessoa fazendo-se uma comparação entre as “ilhas” de modernidade (os bairros modernos, condomínios residenciais) e a arquitetura centenária da capital paraibana (o centro histórico e os bairros mais antigos), considerando os impactos ambientais e áreas degradadas da capital paraibana;
- Propor medidas que venham contribuir para um melhor aproveitamento dos recursos naturais do percurso;
- Compreender a influência dos elementos religiosos no processo de produção do espaço do litoral paraibano, bem como desmistificar os imaginários acerca da produção do espaço nessa região. 

As turmas na praia de Tambaba, nov, 2013.


Resultados:
Trabalho de Campo Organizado pelos professores Luciene Arruda e Belarmino Mariano, com as turmas de Biogeografia e Estudos Integrados do Meio Ambiente. Da UEPB Campus III. Foi realizada em três dias (29, 30 de nov. e 1 de dez.). O trabalho contou com a participação de 40 estudantes do Curso de Geografia e percorremos mais de 90% do Litoral Paraibano e trechos do Agreste. Saímos de Guarabira, na direção de Mataraca (Limite com o Rio Grande do Norte), até a Barra de Camaratuba e chegamos até o município do Conde, até a APA de Tambaba. As pesquisas incluíram estudos de climatologia, geomorfologia, pedologia, biogeografia, fitogeografia, geografia, agrária, urbana e do turismo.

Turmas no Centro Histórico de João Pessoa, dez, 2013.


Queremos aproveitar para agradecer as Pró-reitorias de Graduação, Estudantil e de Administração, pela aprovação do nosso projeto de trabalho de Campo e apoio na liberação do transporte para esta viagem. Queremos agradecer ao Frei Geral e ao Cristiano, responsáveis pelo santuário da Guia, pela liberação da casa do Romeiro e pelo apoio em nos acolher e nos dar dormida. 
Queremos agradecer ao Instituto dos Cegos, em João Pessoa, que através de José Antônio (diretor), nos acolheu, com dormida e com espaço para o preparo de nossos alimentos. Estas instituições foram fundamentais em nossa viagem de campo. Agradecer aos servidores da coordenação de Geografia, em nome de Tânia Cavalcanti, bem como, as profas. Ana Glória e Cleoma pela organização das declarações para a nossa viagem. Registrar a profunda atenção e profissionalismo do Motorista André, d Águia Turismo, pois foi muito mais, sempre atento a todos os detalhes do percurso e ao total cuidado a todos os participantes. 
Registrar que as duas turmas de Biogeografia e as duas Turmas de Estudos Integrados do Meio Ambiente, foram corajosas, destemidas e extremamente atenciosas com todos os temas abordados.
(Imagens do prof. Belarmino Mariano, Gilson Barbosa e Klemylson).
Segue Álbuns com os três dias de campo.





quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A FORMAÇÃO TERRITORIAL DO BREJO PARAIBANO E A LUTA PELA TERRA: O CASO DO ASSENTAMENTO NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (DISSERTAÇÃO)

Imagem de Leandro paiva em capa do facebook, 2013.
Por: Leandro Paiva do Monte Rodrigues
Dissertação de Mestrado:

A luta pela terra sempre esteve presente nos embates políticos no Brasil assumindo formas e contornos diferentes ao longo do tempo histórico. Temos como exemplos: a luta dos indígenas para resistir à apropriação de suas terras pelos europeus no período da colonização; a luta das comunidades quilombolas, em que a liberdade passava diretamente pela apropriação de um território; a luta dos arrendatários contra o pagamento da renda, como no caso das Ligas Camponesas em meados do século XX; a luta de resistência dos moradores e posseiros para continuar a viver e trabalhar na terra e a luta dos trabalhadores sem terra por um pedaço de chão.
As formas de luta do século XX e XXI representaram e ainda representam o enfrentamento da classe trabalhadora à dominação e a exploração do capital latifundiário e do agronegócio (este, no mais das vezes, confundido e integrado ao capital latifundiário) e trazem no seu bojo a bandeira de luta pela reforma agrária.

