terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Contas de ZT, Fátima e Josa da Padaria, reprovadas e aprovadas

Fatima-Josa-Zenobio
Fotos extraídas do: http://expressopb.com/wp-content/uploads/2015/12/Fatima-Josa-Zenobio.jpg/ 11/DEZ/2015

Por Belarmino Mariano
Extraído do blog: http://guarabira50graus.blogspot.com.br/2015/12/camara-de-vereadores-de-guarabira.html

REPROVADA, APROVADA, IRREGULAR, REPROVADA, APROVADA, IRREGULAR...parece brincadeira, mas não é. Nos cruzamentos das vias férreas temos a placa em ferro fundido: PARE, OLHE e ESCUTE!. 
Contas irregulares, reprovadas e depois aprovadas, foi isso mesmo que aconteceu em Guarabira, agora no dia 10 de dezembro de 2015. No momento em que o país vive uma das suas piores crises políticas, econômicas e éticas. Com esse ato os vereadores de Guarabira rasgaram a constituição brasileira, colocaram os seus mandados no lixão de Guarabira e tocaram fogo pra gente ficar respirando esse ar contaminado e que os mesmo tanto criticam em suas parlamentadas. 

Fonte: Ricardo Mário Gonçalves, professor de História Oriental da USP.
NÃO ESCUTO, NÃO VEJO e NÃO FALO. Aí "o trem da história" passa por cima da ética e da democracia triturando os valores civilizatórios, os valores religiosos, os valores morais dos que calam e consentem que práticas de corrupção sejam adotadas como valor universal no local, em pleno mês natalino, o mês do perdão, o mês da solidariedade humana, o mês do aniversário de Jesus Cristo, isso, o mesmo que 33 anos depois foi crucificado, morto e sepultado para nos garantir a vida eterna.

O dinheiro público sem licitação, sem comprovação de gasto, sem prestação de contas, sem o destino correto e que não se justifica nas contas de Zenóbio, de Fátima ou de Josa, foi pelo ralo, foi perdoado pelos vereadores. Isso mesmo, soma milhões. Isso mesmo, milhões que poderiam ter sido investidos corretamente em saúde, educação, habitação, assistência social ou obras. Enquanto isso, o legislativo de Guarabira, que deveria fiscalizar o executivo, fechou os olhos, tapou os ouvidos e se tapou a boca diante das irregularidades confirmadas pelo TCE/PB.

Senhoras e senhores, como faz falta termos UNS 03 PARLAMENTARES do PSOL nessa Câmara de vereadores de Guarabira. Tenho certeza de que não fariam o que acabou acontecendo em Guarabira, no dia 10 de dez de 2015. Mais uma vergonha municipal, mais uma manobra típica das oligarquias do começo do seculo XX. Qual foi o preço dessa manobra? Daria para calcularmos o valor da Ética na política? Essas perguntas vão para os mais de 30 mil eleitores que votaram nestes vereadores, nesses prefeitos e vice-prefeitos que há anos se elegem e se reelegem com o voto popular. Daria para valorarmos o golpe sofrido pela nossa democracia?

Foi noticia diária nas rádios, blogs e portais ligados ao atual prefeito de Guarabira, que as contas de Fátima Paulino e Josa da Padaria haviam sido reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE/PB). Os vereadores  que eram aliados de Zenóbio Toscano e de oposição a Fátima Paulino e a Josa da Padaria fizeram uma verdadeira devassa do vermelhão. Esse tema era discutidos de manhã, na hora do almoço e antes do jantar. Os vereadores eram quase todos/as as mesmas "figurinhas carimbadas". Vejam o destaque do  Portal 25 horas para esse assunto:

Fátima Paulino e Josa da Padaria tem contas reprovadas pelo TCE (20/12/2014)

"Dois gestores passaram pela Prefeitura de Guarabira em 2012. O TCE reprovou, por maioria, a prestação de contas da ex-prefeita Maria de Fátima de Aquino Paulino (que respondeu pela administração municipal até junho) e, por unanimidade, as do ex-prefeito José Agostinho Souza Almeida (gestor até o final do exercício). O não recolhimento de contribuições previdenciárias e despesas não licitadas contribuíram, entre outras falhas, para as duas decisões, mas ao segundo gestor o TCE ainda impôs o débito de R$ 40.819,00 por despesas não comprovadas com assessoria jurídica" (http://www.portal25horas.com.br/fatima-paulino-e-josa-da-padaria-tem-contas-reprovadas-pelo-tce/).

