domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ecologia e imaginário


Dissertação sobre Ecologia e Imaginário
http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bte/bte.nsf/2C746CB5A002321203256FDD004629B8/$File/NT000A657E.pdf

É o resultado de dois anos de pesquisa sobre o semi-árido paraibano. Um trabalho que engloba uma pluralidade lingüística, marca o atual estágio de mundialização cultural e submundialização sócio-econômica e técnica. Academicamente de grande utilidade, para aqueles que pretendem conhecer a geografia, a ecologia e a história da Paraíba, em especial sua extensa zona semi-árida. As dificuldades e estratégias de vida dos que fazem o Sertão e o Cariri.
São duzentas páginas, com mapas, gráficos e um capítulo de fotografias que enfoca um olhar geoecológico do território paraibano. Imagens que demonstram a riqueza da diversidade regional, destacando as diversas paisagens paraibanas.
A partir da constituição do imaginário, analisamos a idéia de natureza, relacionando a topofilia e a percepção como elementos norteadores de uma ecologia da convivência homem/natureza na Microrregião dos Velhos Cariris do Paraíba, através do relato de histórias orais e de vida das pessoas idosas, relacionando os costumes e tradições locais sob as influências da modernização, no tocante ao mundo social, cultural e natural, para vermos até que ponto o processo de modernização deitou raízes em comunidades tradicionais.
O autor, Belarmino Mariano Neto é Doutor em Sociologia pela UFCG/UFPB (2006); Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento, pelo PRODEMA/UFPB (1999); especialista em Gestão Territorial (1996); aperfeiçoamento em Geografia Agrária (1995); graduação em Geografia (1992). Participante da Pesquisa "Vida e Trabalho do Menor na Atividade Canavieira", CNPq. (1995); colaboração nas pesquisas que resultaram no livro "Por um pedaço de chão", da profª. Emília Moreira. Atualmente é professor Adj. da UEPB/CH e lider do Terra - Grupo de pesquisa urbana, rural e ambiental;
Podemos dizer que este é um importante convite à leitura. Expressão construída na comunhão de palavras bem arranjadas pela leveza das idéias; escritos memoriais de diálogos pluralizados pela experiência do escutar e chegar aos brotos de lembrança. Estes, como crianças, podem renascer em cada um, desde que se ative a valorização dos que sabem como lidar com a natureza semi-árida, desvendando seus mistérios e transformando o potencial deserto em jardim. Ele nos convida para o pertencimento do lugar. O semi-árido é apresentado com a livre leveza dos cabelos ao vento ou de um caminhar descalço. Podemos identificar na topofilia, representada pelo amor dos que vivem e são o semi-árido.
Este trabalho analisa a constituição do imaginário e a natureza, relacionando a topofilia e a percepção como elementos para a construção de uma sociedade ecológica. Baseia-se na história oral, memória cultural, análise de conteúdo e narrativa descritiva informativa. Busca a identificação da percepção e a integração das comunidades com a natureza, para encontrar as raízes culturais que tinham a natureza como elemento sagrado e as formas como elas deixaram de existir ou ainda remanescem no cotidiano. Relaciona os costumes e tradições locais sob as influências da modernização, no tocante ao mundo da sociedade, da natureza e dos problemas de ordem sócio-ambientais emergentes. Resgata a importância dos conceitos de imaginário enquanto forma de abordar aspectos das ciências da natureza e da sociedade. Situa o local no contexto mundial, dentro de uma perspectiva tempo/espaço, complexidade e submundialização da humanidade, globalização e culturas fragmentadas, desenraizadas do mundo natural e embaladas pelos ritmos acelerados da mundialização. BAIXE ESSE LINK e boa leitura.




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