A discussão sobre a reforma agrária ressurge no Brasil, em meados do século XX, numa clara manifestação da importância da agricultura, da posse da terra e das relações de trabalho no campo no processo de formação de nossa história. Os problemas referentes à questão agrária estão relacionados: a) à propriedade da terra, particularmente ao seu caráter privado e à sua concentração; b) aos processos de expropriação, expulsão e exploração dos camponeses e assalariados; c) à violência contra os trabalhadores; d) à produção, ao abastecimento e à segurança alimentar; e) aos modelos de desenvolvimento da agropecuária e seus padrões tecnológicos; f) às políticas agrícolas e ao mercado; g) à qualidade de vida e à dignidade humana. Por tudo isso, a questão agrária compreende as dimensões econômica, social, cultural e política.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

ABORDAGEM TERRITORIAL E ENFOQUES AGROECOLÓGICOS NO AGRESTE/BREJO PARAIBANO: DESENHOS, ARRANJOS E RELAÇÕES (TESE DE DOUTORADO)

Foto do Sítio Utopia, jardinagem e agrofloresta, 2005.

A Tese de Doutorado do Prof. BELARMINO MARIANO NETO, já se encontra a
disposição de todos em formato PDF. A área de desenvolvimento da pesquisa localiza-se 
no Planalto da Borborema, Agreste e Brejo da Paraíba, Nordeste brasileiro. 
O objetivo com este trabalho é analisar a construção de um território de enfoques agroecológicos, 
a partir das experiências e das relações sociais e ambientais que estão sendo 
desenvolvidas no Agreste e Brejo paraibano. A análise das 
experiências dos agricultores familiares, a partir das quais foram inseridos os mediadores 
(Organizações Não-Governamentais – ONG’s, sindicatos e institutos de pesquisa) e também 
os consumidores. Foram consideradas como metodologia a pesquisa empírica e a observação 
participante e como elementos teóricos a abordagem territorial e ecologia política em uma 
constante reflexão e análise crítica dos componentes sócio-ambientais do presente. A tese 
parte da ideia de que a estrutura agrária do latifúndio e as práticas de degradação do meio 
ambiente são os principais problemas para a realização de uma agricultura familiar 
sustentável de forma social, econômica e ecológica. A abordagem focada no território pauta-
se em processos de organização social, a partir das propriedades rurais e seus produtores. 
Elegeu-se uma área de sítios para uma identificação de elementos sócio-ambientais. Os sítios 
Utopia e São Tomé Cima, em Alagoa Nova, foram as principais bases no estudo de caso e os 
sítios: Floriano, Retiro, Lagoa do Barro e Oiti, situados em Lagoa Seca, complementaram a 
pesquisa empírica. O espaço da pesquisa é marcado pela bacia hidrográfica do Rio 
Mamanguape, que serviu de via colonial para a conquista e povoamento de toda a área. O 
ambiente ecológico de Brejo apresenta os melhores solos do território, o que levou ao local 
uma forte concentração de terras e disputas de poder político local. Nessa construção, 
acredita-se na ideia de que, mesmo com a agricultura familiar existente, a agricultura 
ecológica só será implantada mediante um forte processo de transformação do espaço agrário 
e democratização dos recursos naturais, para que os agricultores familiares possam atingir o 
pleno desenvolvimento de um território sustentável.

Leia a Tese na integra: 
https://docs.google.com/file/d/0BzuVaa1bm0peOWVhMmMwYjgtODA2Yy00OWIyLWFmMTItOTY0ZDQwM2YxZGQ1/edit?hl=en

domingo, 17 de novembro de 2013

SOUSA E SANTA CRUZ – PB: INTERDEPENDÊNCIA ECONÔMICA, SOCIAL E CULTURAL

Foto: Trabalho de Campo para o Sertão da Paraíba. Arquivo de Belarmino Mariano, 2007.