Isso mesmo, Tanto Josa da Padaria, quanto Fátima Paulino estariam com suas candidaturas inelegíveis, ou teriam que pagar multas e repor ao erário público os recursos que não conseguiram comprovar em suas prestações de contas. Mas na Câmara de Vereadores de Guarabira, parece que sempre se dá um jeito para essas coisas.

 ex-prefeito, Josa da Padaria teve contas aprovadas 
ex-prefeita e vice-prefeito Josa e Zenóbio. Fotos extraídas dos Portais 25 horas e Paraíba Urgente - 20/12/2014 e /10/12/2015
Essa noticia de reprovação das contas de Josa repercutiu muito nas rádios e blogs de oposição ao grupo vermelhão. Mas para nossa surpresa, muita água passou por debaixo da ponte e na política entre gatos, ratos, jacarés e jardins de girassóis dos contos de fadas, não importa as cores dos cenários, se preto, azul, vermelhão ou laranja. Na hora H, ou muito depois da hora H, se dá um jeitinho e depois de um acordão, todas as contas são aprovadas, como em um passe de mágica.

Isso mesmo, em um passe de mágica, pois em meio a uma câmara de vereadores onde o atual prefeito Zenóbio Toscano, também estava com suas contas irregulares, de acordo com o mesmo TCE, com um agravante, minoria absoluta na Câmara, mas misteriosamente conseguiu ter suas contas também aprovadas. 

Esse foi o presente de Natal que os vereadores de Guarabira deram a esses três políticos, tão criticados entre eles próprios, em que um vive tentando "comer o figado" do outro. veja o destaque que o mesmo Portal 25 horas deu ao assunto, também repercutido por rádios, blogs e portais da região. 

Fátima, Josa e Zenóbio tem contas aprovadas por unanimidade pela Câmara de Guarabira (10/12/2015)

"Em sessão ordinária na tarde desta quinta-feira (10), a Câmara de Vereadores de Guarabira aprovou por unanimidade as contas dos ex-prefeitos Fátima Paulino (PMDB) e Josa da Padaria (PSB) e do atual prefeito Zenóbio Toscano (PSDB), relativas aos exercícios financeiros de 2012, nos dois primeiros casos, e 2013, no caso seguinte. O presidente da Câmara, Inaldo Júnior, atendendo a acordo firmado entre as bancadas submeteu a votação dos pareceres emitidos pela Comissão de Constituição, Redação e Justiça, em bloco, e da mesma forma das contas, aprovando as respectivas contas em definitivo" (http://www.portal25horas.com.br/fatima-josa-e-zenobio-tem-contas-aprovadas-por-unanimidade-pela-camara-de-guarabira/).

Agora vejam o que diz o Portal PB, em que, estranhamente o Prefeito Zenóbio Toscano apresenta fortes irregularidades em sua prestação de contas, trecho do artigo em que o Ex-governador Roberto Paulino é o entrevistado:

Mesmo com restrições, contas de Guarabira são aprovadas (2112/2015).

"As contas do prefeito Zenóbio Toscano, referentes ao exercício de 2013, foram aprovadas pela Câmara Municipal de Guarabira com restrição de mais de R$ 1.200.000,00 (Hum Milhão e Duzentos Mil Reais), conforme documentos do TCE-PB" (http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20151221075923&cat=politica&keys=mesmo-restricoes-tcepb-contas-municipio-guarabira-sao-aprovadas).

Isso mesmo meus senhores e minhas senhoras, contas que não batem são aprovadas pelos vereadores de Guarabira, por unanimidade. Se as bancadas estão totalmente divididas, entre a oposição ligada ao grupo paulino com cinco vereadores, os girassóis com 7 e o prefeito com apenas 3 vereadores. Bancadas onde os três políticos: Zenóbio (PSDB); Fátima (PMDB) e Josa da Padaria (PSB), podem ser pré-candidatos a prefeitos em 2016.

