quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Memória viva e morta - homenagem as vitimas da Ditadura

 

De 22 a 25 deste mês, os vereadores de Sapé, Mari e Guarabira prestarão homenagens aos ex-deputados Agassiz e Francisco Julião, este último in memoriam.
Os eventos se associam ao projeto nacional de memória histórica e resgate de personalidades que se destacaram na luta e resistência à Ditadura Militar de 64, ao qual estão integradas entidades e órgãos de defesa dos direitos humanos, como a OAB, a ABI, a CNBB, o Grupo Tortura Nunca Mais e o Centro de Referência dos Direitos Humanos.
As homenagens se iniciam por Sapé, às 19h30 do dia 22, por iniciativa do presidente da Câmara, Walter Filho. No dia seguinte, em Mari, no mesmo horário, será a vez da Câmara de Mari, em que apresentou a propositura a presidente Vânia Monteiro. Em Guarabira, onde o vereador Beto Meireles é o autor das homenagens, a sessão especial na Câmara Municipal ocorrerá no dia 25, às 19h30.
Com decisões deste teor, as câmaras de vereadores resgatam ao reconhecimento público nomes emblemáticos da nossa contemporânea história, no momento em que o país acaba de criar a Comissão Nacional da Verdade destinada a revolver um passado de tirania que asfixiou a  nação por 21 anos.
Francisco Julião e Agassiz Almeida, com o desfecho do Golpe Militar, foram presos e perderam os seus mandatos de deputado e amargaram longo exílio.
Há cerca de 50 anos, Agassiz Almeida (Paraíba) e Francisco Julião (Pernambuco), jovens deputados à época, defendiam  a reforma agrária através das Ligas Camponesas, e apontavam ao país os verdadeiros responsáveis pelas mortes de líderes camponeses,  entre os quais João Pedro Teixeira, Pedro Inácio de Araújo, (Pedro Fazendeiro), e João Alfredo.
Foi Francisco Julião quem mobilizou a primeira greve de camponeses na história do país, em 1960.
Em 1962, Agassiz Almeida requereu à  Assembléia Legislativa da Paraíba a constituição de uma CPI, Comissão  Parlamentar de Inquérito, para apurar os responsáveis pelo assassinato de João Pedro Teixeira, e também apontou os criminosos desta tipologia  delinquente,  o assassinato e desaparecimento de Pedro Fazendeiro.

Da Editoria/Blog
Com Celio Alves

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