Título: SOUSA E SANTA CRUZ – PB: INTERDEPENDÊNCIA ECONÔMICA, SOCIAL E CULTURAL.
Autora: Daniele Ferreira Alves
(Orientador) Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto (UEPB/CH/DHG)
Examinador - Prof. Ms. Carlos Antônio Belarmino Alves (UEPB/CH/DHG)
Examinador - Prof. Esp. Antônio Sérgio Ribeiro de Souza (UEPB/CH/DHG)

RESUMO
O presente trabalho teve como objetivo realizar estudo de análise sobre a situação de interdependência econômica, social e cultural entre os municípios de Sousa (polarizador da microrregião), e Santa Cruz, município polarizado por este, integrando o quadro de seus oito municípios periféricos. Para tanto, foram realizadas pesquisas teórico-bibliográficas e documentárias, coleta de dados, entrevistas e pesquisas no local. A metodologia consistiu em pesquisa empírica, registro de imagens e entrevistas semi-estruturadas. A pesquisa abordou a condição de interdependência entre Sousa e Santa Cruz, dando ênfase à questão centro/periferia em seus aspectos e relações sócio-urbanas, existentes e provenientes dessa hierarquia. A base teórica para o estudo centrou-se na linha de pesquisa sobre região e regionalização, bem como o espaço-tempo para contextualização histórica do ambiente de pesquisa. Os resultados apontam para um intenso processo de interdependência entre os dois municípios, onde não só a cidade polo tem influência sobre seu centro local subordinado, como também depende dos fluxos sociais e econômicos advindos deste pequeno centro, sendo, portanto, reflexo e produto dessas relações.
Palavras-chave: Região, Cidades e Interdependência.

sábado, 16 de novembro de 2013

GEOPOLÍTICA DA ÁGUA: AÇUDE DE BOQUEIRÃO/PB E AS DISPUTAS TERRITORIAIS POR ÁGUA

Imagem de satélite do Açude de Boqueirão. Fonte: GoogleEarth, 2011.

LINHA DE PESQUISA: Geografia, Território e Territorialidade
TÍTULO: GEOPOLÍTICA DA ÁGUA: AÇUDE DE BOQUEIRÃO/PB E AS DISPUTAS TERRITORIAIS POR ÁGUA
Rainer Rufino Ribeiro (Autor) -Geografia – Dep. de Geografia /CH/UEPB
Profº. Dr. Belarmino Mariano Neto (Orientador) -Doutor em Sociologia -Departamento de Geografia/CH/UEPB
Profa. Dra. Luciene viera de Arruda (Examinadora) - Doutora em Agronomia - Departamento de Geografia/CH/UEPB
Prof. Ms. Carlos Antônio Belarmino Alves (Examinador) Mestre em Educação Ciência e Tecnologia Departamento de Geografia UEPB/DG/CH.

 RESUMO:
A Pesquisa apresenta como objetivo geral analisar a complexidade geográfica a partir da categoria território e do elemento água na perspectiva geográfica de disputas. Considerando o pensamento de diferentes autores que teoricamente afirmam estarmos diante de uma eminente crise ambiental por água e que este fato já caracteriza motivos suficientes para “conflitos por água”, exemplificados por autores como: (CARMO, 2001). (BRITO, 1944); (RAFFESTIN, 1993); (VIANNA, 2005); BERTOLDI (2000); (NELSON, 2009); (PRETTE, 2000); (GETIRANA, 2005), como principais referências teóricas. O estudo é eminentemente teórico, pois acreditamos ser possível discutir sobre uma geopolítica da água, mas buscamos um suporte territorial a partir do semi-árido paraibano, em terras do Cariri, tendo o Açude Presidente Epitácio Pessoa (Açude de Boqueirão) como objeto da pesquisa. Esse açude atende diretamente as populações de municípios como Boqueirão, Queimadas, Campina Grande e demais municípios circunvizinhos. A metodologia consistiu em levantamento bibliográfico, pesquisa campo em que a ideia de que os recursos hídricos representam importante base teórica. Também foi fundamental fazer uma prévia sondagem a respeito das possibilidades de pesquisas sobre territórios da água na Paraíba, que apresenta grande extensão territorial influenciada pela semi-aridez, o que permitiu situações geográficas para análise, focada na abordagem territorial. O Açude de Boqueirão representa um lócus de água, em uma região onde a escassez é a marca principal. A ideia inicial foi fazer um panorama sobre o tema conflito pela água já pode ser observado em todos os cinco continentes do planeta. Teoricamente existem muitos argumentos acerca do tema, mas elegemos Também dados institucionais de entidades como a CPT; SEMARH; AESA e Nações Unidas, no que diz respeito aos recursos hídricos e a insuficiência da água existente.