Como conseguiram chegar a tão absurdo acordo político? De fato o que esses ex-prefeitos, prefeito e vereadores tem em comum? Quem de fato é oposição nessa Câmara? Em quê esses políticos que estão no poder em Guarabira podem falar de Eduardo Cunha, Dilma, Michel Temer ou Renan Calheiro? todos envolvidos na lama da corrupção nacional.

Nada de diferenças, senhoras e senhores, nada mesmo. Essa política Guarabira há décadas é um grande teatro, onde o povo participa como coadjuvante, como espectadores, como figurantes. Os grupos vivem se gladiando nas sessões da Câmara, muito mais por futilidades, por picuinhas, mas ao final aprovam tudo por unanimidade. Aprovam o que já foi reprovado, aprovam o que encontra-se irregular.

Agora, talvez entendam os motivos de não me deixarem falar na Câmara dos Vereadores. Tentaram me calar, tentaram calar o PSOL de Guarabira. Na verdade eles não se opõem de fato, eles encenam e até brigam para ver quem fica com o maior pedaço do município, ou com mais cargos em órgãos do estado. Na hora H, das 24 para as 25 horas, eles se rearrumam, organizam seus palanques, botam o povo pra brigar por eles, criam as rinhas de apostas pra ver quem ganha e depois quem paga o pato? e depois quem serão os patos?

Na minha opinião, estes três políticos, ex-prefeita e ex-vice e atual prefeito, pelas irregularidades em suas prestações de contas, já deveriam ter suas futuras candidaturas impugnadas, pois o TCE, confirmou as irregularidades e o poder legislativo local foi omisso e, ao aprovar contas irregulares também compactuou com as irregularidades apresentadas. Todos estes políticos, em 2016 devem ser reprovados pelo povo de Guarabira.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Devastada pelo fogo, mata da Chapada Diamantina só se recuperará 'daqui a 15 anos'

Na integra da BBC Brasil (URGENTE)

  • 28 novembro 2015
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionÁrea queimada próxima ao Morro do Pai Inácio
Enquanto Minas Gerais e Espírito Santo lidam com os impactos do rompimento da barragem de Mariana, a vizinha Bahia enfrenta outra tragédia ambiental: as consequências de uma das piores séries de incêndios já registradas na Chapada Diamantina, um dos símbolos do Estado e onde nascem alguns dos principais rios que abastecem a população baiana.
Depois de um mês de chamas, as chuvas que começaram a cair na última quarta-feira finalmente acabaram com o fogo, de acordo com a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia. Nesta sexta, não eram mais verificados focos de incêndio, afirmou à BBC Brasil o secretário Eugênio Spengler.
Não se trata, porém, de um desastre que chega ao fim com o apagar da última chama. Seus efeitos devem se prolongar por mais de uma década em um local onde caatinga, cerrado e mata atlântica se encontram.
"Se não passar fogo por ali (de novo), em 15 anos é que algumas áreas começarão a se recuperar", diz o geógrafo Rogério Mucugê, coordenador de projetos da ONG Conservação Internacional na região, onde vive desde a década de 1990.
Segundo ele, esse é o prazo para que a mata ciliar, a área de floresta que protege os rios, esboce uma reação – os campos de cerrado se recuperam mais rápido. Em razão da diversidade, algumas espécies da fauna e da flora só existem ali.
Uma equipe da ONG, que estava na chapada para gravar um vídeo sobre um projeto ambiental que realiza na bacia do rio Paraguaçu, registrou o combate e o impacto dos incêndios, inclusive nos arredores de um dos símbolos da região, o Morro do Pai Inácio. Algumas dessas imagens acompanham essa reportagem.
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionImagem aérea mostra área afetada à beira de estrada baiana
Equipes estaduais estão fazendo um levantamento dos efeitos do fogo na fauna e da flora, trabalho que irá determinar o montante a ser investido na restauração florestal, afirma o secretário Spengler. Segundo ele, a área será prioridade na alocação de recursos da pasta.
Além das consequências imediatas nas espécies locais, um incêndio dessa proporção afeta também a quantidade e qualidade da água que chega a boa parte dos baianos, e logo em tempos de seca mais severa por causa do fenômeno climático El Niño, explica o geógrafo Mucugê – homônimo, aliás, da cidade baiana onde vive.
O rio Paraguaçu, cuja nascente fica ali, abastece 85 municípios, incluindo 60% da região metropolitana de Salvador.
A chuva que caiu nesses últimos dias está longe de ser a esperada para o mês de novembro na área da chapada, tida como a "caixa d'água da Bahia", conta.
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionBrigadistas tentam conter fogo na área englobada pelo município de Mucugê
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionSegundo representante da Conservação Internacional na região, trabalho é como "enxugar gelo"
Segundo o coordenador de projetos da ONG, a tendência é que o quadro de seca – e, consequentemente, de incêndios – piore. Ele critica a falta de um planejamento territorial integrado para a chapada.
"A cada ano que passa a região está mais seca e, caso não haja planejamento, a tendência é a de que esses efeitos sejam piores", conta Mucugê.
"Existe a diferença entre apagar fogo e combater incêndio. Eu digo que, localmente, a gente apaga fogo. A gente elimina um foco, mas outros surgem. Territorialmente, falando-se de Chapada Diamantina, a gente ainda apaga fogo, é como enxugar gelo", diz ele.
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionRecuperação de mata ciliar só começará daqui 15 anos, diz geógrafo
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionÁrea terá prioridade na alocação de recursos, afirma governo baiano
O secretário estadual do Meio Ambiente afirma concordar que ainda há muito a ser feito e que, se não fosse a ajuda da comunidade, o cenário poderia ter sido ainda pior, como ocorreu em 2008, quando 40% dos 152 mil hectares do Parque Nacional da Chapada Diamantina foram atingidos pelo fogo.
Cerca de 210 pessoas, incluindo bombeiros do Estado, Defesa Civil Nacional, integrantes das Forças Armadas e brigadistas voluntários atuavam até esta sexta no local, segundo o governo. Spengler diz que o monitoramento continuará. "Não desmobilizaremos a equipe até o fim de dezembro."
Embora lembre o número de pessoas envolvidas – "essa foi a maior operação (do tipo) já registrada pelo governo da Bahia" –, e aponte uma evolução no trabalho, citando o aumento no numero de brigadas voluntárias na região – de 1 ou 2 existentes no incêndio de 2008 para as cerca de 24 atuais –, o secretário reconhece que ainda não é o suficiente.
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionMorro do Pai Inácio, cercado por vegetação queimada
O ideal, diz, é ter uma brigada para cada um dos 42 municípios da chapada. E investir em estrutura, equipamentos, treinamento, educação ambiental, estrutura de comunicação com rádio e outros.
"Os incêndios são o maior problema ambiental que se tem na Bahia. E não só na chapada. Se queima muito em outras áreas no semiárido e do cerrado", diz.
Além de todo o desastre ambiental, combater um incêndio dessas proporções sai caro. O governo da Bahia fala em um total de R$ 9 milhões gastos.
A Polícia Civil baiana investiga a possibilidade de que alguns incêndios tenham sido criminosos. Segundo o secretário do Meio Ambiente, há algumas "coincidências" sendo apuradas, como a ocorrência de vários focos em uma mesma área, às margens da BR-242, e quase sempre no mesmo horário, no fim de tarde.
"Será que as peças quentes dos carros só caem nesse trecho?", questiona Spengler.
(Foto: Rafael Duarte/CI-Brasil)Image copyrightRafael Duarte l CI Brasil
Image captionHá suspeita de incêndios criminosos à beira de estrada

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

FIOCRUZ COMPROVA RELAÇÃO ENTRE ZIKA E DOENÇA RARA





Postado por: Joseilton Gomes e extraído da Agência Estado 

A Fiocruz de Pernambuco comprovou em pacientes brasileiros a relação entre zika vírus e a Síndrome Guilliam-Barré (SGB), uma doença autoimune rara que também apresentou aumento atípico nos últimos meses nos Estados do Nordeste. O achado aumenta o sinal de alerta em torno da infecção pelo zika, principal suspeita da epidemia de microcefalia identificada no País. O vírus, que chegou no Brasil este ano, está presente em 18 Estados, incluindo São Paulo e Rio.

"A ligação da síndrome com o vírus é inequívoca", avaliou o pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e responsável pela identificação da chegada do zika vírus no Brasil, Kleber Luz. Questionado, o Ministério da Saúde disse que o assunto está sob investigação.