Palavras-Chave: Geopolítica. Território. Água

Leia Artigo:

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CARACTERIZAÇÃO DE AMBIENTES AGRÍCOLAS E DOS PRINCIPAIS SOLOS DO MUNICÍPIO DE GUARABIRA - PB


Fonte: imagem de capa do facebook

A Tese de Doutorado da Profa. Dra. Luciene Viera de Arruda, já se encontra a disposição de todos os interessados e interessadas pelo trabalho aprofundado sobre os ambientes agrícolas de Guarabira, com um detalhamento dos seus solos. A pesquisadora fez um trabalho primoroso e identificou nas diferentes áreas rurais do município de Guarabira as principais potencialidades e limitações pedológicas apresentadas no município. É um estudo de profundo interesse, para pesquisadores e produtores rurais locais, pois as análises de solo, estão totalmente atualizadas em relações as melhores classificações pedológicas já desenvolvidas, tanto por pesquisadores da UFPB, campus de Areia, quanto de pesquisadores do Nordeste, Brasil e estrangeiros.
Confiram na integra uma Tese com T maiúsculo: 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Conferência da ONU sobre mudança climática começa nesta segunda-feira

mudançasclimaticas
















Rede Sustentabilidade, 11 de novembro de 2013
A 19ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP-19) começa nesta segunda-feira em Varsóvia (Polônia) com a missão de preparar o terreno para que a próxima grande conferência do clima, prevista para Paris, em 2015, não repita o fiasco da COP-15 em gerar um documento legal de redução de emissões mais eficiente do que o Protocolo de Kyoto.

Embora um novo acordo climático só deva ser assinado em dois anos e implantado em 2020, a COP-19 é fundamental para discutir as bases que tecerão o compromisso global. O encontro será realizado pouco depois da divulgação do quinto relatório sobre mudanças climáticas do IPCC, em setembro. Nele é afirmado, com 95% de certeza, que o homem é “a causa dominante” do aquecimento global desde a década de 50.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

CULTURA, PAISAGEM E TERRITÓRIO DA FEIRA CAMPONESA: UMA ANÁLISE NO MUNICÍPIO DE JACARAÚ.


043 – GEOGRAFIA

Autora:Profa. Esp. Sharlene da Silva Bernardino
Orientador: Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto

Examinadores: Prof. Ms. Maria Aletheia Stedile Belizário
                               Prof. Dr. Edvaldo Carlos Lima
                           
 RESUMO 

Este trabalho buscou compreender a relação que se processa entre cultura e paisagem e sua influência na formação dos elementos que permeiam as feiras camponesas tão abundantes no interior do nordeste brasileiro tendo como foco a tradicional feira do município de Jacaraú, a qual está inserida no Vale do Mamanguape e faz parte do Litoral Norte paraibano. Analisou-se a influência que a feira, a qual acontece há cerca de 60 anos no município, ocupa nas dimensões sociais, culturais e econômicas desta comunidade, como também a mutação espacial que o evento da feira provoca na paisagem. Este trabalho é fruto da Especialização em Geografia e Território: Planejamento Urbano, Rural e Ambiental da UEPB/CH/DGH e se delineou através das inserções em campo intermediadas pela leitura e análise de textos e imagem que apresentam a feira camponesa como um acontecimento único. Assim, diante das pesquisas ficou evidenciado a importância de se analisar a feira enquanto território de troca comercial, manifestação cultural e também de constante mutação paisagística. A feira camponesa é pensada neste contexto enquanto um espaço em que ocorrem trocas comerciais do que é produzido pelos agricultores locais, as quais ganham o espaço no evento que disputa territorialmente com produtos industrializados e também com produtos de outras regiões, já inseridos na lógica do mercado capitalista. Desse modo, a feira camponesa interessa enquanto espaço de diálogos do local com aquilo que é produzido em escala global, a exemplos dos produtos made in china. Ademais, a feira consegue atestar os adereços da cultura rural que ainda aparecem no cenário latu e stricto das feiras nordestinas.
  

Palavras-chave: Cultura, Território e feira Camponesa.

LEIA O TRABALHO NA INTEGRA:
http://dspace.bc.uepb.edu.br:8080/jspui/bitstream/123456789/1575/1/PDF%20-%20Sharlene%20da%20Silva%20Bernardino.PDF

terça-feira, 5 de novembro de 2013

“Políticas Públicas de Convívio com a Seca”.

postado do www.uepb.edu.br
Problemas provocados pela seca e alternativas
para a estiagem serão discutidos em evento na UEPB
4 nov 2013 | 83 visualizações
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A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) promove na próxima terça-feira (12), às 9h, no Centro de Integração Acadêmica, no Câmpus I, em Campina Grande, o debate “A seca na Paraíba: avaliação e perspectiva”. O evento tem como objetivo reunir a comunidade acadêmica, autoridades e representantes de instituições públicas para analisar a atual situação dos problemas relativos à estiagem no estado.
Além de discutir a problemática da seca, as palestras também visam socializar os resultados das atividades acadêmicas desenvolvidas na UEPB sobre este assunto, a exemplo de estudos sobre a baixa precipitação pluviométrica, situação dos moradores do semiárido e prejuízos econômicos e sociais resultantes da seca. Desta forma, o conhecimento científico será utilizado a serviço da população afetada pela estiagem e terá em vista colaborar de alguma forma com os agentes públicos e privados responsáveis pela efetivação de obras e ações que podem minimizar os efeitos deste fenômeno natural.
As palestras são gratuitas e voltadas a professores, estudantes e demais pessoas interessadas. Participarão como palestrantes o professor Hermes Alves de Almeida, com o tema “Dinâmica do Clima e a Percepção/Efeito da Seca nas Microrregiões Paraibanas”; professor Rafael Albuquerque Xavier, discutindo “A Situação das Bacias Hidrográficas no Semiárido”; e o professor Belarmino Mariano Neto e Luciane Vieira de Arruda, que discorrerá acerca das “Políticas Públicas de Convívio com a Seca”.
Outras informações podem ser adquiridas através do telefone (83) 8808-8969.
ProfOzéas Jordão
Fones: 88459486 (Oi) / 96828522 (Tim) / 33398043 (Oi Fixo)
ozeasjordao@gmail.com e Skype: ozeasjordao

terça-feira, 22 de outubro de 2013

ENTRE TERRAS, SERRAS E ÁGUAS: Uma análise geográfica do rio Mamanguape no Agreste/Brejo paraibano. (


Vale do Mamanguape - Trechos do Vale do Alto rio Mamanguape,
entre Alagoa Grande, Areia e Alagoa Nova/PB/Foto de Letícia Dionísio, 2012.

Linha de pesquisa: Ecossistemas, Conservação e Impactos Ambientais.

ENTRE TERRAS, SERRAS E ÁGUAS: Uma análise geográfica do rio Mamanguape no Agreste/Brejo paraibano.
(Autora) - Letícia Luana Dionísio da Silva – UEPB/CH/DG

(Orientador) - Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto - UEPB/CH/DG
(Coorientador) Prof. Ms. Leandro Paiva do Monte Rodrigues - UEPB/CH/DG

(Examinadora) – Profª. Dra. Luciene Vieira de Arruda - UEPB/CH/DG
(Examinadora) – Profª Ms. Ana Carla dos Santos Marques