Os resultados foram obtidos em trabalho feito pela pesquisadora Lúcia Brito, chefe do serviço de neurologia do Hospital da Restauração, de Pernambuco. A análise identificou a presença do zika no líquido espinal e no sangue de sete pacientes que apresentaram a SGB. As suspeitas sobre a relação entre a infecção pelo zika e a síndrome surgiram na Polinésia, quando pesquisadores identificaram um aumento do número de SGB logo depois de uma epidemia da doença.

"A infecção pelo zika, por si só, pode ser branda. Mas ela tem potencial de provocar sérios problemas, tanto para fetos quanto para adultos", avaliou o pesquisador da Fiocruz e coordenador da análise que comprovou a presença do zika nos pacientes com SGB de Pernambuco, Carlos Brito.

O número de casos de SGB cresceu de forma expressiva no Nordeste do País entre abril e junho, pouco depois que os Estados apresentaram a epidemia de zika. No Rio Grande do Norte, foram 24 casos de SGB - quatro vezes mais do que a média histórica. Em Pernambuco, foram encontrados 130 casos, também um aumento expressivo diante dos indicadores tradicionais. A notificação aumentou ainda no Maranhão e Paraíba, com 14 e seis casos, respectivamente.
Fonte: www.gazetasp.com.br

Especialistas discutem agora com governo estratégias para tentar acompanhar o impacto da zika e as relações com SGB. Entre as propostas está criar um grupo para identificar, o mais rapidamente possível, primeiros sinais da SGB e encaminhar pacientes para tratamento. A ideia é também organizar um comitê de estudo para avaliar qual a evolução da SGB.

A síndrome Guilliam-Barré afeta em média uma pessoa a cada cem mil habitantes. A reação geralmente ocorre depois de uma infecção provocada por bactéria ou vírus. Em alguns casos, terminada a infecção, o sistema autoimune do paciente sofre uma "pane" e identifica células do organismo como invasora e passa a atacá-las.

O ataque das células de defesa provoca um processo inflamatório e a destruição da bainha de mielina, uma espécie de capa que recobre os nervos periféricos. O resultado é o bloqueio da passagem dos estímulos nos nervos, levando à paralisia.

Um dos primeiros sinais da SGB é a fraqueza muscular, geralmente nas pernas. O processo pode evoluir, atingindo tronco e membros superiores. O maior risco é de a paralisia afetar também músculos respiratórios. A mortalidade da doença é considerada baixa. Uma parcela pequena de pacientes de SGB pode ficar com sequelas. Brito afirma que a maioria dos casos, a recuperação ocorre de forma tranquila. "É um processo longo, que pode levar até 90 dias. Muitos pacientes ficam internados", contou.
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#Sociedade

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A SAMARCO e o silêncio ambiental

FOTO: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO
Por:   DENER GIOVANINI
24 Novembro 2015 | 18:42
Blogs