RESUMO
O trabalho teve por área objeto de estudo a bacia hidrográfica do alto curso rio Mamanguape para compreender as relações territoriais, socioeconômicas e socioambientais estabelecidas nesta área. O objetivo foi analisar geograficamente a bacia hidrográfica do rio Mamanguape/PB por meio de expedições geográficas para diagnosticar as reais condições ambientais da área em questão. A pesquisa foi desenvolvida partir de um projeto de Iniciação Científica, orientado pelo professor Belarmino Mariano Neto, vinculada ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica da Universidade Estadual da Paraíba juntamente com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PIBIC/UEPB/CNPq) na cota 2011/2012. O procedimento metodológico consistiu em empírica com trabalhos de campo, registro de imagens fotográficas, entrevistas indiretas, observação da paisagem, pesquisa bibliográfica, coleta e sistematização de informações no eixo de estudo da bacia do rio Mamanguape a partir do seu Alto curso. Através dos trabalhos empíricos foi possível identificar áreas impactadas ambientalmente com degradação socioambiental. Também se conseguiu observar a dinâmica socioeconômica de uso e ocupação do espaço, tanto pelas tradicionais atividades monocultoras a exemplo da cana-de-açúcar, bem como de atividades mais atuais como a fruticultura de banana e laranja. Outras atividades como extração de argila e areia, contribuem para a dinâmica socioeconômica, bem como para a degradação ambiental da área.



Palavras-Chave: Território, hidrografia e rio Mamanguape.

Leia Trabalho na integra - Link:

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Pedro Simon parabeniza Eduardo Campos e Marina Silva


Por Eduardo Campos,

Deixa eu contar uma coisa para vocês... Esses últimos dias têm sido de muita emoção pela oportunidade única que a gente está tendo de construir uma nova era da política no Brasil. Mas teve um momento que me tocou de um jeito especial.

Na manhã do sábado, quando já corria a notícia da chegada de Marina e da aliança entre o PSB e a Rede Sustentabilidade, eu recebi um telefonema do senador Pedro Simon. E ele me disse: "Estou ligando para lhe dar o abraço que seu avô lhe daria." Na mesma hora, eu fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Não apenas pela referência a meu avô Miguel Arraes, que todos sabem a importância que tem para mim. Mas também por ouvir isso de um dos homens públicos mais sérios desse país. Pedro Simon é a prova viva que é possível fazer política com honestidade, com ética, com ideias. Ouvir essas palavras ditas por ele só me dá a certeza que estamos no caminho certo.

Em Pernambuco, a gente tem um frevo (que acabou virando hino da minha primeira eleição para governador, na voz do meu querido Ariano Suassuna) que diz que madeira de lei o cupim não rói. Pedro Simon, Marina Silva, o pessoal da Rede, nós do PSB... Somos todos madeira de lei. O cupim não rói e a gente não enverga. Entramos nessa para ganhar. Nós vamos mudar a política desse país, junto com vocês, junto com todo mundo que queira abraçar essa bandeira. Vamos mudar a política para mudar o Brasil.

(aqui nesse link o grande Ariano Suassuna, em 2006, cantando Madeira do Rosarinho http://www.youtube.com/watch?v=QdFkYqkZxig)


Análise: Inspiração de Marina é a ‘política de empates’ de Chico Mendes



Fonte da Imagem: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://3.bp.blogspot.com/_YY318-Btg1E/TRKg3sY5X3I/AAAAAAAAAF8/r6o7Evtr-aQ/s400/chico.jpg&imgrefurl=http://nosuldoamazonas.blogspot.com/2010/12/22-anos-sem-cico-mendes.html&h=287&w=400&sz=21&tbnid=TiUye8aW555cVM:&tbnh=77&tbnw=107&zoom=1&usg=__mcDU-kVmT765pna3T1JgGfGOcJo=&docid=3k7Rj5jBVErCSM&sa=X&ei=E1hXUtq7Hqn-4AO5joDgCQ&ved=0CKgBEP4dMA8


By Rede Sustentabilidade, 10 de outubro de 2013
Exatamente 25 anos depois do assassinato do ativista ambiental Chico Mendes, a ex-ministra Marina Silva foi buscar nos ensinamentos do seu antigo líder e inspirador os fundamentos da estratégia que adotou ao se filiar ao PSB e se aliar à candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O movimento virou de ponta-cabeça o quadro da corrida presidencial e transformou numa grande incógnita a disputa pelo Palácio do Planalto em 2014. Só que suas bases não têm nada de secretas e foram lançadas por Chico Mendes ainda nos anos 70. Trata-se de uma adaptação para o cenário eleitoral da chamada “política dos empates”, uma estratégia largamente usada por Chico Mendes e por outro importante líder sindical do Acre Wilson Pinheiro.
A “política dos empates” foi a forma encontrada pelo grupo de Chico Mendes para impedir que madeireiros e fazendeiros do Acre praticassem desmatamento ilegal na região. Sem condições de enfrentar a força dos adversários, a estratégia era formar uma corrente humana, com as pessoas de mãos dadas, para impedir a passagem dos tratores. Dessa corrente faziam parte crianças, mulheres, idosos e os homens da comunidade. Chico e Wilson Pinheiro apostavam, com razão, que a perspectiva de uma tragédia impediria o avanço das máquinas. O impasse na situação era conhecido como “empate”. Mas, na verdade, tratava-se de uma vitória do grupo, que, apesar de sua fragilidade, impedia o desmatamento. Da tática ainda fazia parte passar a impressão para a opinião pública de que os ativistas estavam apenas se defendendo dos desmatadores, em vez de mostrar que se tratava de uma ação organizada contra adversários.
Agora, Marina bebeu dessa fonte para montar sua ação organizada. Sem conseguir legalizar a fundação do seu partido, a Rede, a ex-senadora se viu emparedada, mesmo estando em segundo lugar em todas as pesquisas de intenção de voto e depois de conseguir mais de 19 milhões de votos na eleição de 2010. Se aceitasse o convite de outra legenda para concorrer à Presidência, veria cair por terra seu discurso de pregar uma política diferente, sem arranjos de ocasião. Se não se filiasse, arremessaria pela janela um patrimônio eleitoral que dificilmente sobreviveria até a próxima votação.
Marina decidiu adotar o “empate” contra seus adversários. A situação política não lhe permitia ganhar, mas poderia proporcionar uma situação em que também não perderia. Aliada a Eduardo Campos, sem garantir sua candidatura presidencial, preserva o discurso do desprendimento em troca de um jeito novo de fazer política. Junto com o governador pernambucano, cria uma frente de dissidentes do governo petista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, garantindo algum tipo de coerência para se alinhar com o socialista. E se coloca diante da opinião pública como apenas reagindo a uma situação limite. Os tratores adversários passariam por cima de sua política. Marina montou, então, sua corrente de aliados para barrar a passagem dos adversários criando o “empate”.
A ex-senadora pode até ver adiado o sonho de chegar ao Palácio do Planalto, mas garantiu pontos importantes com a manobra. Seu grupo fica instalado dentro do PSB até conseguir as assinaturas necessárias para garantir sua criação formal. Ela também “empresta” seu cacife eleitoral para Eduardo Campos, viabilizando sua candidatura e lhe dando um fôlego que parecia impossível. O gesto lhe garante o papel de principal fiadora da campanha e o espaço que quiser no eventual governo do parceiro, caso ele se eleja. Ameaça diretamente PT e PSDB na tradicional polarização eleitoral das últimas disputas. E, se a candidatura de Campos naufragar, Marina já terá sua Rede montada para a disputa de 2018. Assim, o “empate” foi desenhado com perfeição. Resta saber que resposta o eleitor dará nas urnas para essa estratégia.
Marina já tinha usado o “empate” antes quando integrava o governo Lula. Sabendo que era impossível convencer o presidente a proibir o plantio de transgênicos no País, a então ministra do Meio Ambiente partiu para a resistência, com protestos organizados, pressão política e levantando hipótese de risco para a saúde. Não mudou a cabeça de Lula, mas a pressão serviu para barrar a aprovação do plantio, até hoje liberado a conta-gotas no Brasil. O movimento de agora da ex-senadora acabou surpreendendo governo, oposição e imprensa. Não deveria ser assim. Afinal, Marina joga pelo “empate” há quase trinta anos.