Dener Giovanini

Está se tornando ensurdecedor o silêncio que ronda grande parte do movimento ambientalista brasileiro no caso do lamaçal da empresa SAMARCO. As organizações não governamentais ambientais, principalmente as grandes, estão demonstrando uma estranha timidez frente a tragédia de Mariana.
Fora alguns raquíticos abaixo-assinados e uma ou outra nota de repúdio, a única coisa que se ouve é o silêncio. Um constrangedor silêncio. Nenhuma iniciativa vinda dessas organizações é digna de contrapor – minimamente – o que já é considerado um dos cinco maiores desastres ambientais do mundo.
O Brasil está dando uma grande demonstração de que a sociedade organizada daqui não é tão organizada quanto aparenta ser. Ou quer fazer crer.
O atentado ambiental da SAMARCO é sem precedentes. Os danos incalculáveis. A irresponsabilidade da empresa jogou lama podre e contaminada na cara de cada um de nós, brasileiros. Mostrou-nos claramente o nível de preparo e preocupação do governo federal com os nossos recursos naturais: nenhum. Certificou-nos da nossa incapacidade de agir diante da má-fé, do abuso e do descaso.
O governo diz que não é hora de se pensar em culpados. Concordo. Não precisamos sequer pensar para termos absoluta convicção de quem é a culpa: do próprio governo federal, da SAMARCO e de seus respectivos acionistas, a VALE e a BPH Billiton. Aliás, mais do que culpa. O caso é de puro dolo.
As possíveis penas pecuniárias para essa tragédia ambiental serão apenas uma ilusão. O fato é que quase ninguém paga multa ambiental nesse país. Não paga e nada acontece. Os arrotos que o IBAMA dá de vez enquanto anunciando a aplicação de “multas milionárias” não passam de publicidade barata. Servem apenas para tentar justificar a existência do órgão público perante a sociedade.
E mesmo que a SAMARCO resolva pagar a multa que lhe foi imposta – cerca de 250 milhões de reais – ainda assim não conseguiria sanar o débito que terá para sempre com a sociedade brasileira. 250 milhões de reais é nada para uma empresa desse porte. São menos de 100 milhões de dólares. Um troquinho perto do dano que causou para sustentar o lucro dos seus acionistas.
As populações de Minas Gerais e do Espírito Santo vão pagar injustamente a conta da lambança promovida pela SAMARCO. E daqui a alguns meses ninguém mais se lembrará da lama que veio de Minas, principalmente se o tal “silêncio ambiental” persistir em continuar sombreando o movimento ambientalista brasileiro.
Onde estão as nossas “excelências ambientais” que nada falam… que se omitem nesse momento?

TECIDOS E RASGÕES DE UMA DESFAÇATEZ CULTURAL


Fonte: http://dustindc4toa1.blogspot.com.br/


Por: Pedro Torres (Acadêmico de História/UEPB/CH)

Costumo escrever aos domingos, aqui e acolá faço algumas leituras, alinhavo alguns retalhos que ao final de minha atividade laboral sempre me rendem uma colcha retalhosa. Outrora cá estive pensando, lendo, costurando e escrevendo; também estive a repensar, reler, recosturar e reescrever.
Meus dias tem se resumido ao paradoxo: fazer/refazer, e foi fazendo e refazendo que conclui essa pequena malha que para alguns aperta, incomoda não por ser curta, mas por ser cozida de retalhos que não gostamos e cujos estampados não nos agrada. Mesmo sabendo que serve para uns e outros não, costurei. Há de servir a alguém.
Pois bem, ao ver uma colcha belíssima produzida por um costureiro amigo meu resolvi fazer esse bordado, pegando alguns traços seus. Cozi meu bordado com estes letreiros: Por qual razão falamos tanto em cultura e não saímos do campo discursivo?
Seja por estas terras planas ou por aquelas serranas não se fala em outra coisa nas peças teatrais encabeçadas por bacharéis em artes cínicas e em seus roteiros fantásticos. Cultura é nas páginas amareladas palavras de ordem. Contudo, olhando de perto tal espetáculo macabro não compreendo porque nele fala-se tanto em cultura, quando o único investimento está nas falas.
Parece-me que estes bacharéis ao elaborarem seus roteiros não valorizam para além da encenação a cultura. Suas companhias teatrais, historicamente, tem se mostrado indiferentes a história de seu público, a cultura de seu público. O roteiro silencia e destrói a cultura de um povo e ao destruir a cultura de um povo se destrói também sua História.
Sem história e sem cultura, ou melhor, quando apagadas, os reduzem a um povo sem identidade, consequentemente, mais dócil, despolitizado, fácil massa de dominação/manobra. Eles têm apostado num espetáculo diferente, a cidade deles é uma cidade de "Pedra e Cal" onde não se dá o pão nem o Circo. Pois na cultura do capital se paga por tudo. Ser de algum lugar certamente é ter uma identidade, mas no final das contas resta-nos saber se valorizam de fato o lugar e a cultura, para além das prateleiras e do valor venal da exploração de um povo.

Aqui apresento os últimos rasgões do tecido cultural, no exemplar trabalho de Chico Science – Nação Zumbi, quando ele fala sobre a lama e o caos. Nesse tecido de lama que escorre e amarga o rio Doce das Minas Gerais, vemos a cultura do lucro e da mineração que destrói a identidade de um lugar. Rasgões ambientais sem precedentes na história da natureza. Retalhos e rasgões que não servem para vestirmos um povo, para fazermos uma festa de reis, ou um maracatu rural. Essa é a cultura do capital e nos alimenta de “jumentas magras”, que são levadas para as colchoeiras do preconceito de lugar, destruindo a verdadeira cultura de um povo.