Por Marcelo de Moraes – Estado de S.Paulo

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Componentes da Rede Sustentabilidade também se filiam ao PSB na Paraíba


Fonte da Imagem:  https://www.facebook.com/photo.php?fbid=240364922781510&set=a.205229076295095.1073741827.200178983466771&type=1&theater

Postado da Fonte: http://www.clickpb.com.br/noticias/politica/componentes-da-rede-sustentabilidade-tambem-se-filiam-ao-psb-na-paraiba/
Seguindo o exemplo nacional da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que se filiou na tarde deste sábado (05) ao PSB, partido presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em solenidade realizada em Brasília, os militantes da Rede Sustentatibilidade na Paraíba decidiram também se filiar ao PSB, como uma forma de construir uma coligação política e eleitoral em torno de um programa e assim poder participar das eleições 2014.
Entre os novos filiados ao PSB paraibano destacam-se os nomes de Adeilton Hilário Júnior, advogado, integrante da Comissão Nacional Provisória da Rede Sustentabilidade e um dos fundadores da Rede/PB; do cantor e compositor paraibano Vital Farias, ex-candidato ao senado pelo PSOL, quando obteve 99.966 votos; José Wagner de Oliveira, professor da UFPB e artista popular; Belarmino Mariano Neto, professor da UEPB em Guarabira e doutor em sociologia e João Maria Cardoso de Andrade, professor estadual em Pirpirituba e servidor da UEPB, entre outros nomes que devem ser confirmados até a noite deste sábado, quando se esgota o prazo para filiações partidárias com vistas às eleições de 2014.
Na quinta-feira (3), o plenário do TSE negou o registro para o partido rejeitando o argumento do Rede de que os cartórios eleitorais foram ineficientes na validação das assinaturas, no que Marina Silva classificou como "o primeiro partido clandestino criado em plena democracia", o que levou o Rede a optar por se filiar a um partido do campo progressista.
Os dois partidos assinaram conjuntamente um manifesto que foi lido na tarde desta sábado, intitulado "Manifesto de Filiação Democrática da Rede ao PSB"
Veja abaixo a íntegra do manifesto:
"Os partidos Rede Sustentabilidade e Partido Socialista Brasileiro decidiram neste sábado, 5 de outubro, formar uma coligação política e eleitoral em torno de um programa para a disputa das eleições de 2014.
Ambos os partidos reafirmam a legitimidade da integridade e da identidade partidária do outro.
Nas circunstâncias criadas por recente decisão da Justiça Eleitoral, o caminho para construir essa coalizão é a filiação democrática e transitória das lideranças e da militância da Rede ao PSB. A filiação democrática e transitória é uma tradição brasileira nas situações em que correntes políticas são impedidas de se organizar formalmente e de participar com sua própria legenda dos processos políticos e eleitorais.
O objetivo central da aliança entre o PSB e a Rede é aprofundar a democracia e construir as bases para um ciclo duradouro de desenvolvimento sustentável, os dois pilares da verdadeira soberania nacional.
A luta da sociedade brasileira tem alcançado importantes conquistas nas últimas décadas: a redemocratização, a estabilidade econômica, a redução das desigualdades sociais. A única forma de manter e aprofundar essas conquistas é avançar. Por isso estamos unindo forças para apresentar uma alternativa ao Brasil.
A convergência programática entre a Rede e o PSB, que será desdobrada num calendário apropriado, é uma contribuição para superar velhos hábitos e vícios da política brasileira. Chegou a hora de a política ser colocada a serviço da sociedade e de o Estado ser finalmente comandado pelo povo brasileiro.
O ato político de hoje é o início de um processo. A aliança entre PSB e Rede será construída de baixo para cima nas escolas, locais de trabalho, municípios, Estados, no diálogo permanente e democrático com as organizações da sociedade.