LANÇAMENTO DO LIVRO: Geografia Território e Planejamento - Volume III




POR: Luciene Vieira de Arruda e Belarmino Mariano Neto (organizadores)


Geografia e Território - Planeamento Urbano, Rural e Ambiental em seu terceiro volume é o resultado da terceira turma de Especialização em Geografia e Território, organizada e coordenada pelos professores Belarmino Mariano e a Luciene Vieira de Arruda. através da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UEPB, no Departamento de Geografia do Centro de Humanidades.

O lançamento será no dia 10 de dezembro, ás 15 horas no auditório do Centro de Humanidades, Campus III, em Guarabira. Esse lançamento integra parte da programação da VI SEMAGEO - VI Semana de Geografia da UEPB/CH. que possui uma vasta programação entre os dias de 07 a 11 de Dezembro.

http://semageo20158.wix.com/cageografiauepbgba

A Semana de Geografia SEMAGEO do Campus III da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) se apresenta em sua VI edição neste ano de 2015. O evento abordará as discussões sobre: “A Geografia da Paraíba: suas perspectivas no cenário atual”.  O mesmo tem a finalidade de abordar as relações espaciais entre sociedade e natureza no território paraibano, através de conferências, mesas redondas, minicursos, espaços de diálogo. 

Informamos ainda que o Volume I desta coleção já encontra-se esgotado, mas no lançamento do nosso livro III, estaremos com outros livros a disposição para venda, a exemplo do Volume II de Geografia, Território e Planejamento. 
 Com esse terceiro livro, ao lado dos livros I e II, concluiremos essa importante etapa em publicarmos os artigos dos especialistas das três turmas. O primeiro livro contou com 23 artigos; o Volume II registrou 25 artigos e o livro III também contou com 25 artigos, todos dentro das normas da ABNT e com registro na biblioteca nacional, através de ISBN, editados e produzidos graficamente pela Editora Ideia, em João Pessoa/PB.



Ainda nos resta um pequeno quantitativo do Volume II, conforme imagem de capa acima. e Todos/as os/as autores/ras estão convidados para participar do lançamento e receberem as suas cotas.
Todos os três livros seguiram o mesmo padrão editoral e gráfico, a mesma gramatura e tamanho. Cada livro foi estruturado a partir de linhas de pesquisas, tais quais: 1) PLANEJAMENTO TERRITORIAL URBANO E RURAL; 2) PLANEJAMENTO DO MEIO FÍSICO/AMBIENTAL; 3) PLANEJAMENTO TÉCNICO: CARTOGRAFIA E

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS e 4)  GEOGRAFIA DO TURISMO E PLANEJAMENTO
TERRITORIAL


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Equipe Teju-açú faz a trilha da Cachoeira de Uricuri

Por: Belarmino Mariano Neto (imagens e texto)

Hoje, dia 18 de outubro a equipe Teju-açú/UEPB, fez mais um trabalho de reconhecimento e registro imagético da trilha para a Cachoeira de Ouricuri, na zona rural do município de Pilões. O trabalho é uma parceria com o google trekker, com registro de imagens em 360 graus. Os companheiros Amarildo H. LucenaMarcelo Luiz FrançaJoão AndradeBerg GinúÉzio Rubis Soares e Belarmino Mariano, fizeram toda a trilha até a cachoeira. Na cachoeira encontramos uma bela paisagem, mas infelizmente com muita poluição, fruto de banhista no ultimo final de semana. A professora Luciene Arruda, que também faz parte do projeto, alerta que o poder publico municipal precisa assumir o controle e garantir a preservação do local, pois a comunidade já não aguenta mais, ter que limpar o lugar, por conta própria e sem o apoio dos órgãos públicos.






















Participe de ação em defesa da Cachoeira de Ouricuri - Veja como:

https://secure.avaaz.org/po/petition/Ministerio_Publico_de_Piloes_PB_SALVE_A_CACHOEIRA_DE_OURICURI_DO_LIXO/?pv=3&fb_action_ids=487744514684104&fb_action_types=avaaz-org%3Asign